Arquivos | janeiro, 2011

Cuidando do nosso Tesouro

31 jan

Há alguns dias atrás, lembrei-me de um dos hinos que cantávamos com a igreja que fazia parte. Ele dizia: “faze-me um vaso de benção Senhor, vaso que leve a mensagem de amor. Eis-me submisso ao Teu serviço. Eu me consagro bendito Senhor.

Fiquei meditando sobre essa letra e me lembrei de dois textos da Palavra que falam sobre vaso. Um deles é 2 Coríntio 4:7, que diz: Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós, e o outro é 2 Timóteo 2:20, que diz: Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra.

Com estas comparações que a Bíblia faz, pensei na seguinte questão: O vaso foi criado com um propósito específico, que é o de servir como objeto onde algo é colocado. Um vaso ornamental, pintado por um artista famoso, pode até servir de decoração, mas ele só estará cumprindo plenamente seu papel, quando ele estiver servindo para conter algo nele. Assim somos nós. O ser humano não foi criado para viver vazio ou para chamar a atenção para si mesmo. Ele foi criado para ser cheio do Espírito Santo e para glorificar à Deus. Por isso que Paulo fala que temos um tesouro em vaso de barro, pois a Glória é do conteúdo que está no vaso e não do que carrega o conteúdo.

O Tesouro que foi colocado em nós é mais precioso do que todas as coisas; é o Pai e o Filho vivendo em nós pelo Espírito Santo. Certa vez, perguntaram a um pregador, se ele era um homem cheio do Espírito Santo, ele respondeu: sim, mas tenho um vazamento, preciso cuidar constantemente para que o tesouro que foi colocado em mim não se vá. Uma das principais formas de nos esvaziarmos é valorizando mais o vaso do que o conteúdo, pensando que o que somos e o que fazemos é muito bom, esquecendo que sem Ele, nada podemos fazer.

Devemos sempre lembrar que somos apenas vasos de barro, sem valor e expressão se não formos preenchidos pelo tesouro mais valioso do mundo: a presença de Deus. Que sem ele, somos vazios e sem propósito, buscando em todos os lugares e em todas as coisas nos preencher e nos encontrarmos. Mas fora d´Ele, nosso Pai, nunca vamos alcançar isso. Ele nos valoriza e nos dá sentido para viver. Como você tem cuidado desse tesouro?

Em Cristo,

@Cristiano Brum

Soli Deo Glória

Marcianos, venusianos e a Igreja

28 jan

Em Efésios 2:19, Paulo nos lembra de uma verdade que nunca deve ser esquecida: somos membros da família de Deus. Já em Gênesis encontramos indícios de que Deus, com a criação do homem, pretendia formar uma família que expressasse Seu caráter. Criou o homem à Sua imagem e semelhança (Gn. 1:26) e, como Ele não criou ninguém para a solidão (Sl. 68:6), fez homem e mulher, dando ordens para que se multiplicassem e enchessem a Terra.

Sabemos que o homem se desviou desse propósito. O fato do primeiro homicídio ter sido cometido entre irmãos é emblemático e demonstra, com toda clareza, como o pecado interferiu no propósito de Deus em formar uma família. Em vez de filhos de Deus, os homens se tornaram filhos da ira e da desobediência (Ef. 2:3, 4) e filhos do inferno (Mt. 23:15), merecedores da morte e do castigo (Rm. 6:23).

Contudo, Deus não desistiu da raça humana. Ele não partiu para um plano B. O pecado não foi suficiente para fazer com que Deus desistisse do Seu propósito com o homem e partisse para criar os marcianos ou os venusianos, e começasse um novo propósito com eles. O propósito de Deus manteve-se de pé. Por isso, desde o início providenciou um retorno para o homem, através de Jesus: caminho, verdade e vida.

Portanto, todos os que passam por esse Caminho, estão retornando ao propósito. Ao se arrependerem, deixam o estado de rebelião e se rendem ao Reino de Deus. A Igreja, não como instituição, mas enquanto comunidade daqueles que, por meio de Jesus, se tornaram filhos de Deus, nada mais é do que o propósito de Deus resgatado e no caminho de sua completa realização. É a humanidade redimida, regenerada, que descobre o que é ser humano de verdade, pois a verdadeira humanidade consiste em expressar a imagem do Criador. A Igreja é a concretização do que Deus queria com a humanidade desde o princípio.

A Igreja está a caminho desse propósito. Jesus disse que a edificaria, e isso quer dizer que a obra ainda não está completa. Paulo disso que estava trabalhando para apresentar a Igreja como uma virgem pura a Cristo (2 Co. 11:2) e todo homem perfeito em Cristo Jesus (Cl. 1:27,28)

Ao pensar sobre a Igreja, vejo que dentre as coisas que existem sobre a Terra, ela é o que existe de mais precioso. Afinal, ela é a família do Pai. De Cristo,  ela é Corpo e Noiva, e Ele é o principal interessado em guardar a honra e a dignidade de sua noiva. Do Espírito Santo, a Igreja é Templo, construído por pedras vivas que somos nós (1 Pe. 2:4). Portanto, ao lidarmos com a Igreja, deveríamos, com temor, nos lembrar das palavras de Paulo: “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1 Co. 3:17).

Tudo isso já é suficiente para me fazer enxergar que, mesmo diante de decepções e frustrações em relação às igrejas-instituições, e ainda que eu encontre problemas no meio da verdadeira Igreja (família de Deus), ainda assim ela é a coisa mais preciosa que eu poderia encontrar sobre a Terra, e por ela vale a pena gastar e se deixar gastar (I Co. 12:15). Por causa dos filhos de Deus, vale a pena suportar tudo (II Tm. 2:10), pois um dia, o Senhor Jesus receberá sua noiva gloriosa.

Enquanto Deus não criar marcianos, é pela Igreja, a humanidade redimida, que tenho que lutar.

@AndersonPaz

Fonte: Pensando a Vida

Crescimento na Igreja

26 jan

No período de setembro de 2010 a dezembro do mesmo ano, empreendemos uma jornada que visava nos desafiar ao comprometimento com a maturidade que precisamos alcançar em Cristo. Batizamos essa temporada de “Plenitude”, na qual estudamos 12 verdades que nos alimentaram. Acompanhe nesse vídeo, um breve relato do autor do livro que nos inspirou a realizarmos essa temporada de estudo e relacionamento com as verdades. Neste vídeo, o autor relata de onde veio a inspiração para escrever esse livro, que foi fruto de anos de convívio com a  Igreja e de longas reflexões com o Pai.

 

 

Vida cristã levada a sério

24 jan

Ilustração: Lenara Monteschio (@lenaraaa)

João declara em sua primeira carta que se andarmos na luz, temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado (I Jo; 1:7). Talvez, ao ler esse versículo, você já tenha se perguntado sobre o significado, em termos práticos, da expressão “andar na luz”. Em resposta a essa pergunta, o Evangelho de João nos apresenta uma contribuição valiosíssima ao dizer que “quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas. Mas, quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus” (Jo. 3:20,21). A partir desse texto, chegamos a uma conclusão: luz é o ambiente em que as obras de uma pessoa são manifestas, sejam elas boas ou más. Paulo está em plena consonância com essa declaração ao dizer: “não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz. Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso. Mas, tudo o que é exposto pela luz torna-se visível, pois a luz torna visíveis todas as coisas” (Ef. 5:11-13).

Andar na luz é viver de modo que suas obras sejam manifestas. Mas, manifestas a quem? Certamente todas as coisas já são visíveis a Deus. Nessa resposta, Tiago tem muito a nos ensinar ao dizer a quem nossas obras devem se tornar visíveis: “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados” (Tg. 5:16a).

A experiência de andar na luz consiste em viver de modo transparente, no que diz respeito as nossas próprias vidas, e honesto, no que diz respeito ao que pensamos de nossos irmãos. Precisamos viver de tal modo que as pessoas saibam quem nós somos, sem máscaras e sem disfarces. Por isso, é indispensável que, em meio à comunidade dos discípulos, tenhamos pessoas para as quais possamos expor nossos corações, não como uma mera confidência ou desabafo, mas para buscar ajuda na transformação de nossas vidas conforme o caráter de Cristo. Essa ajuda pode vir na forma de consolo, como também na forma de confronto,e sempre será necessária, indispensável para quem leva a vida cristã a sério.

Portanto, uma vez que somos filhos da luz, filhos do dia (I Ts. 5:5), andemos como quem não tem o que ocultar: não devemos ter nada com as trevas, com a noite.

@ andersonpaz

Exigir ser amado?

21 jan

Conversando com alguns amigos, perguntei se conseguiam ver Jesus exigir algo para si. E foi para minha surpresa que ouvi um deles dizer: “eu consigo! quando Jesus estava no Getsêmani, ele confrontou os discípulos por que não conseguiam vigiar nem uma hora com ele.”

De fato, Jesus fez algumas exigências, mas analisando sua atitude e seus motivos ao exigir algumas coisas do homem, chegamos a algumas conclusões:

- Jesus era movido pelo amor em tudo que fazia e expressava. Não pelo amor a si mesmo, mas sempre pelo outro. Isso ficava evidente em suas atitudes, pois sua intenção era pura.

- Ele viu uma oportunidade de ensinar com aquela aparente “exigência”. No caso do Getsêmani, Jesus estava prestes a morrer e dar o maior ensino de todos:  dar a vida pelos seus amigos e pelos demais homens, inclusive seus inimigos. Ainda assim, demonstrou que não devemos fazer nada sozinhos, mostrou que mesmo sendo Deus, precisava da amizade e companheirismo de outras pessoas. Ele poderia pensar: “ deixa que eu passo por isso tudo sozinho, não preciso de ninguém, eu assumo tudo sem vocês!” Além disso, o evangelho de Lucas relata que os discípulos dormiam dominados pela tristeza. (Lc22:45 NVI) Sabendo da aflição que os discípulos também passavam, Jesus ensinou: “ orai, para que não entreis em tentação”. (Lc22:46) Jesus não estava expressando sua indignação com os discípulos por que estavam dormindo e o “abandonaram”. Ele não exigia por algum interesse pessoal. Jesus, mais uma vez , ensinava.

- Cheguei a outra conclusão enquanto refletia depois da conversa. Todas as vezes que Jesus dizia algo do tipo: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim” (Mt10:37) ainda era movido pelo amor. Ele Sabia que ninguém poderia chegar ao Pai se não fosse através dEle. Sabia quem era e por isso mostrou aos homens que, apenas através de uma vida entregue a Ele, alguém poderia alcançar o Reino dos céus, o que é um presentão de um grande amigo. Jesus não privaria os homens do alvo central de sua mensagem, que os conduziria à vida: A Cruz.

Se pararmos e contemplarmos Jesus, seremos desafiados a imitar suas atitudes, que me impressionam cada vez mais. “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,” Fp2:5 (NVI)

@IderaldoCAssis

Deus permanece entre nós

19 jan

Muitas vezes, diante de uma boa leitura, parece que nossa alma fica como que refrigerada e a esperança renovada. Foi assim que me senti essa semana, lendo o livro “Projeto do Eterno” de Jorge Himitian. Suas palavras sobre a Igreja de Jesus me levaram a refletir e querer compartilhar o que li. Creio que, entre tantas coisas que são ditas sobre a Igreja, essas palavras simples e profundas, podem nos edificar de maneira diferente e real.

Em um mundo dividido, onde reina o individualismo, a injustiça, o egoísmo, a competição e as guerras, a Igreja é a parte da humanidade que, em Cristo, se reencontrou com Deus para se tornar um com Ele – é a humanidade reconciliada. A Igreja, em sua natureza essencial, é perdão, paz, reconciliação, serviço e amor. A Igreja é comunidade, família e unidade. É o ósculo santo, o abraço fraterno, o pão compartilhado, a comunhão de bens e o afeto entranhável. É o fim da solidão, do individualismo, das divisões e das guerras. A Igreja é o “shalom” (paz) de Deus instalado entre os homens para manifestar ao mundo o maior de todos os milagres: a unidade.

