Arquivos | fevereiro, 2011

Totalmente Dele

28 fev

Deus havia mandado que ao entrar na terra prometida, o povo de Israel expulsasse todos os moradores dela, pois não temiam à Ele. O Senhor disse:

“Se, contudo, vocês não expulsarem os habitantes da terra, aqueles que vocês permitirem ficar se tornarão farpas em seus olhos e espinhos em suas costas. Eles lhes causarão problemas na terra em que vocês irão morar.” (Números 33:55)

Israel não cumpriu esse mandamento plenamente, permitiu que alguns destes povos continuassem habitando entre eles contrariando assim a ordem de Deus. Por fim, influenciados por esses povos, pecaram de diversas formas. Fizeram aliança com eles, aderiram ao casamento com esses povos, o que Deus também ordenara que não o fizessem, até ao ponto de adorarem outros deuses, desviando-se assim do caminho do Senhor. Essa atitude de Israel se parece com o que muitas vezes fazemos em nosso coração. Damos permissão para que aquilo que Deus já disse para lançarmos fora ou abrir mão, permaneça em nós achando que podemos conviver bem com aquilo.

Muitas vezes nos iludimos em nossa conduta por seguir a vontade de Deus parcialmente. Ele nos quer de todo o coração! Sabendo que a Bíblia também diz  que nosso coração produz todo tipo de mal, como temos nos posicionado diante daquilo que não deve estar dentro de nós? Admitimos um acordo de paz ou somos radicais expulsando totalmente tudo que nos oferece perigo de negligenciarmos a vontade de Deus? Lembremos que aquilo que, de início, parece inofensivo, pode vir a se tornar o nosso principal inimigo.

Por isso, meu conselho em meio a tudo isso é: seja pleno! Renda-se de todo coração ao Senhor. Vamos seguir o mandamento de provérbio 4:23: “sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida”.

@Cristiano_Brum
SOLI DEO GLORIA

 

Como ler a Bíblia?

25 fev

“Para muitos cristãos, a Bíblia é como licença de software: eles não leem, mas clicam em “Concordo” no final. (@almightygod)”

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Lendo o tweet acima, tenho que reconhecer essa é a forma com que muitos de nós tratam a Bíblia, infelizmente.

Lembro-me que a revista Ultimato, em 2004, trouxe dados sobre uma pesquisa feita com 878 estudantes de teologia. Desses estudantes, apenas 40% havia lido a Bíblia mais de uma vez, enquanto que 38% haviam lido apenas parcialmente. Esses dados mostram que até mesmo os que pensam em ser pastores não estão lendo a Bíblia.

Precisamos ler a Bíblia.  Precisamos meditar em suas Palavras. Contudo, ela não deve ser lida como uma licença de software, pois  quem lê essa licença (assim como quem clica em “concordo” sem ler), o faz a fim de utilizar um serviço, um programa. Nossa leitura da Bíblia tem outra finalidade. Não devemos lê-la a fim de utilizar um serviço, mas devemos ler para servir. Lemos as Escrituras para saber a vontade dAquele a quem nos entregamos como servos, a quem reconhecemos como Senhor. Até mesmo porque não adianta chamá-lo de Senhor sem fazer o que ele manda (Lc. 6:46).

Nossa postura com a Bíblia também não deve ser como a de quem lê as cláusulas de um contrato: se as cláusulas nos agradam, assinamos. Não deve ser assim. Uma vez que já reconhecemos Jesus como Senhor de nossas vidas, nossa relação com a Palavra dEle deve ser a de quem busca saber a vontade do nosso Senhor, com o fim de obedecê-la, com plena confiança em Sua direção.

É assim que Jesus nos ensina a nos relacionarmos com suas palavras. Elas estão aí, à disposição de todos nós. Mas estão aí para serem obedecidas, praticadas, vividas. Diante disso, abracemos de coração a Palavra do Senhor, já que ela é luz para o nosso caminho, lâmpada para os nossos pés.

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt. 7:24).

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (Jo. 14:23).

@AndersonPaz

Fonte: Pensando a Vida

 

Quem é o seu refúgio?

23 fev

O Evangelho e os pastores ateus

21 fev

Há um tempo li uma matéria intitulada “Pastores ateus continuam liderando suas igrejas” que trata sobre a vida de dois homens nos EUA que, apesar de ocuparem o pastorado de suas congregações, há muito tempo perderam a fé em Jesus. Tornaram-se ateus, sem que suas congregações saibam disso.  Sua incredulidade é reservada para a esfera privada de suas vidas.

Ao ler a matéria, me pus a pensar sobre o mandamento de Jesus deixou aos seus discípulos em Mateus 28:18-20, também chamado de A Grande Comissão. Alí, os discípulos recebem o mandamento de fazerem outros discípulos, outros seguidores de Jesus. Mas, como se faz discípulos de Jesus? O próprio texto nos responde ao dizer: “…ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado”. Para fazer discípulos é preciso ensinar alguém a guardar todas as coisas que Jesus ordenou.

