Arquivos | setembro, 2011

A graça do arrependimento

30 set

Há momentos em que me surpreendo com a capacidade humana de complicar as coisas simples do Evangelho. Já faz algum tempo que li um texto em que o autor respondia à pergunta sobre a diferença entre o Evangelho da Graça e o Evangelho do Reino. No texto, o autor afirma que Evangelho da Graça é o pregado pelos cristãos hoje, que não deve ser confundido com o Evangelho do Reino, o qual será pregado a chamada Grande Tribulação. Ora, fiquei a me perguntar: De que lugar da Bíblia essa diferença saiu? Pergunto isso pois, quando olho para as Escrituras, vejo claramente que o Evangelho da Graça e o Evangelho do Reino são a mesma coisa.

É um maravilhoso favor imerecido (Graça) saber que fomos transportados do império das trevas para o Reino do Filho de Deus. As Boas Notícias (Evangelho) da Graça são as Boas Notícias do Reino de Deus. E essa é a proclamação de Paulo em Cl. 1:13-14:

“Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados”.

O Reino de Deus é onde a vontade de Deus é feita. É por isso que oramos“venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt. 6:10). Assim como no céu a vontade de Deus é feita de modo pleno e absoluto, ela também deve ser feita aqui.

É importante lembrar que éramos inimigos de Deus (Rm. 5:10), filhos da ira e da desobediência (Ef. 5:1-3), rebeldes contra o Reino de Deus. Contudo, apesar de sermos uma facção rebelde, Deus nos oferece uma condição de paz, através de Jesus. O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele (Is. 53:5), e pela fé nEle temos paz com Deus (Rm. 5:1). E a única possibilidade de nos reconciliarmos com Deus, recebendo a obra de Jesus na cruz, é nos rendendo incondicionalmente ao Seu Reino.

É por tudo isso que Jesus pregava “arrependei-vos porque é chegado o Reino de Deus”, e enviou seus discípulos a pregarem “o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações” (Lc. 24:47). O Senhor nos convoca a deixarmos o estado de rebelião ao nos render ao Reino. Isso é arrependimento.

O Evangelho é simples. Graça é poder estar no Reino de Deus. Como é bom saber que o Pai, em Seu Filho Jesus, me apresenta a possibilidade de me arrepender, rendendo-me ao Seu Reino, à Sua vontade. Que maravilhosa graça! É por ela que sou salvo.

Em Cristo,

Anderson Paz

Confira também:

- O que Deus não leva em consideração…

Como lidar com as mudanças

28 set

Nosso maior prazer

26 set

Um dos salmos mais conhecidos da Bíblia é Salmo 1. Ele diz: Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. (Salmos 1:1-2).

Uma das principais coisas que deve acontecer conosco quando conhecemos Jesus, é que nossa alma deve trocar o seu objeto de prazer. Aquilo que antes nos atraia deve, pela ação do Espírito Santo em nós, perder o seu valor. O nosso prazer, ao invés de estar no conselho dos ímpios, no caminho dos pecadores ou na roda dos escarnecedores, deve estar na Lei do Senhor, em outras palavras, não na letra, mas na vontade de Deus revelada em Sua Palavra.

O Salmo 1 chega a nos dizer que precisamos meditar dia e noite nessa Lei, usando-a como padrão para tudo que somos e fazemos.

A importância que damos à Palavra de Deus é medida pelo prazer que temos nela. Se a desejamos muito, por saber que nela está a fonte da nossa vida, vamos busca-la com a mesma intensidade.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós, e ouça a oração que temos feitos nestes últimos dias, que Ele incline o nosso coração para Ele e para a Sua palavra, e que isto se torne o nosso maio prazer. Aviva-nos Senhor!

Em Cristo,

@Cristiano_brum

Soli Deo Glória

Servindo graça

23 set

Paulo nos lembra que a vida cristã começa pela graça ao nos dizer “pela graça sois salvos” (Ef. 2:8). Mas também afirma que ela é sustentada pela graça, pois “a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente” (Tt. 2:10,11).

Dependemos da graça de Deus para tudo. Por isso, somos chamados a nos aproximar do trono da graça (Hb. 4:16), e a não nos privarmos dela (Hb. 12:15). Somos responsáveis por manter livres e limpos os canais por onde a graça nos alcança.

E quais são os canais ou meios de graça? Poderíamos falar da Palavra e da oração, entre outros. Contudo, há um meio de graça para o qual minha atenção tem sido despertada nestes dias. Pedro trata desse canal ao dizer: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (I Pe. 4:10).

Despenseiro é o encarregado pela despensa, o servo responsável por prover o alimento aos seus conservos. Portanto, somos responsáveis por prover graça aos nossos irmãos. Há uma porção da graça que Deus quer distribuir através de nós. E há também porções da graça que só nos alcançam através de nossos irmãos. A Igreja é um meio de graça. Conhecedor dessa realidade, o autor da carta aos Hebreus nos ensina: “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia” (Hb. 10:25).

Há uma parcela da graça que Deus tem para você que só será encontrada em meio à Igreja, e que não será encontrada de outra forma. Quis Deus que fosse assim ao nos reunir em um só Corpo. Por isso, viva relacionamentos profundos, íntegros e verdadeiros dentro do Corpo de Cristo. Não se conforme com a superficialidade. Receba a graça e seja um canal de graça. Não se prive daquilo que Deus tem para você.