Meu desejo e oração é que, pela graça de Deus, um dia cheguemos a viver essa essência, o que não é impossível, uma vez que este é o projeto de Deus para todo homem, necessitando somente que nós renunciemos nosso egoísmo e retornemos a cada dia à presença do Pai.

Em Cristo,

@Cristiano_ Brum

SOLI DEO GLÓRIA


A quem você deve sua vida?

17 jan

“O que somos não devemos a mais ninguém além de Deus, nossos pais, nossos professores e principalmente nós mesmos”.

Na última semana li a frase acima no Twitter. Não conheço quem a escreveu, mas essa declaração me fez pensar em duas coisas.

A primeira delas é o fato de que, até o momento em que encontramos Jesus, tudo o que fomos até então se deve principalmente a nós mesmos, às nossas escolhas certas ou erradas. Mas, a partir do momento em que recebemos a Jesus, e nos tornamos filhos de Deus, principal elemento da nossa identidade, já não podemos dizer que o que somos se deve principalmente a nós afinal filhos de Deus não nascem “por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus” (Jo. 1:13). Portanto, um cristão não poderia concordar plenamente com o tweet acima.

A segunda coisa que esse tweet me fez pensar foi no personagem bíblico chamado Filemon, um cristão da cidade de Colossos, a quem Paulo dedica uma carta chamando-o de “amado cooperador”. Paulo declara que sempre lembrava da fé e do amor que Filemon tinha pelo Senhor e por todos os cristãos. A carta tem um tema específico: Onésimo, servo de Filemon que teria fugido e que foi evangelizado por Paulo na prisão. Com sua carta, Paulo pede a Filemon que receba Onésimo novamente. Entre os versículos 17 ao 19, Paulo faz a seguinte declaração: “Assim, se você me considera companheiro na fé, receba-o como se estivesse recebendo a mim. Se ele o prejudicou em algo ou lhe deve alguma coisa, ponha na minha conta. Eu, Paulo, escrevo de próprio punho: Eu pagarei — para não dizer que você me deve a sua própria pessoa”.

E o que toda essa história tem a ver com o tweet citado no início desse post? Ora, a respota se encontra na última parte do versículo 19:“para não dizer que você me deve a sua própria vida”. Certamente, Filemon diria que devia sua vida não apenas a “pais e professores”, mas também a Paulo.

Quando decidimos seguir a Jesus somos inseridos na família do Pai, experimentando relacionamentos firmes e profundos, exercitando o cuidado mútuo e praticando o amor. Afinal, esse foi o mandamento de Jesus: “Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo.13:34-35). Como membros do Corpo de Cristo, devemos estar bem-vinculados uns aos outros, afinal, por meio desses vínculos, somos supridos em nossa caminhada cristã (Cl. 2:19).

Portanto, viver igreja é experimentar a comunhão no corpo de Cristo de tal forma que contraiamos dívidas uns com os outros. É claro que com isso não estou falando em dívidas financeiras, ou em dívidas morais resultantes de danos que causemos aos outros. Falo tão somente de se envolver de tal forma com a Igreja que tenhamos dívidas de gratidão e de honra, dívidas que são impagáveis e que consistem em sentimentos que nutrem a estima, a consideração de uns pelos outros, ou, como Paulo fala em Rm.12:10, o “preferir em honra uns aos outros”.

Como é feliz o cristão que pode identificar em outro alguém a quem deva sua vida, seu ministério, sua família etc.

REFLEXÃO

Quero encerrar esse texto te levando a refletir. Até que ponto você está comprometido a viver em vínculos fortes e profundos no Corpo de Cristo? Que cresçamos na compreensão e revelação do grande tesouro que o Senhor tem depositado em meio à sua Igreja.

@AndersonPaz

 

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