O pecado da preguiça – parte 3

28 ago

caramujo

“O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta.” (Provérbios 13:4)

Parece que existe uma maldição que acompanha o preguiçoso pois ele convive com uma sensação de que nunca tem nada, de que sempre está faltando algo. Já o diligente, vive com a sensação de que está sempre farto, abundante.

“O caminho do preguiçoso é como que cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é plana.” (Provérbios 15:19)

“A preguiça faz cair em profundo sono, e o ocioso vem a padecer fome.” (Provérbios 19:15)

“O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca.” (Provérbios 19:24)

Esse último verso se repete em Provérbios 26:15. O preguiçoso já “meteu a mão no prato”, já fez ou resolveu uma parte mas não quer ter o trabalho de concluir, de “levar à boca”. Isso é algo chocante e, infelizmente, existe demais no mundo hoje. A geração atual não quer ter trabalho. A grande maioria das pessoas nascidas nos últimos 30 anos, que o mundo chama de “Geração Y” e “Geração Z”, são múlti estimuladas. São pessoas de muitos talentos, de muitas oportunidades, mas que não se aprofundam em nada, não consolidam o que começam, não “vestem a camisa” do que fazem. Dificilmente vemos uma pessoa desta geração ficar mais de 10 anos em um mesmo emprego. É igual ao jogador de futebol moderno que troca continuamente de clube, e não é somente por uma questão de salário, mas, sim, por pertencer a uma geração que se estimula pela novidade e não se satisfaz com uma mesma coisa por muito tempo.

Trabalhar não é algo que emociona pois exige fazer a mesma coisa muitas vezes. Trabalhar, também, não é administrar uma situação caótica (pois isso qualquer medíocre faz), mas é trazer uma solução para o caos; é fazer algo ao invés de apenas falar.

“Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas.” (Provérbios 22:13)

“Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas.” (Provérbios 26:13)

Quantas desculpas nós damos para não fazer o que deve ser feito? As desculpas geralmente são dadas em primeiro lugar para nós mesmos. “Leão na rua” é papo de preguiçoso; não há desculpa para não fazer o que é preciso. No meio profissional, principalmente, essa situação é muito forte e recorrente.
Lembro-me da história do vendedor de sapatos:

“Era uma vez uma indústria de calçados que desenvolveu um projeto de exportação de sapatos para a Índia. Em seguida, mandou dois de seus consultores a pontos diferentes do país para fazer as primeiras observações do potencial daquele futuro mercado. Depois de alguns dias de pesquisa, um dos consultores enviou o seguinte fax para a direção da empresa: “Chefe, cancele a produção, pois aqui ninguém usa sapatos”. Sem saber desse fax, o segundo consultor mandou à direção da empresa a seguinte observação: “Chefe, triplique a produção, pois aqui ninguém usa sapatos”.

Essa história mostra que quem tem desculpas para não trabalhar já está derrotado. Para vencer é preciso criar o que não existe, fazer o que ninguém faz. Se a caça já é nossa, se já colocamos a mão no prato, então precisamos consolidar, concluir o trabalho.

Continua no próximo post

No amor do Senhor Jesus,

Sérgio Franco ><>

O pecado da preguiça – parte 2

22 ago

preguiça

“Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.” (Provérbios 10:26)

O vinagre anestesia e a fumaça impede a visão da pessoa. Também queima e arde. Não sei exatamente qual o sentido de Provérbios, mas é muito ruim quando mandamos alguém fazer algo e essa pessoa, de tão preguiçosa que é, acaba nos fazendo perder a visão do que lhe havíamos pedido, ou seja, ela embaça, confunde, incomoda a nossa visão.

“O preguiçoso não assará a sua caça, mas o bem precioso do homem é ser ele diligente.” (Provérbios 12:27)

Diligência é o contrário da preguiça. Às vezes agimos como preguiçosos em várias situações e dizemos, como um eufemismo, que apenas fomos negligentes. Já presenciei algumas pessoas pedindo perdão por terem sido negligentes. Sempre que a Bíblia fala sobre ser diligente ela está se colocando como contraponto ao preguiçoso.

Outra verdade importante é que a preguiça não deve ser confundida com doença. Imagine a seguinte cena: Uma pessoa está deitada, prostrada no chão e passa alguém e lhe pergunta: “O que essa pessoa tem?” E você responde: “Ela está cansada ou doente, coitada”. Isso irá trazer um sentimento de pena, de misericórdia para quem perguntou. Entretanto, se você responder: “É preguiça”, a reação dessa pessoa será outra.

Muitos são tão preguiçosos que até gostam de ficar doentes. Lembro-me de uma época, quando militar, que houve uma epidemia de conjuntivite e o pessoal do quartel se expunha a alguém doente, torcendo para pegar o vírus simplesmente para poder ficar em casa. Já ouvi também sobre alguém que quebrou um dedo para poder pegar licença do trabalho. Este homem hoje é um cristão e segundo me contou, fez isso mais de uma vez. No entanto, ele hoje já deu frutos de arrependimento.

“Não assará a sua caça”. Imagine que você tem algo em suas mãos que já é seu, que você já conquistou mas que ainda não consolidou. Quantas vezes começamos a fazer algo e não terminamos, deixamos parado no meio do caminho? Quantos sonhos, projetos e alvos estão engavetados? Tempos atrás comecei a fazer um curso à distância e, devido a uma grande quantidade de viagens, acabei perdendo matérias e avaliações importantíssimas. Terminei o período, mas decidi trancar o curso. Mesmo tendo a consciência de que não negligenciei, fiquei triste, pois é muito ruim quando matamos a caça e não trazemos à boca. “Assar” é consolidar, executar, terminar o que começamos.

Continua no próximo post.

No amor do Senhor Jesus,

Sérgio Franco ><>

O pecado da preguiça – parte 1

6 ago

ursoAlguns irmãos quando ouvem uma mensagem costumam fazer anotações dos pontos que sobressaem. Outros mais ousados, quando o pregador termina de falar, vão lá e pedem o esboço do sermão.

Algumas vezes eu postei estudos bíblicos e também mensagens que foram transcritas de pregações. Sei que é um texto longo e por isso tento facilitar postando em capítulos. Sei também que a maioria não costuma ler textos com passagens bíblicas, pois acham cansativo e repetitivo e em alguns casos, alegam que textos bíblicos fazem perder a linha de raciocínio. Contudo, apesar disso, eu sei que uns poucos absorvem bem e tiram proveito ao máximo a ponto de me pedirem o texto inteiro. Por causa destes meus ávidos leitores é que eu não desisto dos textos longos. rsrs.

Hoje, eu dou início a transcrição feita pelo meu amado Luiz Roberto Cascaldi de uma mensagem que ministrei em Santíssimo, Rio de Janeiro, sobre O PECADO DA PREGUIÇA. Suportem-me uma vez mais

Jesus um dia declarou:

“Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” (João 5:17)

O pecado da preguiça, pela dificuldade de ser identificado e confrontado, talvez seja o mais sutil a operar no presente século e, infelizmente, tem derrubado muitos cristãos.

“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio. Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante; no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento.” (Provérbios 6:6-8)

A preguiça tem muitas caras. Ela se traveste de várias formas. Uma das definições da palavra “preguiçoso” é “lerdo” e, por isso, relaciona-se à lerdeza ou lentidão. Entretanto, olhar para uma formiga e afirmar que a preguiça é apenas não trabalhar, é um equívoco. Alguns preguiçosos trabalham para não ter “o trabalho”. Certo dia eu precisei confrontar um irmão por esse pecado, mas ele era um empresário que trabalhava muito. Conversando, ele me disse que trabalhava mais do que qualquer pessoa que conhecia. Porém, disse a ele que, devido ao seu trabalho, fugia e negligenciava suas responsabilidades como marido e pai, como chefe em sua casa. Expliquei-lhe que a preguiça transcende essa questão do trabalho secular. Existe um trabalho que é inerente ao nosso chamado, à nossa responsabilidade, ao compromisso assumido, ao propósito da existência. Por isso eu disse que alguns trabalham para fugirem do trabalho.
Preguiça é muito mais do que simplesmente não trabalhar no emprego, mas é também não fazer o que precisa ser feito fora do emprego. Conheço muitas mulheres que saem dos seus lares e trabalham bastante, mas não porque amam seus trabalhos fora de casa e, sim, porque odeiam enfrentar seus serviços domésticos. Concordo que o trabalho de casa é uma loucura, uma rotina alucinante e, talvez, seja o pior que existe na Terra. Nenhum homem suportaria dormir, acordar, viver, tirar férias no próprio ambiente de trabalho. Mas preguiça é também não cumprir ou fugir das suas obrigações.

“Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?” (Mateus 10:26)

Quando li esse texto sob a ótica da preguiça, confesso que fiquei confuso, sem saber o que Jesus queria que eu fizesse: que trabalhasse como as formigas ou ficasse como as aves do céu, sem semear, sem ajuntar em celeiros. Obviamente, a Palavra de Deus não se contraria nunca, mas a questão não é o trabalho simplesmente. A ave, assim como a formiga, cumpre o seu papel pois nasceu para isso e assumiu o que lhe é pertinente. Então, trabalhar é fazer da melhor forma possível aquilo que nos foi confiado fazer.

A formiga, segundo o texto acima, tem dois detalhes interessantes. Primeiro, ela não precisa de líder para motivá-la a fazer seu trabalho. Muitos trabalham somente por obrigação ou debaixo de constante pressão para fazê-lo. Não são “pró-ativas”, não têm iniciativa e, por isso, são preguiçosas. Se não houver alguém incentivando-as ou se o chefe não estiver por perto elas não trabalham. Isso é tão forte que algumas empresas limitam e até proíbem o uso da internet pois muitos, ao invés de trabalhar, ocupam seu tempo navegando em páginas de relacionamentos. Será que é porque elas não têm nada para fazer ou porque ninguém lhes deu ordens? Ou então porque ninguém as está observando? Quem faz apenas o que lhe é mandado cai no pecado da preguiça.

O segundo detalhe da formiga é que ela não se limita ao tempo, ou seja, não existe tempo bom ou ruim para ela trabalhar.

“Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.” (Provérbios 6:9-11)

A postura do preguiçoso é estática, ele não se movimenta. Enquanto ele permanecer letárgico a pobreza o dominará. Nós não temos luz suficiente de como esse pecado é terrível e nos destrói. A preguiça não ataca apenas nossa produção diária, mas tem um poder muito maior. O texto fala de uma situação contínua de necessidade e de pobreza que aflige o preguiçoso em muitos aspectos.

Segue no próximo post

No amor do Senhor Jesus,

Sérgio Franco ><>

Carta aberta aos profetas do Deus Altíssimo

31 jul

Assunto: CUIDADO COM O FERMENTO! – CUIDADO COM O ENSINO ERRADO!

Queridos irmãos, paz seja com todos vocês!

Sem rodeios, quero expor a carga do meu coração para esse tempo.

Jesus disse aos seus discípulos: “cuidado com o fermento dos fariseus!”

O Senhor usou a palavra “fermento” algumas vezes referindo-se aos fariseus. Ele a usou com dois sentidos: a hipocrisia dos fariseus (Lc 12) e a doutrina dos fariseus (Mt 16).

Numa destas ocasiões em que Ele falou se referindo a doutrina dos Fariseus e Saduceus (Mt 16:12), os discípulos pensavam que Ele estava se referindo a falta de pães, mas logo Ele mesmo explicou: “Ainda não perceberam que o problema não é o pão? O problema é o fermento — o fermento dos fariseus e saduceus”. Então, eles entenderam. Jesus não estava preocupado com o pão, mas com o ensino dos fariseus e saduceus.

Um ensino corrompido pode destruir a fé de um crente em Jesus Cristo. Um ensino errado incha como fermento. A pessoa que recebe doutrinas de homens ou de demônios pensa que está crescendo, mas na verdade está apenas inchando. O ensino errado, segundo Jesus, é a base da falsa adoração. Por exemplo: um grupo de cristãos que diz estar se reunindo em Nome de Jesus, mas por conta do ensino errado, o tal grupo se reúne para se embriagar, para fazer fofocas, para falar mal dos outros, para se defraudar mutualmente, para difamar autoridade, etc. Não é em Nome de Jesus que está reunindo o tal grupo. Eles estão se reunindo em seus próprios nomes. Logo, este ajuntamento não pode ser chamado de igreja. Igreja é quando dois ou três se reúne em Nome de Jesus. Jesus jamais se reúne para se embriagar, fazer fofocas, falar mal da vida dos outros, para despertar desejos sexuais no próximo ou difamar autoridade.

O ensino errado traz tantos danos que os hereges não eram bem-vindos ao relacionamento dos cristãos no primeiro século. Com os hereges, a igreja não deveria ter comunhão. Paulo recomendou a Tito o seguinte: “Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido e peca, estando já em si mesmo condenado.” (Tito 3:10-11)

Jesus acautelava os discípulos acerca deste fermento. Os apóstolos proibiam a igreja de receber gente que ensinava tropeços. O Senhor colocou de cama uma falsa profetisa que estava ensinando os discípulos em Tiatira a imoralidade sexual, e se ela não se arrependesse deste pecado, O Senhor prometeu matar seus filhos, para que o temor chegasse a todas as igrejas e todos soubessem que Ele não estava de brincadeira. Jesus não brinca quando o assunto é ensino errado, fermento, heresia. O Senhor quer a Sua igreja madura e não inchada. O Senhor não tolera aquele que incita o Seu povo a pecar contra Ele.

Se você é um profeta ou profetisa do Senhor, não se amedronte. Os dias são maus e muitos já estão fermentados. Não cale a boca, fale em Nome de Jesus. Lembre-se: a omissão é tão grave quanto a injustiça! Ficar calado para evitar ser difamado, atacado ou causar polêmica, não condiz com o dom e o caráter de um profeta. Profetize em Nome do Senhor Jesus Cristo. Chame a atenção daqueles que ouvem a sua voz. Aproveite todos os meios (mídias). Jesus nos garante que nos últimos dias seremos perseguidos por causa do Seu Nome. Não use de eufemismo para com o pecado. Busque a santidade e dependa do Espírito Santo para tal. Lembre-se que Deus dá graça aos humildes e que esta graça nos mantém e nos manterá de pé, portanto, devemos aproveitar todas as oportunidade para nos humilharmos debaixo da poderosa mão de Deus.

Vivemos num tempo em que as pessoas querem ser bem aceitas por todos. Os políticos em tempos como esses, são um bom exemplo para explicar esta conduta, pois por conta da popularidade a maioria deles mudam mais que camaleões. Falam uma coisa hoje e outra amanhã, ou daqui a algumas horas. Portanto, não tenha medo de se tornarem impopulares.

O medo produz dúvidas e sendo assim, a fé não conjuga com o medo.

Eu penso que foi o medo o causador da derrota do Brasil para a Alemanha por um placar tão vexatório. Creio que foi o medo de sair mal na foto que provocou o tal “apagão”. Quando a Alemanha marcou o segundo gol, o fantasma da Copa de 50 entrou em ação. Os atletas traziam na memória a forma como a mídia tratou o “maracanazo”. De como as críticas  aos jogadores foram cruéis por causa da derrota no Maracanã em 50. De como o goleiro Barbosa viveu seus últimos anos no anonimato acusado de ser o culpado pela derrota do Brasil para o Uruguai. A filha de Barbosa em entrevista recém disse que ficou feliz com a derrota do Brasil por 7×1. Ela declarou o seguinte: “Como brasileira eu gostaria que ganhasse. Depois que eu vi a repercussão, gostei. Perder foi bom pela memória do meu pai. Em 50 foi derrotado, mas não foi de 7 a 1. Eles foram vice, agora nem isso. E meu pai tinha muito orgulho de ser vice-campeão do mundo. Em 50 não tínhamos televisão e mesmo assim a vergonha foi mundial. A Copa de 50 não foi nada perto disso. Foi fichinha. Fomos vice. E agora, fomos o quê? Pois agora eles vão colocar o Barbosa em seu devido lugar”.

Foi o medo de se tornarem “Barbosa” que paralisou os nossos jogadores.

Quem se alimenta de “glória humana” não suporta o anonimato ou ver sua reputação cair por terra. É tão bom quando todos falam bem de nós, não é? Porém, nós deveríamos ter cuidado com os elogios da massa, pois Jesus afirmou o seguinte: “Ai de vocês, quando todos falarem bem de vocês, pois assim os antepassados deles trataram os falsos profetas.” (Lc 6:26 NVI)

Este medo também pode nos congelar. A dependência da aprovação dos homens, nos faz escravos e compromete a nossa sinceridade. Caímos na cilada de querer agradar a todos. Cuidado, pois este medo de não ser aceito pelos homens está calando muitos profetas do Senhor.

Jesus não temeu a fúria dos religiosos fermentados. João Batista perdeu a cabeça ao condenar uma relação de adultério. Paulo, até “deu nome aos bois”. Ele denunciou nomeando os falsos mestres. João, o apóstolo do amor, não fez diferente.

Queridos irmãos, profetas do Altíssimo, não sejam omissos. Não permitam que o fermento dos falsos mestres inchem a igreja do Senhor. Denuncie todo o ensino errado que ao invés de fazer a igreja crescer e multiplicar, como os pães na mão de Jesus, apenas a incham.

Vários líderes religiosos dos nossos dias, querendo mostrar sabedoria, abrem a boca para revelar toda amargura e promover destruição. Paulo, referindo-se a alguns de sua época, instruiu a Timóteo o seguinte: O ensino deles alastra-se como câncer; entre eles estão Himeneu e Fileto.(2 Tm 2:17). Quem já viu o que um câncer pode fazer a um corpo humano, pode ter a ideia do que o apóstolo estava querendo dizer com relação ao ensino errado, como a falsa doutrina pode destruir o corpo de Cristo, a igreja.

Poucos de nós combate o falso ensino. A maioria da igreja está preocupada com os ladrões, com os mágicos, com os atores dos púlpitos. O que aflige a maioria são os dízimos e as ofertas. Os  hereges podem falar qualquer bobagem e se atacarem o dízimo até recebem uma “curtida”. No entanto, eu lhes afirmo que a “falsa doutrina” é pior do que roubar o dinheiro do povo. Estejam certos de que mercadejar a Palavra de Deus é mais grave. Pior que tudo é deturpar, manipular e negar a Palavra de Deus. Será que nos dias de Jesus não havia ladrão de dinheiro santo? Meus amados, Jesus tinha um ladrão no meio dos apóstolos. Judas Iscariotes metia a mão na bolsa! Ele, em nome do socorro e da misericórdia, socorria a si mesmo. No entanto, Jesus o chamou de amigo e até o beijou. Estejam certos de que todos os ladrões darão contas no dia do juízo e ficarão de fora juntamente com todos os adúlteros, feiticeiros, efeminados, mentirosos, etc.

Jesus NÃO disse aos discípulos: “tenham cuidado com Judas Iscariotes, pois ele está nos roubando”; mas disse: TENHAM CUIDADO COM O FERMENTO DOS FARISEUS E DOS SADUCEUS.

O ensino errado é mais perigoso, pode corroer como um câncer.

Queridos profetas, não tenham medo! Chamem a atenção do povo de Deus, mesmo que isto custe a nossa popularidade. Que sejamos excluídos e difamados por amor ao Senhor. Ele disse que os que Lhe amam, guardam seus mandamentos. Eu penso que guardar a Palavra, vai além de memorizar e praticar, mas inclui também ensinar e zelar por ela.

Estejam certos de que se formos fieis ao Senhor, um dia, poderemos ser considerados dignos de sofrer e até morrer pelo Seu nome.

No amor do Senhor Jesus,

Sérgio Franco
Twitter: @francoamd7
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Guardando o coração e a boca

9 jun

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“Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação” (1 Co. 1:21).

Por que as pessoas ouvem tantas coisas hoje, mas não ouvem aquilo que realmente faz a diferença em suas vidas? Todos nós, cristãos, sabemos que Deus escolheu salvar o mundo pela “loucura da pregação”. Talvez para o incrédulo isso não faça o menor sentido: como é que alguém falando alguma coisa sobre Deus ou sobre a palavra pode salvar outra pessoa? Mas a fé que salva vem exatamente assim, pela mensagem, pela palavra. A mensagem sai e encontra um coração sedento, produzindo vida. É algo milagroso.

A Palavra é vida, é uma semente poderosa. Jesus disse que “…as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (Jo. 6:63). Imagine a Palavra saindo, encontrando corações mortos e gerando vida neles. 

Quantas vezes Deus já falou com você pela palavra, pela oração, por um livro, por uma música cristã, etc.? Deus sempre fala e, quando Ele se cala, há algo muito errado. Mas, Ele quer falar através de nós, da igreja. É através das nossas bocas que Ele quer comunicar o Seu Reino. A vida ou o testemunho pessoal fala, mas Jesus também quer que falemos com a boca. Ele nos chamou para sermos Suas testemunhas (Atos 1:8). Testemunha conta o que viu e ouviu, tem de abrir a boca e falar, comunicar o que está acontecendo em sua vida. 

“…prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não…” (II Tm. 4:2). A Palavra que salva sai através da mensagem falada; então, falemos em todo o tempo, a tempo e fora do tempo, para todas as pessoas que pudermos. É na Palavra que há edificação, crescimento. Quando comunicamos a Palavra de Deus sempre haverá crescimento. 

Mas, a pergunta é: Por que não temos falado tanto, comunicado tanto o Reino como deveríamos? Por que as nossas conversas são mais vãs do que santas? 

“Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os ouvidos. Não os deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-os no mais íntimo do teu coração. Porque são vida para quem os acha e saúde, para o seu corpo. Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida. Desvia de ti a falsidade da boca e afasta de ti a perversidade dos lábios. Os teus olhos olhem direito, e as tuas pálpebras, diretamente diante de ti. Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos. Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal” (Provérbios 4:20-27). 

Guardar o coração é a verdadeira chave da vida. O nosso problema não está na boca, é mais profundo. A fonte não é a boca, mas, sim, o coração. 

“Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração. O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mateus 12:33-37).

Jesus estabeleceu uma relação entre a árvore e o coração e questionou como pode uma árvore má produzir frutos bons, como pode uma pessoa falar coisas boas se o seu coração é mau, e concluiu dizendo que a boca fala do que o coração está cheio; falamos aquilo que temos no coração. Se são conversas fúteis, é porque o coração está cheio de futilidades. Muita gente enche diariamente suas mentes e corações de coisas inúteis e dessas coisas falam o dia todo. 

Jesus não tinha meias palavras, ele falava a verdade. A primeira vez que ele pregou em uma sinagoga, foi expulso e ainda quiseram matá-lo. A própria parentela de Jesus o chamava de lunático, porque ele falava as verdades que as pessoas não gostavam de ouvir; ele denunciava os corações dos homens, não poupava ninguém. Falava por amor e com amor, mas falava. Neste texto ele foi mais forte, chamando os homens de “raça de víboras” porque eles, além de não edificarem, ainda envenenavam os outros.

A linguagem, a comunicação é o que mais nos assemelha com o Criador. Deus fala conosco, nós refletimos e depois comunicamos, expressamos com a boca o que está dentro de nossas mentes e corações. E, talvez por isso também, colecionamos tantos pecados quando falamos. Existe uma coleção de pecados na Bíblia que são cometidos pela boca.

1. Pecamos quando falamos demais.

Falar demais não significa falar muito. Muitos, com apenas cinco minutos, conseguem falar demais. Aquele que não modera seus lábios é imprudente e néscio, tolo. Pessoas de coração inquieto falam demais.

“No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente” (Provérbios 10:19).

“Porque dos muitos trabalhos vêm os sonhos, e do muito falar, palavras néscias” (Eclesiastes 5:3).

2. Pecamos quando falamos palavras vãs, fofocas.

“Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno… Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo” (Mateus 5:37; 12:36).

“Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o SENHOR” (Levítico 19:16)

“As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre” (Provérbios 18:8).

Um coração leviano produz palavras vãs, fofocas, maledicências. Fofoqueiro não é somente aquele que fala, mas também aquele que ouve. É um pecado que não se comete sozinho, mas precisa de alguém, de um cúmplice. Um fala mal, o outro escuta e deixa descer ao coração. Fofoca é algo tão maligno que “vende” muito através da mídia e os fofoqueiros parecem querer dizer que têm intimidade com as pessoas que estão sendo faladas. Dá “ibope” falar da vida dos outros. Quem ouve gosta, se alimenta daquilo, são “doces bocados”, como diz Provérbios. Muitos ferem a outros por meio da língua:

“Então, disseram: Vinde, e forjemos projetos contra Jeremias; porquanto não há de faltar a lei ao sacerdote, nem o conselho ao sábio, nem a palavra ao profeta; vinde, firamo-lo com a língua e não atendamos a nenhuma das suas palavras” (Jeremias 18:18).

“Além do mais, aprendem também a viver ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem” (1 Timóteo 5:13).

“Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem” (1 Pedro 4:15).

O sofrimento do intrometido não glorifica a Deus. Muita gente se intromete na vida de outros e depois fica destruído e se julgando perseguido. Isso não é perseguição, pois a pessoa é intrometida, coloca-se onde não é chamada e depois colhe os frutos dessa intromissão. 

3. Pecamos quando murmuramos. A murmuração revela um coração ingrato.

“Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador” (1 Coríntios 10:10).

4. Pecamos quando mentimos. A mentira encobre um coração soberbo. A pessoa soberba está sempre pronta para mentir, enganar, fingir, dissimular.

“Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos” (Provérbios 6:16-19).

“Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu prazer” (Provérbios 12:22).

“Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte” (Apocalipse 21:8).

5. Pecamos quando bajulamos. O coração fingido gera lábios bajuladores.

“Socorro, Senhor! Porque já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens. Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido. Corte o Senhor todos os lábios bajuladores, a língua que fala soberbamente, pois dizem: Com a língua prevaleceremos, os lábios são nossos; quem é senhor sobre nós?” (Salmos 12:1-4).

“A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha” (1 Tessalonicenses 2:5).

6. Pecamos quando falamos impensadamente. Um coração irado dá lugar ao diabo, promovendo situações que ferem as pessoas.

“Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo” (Efésios 4:26,27).

7. Pecamos quando falamos com incredulidade. Um coração incrédulo fala contra as coisas que Deus diz.

“Porém os homens que com ele tinham subido disseram: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós. E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura” (Números 13:31,32).

Isso acontece com relação à cura de enfermidades, salvação, vitória sobre pecados, etc. levando as pessoas a falarem contra o que Deus prometeu em Sua palavra. É muito comum algumas pessoas dizerem: “Eu tenho certeza que vou precisar operar”, “Tenho certeza que esse negócio não vai dar certo”, etc. É uma fé para o negativo, para o contrário do que a palavra de Deus diz. Isso sem falar das expressões: “A minha enfermidade”, “a minha dor”, “o meu problema”, etc. Se ainda é meu, então Jesus não levou com Ele para a cruz.

Nas horas de angústia e dor precisamos, mais do que nunca, nos apegarmos às promessas do Senhor, àquilo que Ele falou e que está escrito. As promessas existem, mas temos de nos apossar das mesmas. Isso aconteceu com os espias que lemos em Números. Deus mandou que eles espiassem a terra pois a daria a eles, mas, ao chegarem lá e enxergarem os gigantes e as circunstâncias difíceis, voltaram dizendo o contrário do que Deus havia falado.

O mais trágico de ter um coração incrédulo é que acabamos ensinando às pessoas o contrário do que Deus falou, preceitos meramente humanos que não estão na Bíblia.

“Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mateus 15:7,8).

Se falarmos ou ensinarmos coisas que não estão na Bíblia, por mais santas que pareçam, são preceitos humanos. E, quando passamos a ensinar preceitos humanos no intuito de “guardar o povo”, para se guardar ou apenas para agradar as pessoas, significa que não cremos realmente no que Deus fala.

Lembro-me de uma reunião de líderes em minha casa, alguns anos atrás, quando comecei a ensinar os irmãos a corrigir os filhos. Havia um líder mais idoso, com os filhos já crescidos, que disse: “O que ele está falando não tem sentido, pois nunca corrigi meus filhos e eles são uma bênção”. Isso gerou uma situação complicada, pois ele falava o contrário do que eu estava ensinando. Então, inspirado pelo Espírito, disse aos meus líderes: “Olha, vocês não têm de me ouvir, mas decidam: ou vocês ficam com a Palavra, ou ficam com a experiência desse irmão. Quem quiser ficar com a experiência dele, fique; mas, quem quiser ficar com a Palavra, escute o que eu digo.” Anos depois, esse irmão começou a passar por problemas gravíssimos com seus filhos. Um deles era policial e foi preso por cometer um crime grave, sendo condenado a 56 anos de cadeia. Quando aquele jovem estava sendo levado preso, aquele pai começou a chorar e disse: “Onde foi que eu errei?” E eu tive de dizer a ele: “Todo pai erra, mas você, em especial, eu sei. Você disse naquela reunião que nunca corrigiu seu filho.”

“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Provérbios 29:15).

O filho entregue a si mesmo faz o que quer, não tem freios, não tem limites e despreza o que Deus fala.

Eu posso garantir a todos que já receberam o Senhor Jesus em seus corações que não precisam viver uma vida miserável. Só irá viver uma vida miserável aqueles se quiserem, pois o Espírito Santo nos dá condições de vivermos uma vida diferente do mundo; Ele nos dá poder para vivermos a Palavra.

Existe uma maneira muito especial de comungar, de ser cheio com o Espírito Santo:

“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Efésios 5:18-21).

Falando, entoando, louvando, dando graças e se sujeitando. Isso funciona para todos, pois recebemos uma nova natureza, Jesus vive em nós. Não precisamos ser escravos da língua, de um coração perverso e mau.

Existe uma lacuna muito grande entre o que nós somos em Cristo Jesus e o que nós vivemos em Cristo, e ela só existe porque não fazemos valer a vitória da cruz, não levamos a sério as coisas que Jesus conquistou para nós em Sua morte, o que já alcançamos pela fé. Dessa forma, não desenvolvemos uma nova vida, condizente com a nova natureza que Ele nos deu.

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17).

Pergunte-se: “Como deve ser a vida normal de uma nova criatura?” Comece a fazer uma limpeza em seu coração, jogue fora tudo que não procede da palavra de Deus, comece a ouvir a voz do Senhor em seu interior, aquilo que Ele está lhe ensinando. Preste atenção às coisas que você está falando e ensinando. É mentira, lisonja, bajulação, fofoca, murmuração, coisas demais? O que está saindo da sua boca? A partir desse entendimento você pode reconhecer o estado do seu coração, se arrepender e proceder uma limpeza interior com a ajuda e a força do Espírito Santo.

É ouvindo o que você fala que pode mudar suas práticas. Encha sua boca e seu coração com salmos e louvores, veja as situações ruins de outra forma e agradeça sempre ao Senhor por tudo! Amém!

No amor do Senhor Jesus,

Sérgio Franco ><>
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Rio de Deus – Parte final

6 jun

unção

Que unção é essa?

Mateus 25:1-13 – “Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo. Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes. As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; no entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas. E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram. Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro! Então, se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas. E as néscias disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando. Mas as prudentes responderam: Não, para que não nos falte a nós e a vós outras! Ide, antes, aos que o vendem e comprai-o. E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta. Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.”

Essa unção é a que lemos neste texto, o óleo das dez virgens, a unção que todas as dez deveriam ter comprado mas só cinco o fizeram. E, quando essas se deram conta e quiseram comprar o óleo daquelas que já tinham, elas disseram que não poderiam vender ou simplesmente passar aquela unção para as outras, porque a unção tem um preço.

Você quer um avivamento de verdade, que traspasse essas paredes que nos separam, que vá além dos nossos relacionamentos dentro da igreja? Quem deseja um avivamento de verdade deve estar com o coração aberto para Deus lhe aplanar, acertar corrigir, curar, restaurar. Se você não permitir que Deus lhe cure, como é que essa água vai seguir jorrando? O Senhor tem de tirar os entulhos que estão lá dentro!Neste exato momento o Senhor está trabalhando em nossos corações através do Seu Espírito Santo, mesmo que não vejamos isso com nossos olhos naturais. Jesus falou: “Eu edificarei a minha igreja!” (Mateus 16:18) e a igreja que Ele está edificando hoje não são paredes físicas, naturais, pois Jesus trabalha com pedras vivas, que somos nós.

1 Pedro 2:5 – “…também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.”

Mateus 4:1 diz que “O Espírito tomou Jesus e o levou ao deserto”. Quem levou Jesus ao deserto para ser tentado foi o Espírito Santo. Jesus tinha acabado de ouvir do Pai, por ocasião do Seu batismo nas águas que “Esse é meu filho amado, em quem tenho prazer” (Mateus 3:17). Mas em seguida, Jesus foi para o deserto e ouviu o diabo lhe questionar e tentar roubar a Sua identidade. Quem é guiado pelo Espírito Santo ao deserto tem que ter um coração aberto para não perder sua identidade para o diabo.

O diabo disse a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” (Mateus 4:3,4). Um coração aplanado, limpo, se alimenta do que vem do céu, se alimenta da palavra de Deus. Você pode estar passando por isso agora, o diabo lhe questionando se você é realmente filho de Deus, lhe perguntando onde é que está o seu Deus, o seu Pai, porque você está sofrendo… Então, chegou a hora de viver não só do pão que perece, mas da Palavra que flui continuamente! É hora de ir à fonte, beber da água da vida! É hora de viver pela Palavra, é hora de se apegar às promessas de Deus!

Os planos de Deus não podem ser frustrados. É hora de enfrentar a verdadeira batalha espiritual, a batalha do dia a dia. Tudo pode morrer, menos a esperança, a fé e o amor (1 Coríntios 13:13). A esperança é uma âncora, é um cenário onde a fé é cravada. A sua fé precisa da esperança. O diabo não pode roubar a sua esperança porque a sua fé necessita dela. Se você espera, você pode crer. Então, para manter a fé, mantenha a esperança! Quem conhece os nossos limites é Deus, e Ele tem provado cada um de nós, mas ao final nós seremos vasos de honra, instrumentos de Deus para fazer a obra Dele.

2 Timóteo 2:20,21 – “Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra. Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra.”

Você será o manancial de Deus, uma fonte jorrando para saciar aqueles que estão morrendo de sede. Fugir não vale a pena, não é isso que Deus tem para você. O pecado o leva ao abismo. Não caia nessa cilada de ficar somente esperando a chuva de Deus. O que Deus estabeleceu para nós foi o seguinte: “Os que crêem em mim, conforme diz as Escrituras, do seu interior fluirão rios de água viva”!

Deus quer você bebendo mas também dando de beber. Ele não planejou você para viver uma vida mesquinha, egoísta, onde só busca resolver os seus próprios problemas. Deus planejou você para uma vida onde não somente é saciado mas também sacia a alma dos sedentos.

Hebreus 12:1,2 – “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus…”

O grande desafio é viver todo dia agradando a Deus, sem fugir, sem desistir e sem olhar para trás, olhando firmemente para Jesus, enfrentando todos os desafios que virão. Deixe o Senhor limpar o seu coração, esteja aberto para o ministério da reconciliação que Ele já colocou em seu coração por intermédio do Seu Espírito Santo. Amém!

2 Coríntios 5:18,19 – “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.”

No amor do Senhor Jesus,

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Rio de Deus – parte 1

5 jun

Rio

João 7:37-39 – “No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.”

Era uma festa. Mas essa festa estava seca, sem vida. Em tempos de seca, de deserto, a nossa maior expectativa vem do céu. Quem está num lugar seco e árido está sempre a espera de chuva e fica sempre olhando para o alto, buscando o temporal, a chuva. Mas, muitas vezes, ela não vem. Você quer a chuva de Deus? Mas e se Deus falar que não vai fazer chover sobre você, que essa não é a intenção d’Ele? Deus não quer um avivamento de chuvas caindo, mas sim um avivamento de fontes jorrando! 

Por que nós sempre tendemos a limitar as ações de Deus, a achar que Ele só pode vir de um único lugar? Por que a nossa tendência sempre é estabelecer um caminho para Deus agir, principalmente quando estamos no “sufoco”? Estamos sempre olhando para o mesmo túnel e querendo ver a luz no final, sempre olhando para a mesma direção e dizendo: “Dali virá o meu salvador!” Mas e se Deus, na Sua sabedoria e soberania disser que o caminho é outro? Que Ele não quer simplesmente trazer um avivamento de uma chuva que cai mas logo passa? O Senhor não quer um avivamento com uma chuva que se derrama, mas logo depois o solo estará seco novamente e, mais uma vez, esperando a próxima chuva. 

Nesta festa Jesus não estava falando de uma chuva literal. Era um momento religioso, seco e muito frio; a religião estava quebrada, falida. Era uma festa que, com certeza não alegrava ninguém, porque a alegria vem do Senhor. A unção do Espírito é que nos alegra, pois é o vinho de Deus correndo entre nós. Aquela festa com certeza não encheu ninguém, não avivou ninguém, porque é Deus quem aviva o interior das pessoas. 

Deus não quer um avivamento entre pessoas egoístas onde somente alguns matam a sua sede. O avivamento que Ele quer é aquele que você bebe mas também dá de beber a outros, onde você se sacia, mas também sacia a sede de outros. O Espírito de Deus está entre nós dizendo: “Eu não vou Me derramar sobre você apenas para matar a sua sede; não é esse o Meu plano. O Meu plano é abrir em você um manancial de águas, é cavar em você, abrir uma fonte em você. Esse é o meu projeto!”

Existem muitos lugares e corações que estão secos, existem lugares que neste exato momento estão morrendo e o plano de Deus é levar uma fonte jorrando para lá. Não é uma chuva ou nuvem passageira apenas, mas é uma fonte de água viva. Será que você pode dizer: “Eu quero ser essa fonte; não quero apenas água para beber, mas quero ser mais do que isso; eu quero poder também matar a sede de outros!”

Muitos de nós recebemos o Espírito Santo apenas para guardá-Lo, para retê-Lo, para ter Sua “reserva” e beber d’Ele apenas em nossa própria casa. Às vezes não temos o coração aplanado, limpo, preparado e liberado para essa fonte jorrar. Recebemos sim, mas o coração está fechado para dar e, quando ele está fechado, a água para de jorrar. O Espírito Santo precisa de um canal aberto para fluir, precisa de um coração aberto.

1 João 3:17 – “Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?”

Se alguém fechar seu coração como é que o amor de Deus vai permanecer nele? O amor precisa de um canal aberto, de um lugar para Ele fluir, correr. O motivo da nossa secura, da nossa frieza é o coração fechado, é o egoísmo, é a fuga, como fez Moisés quando fugiu para o deserto depois de ter matado um egípcio na força do seu braço, tentando libertar o povo (Êxodo 2). Ele matou uma pessoa e foi ser pastor no deserto. Arrumou um casamento e ficou por lá.

