Arquivos | outubro, 2011

Pertencer a Ele

31 out

A principal crise do coração do homem é a crise do pertencer. Todos precisam saber que não fomos criados para pertencermos a nós mesmos, que enquanto caminharmos sem rendermos nosso coração ao dono certo, nossa vida será, no fundo, enfadonha e triste.

O versículo de 2 Crônicas 16:9 diz: “Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele”. Em outras palavras, Ele procura por aqueles que escolhem pertencer total e completamente a Ele.

Quando fazemos essa escolha, estamos colocando nosso coração no lugar certo, nas mãos dAquele que melhor pode cuidar, aquele que o criou. Este é o lugar que devemos estar!

Como temos entregado nosso coração a Ele, em partes ou inteiro? Nós nunca vamos poder dar nada a Deus, pois Ele não precisa de nada, mas uma coisa Ele mesmo nos pede: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos”. (Prov. 23:26). Ao fazer esse pedido, Ele o faz por causa de nós, pois conhece a nossa maior necessidade que é a de pertencer a Ele.

Dia a dia precisamos responder a esse pedido e nos rendermos, não em partes, mas da forma como Ele está procurando: “TOTALMENTE!”.

Em Cristo,

@Cristiano_Brum

Soli Deo Gloria

O que Deus não leva em consideração…

28 out

“Deus não leva em conta o tempo de ignorância”. Tal afirmação é muito conhecida, mas nem todos conhecem o versículo de onde ela é extraída. E isso faz alguma diferença? Sim, TODA! Afinal, o texto nos revela a forma com que Deus decide não levar em conta o tempo da nossa ignorância.

“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (At. 17:30).

Deus, por não levar em conta o tempo da ignorância (em que cometemos erros pelos quais merecíamos a morte), nos dá uma chance de arrependimento, de consertarmos os erros e repararmos os danos.

Sempre é importante lembrar que todos pecaram (Rm. 3:23), que “não há um justo, nenhum sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis” (Rm. 3:10-12). Portanto, Deus não tem dívida alguma conosco, e não seria injusto se deixasse toda a raça humana perecer. Mas, ao decidir não levar em conta o tempo da nossa ignorância, Ele nos convoca ao arrependimento.

Só compreenderemos a beleza da graça quando reconhecermos que Deus não tem obrigação alguma para conosco. Ele não tem dever algum de nos dar uma chance de arrependimento. Se não nos desse chance alguma, ainda sim Ele estaria sendo justo! Mas Ele, por graça e amor, decide não levar em conta o tempo de ignorância, e nos oferece a oportunidade de nos arrependermos desse passado.

O chamado ao arrependimento é uma oferta da livre graça de Deus. Apesar do nosso passado, Ele ainda é gracioso ao nos chamar à mudança de mente e de atitude. E o verdadeiro arrependimento traz consigo os seus frutos (Mt. 3:8; Lc. 3:8). Arrependimento que não gera frutos é falso. Zaqueu, ao se arrepender, deu frutos pois decidiu não mais usufruir dos bens que havia adquirido pelo pecado. Ele decidiu devolver tudo o que havia roubado. As multidões que atendiam ao chamado de João Batista, não ficavam caladas quanto ao seus pecados passados, com a desculpa de que Deus não leva em conta o tempo de ignorância. Pelo contrário, eles vinham a até João para serem batizados, confessando seus pecados (Mt. 3:6; Mc. 1:5).

Ao desconsiderar o nosso tempo de ignorância , Deus não nos isenta de respondermos pelos erros e danos que causamos a outras pessoas. Não! Quando Ele nos chama ao arrependimento, Ele está demonstrando sua graça e nos dá a oportunidade de repararmos esses erros e danos.

Portanto, se você fez mal a alguém, mentiu ou causou qualquer espécie de dano, não despreze a oportunidade que Deus te dá para se arrepender e produzir frutos.

Em Cristo,

Anderson Paz

Confira também
- A graça do arrependimento

Eu: carnal ou espiritual?

