Arquivos | agosto, 2011

Quem tem o controle?

31 ago

O que um pedido por justiça pode esconder…

29 ago

Recentemente, numa conversa com o Sandro Lourenço (@Sandroamd7), minha atenção foi despertada para um fato interessante nos discursos de Jesus. Em certa ocasião, o Senhor foi interrompido em sua fala por um homem que lhe pedia: “Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança” (Lc. 12:13). À tal solicitação, Jesus respondeu de forma surpreendente e inusitada: “Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós? Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc. 12:14,15)

E o que há de surpreendente na resposta de Jesus? Ora, aquele homem estava fazendo o que, para qualquer pessoa, se tratava apenas de uma reivindicação por justiça ou, no mínimo, por igualdade de tratamento com seu irmão. A solicitação era apenas pela repartição da herança. Tratava-se de um pedido legítimo. Contudo, em sua resposta, Jesus não fala sobre justiça, igualdade ou sobre a ganância do irmão que não repartiu a herança. Muito pelo contrário, Jesus se dirige ao solicitante e o adverte, bem como a todos os ouvintes, a ter cuidado e se guardar de qualquer espécie de avareza.

Parece estranho que uma reivindicação por igualdade seja respondida com uma advertência quanto à avareza. Mas para Jesus isso não é estranho, pois mais importante do que a herança, e até mesmo do que o alimento, é ter um coração aprovado por Deus. Jesus coloca o foco no que é mais importante: o coração, as motivações, os porquês. Aquela solicitação por igualdade escondia a realidade de um coração que ainda não havia compreendido que a vida de um homem não consiste na abundância de bens que possui.

Devemos sempre sujeitar nossos corações, que são enganosos, à avaliação dAquele que sonda e esquadrinha todas as coisas. Muitas vezes, atitudes consideradas normais e até mesmo legítimas, podem esconder uma realidade triste. Não sejamos presunçosos, crendo que conhecemos o suficiente sobre nossas motivações e intenções. Apresentemos nossos corações a Deus, orando sempre:

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl. 139:23,24).

Em Cristo,

Anderson Paz 
Twitter: @andersonpaz
Facebook: https://www.facebook.com/andersonpaz1986

.

Confira também:
Quem quer dinheiro?
Um coração dividido entre muitas coisas

Sem Ele nada podemos

26 ago

Uma das últimas palavras de Jesus antes de voltar para o Pai, foi a que está registrada em Lucas 24:49, onde Ele disse: “Permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestido de poder”. Em outras palavras, Jesus estava dizendo: “Não tentem levar avante a sua missão à humanidade, com a mensagem que lhes dei, até que recebam a dinâmica essencial para comprovar a verdade que falarem”.*

Essa dinâmica que eles deveriam aguardar era a descida do Espirito Santo, o qual daria garantia de que a presença dAquele que esteve todo o tempo fisicamente com eles, permaneceria em seus corações até o fim de suas vidas.

O mais impressionante dessa recomendação de Jesus é como Ele deixou bem claro para seus discípulos que seria impossível fazer qualquer coisa, mesmo que fosse em nome dEle, sem a presença dEle. Nada que eles intentassem fazer, teria um efeito verdadeiro, profundo e permanente na vida das pessoas, mesmo com o fato deles terem convivido três anos e meio diariamente com Jesus. A realidade agora é que Jesus não estaria mais com eles e isso os impossibilitaria para tudo.

Graças a Deus, eles foram humildes e obedientes, aguardaram fazendo aquilo que Jesus os mandou fazer: orar até que fossem cheios de Sua presença através do Espírito Santo. Porém, infelizmente, essa recomendação é uma das mais desprezadas. Nós, de maneira orgulhosa e independente, seguimos buscando fazer a obra de Deus sem a presença do Deus da obra.

Mesmo que já tenhamos o Espírito Santo morando em nós, precisamos nos perguntar: quantos de nós vivemos totalmente dependentes dEle, cheios de Sua presença e de Seu poder para testificar a veracidade do Evangelho de Cristo? Nos conformamos em termos sido feitos morada, casa de Deus, mas isso não pode para por aí. Deus nos quer em um outro nível para experimentarmos tudo aquilo que a Igreja do 1º século experimentou, como está descrito em todo o livro de Atos. Acredite, isso não é utopia! Não foi algo somente para aquela época. Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre (Hebreus 13:08). O Evangelho não mudou e o poder do Espírito Santo continua disponível para todo aquele que quiser se esvaziar de si e se encher dEle.

Nestes dias do fim, onde a maldade se multiplica desenfreadamente, onde o temor a Deus parece ter sido extinguido dos corações dos homens e o amor de muitos se esfria, precisamos, mais do que nunca, arrependidos, nos voltarmos para essa palavra com todo o nosso coração e buscarmos, individual e coletivamente, uma experiência nova de enchimento do Espírito Santo para provarmos sua presença e seu poder agindo em nós e através de nós.