Apesar da simplicidade e clareza do texto, nem todos percebem que discípulos não são feitos quando ensinamos o que Jesus ordenou, mas são feitos quando ensinarmos a guardar o que Jesus ordenou.  Há uma diferença fundamental entre ensinar e ensinar a guardar.

Ensinar é transmitir conteúdo, informação. E isso qualquer pessoa tem condições de fazer. Nem mesmo precisa crer em Jesus. Basta saber transmitir informações acerca dEle. Até mesmo um ateu pode dizer que Jesus mandou amar os inimigos, orar pelos que nos perseguem, perdoar, servir etc.. Ensinar essas coisas não implica em nenhum compromisso em vivê-las ou em crer nAquele que as ensinou. Sendo assim, se o ministério pastoral é reduzido à mera transmissão de informação acerca da Bíblia e à administração de uma congregação, um ateu pode exercer essa função com certo êxito.

Contudo, ensinar a guardar é ensinar a observar, a praticar, a viver tudo o que Jesus ordenou. E para isso é necessário muito mais do que transmissão de informação. É preciso primeiramente ter compromisso em viver, a ponto de poder dizer como Paulo: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (I Co. 11:1). Ensinar a guardar é viver o Evangelho de tal modo que uma pessoa possa ver em você o como guardar a palavra de Jesus. É ser exemplo, modelo, inspiração. É colocar-se ao lado para animar na caminhada cristã, fortalecer, consolar, mas também confrontar quando preciso. Em síntese, isso é ensinar a guardar, e é assim que se faz discípulos. Essas atitudes não se espera de quem não crê de todo o coração que Jesus Cristo é o Senhor, o Filho do Deus vivo.

A notícia acerca dos pastores ateus só demonstra como o ministério pastoral tem sido distorcido ao longo do tempo. De um serviço para conduzir pessoas a viver o Evangelho, tornou-se uma mera atividade de palestrante e administrador. Que o Senhor levante Seus pastores, homens segundo o Seu coração, para conduzir Sua Igreja.

Em Cristo,

Anderson PazAnderson Paz 
Twitter: @andersonpaz
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Ele é a essência

18 fev

Matt Redman, ministro de música nos Estados Unidos e a Igreja da qual faz parte, passaram por um período no qual seu pastor solicitou a suspensão do período de música por um determinado tempo. Ele testemunha que esse tempo foi muito precioso em sua vida, pois serviu para corrigir suas motivações e principalmente sua visão do que realmente é adoração. Nesse tempo, ele escreveu a conhecida canção The Heart of Worship (Essência da Adoração). Num dos trechos da música ele diz:

Eu Te trago mais que uma canção, pois somente uma canção não é o que você deseja, você procura algo mais profundo do que as coisas podem aparentar, você vê o meu interior. Estou voltando à essência da adoração e a essência és Tu.

Quando falamos em adoração, muitas vezes podemos ver uma compreensão errada sobre esse assunto, e um dos grandes equívocos, é relacionar adoração à música. Foi exatamente isso que Matt Redman descobriu: estar ministrando música, não significava necessariamente que ele estava adorando, pois adoração vai muito mais além de uma canção.

Adoração significa rendição, significa prostrar-se, ou seja, é o resultado de um coração que reconhece profundamente que a centralidade de sua vida não está em si mesmo.

A verdadeira adoração nasce quando o ego morre. Não existe adoração se Jesus não for tudo para nós e se nós não formos de todo coração para Ele. Se Ele não for a essência de tudo que existe em nós, nunca vamos adorá-Lo de verdade. Ele é a essência.

Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos. (Atos 17:28)

Em Cristo,

@Cristiano_Brum

SOLI DEO GLORIA

 

Critério para um justo juízo

16 fev

Sacrifícios humanos

14 fev

Hoje lembrei de um pesadelo, que tive quando criança, em que eu era raptado e seria morto em uma espécie de ritual, um sacrifício religioso. Que bom que acordei antes que o sacrifício fosse realizado. Que alívio!

Mas, no decorrer da minha jornada cristã, cheguei à conclusão que Deus não apenas recebe sacrifícios humanos, como também espera isso de nós.

O sacrifício humano que Deus espera não é aquele praticado por pessoas que matam outras pensando estar prestando culto a Deus (João 16:2). Muito menos é o suicídio. Mas, à luz de Romanos 12:1, vemos que é o sacrifício que uma pessoa faz de si mesma, e é um sacrifício vivo.

Numa primeira leitura, como a palavra está relacionada à idéia de perda, renúncia, compreendo que esse sacrifício se realiza no cumprimento das palavras de Jesus: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16:24).  Ou numa vida de renúncia ao pecado, expressa nas palavras de Paulo: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” (Romanos 6:12,13).

