Arquivos | março, 2011

Quem é dono da verdade?

30 mar

Confira agora o início de um bate-papo com Sérgio Franco que fala um pouco sobre a verdade. Você possui a verdade? ou a verdade te possui?

Esse vídeo é a primeira parte de um diálogo onde são abordados alguns temas e ao longo do tempo postaremos os próximos. Aguardem!

Quando Deus é o juiz (4)

28 mar


Chegando ao término desta série que aborda a postura que devem ter aqueles que reconhecem Deus como seu juiz, eu não poderia deixar de citar aqui uma importante advertência que nos foi deixada por Pedro:

“Uma vez que vocês chamam Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês” (I Pe. 1:17).

Temor é uma postura presente e marcante na vida dos filhos de Deus. Contudo, é necessário fazer distinção entre medo e temor. Nessa distinção, Moisés diz algo que nos ajuda, ao falar ao povo de Israel: “Não tenham medo! Deus veio prová-los, para que o temor de Deus esteja em vocês e os livre de pecar” (Ex. 20:20). Ao mesmo tempo que Moisés diz ao povo para que não tivesse medo, também declara que Deus estava se revelando para que o povo O temesse. À luz das Escrituras, vemos que o medo de alguém nos leva ao distanciamento em relação à essa pessoa (Êx. 34:30), enquanto o temor a Deus nos conduz à intimidade com Ele: “O Senhor confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança” (Sl. 25:14).

De acordo com o texto de I Pedro 1:17, podemos dizer que o temor a Deus é a postura que nasce a partir da consciência de que a vida é breve e passageira, de que estamos numa peregrinação que terá um fim, e que o próprio Deus julgará as nossas obras. Temer a Deus é se conduzir de forma consciente de que somos responsáveis diante dEle. Sendo assim, o temor a Deus nos leva a viver com responsabilidade diante dAquele que faz justiça e juízo em toda a Terra. Como disse Moisés em Êx. 34:30, o temor a Deus nos livra de pecar.

Temer a Deus também implica em honrar o preço pago pela nossa salvação. Como Pedro prossegue dizendo:

“…vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver que lhes foi transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” (I Pe. 1:18,19).

Portando, lembremos também da advertência que nos foi feita em Hebreus 10:28-31, e vivamos de modo que honre o alto preço pelo qual fomos comprados: o sangue de Jesus.

“Quem rejeitava a lei de Moisés morria sem misericórdia pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Quão mais severo castigo, julgam vocês, merece aquele que pisou aos pés o Filho de Deus, que profanou o sangue da aliança pelo qual ele foi santificado, e insultou o Espírito da graça? Pois conhecemos aquele que disse: “A mim pertence a vingança; eu retribuirei”; e outra vez: “O Senhor julgará o seu povo”. Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo!” (Hb. 10:28-31).

Em Cristo,

Anderson Paz

Confira também:
Quando Deus é o juiz (1)
Quando Deus é o juiz (2)
Quando Deus é o juiz (3)

 

Resoluções

25 mar

Uma coisa é muito importante se quisermos alcançar os nossos objetivos, sejam eles quais forem: precisamos ser resolutos. Isso significa sermos decididos, resolvermos algo e não arredarmos o pé.

A Bíblia diz que Daniel resolveu firmemente não se contaminar com a comida da Babilônia e isso, porquê tinha uma resolução clara em seu coração: agradar a Deus acima de tudo. (Daniel 1:8)

Como cristãos precisamos categoricamente de um coração resoluto, pois naturalmente somos inclinados para o mal. E não é necessário nenhum esforço para isso, acontece simplesmente enquanto existimos. Diante dessa realidade temos que tomar decisões firmes contra tudo em nós que desagrada ao Senhor. A princípio, parece impossível irmos contra o rumo natural da nossa vida, mas ao decidimos firmemente em nossos corações, Ele nos concede forças para lutar e vencer.

Se você ainda não resolveu lutar contra a sua natureza pecadora, saiba que pelo Espírito de Deus você pode. Comece de maneira prática. Diga a Deus e a você mesmo que de agora em diante, não vai mais aceitar ser como é e que resolutamente decidiu ser transformado à imagem de Jesus, mesmo que não tenha condições naturais para isso, mas deseja. Você vai experimentar o poder de Deus te capacitando e alcançará vitória sobre você mesmo. Apenas deseje e decida crendo que Ele é poderoso para nos capacitar em tudo.

Pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele. (Filipenses 2:13)

Em Cristo,

@Cristiano_brum

Soli Deo Gloria

Removendo as ruínas

23 mar

Deus e nossas escolhas

21 mar

Todos os dias fazemos escolhas, e a maioria delas são corriqueiras, como a escolha do que vestir, ou a do que comer. Contudo, há algumas escolhas, que tomamos em certas ocasiões na vida, que se revestem de singular importância: casamento, vida familiar, escolhas profissionais, vida acadêmica etc. Para escolhas como essas dedicamos especial cuidado, tendo em vista que as decisões que tomamos hoje podem nos levar para situações inesperadas no futuro. E, devido à importância dessas escolhas, os cristãos tem especial interesse em fazer de Deus participante dessas decisões. Afinal, temos orado dizendo: “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt. 6:10). E, assim como pedimos a vontade de Deus, temos uma promessa segura da parte dEle: “Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir; eu o aconselharei e cuidarei de você” (Sl. 32:8).

Contudo, o zelo por fazer a vontade de Deus deveria marcar não apenas os momentos de decisões importantes, mas deveria ser uma atitude presente em cada dia de nossa existência, posto que nos alimentamos da Palavra que sai da boca do Senhor (Dt. 8:3). É importante destacar que, assim como Paulo nos afirma que o justo viverá pela fé (Rm. 1:17), ele também diz que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm. 10:17). Portanto, não ouvimos Deus apenas para tomar decisões importantes. Ouvimos Deus para viver!

Mas, a pergunta que permanece ainda é “como ouvir Deus?”. Ora, por meio das Escrituras vemos que Deus tem mais de um meio de se revelar a nós. O Salmo 19:1, por exemplo, nos diz: “Os céus declaram a glória de Deus”. Contudo, nessa jornada em busca de se conhecer a Deus, quero te recomendar a começar pelo meio mais fiel e seguro que Deus estabeleceu para que conheçamos a Sua vontade: as Escrituras. Até mesmo porque, são elas que te fornecerão o filtro para que você consiga discernir a voz de Deus. Na busca de como ouvir Deus, e ao consultarmos meios ou pessoas para isso, ainda continua de pé o critério ensinado por Isaías para que possamos discernir a voz do Senhor: “À lei e aos mandamentos!” Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a luz!” (Is. 8:20).

Que Deus nos conduza cada vez mais em sua luz.

@AndersonPaz
pensandoavida.com

A Necessidade de Quebrantamento

18 mar

A jornada de 40 anos no deserto pelo qual o povo de Israel passou, pode-se comparar de certa forma com a caminhada do cristão em meio ao deserto do seu próprio coração. O capítulo 8 do livro de Deuteronômio, nos mostra que o Senhor permitiu que este povo peregrinasse quais perdidos pelo deserto por todo aquele tempo com um único objetivo, gerar quebrantamento em seus corações.

O orgulho, fator que levou Adão a pecar e experimentar morte espiritual e física, impregnou o coração do homem ao ponto de se tornar algo inerente a ele. Naturalmente a raça humana se tornou orgulhosa, pois o mesmo Adão gerou filhos e filhas à sua imagem. Este orgulho tornou-se a essência do caráter humano e na vida prática manifesta-se de diversas formas sendo uma delas a auto-suficiência. O que era totalmente inconcebível na criação tornou-se natural para o homem: viver sem ter Deus como a sua fonte de vida, seu tesouro, seu pão, sua água, sua única suficiência. É impercepitível ao homem sua total fragilidade e dependência de Deus, vivemos como donos do tempo, como se fôssemos capazes de governar a vida sem perceber que isto é a essência de todos os males que sofremos. Como a criatura pode saber a melhor forma de funcionamento para sua existência em lugar de seu Criador?

É possível que haja mais motivos para Deus nos conduzir a um deserto por meio de dor e sofrimento, mas tenho certeza que o principal é quebrantar nossos corações, abrir nossos olhos e nos libertar do orgulho, da auto-suficiência. É ali que somos revelados que Ele é tudo para nós. O EU SOU se mostra para nós e entendemos que NADA SOMOS.

Quão urgente e desesperadora é essa revelação para nós e quão desejoso é Deus de que alcancemos esse coração, manso, humilde e quebrantado.

Que vejamos isso e que Ele seja de uma vez por todas o nosso maior tesouro.

Em Cristo,

@Cristiano_brum

Soli Deo Gloria

Viva a Vida!

15 mar

Quando Deus é o juiz (3)

14 mar

KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA

Como já foi dito nos posts anteriores, ter Deus como juiz implica em certas posturas práticas em nossas vidas. Assim como não é possível chamar Jesus de Senhor sem fazer o que Ele manda (Lc. 6:46), também não se pode dizer que Deus é o seu juiz se você não está comprometido a enxergar a sua própria vida e todas as coisas ao seu redor à partir da ótica da Palavra de Deus. Afinal, é por essa Palavra que seremos julgados (Jo. 12:48). Também é incoerente dizer que Deus é o seu juiz se você não tem uma postura de renunciar a toda e qualquer espécie de vingança, deixando-a nas mãos de Deus. Todo aquele quem toma vingança duvida do Justo Juiz.

Para dar continuidade a esse tema, quero trazer um texto bíblico para que você possa refletir:

“Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente” (I Pe. 2:21-23).

Jesus é exemplo e inspiração para quem decide viver tendo Deus como seu juiz. E qual foi o exemplo que Ele nos deixou? O de alguém que não respondia a injúria com injúria, mas antes entregava a si mesmo ao que julga retamente: Deus.

Quando difamado, não vemos Jesus se esforçando para se defender ou se explicar. Afinal, Ele tinha plena certeza e convicção de quem era e do que viera fazer. Tendo total consciência da sua identidade, e tendo recebido o testemunho do Pai que dizia: “este é o meu Filho amado, em que me comprazo” (Mt. 3:17), Jesus não se preocupava em defender a verdade acerca de Si mesmo. Vejo Jesus defendendo a verdade acerca do Pai, mas não consigo imaginá-lo ficando chateado ou magoado quando alguém o acusava de ser um blasfemador, mentiroso, endemoninhado ou qualquer outra coisa.

O que precisamos ter firme em nós é a consciência da nossa identidade, de quem nós somos. E quem é melhor para dizer que nós somos do que próprio Deus? Afinal, é Ele quem esquadrinha mentes e corações (Jr. 17:10).

Ter Deus como juiz é entregar-se a Ele, buscando ouvir o que Ele tem a dizer acerca de você. Lembrando que “não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas, sim, aquele a quem o Senhor louva” (II Co. 10:18),  deixo algo para sua reflexão: Que louvor (elogio, reconhecimento) Deus teria a te dar hoje? O que Ele teria para dizer acerca de você? Você vive de maneira que alcance e o louvor que vem dEle?

Fica a pergunta para reflexão.

Em Cristo,

Anderson Paz

Confira também:
- Quando Deus é o juiz (1)
- Quando Deus é o juiz (2)
- Quando Deus é o juiz (4)

Quando Deus é o Juiz (2)

11 mar

balanca

Acredito que o texto de Paulo em Romanos 12:18-21 tem muito a nos ensinar sobre a postura dos que creem que Deus é o seu juiz. O ver. 18 diz: “se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”. Mas, até que ponto a paz depende da gente? O que está ao nosso alcance para viver em paz com os outros? Há gente que reclama por não viver em paz com os outros, mas ainda não esgotou as possibilidades para alcançá-la. Paulo nos dá algumas orientações nesse sentido nos versículos seguintes:

“não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira;  porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”.

Todo aquele que compreende que Deus é o seu juiz tem o compromisso de não tomar vingança. Essa pessoa compreende que, se em alguma situação foi vítima de injustiça ou dano, e se alguém deve tomar vingança (considerando que em muitos casos é ela que pode estar errada), não deve ser ela mesma, mas sim o seu Juiz. Nossa postura deve ser a de tirar nossa ira de jogo, e deixar espaço para a ira de Deus. É importante salientar que a ira dos homens não produz a justiça de Deus (Tg. 1:20), mas a ira de Deus consiste em sua ação promovendo justiça: “a ira de Deus se manifesta nos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens” (Rm. 1:18).

A NVI traz Romanos 12:19 com o seguinte texto: “Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor”.

Nossa postura sempre é a de não tomar vingança, sejam as mais agressivas ou aquelas mais “leves”, como tratar os outros com desprezo ou indiferença. Afinal, o exemplo que temos em Jesus é o de que, mesmo quando ferido e humilhado, Ele foi capaz de orar ao Pai em favor dos seus algozes dizendo: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc. 23:34). E o mandamento que dEle temos recebido é: “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus” (Mt. 5:44,45)

Até breve,

Anderson Paz

Confira também:
- Quando Deus é o juiz (1)
- Quando Deus é o juiz (3)
- Quando Deus é o juiz (4)

Identidade

9 mar

Confira esse vídeo que fala sobre o fundamento onde todo Cristão deve construir sua vida:

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