Em Cristo,

@AndersonPaz

Fonte: Pensando a Vida

Nem tudo que reluz é ouro

21 set

Meu universo

19 set

Quando perguntaram a Jesus qual era o maior mandamento, ele respondeu: Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento (Mateus 22:37). Se você prestar atenção nesse versículo, vai perceber que uma expressão se repete 3 vezes: TODO(A).

Jesus falou isso para especificar o nível de relacionamento que Deus deseja ter conosco, em outras palavras, Ele não aceita nada que não seja expressão de uma entrega plena e total de nossas vidas.

Pensando sobre isso, me lembrei da música que está no vídeo abaixo. Nesta letra você pode meditar em como está o seu amor por Ele.

Que o Senhor fale ao seu coração nesta canção:

 

Em Cristo,

@Cristiano_brum
Soli Deo Gloria

Onde o amor de Deus está?

16 set

“Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (I Jo. 3:17)

Se o amor de Deus não pode permanecer em quem fecha seu coração para suprir as necessidades materiais de seus irmãos, o que dizer sobre os que se negam a suprir as necessidades mais importantes do que a de alimento?

Como pode permanecer o amor de Deus em quem, tendo sido perdoado por Cristo, se recusar a perdoar quem o ofende? (Cl. 3:13)

Como permanece o amor em quem, tendo sido recebido por Cristo, se nega a receber seu irmão? (Rm. 15:7).

Como permanece o amor em quem, tendo recebido graça (favores imerecidos), decide tratar bem apenas os que merecem? (Mt. 5:46-48).

Como permanece o amor em alguém que, sendo ainda pecador, recebeu o amor do Pai, mas se recusa a amar seu inimigo? (Rm. 5:8; Mt. 5:44)

Como permanece o amor em quem, tendo ouvido a Verdade, se recusa a dizer a verdade a seu irmão, confrontando seu pecado? (Mt. 18:15; Gl. 6:1).

Como permanece o amor em alguém que, tendo sido animado ou consolado, não se coloca ao lado de quem precisa de consolo? (II Co. 1:4; Hb. 10:24)

Poderíamos seguir com perguntas semelhantes, mas acredito que as que foram feitas já são suficientes para que possamos refletir sobre como está o amor de Deus em nós.

Pense sobre isso, reflita e aplique à vida.

Em Cristo,

Anderson Paz

Fonte: Pensando a Vida

Tudo que preciso

14 set

Prova de amor

12 set

http://www.sxc.huNós não encontraremos na Bíblia Jesus nos pedindo uma demonstração de amor como aquelas que são comuns nos filmes ou, muitas vezes, na vida real. Longe da insegurança acerca do sentimento da outra pessoa, Jesus não nos pede isso pois conhece profundamente cada um de nós. Até as nossas palavras Ele sabe antes que saiam da nossa boca.

Porém, Ele nos deixou algumas orientações que servem para provarmos a nós mesmos se O amamos. Em outras palavras, para medirmos se o nosso amor por Ele é verdadeiro ou se só consiste em palavras, frases ou canções bonitas destituídas da essência verdadeira.

Uma dessas preciosas e precisas orientações, está em João 14:21, que diz: Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama, será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.

Aqui encontramos uma prova, um fruto verdadeiro do nosso amor a Jesus: obediência. Essa é uma das maiores marcas do verdadeiro discípulo de Jesus. E mais, é uma obediência que não tem hora, circunstância ou pessoa que a limite. Ela é incondicional, sem temer o preço a ser pago, pois a palavra de Cristo está acima de tudo e deve ser guardada e cumprida. Se dizemos que O amamos, cumprimos o que Ele nos manda, e Ele, que sabe que somos necessitados, manifesta o Seu amor por nós.

Que possamos orar como Davi orou: “Ó Senhor Deus, ensina-me o que queres que eu faça, e eu te obedecerei fielmente! Ensina-me a te servir com toda a devoção”. (Salmo 86:11)

Em Cristo,

@Cristiano_Brum
Soli Deo Glória
.
Confira também:
Um princípio eterno: obediência
- Um coração que procura obedecer
O que sustenta a obediência?
 

Canal para ouvir Deus

9 set

O livro de Atos, em seu capítulo 13, registra que na Igreja em Antioquia havia profetas e mestres e que, enquanto esses homens serviam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: “Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. Então, depois de ouvirem a direção do Espírito, eles, com orações e jejum, enviaram a Paulo e Barnabé (At. 13:1-3).

Esse relato, apesar de curto e simples, tem muito a nos ensinar. E o que mais se destaca para mim é o fato de que o Espírito Santo falou enquanto aqueles homens serviam a Deus. A oração não foi algo que surgiu para atender uma necessidade nova que havia surgido, ou para buscar a solução de um problema que se apresentava. O texto simplesmente diz que, enquanto eles serviam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo.

A oração não pode ser algo que surge apenas diante de uma necessidade específica, ou para se buscar a solução de um problema. Antes, a oração deve fazer parte de nosso cotidiano. Muito do que Deus quer nos falar, nos ensinar, só nos alcançará se mantivermos uma vida de oração, pois ela nos faz sensíveis à voz de Deus.

Com certeza Deus tem muito a nos dizer. É Ele mesmo quem promete: “Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir” (Sl. 32:28).Contudo, precisamos ser encontrados na postura de quem busca ouvir Deus: orando.

Em Cristo,

Anderson Paz 
Twitter: @andersonpaz
Facebook: https://www.facebook.com/andersonpaz1986
.
Confira também
O que nos atrapalha de ouvirmos Deus
.
.
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 10.468 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: