O instinto sexual não é pecaminoso

25 mai

dúvidas

As pessoas têm consciência do sexo assim como têm consciência da fome. Se a fome é uma necessidade natural e física, o sexo, então, é também uma necessidade natural do corpo. O sentir fome é coisa natural e não pecado. Mas se a pessoa roubar comida, o seu ato se torna pecaminoso. Não é algo natural. Da mesma forma, a consciência do sexo é natural, não sendo reconhecida como pecado. Somente quando alguém age de maneira imprópria para satisfazer o seu desejo é que está pecando.

O instinto sexual foi concedido por Deus. O casamento foi ordenado e criado por Deus. Ele foi instituído antes e não depois da queda do homem. Houve casamento antes de Gênesis 3. Deus na verdade o introduziu em Gênesis 2. Portanto, a consciência do sexo já existia antes do pecado entrar no mundo. É importante saber que não há pecado no instinto sexual. O pecado não está envolvido primariamente, pois a própria presença desse instinto foi plano de Deus.

Durante os trinta anos em que tenho confiado no Senhor e servido a Ele entrei em contato com um número bastante razoável de jovens irmãos e irmãs. Algumas pessoas não se perturbam facilmente, enquanto outras sentem o peso desnecessário de acusações de suas próprias consciências. Essas inquietações inúteis são devidas ao fato delas não conhecerem a mente de Deus nem serem esclarecidas acerca da Palavra de Deus. Elas pensam que pecaram por terem instinto sexual. Alguns irmãos têm ido ao extremo de duvidar da obra de Deus neles já que continuam cônscios do sexo. Tratar o sexo como pecaminoso é uma ideia pagã. Assim como não é pecado sentir fomo, a necessidade do sexo também não é de maneira alguma pecaminosa – ela não passa de uma consciência natural. O Senhor nos fala através do seu apóstolo: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio” (Hb 13:4). Não é algo apenas para ser honrado, mas que também é santo. Deus considera o sexo santo e natural. O Dr. F. B. Meyer escreveu muitos bons livros nos quais enfatizou a edificação dos cristãos. Ele disse que apenas uma mente suja poderia considerar o sexo como sujo. Acho que tem razão. O homem atribui baixeza ao sexo porque ele mesmo é baixo, Seus pensamentos são sempre sujos. Mas o casamento em si é puro. A relação sexual, ordenada por Deus, é santa, pura e incorrupta.

Paulo nos mostra que nos últimos tempos surgirão doutrinas de demônios, entre as quais está a “proibição do casamento” (I Tm. 4:3). Essa doutrina particular de demônios parece com uma busca pela santidade. Nos escritos de G. H. Pember, ele aponta claramente como as pessoas proíbem o casamento em busca da santidade. Elas pensam que isto as fará santas. Mas em 1 Timóteo é afirmado explicitamente que a proibição do casamento é uma doutrina de demônios. Deus nunca proibiu o casamento.

Que nenhum crente seja acusado em sua consciência por causa desse ensino pagão. A consciência do sexo é natural e não pecaminosa. O problema não está na presença desse instinto, mas sim na transformação do mesmo em pecado. O instinto não é pecaminoso, mas a maneira inadequada de tratar com ele o faz assim.

Watchman Nee
Extraído do livro “Fazei tudo para a Glória de Deus”, p. 10,11.
Edições Tesouro Aberto

Um sonho com espinhos

21 mai

EspinhosAcerca de um sonho que uma irmã me contou e que recentemente um outro amado teve um sonho semelhante.

Ela sonhou com espinhos…
Ele sonhou com um casal dando espinhos.
Eis aí a minha interpretação! “Julguem”!

Espinhos podem ser provenientes da resposta que damos a uma disciplina. Sabemos que TODOS NÓS PECAMOS. A diferença entre nós, quando pecamos, é a forma como encaramos o pecado e a disciplina. Muitas vezes Deus nos repreende e nos corrige (disciplina). Nós podemos reagir de três maneiras à disciplina: menosprezar, cansar ou receber. Quando nós não recebemos uma disciplina, menosprezando-a ou cansando a alma por causa dela, nós adoecemos e amargamos. Brotam então os espinhos aos invés dos frutos pacíficos. A raiz de amargura em nós se torna tão forte a ponto de contaminar as pessoas que estão próximas. (Leia todo o capítulo 12 da carta aos Hebreus)
Espinhos são resultados de alguém que não recebe o trato de Deus, eles só agravam a situação da pessoa disciplinada.

Já vi nesta jornada, vários irmãos que não receberam de coração a disciplina do Senhor e deles nasceram espinhos ao invés de fruto pacífico. A consequência disso é muito triste, pois os espinhos impedem o toque daqueles que são responsáveis em cooperar com o crescimento da pessoa disciplinada. Normalmente, o Senhor passa a tocar esta pessoa sem usar a igreja (Seu corpo) e de forma mui dolorosa, pois seus espinhos impedem o toque com as mãos.

“Porém os filhos de Belial serão todos lançados fora como os espinhos, pois não podem ser tocados com as mãos, mas qualquer, para os tocar, se armará de ferro e da haste de uma lança; e a fogo serão totalmente queimados no seu lugar.” 2 Samuel 23:6-7

Os filhos imprestáveis (Belial) não correspondem o investimento do Pai espiritual, pois a disciplina é um grande investimento que até os pais, segundo a carne, quando zelosos do bem, nos aplicam.

Quando alguém em Israel não recebia uma disciplina aplicada por uma autoridade, era considerada soberba e deveria morrer:

“Segundo o mandado da lei que te ensinarem e de acordo com o juízo que te disserem, farás; da sentença que te anunciarem não te desviarás, nem para a direita nem para a esquerda. O homem, pois, que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao SENHOR, teu Deus, nem ao juiz, esse morrerá; e eliminarás o mal de Israel,” Deuteronômio 17:11, 12, RA.

A autoridade serve aos propósitos de Deus mesmo quando não enxergam este propósito:

“Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido; porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram;” Atos 4:26-28, RA.

Jesus enxergou a mão do Pai e por isso desarmou Pedro. Davi, mesmo com dúvidas desarmou Abisai (2 Sam 16:8-11). O fato é que um pai que ama o seu filho necessita discipliná-lo.

“Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos?” Hebreus 12:9

Os nossos pais nos corrigiam conforme seus próprios entendimentos, ou seja, muitas vezes não viam como Deus os nossos pecados. Eles faziam isso por pouco tempo e da maneira que compreendiam ser o correto. Deus no entanto, nos disciplina com um foco bem específico: Sua santidade. A disciplina de Deus é para o nosso aproveitamento, é para nos tornarmos participantes da Sua santidade.

“Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade.” (Heb 12:10 NVI)

“…Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.” Hebreus 12:10b RA

É claro que a disciplina dói! Toda disciplina no início produz tristeza, no entanto nós devemos recebê-la com o coração aberto para darmos os frutos que Deus espera. É um perigo julgar quem nos corrige, pois toda a autoridade é constituída por Deus e os presbíteros foram constituídos pelo Espírito Santo:

“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.” Atos 20:28, RA.

“Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.” Hebreus 12:11

Se considerarmos que a disciplina é um derramar de amor, um grande investimento em nossas vidas, certamente a receberemos de coração e por fim, daremos frutos para Deus e não espinhos. Lembre-se: nosso coração é a terra que recebe a semente e a chuva que rega.

“Porque a terra que absorve a chuva que freqüentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus; mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada.” Hebreus 6:7-8

Como disse no início deste texto, TODOS NÓS PECAMOS, o problema maior é como encaramos o pecado e como reagimos a disciplina do Senhor. Meditem nisso.

No amor do Senhor Jesus,

Franco e DeniseSérgio Franco ><>
Twitter: @francoamd7
https://www.facebook.com/sergio.franco.servolivre..

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Azimute – Filipe Flexa (voz e violão)

20 mai

Azimute (Filipe Flexa)
Letra:

Permita que minha vida esteja escondida
Guardada e protegida na rocha de amor
Permita que a mensagem supere o instrumento
Que meu maior alento seja alegrar a Ti

Permita que eu veja com os olhos da beleza
A cor da natureza mansa e humilde de Cristo

Permita que eu seja como aquela estrela
Que orienta os navegantes andando pelo mundo
Que Cristo é o norte que muda a nossa sorte
Permita a honra de pra sempre te servir

Permita que eu seja mais um que se entrega
Permita que eu tenha o coração de uma criança
Que se alegra enquanto dança por te ter como Pai

Permita que eu aprenda a mais sublime graça
A humilde dependência, simples, que te faz sorrir
Permita a poesia sincera a cada dia
Se escreva na alegria que se tem ao te servir

Permita que eu veja com os olhos da beleza
A cor da natureza mansa e humilde de Cristo

Permita que eu seja como aquela estrela
Que orienta os navegantes andando pelo mundo
Que Cristo é o norte que muda a nossa sorte
Permita a honra de pra sempre te servir

Permita que eu seja mais um que se entrega
Permita que eu tenha o coração de uma criança
Que se alegra enquanto dança por te ter como Pai

O naturalista e o missionário: Charles Darwin e Robert Kalley

18 mai

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Em 1809 nasceram duas crianças especiais no Reino Unido; uma em Shrewsbury, na Inglaterra, e outra em Mount Florida, na Escócia. A primeira chamava-se Charles e a segunda, Robert. Este era 7 meses mais novo que aquele. Charles era filho de uma família muito culta e Robert, de uma família muito rica.

Os dois rapazes talvez nunca tenham se encontrado. Ambos, porém, foram estudar medicina na Escócia no mesmo ano, em 1825, obviamente com a mesma idade (16 anos), Charles na Universidade de Edimburgo e Robert na Universidade de Glasgow. Logo depois de formados, ambos fizeram longas viagens em navio a vela no exercício de suas profissões, Charles, como naturalista, e Robert, como médico de bordo. O primeiro embarcou no Beagle pouco antes de completar 23 anos e deu uma volta ao mundo: atravessou o Atlântico, contornou os dois lados da América do Sul, atravessou o Pacífico, passou pela Oceania, atravessou o Índico, contornou o Sul da África, atravessou outra vez o Atlântico e retornou à Inglaterra. A viagem durou quase 5 anos (dezembro de 1831 a outubro de 1836). Robert embarcou no Upton Castle com 20 anos incompletos e foi até Bombaim, na Índia. Os dois ficaram impressionados com algumas cenas chocantes que viram durante a viagem. Charles ficou chocado com a situação social dos nativos da Austrália e Nova Zelândia, transformados em escravos pelos próprios colonizadores europeus. E Robert, com as aberrações sociais da Índia. Tanto um como o outro se casaram em 1838, com 29 anos; Charles, com Emma, e Robert, com Margareth.

Não obstante tanta coincidência, os dois britânicos eram religiosamente diferentes. Depois de abandonar o curso de medicina (tinha pavor das cirurgias), Charles matriculou-se na Universidade de Cambridge para estudar a Bíblia e tornar-se clérigo (1828). Não tinha, então, a menor dúvida quanto à verdade absoluta e literal de cada verso das Escrituras Sagradas. Já Robert foi se desfazendo da bagagem religiosa recebida no lar (a família desejava muito que ele estudasse teologia e se fizesse pastor) até se tornar ateu. Passou a ter aversão e repugnância às leis do Criador, o que o deixava mais em liberdade para satisfazer todos os desejos que lhe viessem ao coração, sem temer as conseqüências e penalidades.

Aconteceu, porém, que os dois moços experimentaram mudanças religiosas na década de 1830, quando tinham vinte e poucos anos. Charles desistiu da carreira eclesiástica, formou-se em artes e tornou-se agnóstico. Robert renunciou a sua incredulidade e passou a ter profundo respeito por Deus. O que levou Charles a abandonar a fé foram as suas pesquisas científicas. O que levou Robert a abraçar a fé foi o testemunho de uma paciente muito enferma e muito pobre que enfrentava com incrível serenidade o sofrimento e a morte (1835).

A partir dessas diferentes experiências revolucionárias, Charles e Robert tornaram-se notáveis, cada um em sua área. O primeiro tornou-se cientista. O segundo tornou-se médico-missionário. O trabalho de Charles levou muita gente a desacreditar da autoridade das Sagradas Escrituras. O trabalho de Robert levou muita gente a gostar de ler a Bíblia e de praticar suas normas de fé e conduta.

Quando Robert se converteu, Charles estava ainda a bordo do Beagle. Quando Charles publicou, em 1839, o seu primeiro livro — Relatório de pesquisas em história natural e geologia dos países visitados durante a viagem ao redor do mundo no Beagle — Robert foi ordenado pastor presbiteriano [1] em Londres. Ambos estavam, então, com 30 anos.

Depois de sua longa viagem, Charles se dedicou à pesquisa e aos livros, quase todo o tempo em Down, no condado de Kent. Teve cinco filhos. Depois de sua conversão, Robert estudou teologia e se tornou missionário-médico na Ilha da Madeira (1838-46) e no Brasil (1855-76). Casado duas vezes, nunca teve filhos.

Charles morreu em abril de 1882 com a idade de 73 anos. Robert morreu 6 anos depois, em janeiro de 1888, com 79. O primeiro está sepultado na Abadia de Westminster, em Londres, e o segundo, no modesto Dean Cemitery, em Edimburgo.

O nome completo do naturalista é Charles Darwin. O nome completo do missionário-médico é Robert Reid Kalley. O primeiro é mais conhecido por sua teoria da evolução, que causou uma revolução na ciência biológica, mediante a publicação de seu mais importante livro Sobre a origem das espécies por meio da seleção natural, há 140 anos. O segundo é mais conhecido por ser o primeiro missionário protestante a se radicar no Brasil, dando origem a duas denominações brasileiras: Igreja Evangélica Congregacional do Brasil e Igreja Cristã Evangélica do Brasil.

Segundo o testemunho do Duque de Argyle, Charles Darwin nunca se livrou de certos conflitos íntimos, mesmo com a leitura da Bíblia e as orações da esposa, que era cristã.

Artigo extraído da revista Ultimato, nº 261, nov-dez/1999
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[1] Kalley, apesar de ser membro da Igreja da Escócia (Presbiteriana), não foi ordenado pastor presbiteriano. Ele foi ordenado por um grupo de pastores de diferentes denominações em Londres a fim de poder exercer plenamente o ministério que já vinha realizando na ilha da Madeira (Portugal). Sua ordenação por parte desses pastores o deixaram sem vínculos denominacionais.

O Amor Supera (Joel Mozart)

16 mai

O Amor Supera (Joel Mozart)
Letra:

O verdadeiro amor
Não se entende
Se entrega
Não se rende

O amor não é indiferente
O verdadeiro amor é diferente
De qualquer amor que se vende

Ele atrai
O amor não prende

O amor, tudo espera
Tudo suporta
Tudo supera
Tudo espera

Tudo suporta
Tudo supera

O verdadeiro amor
Vem do céu
É um dom
O amor é bom

O amor quer bem
Antes do próprio bem
E só amar faz tão bem

O amor, tudo espera
Tudo suporta
Tudo supera
Tudo espera

Tudo suporta
Tudo supera

O verdadeiro amor
Tem esperança
Mesmo sem esperar nada em troca
Provoca as melhores lembranças

Não se cansa
É ele quem alcança

O amor, o amor, o amor, tudo espera
Tudo suporta
Tudo supera
Tudo espera

Tudo suporta
Tudo supera
Tudo espera

Não descarregue as suas frustrações sobre seus filhos

14 mai

pai-brigando-com-filho

Você se comunica bem com todo o tipo de pessoas, é razoável com seus amigos, parentes e colegas e é especialmente educado e respeitoso com seu chefe. Mas trata seus filhos como se fossem sua propriedade particular. Você se esquece que eles têm almas dadas por Deus e descarrega sobre eles seu mau gênio, tratando-os como bem lhe apraz. Parece que você é cortês com todos, menos com seus filhos. Eles são aqueles sobre quem você descarrega sua ira. Conheço alguns pais assim. Eles pensam que não serão totalmente humanos se forem corteses e gentis e nunca perderem o controle. Como poderiam, então, extravasar o mau gênio? Se o fizerem com seus colegas serão postos de lado; se for com o chefe, eles serão despedidos; se com os amigos, serão condenados. Eles acham que o único lugar onde tem o direito de perder o controle, sem sofrer qualquer consequência, é em casa, com os filhos. Assim, muitos pais têm um temperamento horrível com seus filhos.

Perdoe-me por falar tão duramente. Por diversas vezes presenciei pais que tendo ralhado com os filhos, voltaram-se para mim e disseram: “Sr. Nee, este é um prato delicioso. Por favor, coma um pouco”. Como poderia eu apreciar aquele prato? Estes pais consideravam os filhos como aqueles sobre quem podiam legitimamente descarregar a sua ira! Que Deus tenha misericórdia de nós!