Mas, vamos ficar fugindo até quando? Até quando vamos fugir do nosso compromisso com Deus? Você acha que nesse deserto Deus vai fazer o que Ele sonhou com você? Vai atender o chamado que arde no seu coração? Muitos fogem como Jonas fugiu quando ouviu de Deus que ele deveria ir para um lugar que ele não amava, o último lugar que ele queria estar (Jonas 1). Você já foi desafiado para ir a um lugar que talvez fosse o último que você gostaria de estar?

Salmos 84:5-6 – “Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti e em cujo coração, encontram-se os caminhos aplanados, o qual passando pelo vale árido, faz dele um manancial de bênçãos e cobre a primeira chuva.”

Um manancial, quando já está lotado e a chuva vem, apenas o faz transbordar, inundar. Existe uma unção que temos de pagar por ela, que não recebemos simplesmente pela imposição das mãos. Que unção é essa? (SEGUE NO PRÓXIMO POST).

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Aliviando o estresse no descanso do Pai

23 mai

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Estudando sobre estresse e depressão, um dos autores que pesquisei dizia que para analisar as causas desses sintomas em uma pessoa é necessário pesquisar os últimos 2 ou 3 anos de vida dela. Devido ao acúmulo de tensões no decorrer do tempo a pessoa vai-se enfraquecendo até que, talvez por uma pequena situação, ela “explode”. O problema não foi essa última causa, mas o acúmulo de situações que gerou o que a engenharia chama de “fadiga de material” – quando este sofre uma pressão contínua acima do que pode suportar. Ao perder sua capacidade de resiliência, de retorno ao seu estado original, ele se rompe. Isso acontece com qualquer material e também conosco.

Todos passamos por estresses de ordem emocional, física, familiar, profissional, financeira etc., por pressões de todos os lados e de todas as formas. Quando Deus criou o homem, o fez para viver em um jardim e todas essas situações da vida moderna não estavam previstas. Um dia, entretanto, aconteceu um desastre de proporções incalculáveis que foi o pecado. Então a vida passou por uma mudança radical e o homem passou a viver em um ambiente hostil e estressante.

Um médico canadense disse que o estresse é algo que acontece conosco em meio a uma civilização criada por nós mesmos que já não suportamos. Ou seja, o meio em que vivemos é uma imensa fonte de estresse. Suas causas são inúmeras; entretanto, eu creio que a maior delas é a ansiedade. A Bíblia diz “não andeis ansiosos de coisa alguma” (Filipenses 4.6). Isso não é uma proibição, mas uma proteção. Ansiedade é o sentimento, a angústia que temos diante de situações que não podemos controlar. Mas, devemos entender que o único que realmente tem controle sobre todas as coisas é o Senhor Jesus.

O estresse é, então, uma reação do organismo que envolve componentes psicológicos, hormonais e físicos que tiram o equilíbrio produzindo ansiedade. Entretanto, a vida é uma sucessão de equilíbrios e desequilíbrios e o que devemos entender é que tudo aquilo que não podemos controlar deve ser colocado nas mãos do Senhor. As coisas contrárias existem, são reais e não conseguimos lutar contra elas e, por isso, precisamos nos submeter ao Senhor.

O capítulo 14 de Mateus contém algumas lições muito fortes, seja no contexto histórico como no contexto pessoal. Historicamente, porque nesse capítulo é relatada a morte de João Batista, que não foi uma pessoa qualquer. Segundo o próprio testemunho de Jesus, “entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João” (Lucas 7.28). Todos os profetas da Bíblia, incluindo Moisés, apontaram para e culminaram em João Batista. Mateus 14 relata a morte de alguém precioso para Jesus, seu primo e precursor. Esse homem, honrado e amado por Jesus, foi morto em uma prisão de maneira fútil e inglória. Não entendemos porque ele foi morto assim, mas o fato é que Deus permitiu que isso acontecesse. Alguns autores afirmam que João ficou cerca de um ano na prisão. Esse tempo foi de grande estresse para ele, a ponto de duvidar de coisas que havia crido e falado anteriormente:

Mateus 11.2,3 – “Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo, mandou por seus discípulos perguntar-lhe: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?”

João era a única pessoa que não podia ter essa dúvida, pois foi ele próprio que introduziu Jesus ao mundo como o Messias prometido: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29). A ansiedade e o estresse produzem essas dúvidas, fazendo-nos colocar em questão as verdades que já conhecemos. Sabendo trabalhar com as dúvidas elas fortalecem a nossa fé; do contrário, se não as colocarmos em Deus, elas nos farão questionar inclusive o próprio Deus. Curiosamente, Jesus não responde a pergunta de João, mas manda dizer-lhe:

Mateus 11:4,5 – “Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho.”

Com isso, Jesus estava dizendo: “João, a resposta está dentro de você, é o que você já sabe“. Esse é um dos segredos para não ser tomado pelas dúvidas: consultar no próprio coração aquilo que já sabemos em Deus. Após receber a notícia da morte de João (Mateus 14:13), Jesus se retirou para um lugar solitário para estar com Deus. Esse foi um momento de grande estresse em sua vida. Ao ouvir o ocorrido, seu coração se contristou, acelerou (pois ele não era imune a dores) e a pressão daquela perda, daquela tragédia, fez Jesus se voltar para Deus, buscar refúgio no Pai não para entender, porque ele compreendia tudo, mas para buscar forças, “combustível” em Deus para continuar sua missão. Ele precisava estar diante do Pai devido àquela situação, mostrando-nos, com isso, o caminho a seguir diante de uma situação de estresse: a oração.

Filipenses 4.6 – “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.”

A ansiedade termina e o descanso começa na oração. Entretanto, quando nos preparamos para estar na presença de Deus, para termos um tempo a sós com o Pai, fatalmente alguma coisa tentará impedir que isso aconteça. Mas até mesmo a obra de Deus não é mais importante que o nosso tempo com Ele, tanto é que Jesus retorna mais tarde àquele seu lugar de quietude e oração (verso 23 – “E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só.“) Naquele momento de grande estresse, Jesus nos indicou o caminho por onde devemos trilhar para acabar com os nossos estresses: apartados, sozinhos na presença de Deus. Ele é a fonte da nossa renovação. Em minha própria vida, nos momentos de profundos cansaços e estresses, durante e após grandes pressões, fui revigorado, renovado na presença de Deus.

Os discípulos não compreenderam a totalidade do que estava acontecendo: João morrendo e Jesus se afastando. Mas, quando a multidão chegou, eles tentaram proteger Jesus. Os discípulos tinham essa ideia de protegê-lo e fizeram isso por diversas vezes: quando a mulher com fluxo de sangue tentou tocá-lo, quando o cego Bartimeu pediu sua atenção, quando Jesus disse que iria para Jerusalém para sofrer, entre outros. Isso representava um grande estresse para eles. Ao cair da tarde, milhares de pessoas estavam famintas e não havia como se alimentarem. Após um dia inteiro de imenso estresse, uma nova situação se apresenta para os discípulos, que se preocuparam tanto com Jesus quanto com a multidão: “O lugar é deserto, e vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer.” Em outras palavras estavam dizendo: “Nós não temos capacidade para suprir esse povo; que eles busquem suprir a si mesmos, que busquem recursos no deserto!” A proposta deles era que Jesus se livrasse de um grande problema. Eles olharam para as circunstâncias e acreditaram que Jesus estava debaixo das mesmas limitações que eles tinham.