26 out

A renovação da esperança

24 out

Recentemente li uma frase em uma rede social que falava sobre avivamento e sobre o que Deus quer fazer com a Sua Igreja nestes dias.  De repente, pude perceber que dentro de mim não havia mais a mesma chama que antes. Senti que o desejo de que Deus restaure sua igreja estava fraco, e que a expectativa estava pequena. Meditando um pouco mais sobre isso, creio que o Espírito Santo me trouxe à memória um homem chamado Simeão.

O Evangelho de Lucas diz que Simeão, que era contemporâneo à época do nascimento de Jesus, era justo e piedoso, e que esperava pela consolação de Israel. O Espírito havia lhe revelado que ele não morreria sem ver o Cristo do Senhor (Lc. 2.25-32). Pensei então no quanto esse homem aguardou com expectativa pelo nascimento de Jesus, no quanto Ele deve ter visto de incredulidade no seu tempo, quando muitas pessoas já até mesmo deviam ter esquecido de que ainda viria um Messias.  Refleti sobre o quanto Simeão deve ter visto de rituais e sacrifícios vazios, com pretensão de culto ao Senhor. Tudo isso me fez ver o quanto a fé desse homem era viva e cheia de esperança, e seu coração tinha convicção dos fatos que não se vêem (Hb 11.1). Ele ansiava ver o Messias, aguardava ver a salvação que Deus havia preparado para Israel e para nós, os gentios.

A pequena menção a esse homem me enche de inspiração e alegria em saber o quanto vale a pena aguardar a salvação que Deus promete à nossa geração através da Igreja. Poderemos viver, de fato, tudo o que Deus prometeu aos que o buscam. A fé nessas coisas precisa queimar em meu coração, no coração da Igreja. Porque é através da Igreja, o Corpo de Cristo, que esse mundo poderá conhecer a glória do Senhor.

“Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar” (Habacuque 2:14)

@AnaCBrum

O Único

21 out

Recentemente fui muito edificado ao ouvir uma mensagem em que John Piper falava sobre algo específico na oração que Jesus nos ensinou, a chamada Oração do Pai nosso. Ela inicia com o seguinte pedido: “Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome”.

A razão da expressão “…santificado seja teu nome…” ser a primeira coisa que Jesus nos ensinou a pedir, dizia Piper, é para nos ensinar que antes de qualquer coisa que venhamos a pedir ao Pai, devemos estar cônscios que o principal propósito da nossa vida, é fazer o nome do Senhor santificado em nós e através de nós.

Santificar significa separar. Em outras palavras, santificar o nome do Pai em nossas vidas, é colocar o Senhor em um lugar separado e único, onde nenhuma outra coisa ou outra pessoa substitui; um lugar de maior exaltação, glorificação e significação em nossos corações e assim viver toda a nossa vida com um único objetivo: fazer o nome de Deus santificado, glorificado, exaltado em mim e através de mim.

Paulo em I Coríntios 10:31 nos ensina que “quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a Glória de Deus”.

Ele deve ser o único e ninguém mais pode tomar Seu lugar em minha vida. Ele deve ser Aquele que é digno da maior ocupação da minha vida: viver para agrada-lo.

Nesta mensagem, John Piper nos anima a orar: “Deus, santifica Teu nome sobre minha vida, sobre minha família, sobre a Igreja e sobre as nações” e eu oro para que esse seja o meu e teu maior desejo na vida.

Em Cristo,

@Cristiano_brum

Soli Deo Gloria

O dever de todo homem

19 out

Ganhe uma VIRÁ!

17 out

No mês de setembro o Conexão Eclésia completou 1 ano de existência, e desde então a Virá tem sido uma das principais parceiras na divulgação deste blog.

Celebrando essa parceria,  realizaremos o sorteio de 1 camiseta da VIRÁ entre todos os que seguirem o perfil @ConexaoEclesia no Twitter e que derem RT na mensagem abaixo:

http://kingo.to/RcS Siga @ConexaoEclesia + RT esta mensagem e concorra a uma camiseta VIRÁ (@use_vira)! Sorteio em 31/10

* O sorteio será realizado no dia 31/10/11, e o sorteado escolherá qual camisa deseja receber.