Contudo, o livro de Números me ajudou a entender melhor qual é o sacrifício que Deus quer, pois nele estão registrados alguns sacrifícios humanos ofertados pelo sumo-sacerdote Arão:

“Arão apresentará os levitas como oferta movida perante o SENHOR, da parte dos filhos de Israel; e serão para o serviço do SENHOR. … Porás os levitas perante Arão e perante os seus filhos e os apresentarás por oferta movida ao SENHOR. E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel; os levitas serão meus” (Números 8:11-14).

Os levitas foram apresentados como uma oferta, um sacrifício que consistia na consagração ao serviço no Templo. Hoje, uma vez que todos são sacerdotes (I Pedro 2:8), todos são levitas. E portanto são chamados por Deus à uma vida de serviço à Sua Casa, construída de pedras vivas (I Pedro 2:4), que é a Igreja (I Timóteo 3:15). Não foi isso que Jesus quis nos ensinar ao lavar os pés dos discípulos?

Deus nos chama para, ao mesmo tempo, sermos sacerdotes, templo (juntamente com outras pedras) e sacrifício.

Ser sacrifício vivo é servir, de forma consagrada, abnegada e amorosa. Servir com tudo: dons espirituais, talentos naturais, habilidades adquiridas, experiências vivenciadas, recursos. Implica em estar inserido numa comunidade que seja concebida como ambiente de serviço.

Devemos nos lembrar com freqüência de Hebreus 13:16: “Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz”.

Que nossos sacrifícios sejam expressão de misericórdia, amor e compaixão (Oséias 6:6). E que, depois terminados nossos dias, possamos estar diante do Cordeiro e ouvir de Sua boca:Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. … Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25:34-40).

Em Cristo,

Anderson Paz

Fonte: Pensando a Vida

O Egito de dentro

11 fev

Muitas vezes o povo de Israel reclamou com Moisés dizendo que seria melhor se tivessem permanecido no Egito. Bastava uma situação desfavorável como falta de água ou comida para revelarem a vontade de voltar ao lugar onde eram escravos. O que faria um povo preferir mais ser escravo do que ser livre? Seria pela comida ou pela falsa proteção que tinham?

A Bíblia nos dá essa resposta de maneira muito clara. Ao lermos o discurso de Estevão quando estava diante do Sinédrio, vemos algo revelador: ele diz que o povo de Israel, no seu coração havia voltado para o Egito (Atos 7:39). Esta é a resposta: saíram apenas geograficamente do Egito, mas o Egito nunca saiu de seus corações.

O pior desastre que pode acontecer com alguém que diz ter recebido a Jesus como Senhor de sua vida é nunca ter renunciado profundamente o mundo e seus princípios dentro do coração. Isso o deixa suscetível não só a achar que o mundo é melhor que o Reino de Deus, como também, a não basear sua vida nos princípios da Palavra e sim nos padrões humanistas.

Isso pode acontecer de maneira quase imperceptível em nós. Por isso precisamos a cada dia orar como Davi: Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno (Salmo 139: 23 e 24). Isso, se estamos convencidos de que o mundo não é nosso lugar e  de que nele somos escravos e não livres. Caso Ele nos mostre que ainda estamos contamindados com este mundo, devemos tomar a decisão radical de renunciar o que não vem dEle.

Sabemos que a guerra contra este mundo é muito difícil. Mas, podemos nos assegurar de que nEle somos mais que vencedores (Romanos 8:37) e crer na promessa de que Ele venceu o mundo (João 16:33).

Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele (1 João 2:15)

Em Cristo,

@cristiano_brum

SOLI DEO GLORIA

O que é um cristão?

9 fev

Eu canto Keith Green

7 fev

Gostaria de compartilhar com vocês parte da letra de uma música que é muito especial para mim. Ela diz:

Eu quero tomar a Tua palavra e brilha-la em todo lugar

Mas primeiro, me ajude a vivê-la , Senhor

E quando eu estiver praticando-a bem

Ajude-me a nunca buscar uma coroa

Pois a minha recompensa é dar glória a Ti”*.

Esta canção me traz a memória compromissos com o meu Senhor os quais devo ter firmados em meu coração:

1 – Fazer com que a minha vida seja um exemplo vivo da palavra de Deus, mostrando a todos o estilo de Vida de Jesus;

2 – Ter a consciência de que qualquer coisa boa que eu seja ou faça, nunca é fruto meu e nunca é para a minha glória, e sim, unicamente por causa da graça de Deus. Sem mim, nada podeis fazer. (João 15:5)

3 – Eu fui criado para a Glória de Deus (1 Cor. 10:31). Esse deve ser o objetivo final de tudo que eu faço na minha vida. Com tudo que sou, devo sempre querer que Deus seja glorificado, mostrado ao mundo, exaltado, testemunhado etc. Não deve existir um desejo maior em meu coração, e não devo buscar nenhuma outra glória nesse mundo, a não ser, saber que tenho feito o meu Pai sorrir.

A cada dia devo renovar esses compromissos com o Senhor. Medite e comprometa se também.

* Trecho da música “Oh Lord you´re beautiful” de Keith Green

Em Cristo,

@cristiano_brum

SOLI DEO GLORIA

 

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