Entretanto, vamos considerar que ali havia no mínimo 15.000 pessoas. Se elas saíssem pelas aldeias, onde encontrariam tantos pães? Ou seja, a proposta dos discípulos não surtiria efeito para aquele povo; era impossível encontrar tamanha quantidade de pães. Mas eles não perguntaram se Jesus era capaz de alimentar aquela multidão. Assim também nós, muitas vezes, acreditamos que Deus é limitado para resolver as questões que nos trazem angústia, esquecendo-nos do que a Palavra diz:

Efésios 3:20 – “Ora, Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós…”

A obra de Deus não é baseada naquilo que temos ou somos, mas no que Ele é. Não temos em nós mesmos forças para sermos santos, para obedecer, para fazer a vontade Dele. Ele sabe disso e por isso enviou Seu Espírito para habitar em nós. Portanto, fiquemos tranquilos em nossa incapacidade e falta de poder não permitindo que isso crie ansiedade. Nós somos limitados, mas Deus não é! Se fizermos qualquer coisa em nossa própria capacidade a glória será nossa, e não Dele. Um amigo de ministério me disse certa vez: “Não coloque em Deus os seus limites, pois você é limitado, mas Deus não!” Deus trabalha com poder e graça ilimitados. Em João 21, Jesus perguntou aos discípulos se haviam pescado alguma coisa, ao que responderam “não”. Então, ele lhes mandou jogar as redes e pescaram 153 grandes peixes. Quando retornaram, viram uma fogueira acesa e um peixe assando, ou seja, Jesus não usou os peixes que eles pescaram, pois ele não depende de nós. Em meio àquele imenso estresse, Jesus lhes disse: “Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer!” Qual princípio vemos aqui? Que Jesus não dá trabalho a desocupados. Ele não vai “desestressar” alguém para chamá-lo ao ministério; todos os que Jesus chamou estavam muito ocupados. Nosso estresse não se alivia no ócio, mas somente Nele, na presença Dele.

Entre a multidão havia um rapaz que tinha levado cinco pães e dois peixes (João 6.9) e Jesus lhe pediu. Entretanto, ele não dependia daquilo, pois, sendo Deus, poderia ter criado alimentos do nada. Na verdade ele quis esgotar as capacidades dos discípulos, pois milagre só acontece quando acabam os recursos.

O jovem, por sua vez, poderia ter retido para si aquele seu lanche, mas o entregou a Jesus. Qual a lição? Quando nos sentirmos sem nada ou com apenas um pouquinho, não suficiente, entreguemos a Jesus, pois ele vai usar o nada que somos ou o pouco que temos para poder multiplicar. Ele quer que aprendamos a nos desapegar do que temos, pois quer nos usar não com nossos próprios recursos, mas com os Dele.

Talvez essa seja a maior lição que individualmente e como congregação precisamos aprender, pois os desafios e apelos que temos recebido são muitos. Olhamos para as contas bancárias, preços de passagens aéreas, projetos carentes em cidades e países e dizemos: “Deus, não temos condições!“, e o Senhor nos diz: “É assim que eu trabalho; vocês sem condições e Eu com todas as condições!”  Ao lhe entregarem os pães, Jesus mandou que a multidão se assentasse. Quem está estressado, precisa aprender a sentar, descansar, confiar, se assentar nos lugares celestiais, pois ali é o nosso lugar de descanso, de repouso; se retirar e orar, lançando sobre Ele toda ansiedade. Oração é mais do que falar, mas é um lugar diante de Deus. Às vezes nem falamos nada, mas estamos ali, às vezes gemendo e chorando, às vezes falando e às vezes em silêncio devido à angústia interior.

Mateus 6.6 – “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”

O Senhor vê mais do que ouve. Ele vê a nossa postura, nossa atitude, pois é fato que não sabemos orar como convém (Romanos 8.26), mas podemos ficar em Sua presença. Esse lugar secreto pode ser no monte, no quarto, na empresa, mas deve ser, principalmente, no íntimo do coração, quando olhamos para dentro de nós mesmos e contemplamos o Senhor ali presente. A seguir, Jesus ergueu os olhos para o céu. Assentados e olhando para os céus! Essa é a lição: nosso socorro não vem de pessoas, empregos ou circunstâncias.

Salmos 121.1 – “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?”

Montes eram aqueles lugares onde as pessoas subiam para prestar sacrifício aos seus deuses, esperando que eles lhes suprissem em alguma coisa. Pode ser o monte de um emprego, de uma promoção, de um diploma etc., mas de nenhum desses lugares deve vir o nosso socorro e, sim, do Senhor.

Colossenses 3.1,2 – “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;”

Dessa forma, tiremos os olhos de onde não pode vir nenhuma esperança e os coloquemos no Senhor que fez os céus e a terra.

“Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Reparte com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal sobrevirá à terra. Estando as nuvens cheias, derramam aguaceiro sobre a terra; caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que cair, aí ficará. Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará.” (Eclesiastes 11.1-4).

A mentalidade humana diz: “Já que eu não sei o que vai acontecer amanhã, vou guardar, poupar, reter.” Mas Jesus ensina o contrário: Ele nos manda lançar nosso pão sobre as águas, repartir, doar, pois, estando as nuvens cheias, derramarão chuva sobre nós. Tudo que fazemos para abençoar a outros é como a água que sobe como vapor, condensa na presença de Deus e volta sobre nós em abundância. Mas não vamos repartir esperando receber de volta e, sim, porque esse é o nosso ministério, esse é o dom que Deus nos deu.  Certa vez li um texto que dizia: “No tocante a dar, ninguém nunca conseguirá vencer a Deus!” Quando o Senhor nos manda dar, Ele está dizendo: “Meu filho, abra sua mão, pois eu a quero encher!” Quando os discípulos começaram a repartir os pães esses começaram a se multiplicar em suas mãos.

1 Pedro 4.10 – “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”.

A ênfase de Jesus, portanto, estava no repartir, no dar. Se você quer mais bênçãos em sua vida, dê, abençoe a outros. Não fique parado esperando o pão multiplicar, esperando as coisas chegarem. Dê o que você tem, sirva com o que você é e Deus vai multiplicar. Acima de tudo, porém, dê a si mesmo ao Senhor pois esse é o maior dos sacrifícios. Entretanto, quando damos a Ele não o fazemos pessoalmente, mas nas pessoas dos nossos irmãos – repartimos com eles e Deus vai fazendo Seus milagres.

Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios. E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças” (versos 20 e 21). Os discípulos estavam cansados. Eles acolheram a multidão, protegeram Jesus, distribuíram os pães e ainda recolheram as sobras.

Logo em seguida, Jesus despediu as multidões e lhes deu uma nova missão:

Mateus 14.22-33 – “Logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor! E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste? Subindo ambos para o barco, cessou o vento. E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!”

Jesus ordenou aos discípulos que fossem para o outro lado do mar e, novamente, “subiu ao monte, a fim de orar sozinho” (vs.33). Ele voltou ao seu lugar secreto. A grande obra de Jesus era estar diante de Deus. Tudo o mais era secundário e consequência, mas o que ele mais gostava de fazer era estar diante do Pai, pois ele sabia que ali era a sua fonte de descanso. Enquanto os discípulos estavam remando, Jesus estava diante do Pai se refazendo. Estando eles no mar, o barco era “açoitado pelas ondas, porque o vento era contrário”, ou seja, mais uma grande situação de estresse. Também diz o texto que eles já estavam na “quarta vigília da noite“, entre três e seis horas a manhã. Por que o Senhor não apareceu antes para socorrê-los? Porque ele sempre nos deixa “esticar” até que olhemos para cima. Os milagres só irão acontecer quando se esgotarem todos os nossos recursos. Enquanto houver um recurso, por menor que seja o milagre não acontece; quando este acaba, o Senhor intervém. Nós trabalhamos naquilo que é difícil e Deus nos dá graça para isso. Entretanto, quando chega o impossível, aí entra a ação de Deus. Naquela situação de extremo estresse eles viram Jesus se aproximando e acreditaram ser um fantasma. Em situações de estresse também passamos a ver “fantasmas”, ter visões, enxergar o que não é – o diabo, maldições, circunstâncias, pessoas etc. Assim como os discípulos, esquecemos de “Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas” (Provérbios 3.6).