Deus jamais anula todos os privilégios de um filho. Ele não anula o respeito próprio do filho ou toda a sua liberdade. Ele não erradicou a personalidade independente do filho quando o colocou em sua mão. Você não tem liberdade para bater ou repreender como quiser. Tal pensamento é definitivamente anticristão. Diante de Deus, o mesmo padrão de certo ou errado se aplicará tanto a você como para seus filhos. Percebe isso? Desejo dizer aos novos crentes que eles devem ser educados e amáveis com seus filhos. Não devem ser rudes ou descuidados ao tratar com eles.

Ser rude ou descuidado com os filhos somente torna a pessoa mais indisciplinada. Cada pessoa ao crescer na vida cristã deve aprender a se dominar, principalmente com respeito aos seus próprios filhos. Tal domínio próprio provém de um sentimento de respeito pela alma do filho. Não importa quão pequeno ou fraco seja o filho, ele tem a sua individualidade. Deus a deu a ele e ninguém tem o direito de infringi-la.

Um filho é uma responsabilidade. Seu padrão moral é o mesmo dos pais. Um pai não tem o direito de lançar suas frustrações particulares sobre os filhos. É errado para os cristãos ficarem irados, e é errado desabafar o mau gênio nos filhos. Você deve ser razoável até mesmo com seus filhos. O seu não deve ser não e o seu sim, sim. O maior covarde do mundo é aquele que oprime o fraco e pequeno.

Watchman Nee
Extraído do livro “Fazei todo para a Glória de Deus”, p. 76,77
Edições Tesouro Aberto

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O pastor, o lobo, o mercenário e a ovelha

11 mai

lobo uivando para a luaEm João 10 os personagens chamam atenção. Há o dono do rebanho, que é o pastor, o lobo, o mercenário e a ovelha. Em nossa cultura, o mercenário é uma figura negativa, mas nos tempos de Jesus era alguém contratado pelo pastor para ajudar a cuidar do rebanho quando este crescia muito, e ele fazia um excelente trabalho. Ajudava a tosquiar, a lavar, a alimentar, a dar remédio às ovelhas, e o pastor lhe pagava por isso. Então, qual é o problema do mercenário? O que faz a diferença entre o mercenário e o pastor? Esta resposta é dada pelo lobo, porque, na hora em que ele chega, o pastor fica e o mercenário foge. Quem revela o que eu sou, o meu caráter, o meu ministério é o lobo. Quando o lobo se manifesta, seja através de uma luta, uma enfermidade, uma necessidade, a falta de dinheiro, uma perseguição, alguém que me calunia, uma situação ruim, nosso caráter é revelado. Qual é a sua atitude quando o lobo se manifesta? Se você desistir, fugir, retroceder, então é mercenário e não pastor. E quando você foge, leva outros consigo, pois esta atitude é contagiosa. O logo geralmente aparece como algo pequeno mas que mexe com o nosso coração.

Se você for um pastor e tratar suas ovelhas como suas filhas, o lobo pode vir e você irá lutar e morrer, se necessário, junto com as ovelhas. E se, por um acaso, o lobo pegar uma de suas ovelhas, você lutará com ele com todas as suas forças para resgatá-la. Isso é dedicação, uma atitude de entrega, de sacrifício, de disposição até a morte.

Jamê Nobre
Extraído do livro Reflexões sobre Espiritualidade e Ministério, 
p. 47,48

Editora dos Clássicos.
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“Eu precisava casar…”

4 mai

noivinhos

Casei a pouco mais de 2 meses. Como muita gente diz, ainda estou em lua de mel, naquela fase em que tudo é maravilhoso. E a cada dia estou mais certo de que realmente eu precisava casar. Na minha vida, o casamento era uma necessidade.

É claro que eu precisava de ter ao meu lado a mulher que amo e de compartilhar com ela cada um dos meus dias, sejam alegres ou tristes. Eu preciso da sua amizade, sua companhia e seu carinho. Porém, essas não são as principais razões da minha necessidade do casamento.

A principal causa da minha necessidade do casamento é a seguinte: Deus começou uma boa obra em mim, e Ele usa todas as coisas para completar essa obra. E no meu caso, Ele escolheu utilizar a ferramenta casamento na obra.

A obra que Deus começou em mim é a de me fazer um homem parecido com Jesus. E para isso, o casamento tem uma grande contribuição, pois, uma vez casado, pesa sobre o homem o dever de amar a sua esposa, mas não com qualquer tipo ou intensidade de amor. O padrão que Deus estabelece para o marido é para que este ame sua esposa como Cristo amou a igreja e deu sua vida por ela. Então, casar é assumir a missão de dar a vida pela esposa. Portanto, um homem cristão não deve entrar no casamento tão somente para ser feliz, mas sim para ser mais semelhante ao seu Mestre.

Para dar a vida por nossas esposas, não precisamos esperar ocasião para praticar atos de heroísmo. Não precisamos esperar a oportunidade de nos colocarmos diante do disparo de uma arma, impedindo que o projétil atinja a mulher amada. Até mesmo porque poucos terão a oportunidade de demonstrar amor dessa forma. Porém, o dar a vida que Jesus nos ensina acontece todos os dias, nas coisas pequeninas. Acontece no lavar dos pés, no levar a carga, no honrar a mulher como vaso mais frágil, na busca por compreendê-la, na atenção e no carinho dado, quando se investe tempo para conduzi-la na vontade de Deus, na fidelidade e na lealdade etc..

Ao casar, ninguém pode prometer perfeição, mas deve assumir o compromissão de, sempre que errar, pedir perdão e tomar a iniciativa da reconciliação. E sempre que sofrer o erro, perdoar. Na vida do homem cristão, casar é assumir um compromisso de permanecer em transformação, até refletir a imagem de Cristo.

A obra que Deus tem na vida de algumas pessoas, talvez não exija o uso da “ferramenta casamento” . Porém, Deus decidiu usá-la na minha vida. E Ele deseja que essa ferramenta seja muito bem utilizada na vida de todo homem casado, para que sejamos homens melhores.

Não sou perfeito. Eu e minha esposa estamos conscientes de que teremos dificuldades na nossa jornada juntos, que podemos entristecer e ferir um ao outro. Porém, o que nos anima, fortalece e consola é a certeza de que ambos estão comprometidos em serem pessoas melhores, em seguirem nos passos do Senhor Jesus. E, contando com a graça de Deus, vamos chegar ao final das nossas vidas tendo aproveitado tudo o que Deus vai fazer por nós e em nós através do casamento.

Em Cristo,

Anderson PazAnderson Paz 
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A tempestade e o travesseiro

14 jan

tempestade

“Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem. E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam. Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água. E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança. Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé? E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?”. (Mc 4:35-41)

Pois é…

Aí estamos diante de um novo ano!

Como será 2015? Que podemos esperar nessa nova etapa?

Algumas pessoas estão dizendo que será um ano de muito aperto econômico, por causa de tomadas de posições equivocadas do nosso governo. E, por causa do fato de estarmos no final dos tempos as perseguições e aflições virão maiores para o povo do Senhor.

Outros, entendendo a soberania de Deus, afirmam que todas as coisas vão cooperar para o nosso bem e que a Igreja será mais santa, mais pura, mais obreira.

Creio que todos estão certos nas coisas que afirmam mas, de fato, o próximo ano é uma incógnita!

De uma coisa temos certeza: as aflições profetizadas por Jesus Cristo continuarão vindo sobre nós. Algumas delas por nossa culpa, outras para levar-nos a um maior conhecimento do Senhor Jesus, enfim teremos tempestades!

Eu estava lendo o texto acima e minha atenção foi chamada para uns detalhes que eu ainda não havia percebido. Quero tentar compartilhar o que vi no texto. Jesus estava no seu labor diário de ensinar aos discípulos como cuidar das pessoas, como tocar nelas, como ser atencioso, até o momento em que Ele decidiu que, por ser tarde, deveriam passar para o outro lado do lago.

O primeiro detalhe está no versículo 36: “E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco”. Jesus deu o comando mas foram os discípulos que despediram a multidão. Isso fala de descansar no trabalho dos outros, ainda que estivessem sendo formados. Pois um povo pode ser despedido com grosseria ou com polidez. Com rudeza ou com carinho.

Outra coisa nesse versículo é que o Senhor Jesus, se deixou levar! Como precisamos que, em alguns momentos, outros cuidem de nós, ainda aqueles de quem nós cuidamos no dia a dia. Faz parte da vida, quando ensinamos, nos submeter para receber cuidados.

Uma pergunta que me ocorreu foi: Jesus sabia da tempestade que viria? Ele era consciente do que estava por vir? O episódio seguinte fazia parte do “curso de discipulado”? Eu creio que sim. Como Jesus não fazia nada que não tivesse visto o Pai fazer e não falava nada que não tivesse ouvido o Pai falar, eu entendo que o que viria não seria desconhecido dele. Não quero dizer que Jesus usou seus atributos divinos. Estou afirmando que ele sabia por revelação do Pai.

Estou levantando essa questão por que há um detalhe muito importante na história, que é a presença de um travesseiro num barco de pesca. Eu fiz uma pesquisa, ainda que pequena, perguntei a irmãos que trabalham na pesca, e o que aprendi que em um barco de pesca um travesseiro é algo incomum. Quando algum pescador quer dormir ele se deita no monte de cordas ou em cima das redes, ou diretamente no convés do barco!

O texto diz que Jesus “dormia sobre O travesseiro”. Em algumas versões a expressão é “dormia sobre uma almofada”. Entendo que, por causa do fato incomum de haver um travesseiro a bordo de um barco de pesca, o artigo definido seria a melhor escolha. Mas, então, de onde surgiu esse travesseiro? Permitam-me imaginar que alguma mãe cuidadosa tivesse levado enquanto seguia a Jesus com o filho, e no momento de se separar do Mestre resolveu prover o Senhor Jesus de algum descanso.

Bem, o fato é que a origem do travesseiro não é tanto importante como o fato de Jesus ter um travesseiro para um momento de tempestade. Se ele sabia da tempestade que viria, então a coisa fica ainda mais interessante.

O que compreendi é que o Senhor proveu para si um descanso para o momento de tribulação. Isso combina com seu alerta quando disse que no mundo teríamos aflições, mas que deveríamos ter bom ânimo. Ele nos alertou também sobre as perseguições que viriam sobre nós, por causa do evangelho, e isso aconteceria até no seio das famílias, quando irmão se levantaria contra irmão, pais contra filhos, filhos contra pais… Ele disse que o discípulo seria perseguido e o que suportasse a perseguição seria, verdadeiramente, seu discípulo.

O que aprendo com isso? Devo prover um travesseiro para os dias de angústias.

O que seria esse travesseiro? Seriam palavras do Senhor Jesus, que devo guardar em meu coração, dando ao Espírito Santo “material”  para que Ele use ao meu favor nos momentos de perturbação e e de lutas. Por exemplo, o Salmo 23 é um tremendo travesseiro! Fala de coisas que aconteciam e que aconteceriam.

Que textos posso por em minha mente para que o Espírito use no meu coração naquelas horas difíceis? Já fomos avisados a respeito das tempestades. Devemos então nos prover dos “travesseiros” que o Senhor tem para nós.

Interessante notar que o texto não fala de uma cama, ou um colchonete. Fala de travesseiro. Quando Jesus falou de um lugar de repouso que as raposas tem e que os pássaros tem, ele disse El não tinha um lugar onde reclinasse sua cabeça! Aqui está uma tremenda lição para nós. A cabeça é o lugar onde as lutas se instalam. Ali é onde travamos as batalhas mais ferozes e é a cabeça que precisa entrar no repouso do Senhor. Por isso precisamos de um lugar de repouso para nossa cabeça.

É na nossa mente que usamos as armas espirituais, poderosas em Deus, para anular sofismas e todo pensamento que, altivo, se levanta contra o conhecimento de Deus. Devemos ter sempre conosco esses travesseiros, pois eles funcionam também como capacetes da Salvação.

Quantas vezes nossas mentes nos traem! Como precisamos obedecer ao ensino de Paulo, em Filipenses 4:8, sobre o que deve ocupar a nossa mente…

Ainda outro dado interessante é o lugar onde Ele foi dormir: na popa. Ali é onde se dá o maior trabalho pois é onde fica o leme. Aprendi com isso que Jesus, além de saber que a tempestade viria, ele escolheu dormir no lugar que dava a direção ao barco. Ou seja, Ele se entregou, completamente aos cuidados do Pai: dormiu na tempestade e entregou o seu destino nas mãos Daquele que sabe todas as coisas.

Como ficaram os discípulos? Ficaram como ficam as pessoas que nos cercam e que tentam, de todas as formas, tirar-nos do descanso em Deus. Tentam nos fazer preocupados com o dia de amanhã. Eles fazem isso por que não conhecem ao nosso Pai. Jesus falou que são os gentios que se preocupam, mas nós somos filhos!

Eu penso que se os discípulos não tivessem acordado a Jesus, ele dormiria durante toda a viagem. Que tal fazermos companhia a Jesus e pegar nosso travesseiro e descansar com ele nos braços do Pai, durante o ano de 2015?

Bom descanso e bons sonhos!

Jamê Nobre
Extraído do site servindocomapalavra.com.br

Sofrimento no casamento cristão

28 nov

casamento

POR JASON HELOPOULOS

Casamento pode ser doloroso – e o casamento cristão não é uma exceção. Quando dois pecadores estão em um relacionamento íntimo como o casamento, haverá muita coisa que poderá causar mágoa. Nossa carne irá se recusar a atender as demandas do auto sacrifício, serviço e humilhação, o que afeta uns aos outros para o mal. Haverá pecados, feridas agravadas, machucados. A dimensão irá variar em cada relacionamento. Alguns serão mais desafiadores que outros, mas todo casamento cristão experimenta alguma sorte de sofrimento.

Entretanto, isso não é completamente negativo (claro, nós não estamos nos referindo a relacionamentos abusivos). Se estamos puramente visando a alegria e a felicidade conjugal em nossos casamentos, então qualquer conflito, luta ou dor que acontecer será devastador. Mas esse não é nosso objetivo final no casamento cristão. Obviamente, oro por todos os casais jovens para que o casamento deles seja cheio de alegrias, e igualmente lamento por aqueles casais que não estão experimentando alegria, pois isso pode ser um fardo pesado para se carregar. Felicidade é bom, mas nenhum casamento cristão irá experimentar alegria ininterrupta. Claro, nós devemos buscar alegria, mas temos um objetivo maior em vista. Assim como em tudo em nossa vida, o grande objetivo de nosso casamento é a glória de Deus (1 Coríntios 10.31).

Essa verdade deve ser um conforto para os casamentos cristãos machucados, pois sabemos que, às vezes, a dor é a estrada pela qual deveremos viajar para alcançar o fim desejado (1 Pedro 4.13). Isso não torna, necessariamente, o sofrimento algo mais prazeroso, mas o torna mais suportável.

É de grande ajuda lembrar que o Senhor escolheu usar a instituição do casamento como uma das ferramentas do seu arsenal santo para nos refinar e nos moldar à imagem de Cristo. De diversas maneiras, o marido e a esposa cristã são como duas grossas lixas de papel colocadas juntas. Com o passar dos anos, as asperezas um do outro vão se esfregar, e, por causa disso e da graça de Deus, eles vão se tornando macios. Sua esposa, querido marido cristão, é um meio pelo qual o Senhor santifica você nessa vida. Ela é um presente. Da mesma forma, querida esposa cristã, seu marido é um meio pelo qual o Senhor está santificando você. Ele é um presente.

Com isso firmemente plantado na mente, nós começamos a ver nosso cônjuge como um aliado, ao invés de inimigo, quando as coisas ficam difíceis. Nosso cônjuge é um companheiro de trabalho no Reino. Nós estamos visando os mesmos propósitos, embora frequentemente fiquemos aquém deles. Nós sabemos que “nossa luta não é contra a carne e o sangue, e sim contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6.12). Somos irmãos e irmãs, lado a lado, combatendo o bom combate da fé juntos. Não somos inimigos, adversários ou combatentes. Em vez disso, somos companheiros de peregrinação a quem Deus deu o dom de termos um cônjuge que o ama e nos ajuda durante a jornada para a cidade celestial. E, porque somos caídos, de tempos em tempos iremos machucar um ao outro. Mas isso não é o fim. Isso é, entretanto, outra oportunidade para crescermos em graça e piedade enquanto seguimos em frente.

Sofrimento vem e vai, mágoas virão e serão curadas, o perdão será procurado e será concedido; e no meio de tudo isso, Deus nos moldará à imagem de Cristo, nosso Senhor, para a Sua glória. Esse é um fim que vale a pena buscar, não importa o quão difícil essa estrada seja.

JASON HELOPOULOS

Extraído do site Reforma 21

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