Você está disposto? A criação aguarda com expectativa a manifestação dos Filhos de Deus. (Romanos 8:19)

Em Cristo,

@Cristiano_Brum
Soli Deo Gloria
 
*(do livro “Orar é conquistar o impossível” – Jack W. Hayford )

Correr sem se cansar

24 ago

Um risco que vale a pena…

22 ago

Fome intensa e miséria extrema afligiam a população de Samaria desde que a cidade fora sitiada pelo exército sírio. Devido ao cerco, todo suprimento de alimento estava cortado. Situação desesperadora: fome dentro da cidade, morte pelas mãos dos sírios em qualquer tentativa de fuga. Só pensaria em sair da cidade quem não tinha nada a perder, quem já não tinha expectativa alguma quanto à vida. E haviam quatro homens, junto à porta da cidade, exatamente nessa condição.

Quatro leprosos, homens que sofriam o desprezo e a rejeição, em meio à fome, concluíram:  “Por que ficar aqui esperando a morte? Se resolvermos entrar na cidade, morreremos de fome, mas se ficarmos aqui, também morreremos. Vamos, pois, ao acampamento para nos render. Se eles nos pouparem, viveremos; se nos matarem, morreremos” (II Rs. 7:3,4).

Ao anoitecer, entraram no acampamento inimigo, e se surpreenderam com o que viram, ou melhor, com o que não viram: os sírios. O acampamento estava completamente abandonado. Devido a uma intervenção milagrosa, os inimigos fugiram, deixando o acampamento intacto. Já não havia mais cerco, e a cidade ainda não sabia disso.  Aqueles leprosos encontraram muito mais do que poderiam sonhar. Comeram, beberam, se fartaram, mas em certo momento pensaram: “Não estamos agindo certo. Este é um dia de boas notícias, e não podemos ficar calados” (II Rs. 7:9). Então foi anunciada à casa do rei que finalmente o cerco havia terminado. A melhor notícia que Samaria poderia ouvir chegou por meio de quatro homens desprezados e rejeitados.

Parece que esse história pré-anunciou aquilo que seria dito por Paulo: “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo, as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são” (I Co. 1:27,28).

A melhor notícia que o mundo precisa ouvir está com aqueles que tiveram um encontro com Cristo. O mundo precisa ouvir a mensagem do Evangelho! E a nós foi confiado o dever de proclamá-lo. Talvez não vejam valor em nós, nos desprezem, nos rejeitem. Podem até mesmo nos considerar loucos. Mas ainda assim, temos a mensagem mais preciosa, o maior tesouro. Comemos do pão da vida, que nos sacia plenamente. Bebemos da água que não nos deixa mais ter sede. Passamos da morte para a vida. Encontramos a Cristo!

Portanto, tendo encontrado tamanha riqueza, só podemos dizer como os apóstolos: “Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos” (At. 4:20)

Em Cristo,

@AndersonPaz

Fonte: Pensando a Vida

 

O que não pode ficar inacabado

19 ago

Recentemente, enquanto corria, passei em frente a uma construção inacabada. Observando aquele terreno sujo, aquelas paredes que começaram a ser erguidas e foram deixadas de lado, com todo um aspecto de abandono, foi inevitável pensar nas palavras de Jesus quando disse: “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para concluí-la? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que virem zombem dele”. (Lucas 14: 28-29).

Ao citar essa ilustração, Jesus falava sobre as condições para ser Seu discípulo, sobre a necessidade que temos de calcular e decidir se estamos dispostos a pagar o preço para segui-lO.  E qual é o preço dessa decisão? Podemos afirmar com toda certeza, baseados no que Jesus disse, que o valor a pagar é tudo. Por inúmeras vezes Jesus afirmou que a condição para segui-lo era render tudo a Ele: “Todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo”. (Lucas 14:33).

Jesus estabelece essa condição, não por causa dEle, mas por causa de nós, pois sabe que não podemos e não sabemos ser donos de nós mesmos, e toda plenitude que necessitamos está nEle. Somos completos apenas quando nos entregamos por inteiro a Ele. E quando nossa entrega não é por inteiro, ficamos iludidos, enganando a nós mesmos, pois, como disse Agostinho, “criaste-nos para Vós, e a nossa alma vive inquieta enquanto não repousa em Vós”.

Se você iniciou um relacionamento com Jesus, deve saber qual é o preço que Ele exige para que esse relacionamento seja construído. Ele iniciou uma obra de transformação de caráter em sua vida a qual Ele quer e pode terminar (Filipenses 1:6), mas que está condicionada a você deixar tudo à disposição dEle.

Precisamos estar diariamente analisando em que nível de rendição estamos: parcial ou total. Se ainda tivermos algo em nossas mãos, temendo a perda, nunca seremos totalmente realizados. Seremos como a construção que vi, inacabados. Não tema render tudo em sua vida a Jesus. Seja totalmente dele e viva cheio da plenitude de vida que Ele reservou para ti.

Em Cristo,

@Cristiano_brum

Soli Deo Gloria

Onde você precisa estar…

17 ago

Delícias da Paternidade

15 ago

Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” (Tiago 1: 17)

Na data em que se comemora o dia dos pais, estive pensando a respeito da paternidade de Deus. Recordei-me da genealogia de Jesus registrada por Lucas, a qual foi escrita em ordem inversa, começando em Jesus e terminada em Adão, filho de Deus (Lucas 3: 23.33). Este registro é muito profundo, começa com Deus e termina em Deus. O Pai Celestial e seu Filho Unigênito ligados em uma genealogia que envolve homens! Particularmente sinto o coração queimar ao ler estas linhas, pois a certeza de um Deus presente e que é Pai cresce em meu coração.

A certeza da paternidade de Deus é uma das coisas fundamentais na vida cristã. Sabemos que o pecado nos separou deste relacionamento em Adão, mas também vemos a reconciliação desta relação em Jesus. Aleluia! Jesus disse que não nos deixaria órfãos, e em vários textos bíblicos vemos o cuidado de Deus com os órfãos a ponto de afirmar que se uma mãe viesse a esquecer de seu filho, Ele jamais se esqueceria.

Não tenho dúvidas de que a clareza da paternidade de Deus cura e liberta nossos corações de rejeições, feridas e complexos. Pois ainda que tenhamos o privilégio de ter um pai maravilhoso e exemplar, nunca seremos preenchidos em nosso interior se não nos rendermos ao Pai espiritual.

Fica um alerta para nós: Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. (1 João 2:15)

Querido leitor, o sistema de valores deste mundo em que vivemos é contrário ao nosso Pai. Este sistema é sedutor e seu objetivo é nos fazer órfãos espirituais, nos separar do amor que nos preenche e sacia. Não se engane toda boa dádiva vem do Pai celestial, toda sabedoria é Ele quem nos concede. A sabedoria (ideologia) terrena, não fundamentada na Bíblia, é animal e demoníaca (Tiago 3: 15). Avalie qual o fundamento em que baseia suas escolhas, suas decisões e estilo de vida, pois no final de tudo a verdade é: “O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 João 2:17).

Se entregue e desfrute das delícias desta Paternidade. Amor eterno!

@Sandroamd7

Quando o Pai se aproxima

12 ago

Antes de Jesus, Deus era distante e incompreensível. Uma aura de mistério rodeava tudo que era relacionado ao Pai. Seu próprio nome era algo que os Judeus não pronunciavam literalmente.

Depois de Jesus, Deus se tornou pessoal e acessível. A imagem de um Deus distante e cheio de mistérios foi trocada por um Pai amoroso e compassivo ao qual temos livre acesso.

Esta mudança foi produzida pela pessoa de Jesus. Por Sua vida, Seus ensinamentos acerca do Pai e pela relação que tinha com Ele.

O Pai disse acerca de Jesus: “Este é meu filho amado em quem me comprazo” (Mt. 3:17) e Jesus correspondia ao dizer: “Eu e o Pai somos um” (João 10. 30)

Quando era apenas um menino, Jesus demonstra a relação que tinha com Pai dizendo: Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? (Lucas 2:49). E sendo adulto declarou: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra. (João 4:34).

Alguns ensinamentos de Jesus eram totalmente contrários à imagem que os Judeus tinham de Deus, o Pai. Ao falar sobre as muitas ocupações e da ansiedade da vida, disse aos ouvintes: Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? (Mateus 6:26). Jesus motivava as pessoas a agirem como verdadeiros filhos de Deus, imitando ao Pai. (Mateus 6:26).

Jesus conhecia ao Pai intimamente, por isso falava com tanta segurança do Seu amor. Agora nós podemos desfrutar da relação que Deus (o Pai) e Jesus (o Filho), experimentam desde a eternidade. Uma relação íntima e profunda.

Assim como o Pai amava a Jesus, Deus nos ama. Jesus mesmo declarou na oração de João 17: para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.(João 17:23)

Você pode imaginar a imensidão do amor de Deus por você?

(Trecho do livro Cenando con Jesus, de Jesús Adrian Romero)

Só nos resta louvar a Deus por nos enviar Jesus, em quem revelou Sua pessoa, e desfrutar dessa íntima e profunda comunhão (Nota da Equipe @conexaoeclesia)

Aos que choram

10 ago

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 10.467 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: