Arquivos | abril, 2011

Quem é o pastor?

29 abr

A fala de Jesus em Mt. 18:12-14 talvez seja um dos textos mais conhecidos do Novo Testamento. Nele Jesus nos diz:

“O que acham vocês? Se alguém possui cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixará as noventa e nove nos montes, indo procurar a que se perdeu? E se conseguir encontrá-la, garanto-lhes que ele ficará mais contente com aquela ovelha do que com as noventa e nove que não se perderam. Da mesma forma, o Pai de vocês, que está nos céus, não quer que nenhum destes pequeninos se perca”.

Ao lermos essa parábola, rapidamente pensamos no cuidado que Jesus tem por nós. Afinal, Ele veio salvar o que se havia perdido. Contudo, precisamos dar a devida atenção ao que é dito logo depois da parábola. Após declarar que o Pai não quer que seus pequeninos se percam, Jesus ensina: “Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão”. (Mt. 18:15). Percebemos que Jesus nos conta a parábola para depois falar de sua aplicação prática. Ele nos ensina a tratar do irmão em pecado, com o objetivo de que este seja ganho. E se precisa ser ganho, era porque é a ovelha perdida, ainda que em meio à Igreja. Estava perdida em seu coração.

Vemos que na parábola, em um primeiro momento Jesus é o pastor, que veio buscar o que se havia perdido. Porém, no segundo momento, a cada um de nós que é atribuída a atividade pastoral, pois somos nós que devemos confrontar os pecados de nossos irmãos.

Sabemos que o Senhor concede pastores à Sua Igreja, pessoas com um serviço específico ao Corpo de Cristo (Ef. 4:11). Porém, em um sentido amplo, todos nós somos pastores uns dos outros, temos deveres de cuidado mútuo. A Bíblia nos ordena a exortarmos uns aos outros (Hb. 3:13), admoestarmos uns aos outros (Hb. 10:25), nos aconselhar mutuamente (Cl. 3:16), entre outros mandamentos semelhantes.

Portanto, abracemos de todo coração essa missão que nos é entregue pelo Pai, sabendo que aqueles que amam o Senhor apascentam suas ovelhas (Jo. 21:15-17)

Em Cristo,

Anderson PazAnderson Paz 
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Quem são seus inimigos?

27 abr

Quando o tempo não melhora nada…

26 abr

Precisamos cultivar o hábito de submeter a sabedoria humana à sabedoria dos céus, pois a sabedoria que não desce do alto é “terrena, animal e demoníaca”, mas a que desce de lá é “antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera” (Tg. 3:15-17). Portanto, a afirmação de que o tempo é sempre o melhor remédio, muito reproduzida pela sabedoria popular, também necessita passar pelo crivo da sabedoria dos céus. E olhando para as Escrituras, vemos que nem tudo tem o tempo como remédio. Pelo contrário, tem coisas que o tempo só piora.

Exemplo disso é a amargura, praga que não se extingue com o tempo, mas pelo contrário, cria raízes, as quais podem nos privar da graça de Deus: “Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos” (Hb. 12:15).

No tratamento contra a amargura só há um remédio, que não é o tempo, mas é lançar o machado à raíz da árvore. Isso implica, muitas vezes, em atos de humilhação, em pedir perdão e perdoar. Mas esse é o verdadeiro remédio, e não jogar a sujeira para debaixo do tapete, deixando o tempo passar. No primeiro vento forte, o tapete vai levantar.

Jesus nos ensina que os problemas com nossos irmãos devem ser resolvidos depressa. Deixar o tempo passar não nos ajuda em nada: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão” (Mateus 5:23-25).

O autor da carta aos Hebreus também nos diz que devemos nos exortar mutuamente pelo tempo que se chama HOJE. E  por que tem que ser HOJE? Para que nenhum de nós “seja endurecido pelo engano do pecado” (Hb. 3:13). Nesse caso, deixar o tempo passar só ajuda no endurecimento.

Que não sejamos enganados pelo afirmação de que o tempo sempre é o melhor remédio, pois há coisas que não dá pra deixar para amanhã.

@AndersonPaz

Fonte: Blog Pensando a Vida

Kerigma(proclamação) Apostólico

23 abr

Está acontecendo no RJ o seminário que trata sobre o kerigma apostólico: o conteúdo da proclamação dos apóstolos.

Esse encontro termina hoje: sábado, 23, às 13:00

Quero sempre lembrar que Deus é fiel

22 abr

Deus é fiel. Frase cantada em inúmeras músicas e colada como adesivo de carros. Sempre lembrada diante da oração ainda não respondida. Sempre lembrada diante da promessa ainda não cumprida. Eu quero sempre lembrar dessa verdade, todos os meus dias, contudo não apenas nessas situações.

Quero lembrar que Deus é fiel quando estiver à beira de decidir pelo pecado. Quero lembrar que Ele é fiel para me fazer santo, íntegro e irrepreensével. Que Ele já me deu tudo o que é necessário para fazer Sua vontade, posto que nasci de novo, fui gerado da divina semente (I Pe. 1:23; I Jo. 3:) e o pecado não tem domínio sobre mim (Rm. 6:14). Quero lembrar das frases de Paulo em I Tessalonicenses 5:23,24: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”.

Quero lembrar que Deus é fiel quando eu me encontrar passando por tentações, sabendo que Ele não permite que venha sobre mim tentação acima do que eu possa suportar. Conosco não vale a desculpa do “foi mais forte do que eu” ou a do “não pude resistir”. Deus sempre nos dá a força necessária para vencer o pecado, mesmo que para isso seja necessário lutar até o sangue (Hb. 12:4,5). Quero lembrar de outra declaração de Paulo acerca da fidelidade de Deus: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (I Coríntios 10:13).

E se porventura eu pecar, sendo negligente no uso do poder que há em mim para vencer o pecado, quero lembrar também das palavras de I João 1:9 – “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I João 1:9). Quando eu pecar, quero admitir meu erro, confessá-lo a Deus e aos meus irmãos, posto que temos o mandamento que diz “confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros” (Tiago 5:16). Se pelo meu pecado eu tiver que restituir algo a alguém, quero estar determinado a prontamente fazê-lo, tal como Zaqueu decidiu devolver o que havia roubado, e ouviu do próprio Senhor: “Hoje, houve salvação nesta casa” (Lucas 19:9).

Enfim, quero sempre lembrar que a declaração de Paulo dizendo que Deus permanece fiel ainda quando somos infiéis (II Tm. 2:11), não representa uma licença para o pecado. Muito pelo contrário. Quando somos infiéis, Ele permanece fiel para nos tarnar fiéis a Ele. Afinal, ele está trabalhando em nós para nos fazer semelhantes ao Seu Filho Jesus e “estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp. 1:6).

@AndersonPaz
Fonte: Blog Pensando a Vida

Os confrontos necessários

20 abr

Não quero mais retroceder

18 abr

Muitos são aqueles que começam e não terminam. Muitos são aqueles que fazem várias promessas de mudanças, que traçam várias metas e, por mais que comecem com toda empolgação e motivação, logo depois se acham parados ou até frustrados por voltarem ao ponto em que estavam.

A Bíblia declara que felizes são aqueles cuja força está no Senhor, esses, caminham de força em força até que se apresente diante de Deus em Sião (Salmo 84: 5 e 7), mas também diz o quanto são infelizes aqueles que confiam em si mesmos, cuja força está em seu próprio braço. (Jr. 17:5).

Se você se acha no grupo de pessoas citadas acima, que começam e não terminam, talvez seja necessário fazer uma avaliação de onde você está buscando forças. Em si mesmo ou no Senhor? Escolher confiar totalmente no Senhor e tê-lo como sua fonte de força, sustento e estabilidade, não significa ócio, mas sim, fazer tudo que está às mãos, crendo que é Ele que te capacita e será o sustento para permanecer fazendo amanhã.

A Bíblia diz que nós não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que creem e são salvos (Hebreus 10:39). Onde você deseja estar?

@Cristiano_Brum

Uma maior alegria

15 abr

João, em sua terceira carta, escrita já ao fim de sua vida, faz uma declaração muito interessante sobre aquilo que seria sua maior alegria. Acredito que temos algo muito importante a aprender com esse homem que andou tão próximo do Senhor Jesus. João diz a Gaio, seu filho na fé: “Não tenho alegria maior do que ouvir que meus filhos estão andando na verdade” (III Jo. 1:4). Ora, deveríamos pôr grande atenção a essa declaração feita por alguém que havia andado com Jesus e que já se encontrava no fim de sua longa experiência de vida e ministério. Ver os filhos andando na verdade: realmente isso deve ser uma alegria extraordinária, indescritível.

Somos chamados e comissionados pelo Senhor a investir na vida de pessoas, e para desfrutar do prazer em ver o resultado disso, o fruto do nosso investimento. Tão grande é esta felicidade que todo o custo necessário para alcança-la vale a pena.

Paulo também era conhecedor dessa alegria, e por isso também não media esforços para investir em pessoas. Chegou a dizer aos cristãos da Galácia: Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl.. 4:19). E para os cristãos de Corinto, Paulo diz: “Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas” (II Co. 12:15). Aos colossenses, o apóstolo diz que tinha um grande combate por eles (Cl. 2:1). Esse investimento se traduz no empenho em anunciar a Cristo (Cl. 1:28,29), ensinar a guardar a Palavra (Mt. 28:18-20), se apresentar como modelo de vida (I Co. 11:1), se dedicar em oração (Ef. 1:16), entre outros passos práticos.

Sabedores de que nossa realização e plenitude se encontram no fazer a vontade de Deus, gastemos de nós mesmos tudo o que for necessário para investir em pessoas, cumprindo com fidelidade o mandamento: “Ide, fazei discípulos”

Em Cristo,

@AndersonPaz

Por que solucionar conflitos?

13 abr

Costumes, superficialidade ou compromisso?

11 abr

Durante uma leitura bíblica me recordei de um ensino que recebi há alguns anos atrás sobre os tipos de pessoas que estavam próximas a Jesus. Ele sabia exatamente quem o seguia e o porquê. Ele punha todos à prova, avaliava seus relacionamentos, em todo tempo ensinava e também confrontava aqueles que eram escravos da religião, do bem-estar e aparente necessidade, do pecado. Não exitava em pacientemente se doar em longas conversas com aqueles que eram realmente interessados em descobrir a vontade de Deus e supria todos que decidiam viver pela fé.

Abaixo, cito 3 grupos distintos que andavam próximos a Jesus:

1-Os religiosos, grupo que compreendia não apenas os saduceus, fariseus e outros integrantes de seitas judaicas, como também homens que eram simplesmente presos à tradições. Pessoas com um estilo de vida movido por regras e hierarquias que promoviam a glória humana. Estes iam à Jesus para competir, analisar e criticar a fim de não perderem a influência que exerciam por serem “mestres da lei”. “E por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês?”(Mt 15:3) Esta pergunta de Jesus evidencia que os religiosos negociam princípios e colocam tradições e métodos à frente da obediência à verdade.

2-A “multidão” era composta por pessoas movidas pelo bem-estar e aparente necessidade. Buscavam Jesus pelo que ele podia dar. Cura de doenças, libertação, ouvir palavras e conselhos sábios para selecionar os que lhes convinha. Uma vida superficial, sem interesse de aprofundar o relacionamento com aquele que chamavam “mestre”. Certa vez, enquanto Jesus ensinava por meio de parábolas, ocorreu o seguinte: “Então ele deixou a multidão e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio no campo“.” (Mt 14:36) Perceba que aparentemente a multidão não se interessou em entender as parábolas.

3-Os discípulos: Ainda com base no texto acima, vemos que só os discípulos foram em busca de entender o que Jesus dizia, pois ansiavam por profundidade. Se continuar a ler o capítulo, você verá que Jesus se “empolga” com o anseio dos discípulos pelo ensino e continua a contar várias parábolas sobre o Reino. Os registros nos comprovam que os discípulos, apesar de no momento da crucificação terem abandonado Jesus, sempre foram praticantes do ensino e após a ressurreição foram os que destemidamente perpetuaram a vida e obra dEle, espalhando a sua doutrina em todo o mundo.

Assim como nos dias de Jesus, parece que encontramos os mesmos grupos compondo o cenário da Igreja. Não adianta apenas sermos conhecedores e compartilharmos do mesmo pensamento sobre essa reflexão. Precisamos fazer uma análise profunda de quem somos nós: Somos aqueles que simplesmente zelam por tradições, costumes, e vivem uma aparência de espiritualidade? Compomos uma multidão movida pelo bem-estar e aparente necessidade? Ou somos discípulos, fiéis aprendizes e testemunhas obedientes, praticantes da palavra, definitivamente imitadores de Jesus?

A igreja precisa recuperar sua identidade, viver com personalidade e evidenciar o caráter de Cristo.

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