Elias também passou por uma grande situação de estresse. Após matar 850 profetas, por causa de uma ameaça de Jezabel, ele fugiu para se esconder. Sua depressão era tão grande que ele se assentou debaixo de um arbusto e pediu a Deus que o matasse (1 Reis 19.4-6). Isso é o que acontece quando não tratamos da depressão e da ansiedade: passamos a distorcer os fatos, ver o que não existe, falar bobagens e deixamos de ver a realidade de Deus.   Nossa tendência é achar que Deus virou Seu rosto de nós, que Ele Se esqueceu de nós, que Ele não nos ama mais, que Ele tem coisas mais importantes para fazer do que nos dar atenção. Esta é uma das piores blasfêmias que alguém pode pensar ou dizer, pois vai contra a natureza paternal e amorosa de Deus.  O Senhor nos ama como somos e perdoa todo pecado confessado. O que fazemos não é maior que o Seu amor por nós, e não há prova maior do que a morte de Seu Filho em nosso lugar. Assim, nunca cogite que Deus se esqueceu de você, pois isso ofende a Ele.

Isaías 49.15 – “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.”

Isaías 59.2 diz que os nossos pecados fazem separação entre nós e Deus, mas não diz que fazem separação entre Deus e nós. Quem se afasta somos nós, mas Ele não muda um milímetro sequer da Sua posição em relação a nós. Ele é Amor e não muda o que sente por nós. Fico pensando na dor, na angústia que o Senhor vai sentir naquele dia final, quando criaturas Dele forem para o inferno.  Se não crermos que Ele nos ama começaremos a ver “fantasmas” no meio do estresse. A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Romanos 12.2). A intenção e os pensamentos Dele a nosso respeito são de paz e não de mal (Jeremias 29.11).

Quando os discípulos ouviram a voz de Jesus, Pedro pediu-lhe, como prova de que era mesmo ele, que pudesse ir ao seu encontro sobre as águas. Isso revela uma ingenuidade, uma pureza, uma confiança maravilhosa da parte de Pedro. Entretanto, quando começou a caminhar nas águas e sentiu a força do vento contrário (esqueceu o fato e apoiou-se no sentimento), ele começou a afundar. Conosco também acontece isso. Mas os fatos reais são: Jesus sempre está conosco, nós estamos assentados com ele nas regiões celestiais e a nossa vida está escondida juntamente com Cristo em Deus (Colossenses 3.3). O Pai quer que confiemos Nele e nos lancemos completamente em Suas mãos. “Subindo ambos para o barco, cessou o vento.” A presença de Jesus está no barco conosco e ele acalma os ventos externos e as piores tempestades internas. Quem nos dá segurança é o Senhor, e não o barco. Ele é o nosso refúgio, o nosso socorro nas horas de angústias. Ele é quem firma os nossos pés na rocha, quem abre caminhos no deserto e rios no ermo. Ele é nosso provedor, cuidador e sustentador (Salmos 46.1).

E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!” Assim termina o texto de forma maravilhosa, apontando para a divindade de Jesus Cristo. Essa é a maior revelação que o ser humano precisa ter: Jesus Cristo é Deus; ele é a fonte do nosso descanso, quem multiplica o nosso pão, quem faz o nosso coração se aquietar, quem acalma as tempestades dentro e fora de nós. Somente essa revelação pode mudar radicalmente as nossas vidas.

Talvez tenhamos reais motivos de estresse, mas o que importa é que o Senhor é a fonte do nosso descanso. Ele é quem nos chama a descer do barco e andar com Ele independente dos ventos contrários e das ondas agitadas. Talvez Ele nos coloque dentro do barco novamente, mas isso não importa; o que importa é estar com Jesus!

 
Jamê Nobre
Extraído do site Servindo com a Palavra

Contemplação, constatação e oração

9 mai

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Feliz é aquele que pode ler a Escritura. Aquele que é morada do Espírito Santo e pode ser ensinado por Ele.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Tm. 3:16).

Costumo dizer aos meus amado que muitas vezes não sabemos o que falar ao Pai em oração. Pessoalmente, quando estou sem palavras, sou consolado por este texto:

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; E TEU PAI, QUE VÊ em secreto, te recompensará” (Mt. 6:6). (Grifo do autor)

Digo para Ele: “- Que bom Pai, que o Senhor não apenas me escuta, mas me vê em secreto, pois hoje não sei o que dizer, mas Tu me contemplas e sabes do que necessito”. Fico em silêncio, confiado que o Pai que me vê em secreto, me recompensará.

No entanto, quando leio a Bíblia, a Palavra me inspira a orar. Eu aproveito para orar a Palavra. Por exemplo: Hoje pela manhã, quando lia o salmo 19, peguei carona para “CONTEMPLAR, CONSTATAR E ORAR.”

Veja que coisa linda:

CONTEMPLAÇÃO

“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol, o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho. Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu percurso; e nada refoge ao seu calor” (Salmos 19:1-6).

CONSTATAÇÃO

“A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa”. (Salmos 19:7-11).

ORAÇÃO

“Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão. As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu!” (Salmos 19:12-14).

No amor do Senhor Jesus Cristo,

Sérgio Franco.

Terceirização ilícita no ministério pastoral

22 abr

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Aqueles que possuem certo conhecimento de Direito do Trabalho sabem que, salvo no caso de trabalho temporário, a terceirização das atividades de uma empresa só é possível quando se tratar de uma atividade-meio, e não de uma atividade-fim. Talvez isso fique mais claro se usarmos um exemplo prático. O funcionamento de uma escola, além de exigir serviços relacionados ao ensino (atividade-fim) também exige outros serviços que não estão relacionados diretamente com a finalidade da escola (manutenção, limpeza, segurança etc..). Neste caso, uma escola pode contar com o serviço terceirizado de limpeza, por exemplo, mas não pode terceirizar sua atividade de ensino, ou seja, sua atividade-fim.

Essa menção à terceirização pode nos ajudar a introduzir um ensino essencial à igreja. Se uma empresa, que tem interesses puramente terrenos, precisa ter clara qual é a sua atividade-fim, quanto mais a igreja, e em especial seus pastores, devem ter absoluta clareza de suas finalidades, posto que o trabalho destes têm valor eterno.

Os apóstolos, enquanto pastores da comunidade cristã em Jerusalém, em certo momento tiveram que reafirmar em suas mentes e corações qual era a sua atividade-fim. Esse momento está registrado em Atos 6. Ali, com a multiplicação dos discípulos, algumas viúvas necessitadas estavam sendo prejudicadas no serviço diário. Quando o problema chegou até os apóstolos, eles reconheceram a importância do socorro às viúvas e que isso é indispensável à igreja. Contudo, essa não era atividade-fim do ministério pastoral. Por isso , designaram outros homens para cuidarem desse serviço, a fim de se dedicarem a sua atividade-fim: a orações e o serviço da Palavra.

Muitas vezes, os pastores mergulham em uma série de atividades que os afastam daquilo que é essencial em seu ministério. Infelizmente, é comum que a oração seja uma atividade entregue ao grupo ou ministério de intercessão, enquanto os pastores se ocupam com a organização de eventos ou como administradores.

Precisamos compreender que as ovelhas precisam de pastores que orem por elas, que intercedam perante o Senhor, que invistam tempo e consagrem seu corações nessa batalha, tal como Epafras fazia pelos colossenses:

“Saúda-vos Epafras, que é dos vossos, servo de Cristo, combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus” (Cl. 4:12). 

Como precisamos de pastores que tenham o coração como o de Paulo!

Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações: Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação” (Ef. 1:16-17).

Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas” (Fp. 1:3-4).

Graças dou ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações” (Fm 1:4).

Os pastores podem confiar a outros muitas de suas atividades. Porém, qualquer “terceirização” da oração ou do serviço da Palavra é um desvio que causará grave dano à igreja.

Que o Senhor conduza seus pastores a perseverarem no serviço a que foram chamados.

Atenta para o ministério que recebeste no Senhor, para que o cumpras” (Cl. 4:17).

Em Cristo,

Anderson PazAnderson Paz 
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