O que é VIRÁ?

VIRÁ é uma marca comprometida com a Palavra de Deus. Sua meta vai muito além do que simplesmente vender camisetas com “estampas bonitinhas”: sonha com a transmissão da Palavra de Deus numa linguagem contemporânea e dinâmica através de produtos habituais da sociedade moderna. Nisso há um amplo caminho para que a mensagem de Cristo alcance os mais diversos estilos, classes, tribos, grupos de pessoas.

O presente incomparável

17 out

“Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir [pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lc. 11:11-13)

Por muito tempo, quando eu lia este texto pensava no batismo com o Espírito Santo. Hoje pela manhã entendi que este texto também fala de uma bênção diária, que transcende o dia do batismo.

Jesus usou o “pão nosso de cada dia”, ou seja, usou alimentos que eram consumidos diariamente para manutenção da vida do corpo e que naturalmente quando um filho pedia ao pai, não lhe era negado, pois não se tratava de um capricho ou algo do gênero. Mesmo quando nós já recebemos o Espírito Santo, continuamos a necessitar Dele como um alimento diário para a nossa vida. Isso testifica com o mandamento apostólico para sermos cheios do Espírito Santo e com a advertência apostólica para não apagarmos ou entristecermos o Espírito Santo. Isso também está de acordo com o que sentimos acerca da nossa própria necessidade de sermos plenos Deste Amor.

Enxergamos a nossa dependência de uma direção contínua na vontade do Pai. Anelamos pelo poder de Deus em nós e através de nós. Ansiamos pela plenitude do Espírito Santo. De fato desejamos ser “dominados”, possuídos completamente pelo Espírito Santo. Hoje mais uma vez voltei a pedir ao Papai, a Ele que não nos negará bem algum, o maior de todos os bens, a maior bênção que um ser humano pode receber: O Espírito Santo.

@Francoamd7

Coração: entre tristezas e alegrias

14 out

Uma leitura superficial e desatenta pode deixar a impressão de que há uma contradição entre os dois versículos abaixo:

“O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate” (Pv. 15:13).

“Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração” (Ec. 7:3).

Contudo, basta uma análise mais atenciosa para percebermos que os versículos estão falando de coisas distintas. O primeiro fala de um movimento do interior para o exterior (do coração para o rosto). O segundo fala de um movimento do exterior para o interior (do rosto para o coração). O primeiro fala da essência que muda a aparência. Já o segundo fala de algo externo que influencia a essência. O primeiro fala sobre como a condição do coração se exterioriza. O segundo fala do impacto do exterior sobre a condição do coração.

Eclesiastes 7:3 é precedido pelo seguinte versículo: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”. É nesse contexto que o autor diz: “com a tristeza do rosto se faz melhor o coração”. O autor chama a nossa atenção para a importância de estarmos atentos para a realidade, de não deixarmos nos iludir e enganar. Devemos lembrar que a vida é frágil, curta, passageira,  efêmera. Conscientes disso, podemos chegar à conclusão do autor de Eclesiastes: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem” (Ec.12:13). Podemos também concordar com o autor do Salmo 39, quando declara: “Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará. Agora, pois, SENHOR, que espero eu? A minha esperança está em ti“ (Sl. 39:6-7)

Uma vez tendo a esperança depositada em Deus, temos acesso à fonte de toda alegria, e assim, tendo o coração preenchido pela presença do Senhor, podemos desfrutar da realidade descrita no texto de Provérbios: “o coração alegre aformoseia o rosto”.

Portanto, tenhamos nossas mentes atentas e corações sensíveis para aprendermos o que Deus nos quer ensinar em toda e qualquer situação, seja de alegria, seja de tristeza. Afinal, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

Em Cristo,

Anderson Paz

O que fazer com seu direito?

12 out
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 10.468 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: