Arquivos | novembro, 2011

Coração valente

30 nov

Feridas que saram

28 nov

Quando passamos circunstâncias difíceis em nossas vidas, sejam problemas externos ou problemas em nossos próprios corações, a reação mais comum à maior parte das pessoas é a tristeza e o desânimo. Poucas são as vezes que olhamos para as situações avaliando profundamente se temos alguma responsabilidade ou culpa no que está acontecendo, e buscando entender o que Deus deseja fazer dentro de nós através da situação.

Jesus, o nosso maior exemplo da vida, era o único que poderia recusar tudo o que passou na terra, pois é santo e nunca cometeu pecado. Mas ainda assim não se esquivou de nenhum sofrimento. A Palavra chega a nos dizer que Ele aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu (Hebreus 5.8).

Estando no Getsêmani, enquanto orava, apesar da dor e do sofrimento que lhe aguardavam na cruz, Jesus abraçou a vontade do Pai. Ele se entregou na cruz. E o profeta Isaías declara que através de Suas feridas NÓS fomos sarados (Isaías 53: ). Quão grande bênção recebemos porque Jesus escolheu não recusar um momento difícil, de dor, de agonia.

Quando agimos diferente dEle, estamos rejeitando uma oportunidade de sermos transformados, de colhermos frutos bons no final e também de sermos curados para curar. Ele é que faz a ferida e é quem a cura (Oseias 6:1). Portanto, se Ele está te “ferindo” por meio de alguma circunstancia como foi dito acima, não recuse. Olhe com olhos espirituais e ore a Ele pedindo para que você aprenda tudo que Ele quer te ensinar com isso, e que você se torne um homem ou uma mulher segundo o coração de Deus.

Em Cristo,

@Cristiano_brum

Soli Deo Gloria

 

Não podemos nos confundir sobre o que é amar a Cristo…

25 nov

Quando vejo cristãos buscando fazer justiça em relação às ofensas feitas à pessoa de Jesus,  surgem em meu coração algumas reflexões.  Primeiramente, compreendo que esse cristão mostra que valoriza o fato de ser crente, e que também acredita que está demonstrando seu amor a Jesus ao combater às ofensas com argumentos, comentários e atitudes. Contudo, mesmo que esteja bem intencionado, este cristão não revela o caráter de Jesus com tal postura.

Me preocupo bastante com isso, pois essa postura não está em conformidade com o ensino e o estilo de vida do Mestre. Mas está fundamentada em uma mistura de sentimentos bons e ruins. Por um lado, revela gratidão a Cristo, e por outro demonstra partidarismo e ofensa, atitudes comuns a muitas pessoas quando defendem determinada bandeira.

Vi a imagem acima no Facebook ,  e ela me inspirou a escrever este texto. Até o momento em que eu estava escrevendo estas linhas 10.894 pessoas haviam curtido esta imagem e 48.561 haviam compartilhado. Acredito que todas estas são pessoas sinceras, mas que carecem de entendimento bíblico e fé para verdadeiramente combater o bom combate de Cristo.

Jesus nos diz: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama…” (Jo. 14:21). Esta declaração revela claramente que a forma de demonstrarmos amor a Jesus é praticando seus mandamentos, pois ninguém guarda sem praticar. Guardar não é decorar ou memorizar, mas é viver.

Defender  Jesus das más línguas não significa demonstrar amor por Ele. O nosso Mestre jamais se defendeu de algo. No Getsêmani, quando Pedro tentou protegê-lo do sofrimento iminente cortando a orelha do soldado que iria prendê-lo, Jesus corrigiu a reação de Pedro e ainda curou o soldado ferido. No momento em que estava morrendo na cruz, ainda teve forças para interceder ao Pai pedindo que perdoasse todos os seus algozes, pois não sabiam o que estavam fazendo.

Que mais diremos? O que fazer com o mandamento de amar os inimigos? De bendizer os que nos maldizem? Poderia passar muito tempo aqui citando os ensinos do nosso Mestre dados em palavras e ações. Mas creio que estes são suficientes para nos mostrar que demonstrar amor a Ele é fazer Sua vontade. E essa vontade é que pratiquemos Seus mandamentos: que vivamos tal como Ele viveu e que tenhamos misericórdia daqueles que ainda não tiveram a gloriosa revelação que tivemos.

Cristo em nós, a esperança da glória.

Prepare o caminho

23 nov

Amor e temor

21 nov

Quando nos voltamos em direção a Deus, sempre somos movidos por duas atitudes: o amor e o temor.

O amor é aquilo que nos faz obedecer a Deus. Porque o amor de Cristo nos constrange (2 Co. 5:14). Quando somos constrangidos pelo indescritível, imutável e incomparável amor de Deus, que se manifestou a nós em Jesus Cristo, o Senhor, somos impulsionados a crer e obedecer Sua Palavra.

Um cristão é alguém que reconhece a Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, como Deus manifestado em carne, que nos amou e morreu por nossa redenção. É também uma pessoa afetada por um senso do amor deste Deus encarnado, a ponto de ser constrangida a fazer da vontade de Cristo a norma de sua obediência e da glória de Cristo o grande alvo em favor do qual ela vive” (Charles Hodge).

O temor a Deus é aquilo que nos leva a deixar de fazer o que Deus condena. E disse Moises ao povo: Não temais, Deus veio para os provar, e para que o Seu temor esteja diante de vós. A fim de que não pequeis (Êxodo 20:20).           Pelo temor do Senhor os homens se desviam do pecado (Provérbios 16:6).

Se não o amarmos mais do que tudo, não conseguiremos ter um coração que o obedece, e sem temê-Lo, mais do que qualquer outra coisa ou pessoa, não poderemos honrá-Lo e glorifica-Lo. Devemos pedir que Ele nos aperfeiçoe a cada dia e nos faça crescer cada vez mais no amor e temor ao Seu Nome.

Que seja assim.

Em Cristo,

@Cristiano_Brum

Soli Deo Gloria

Compromisso com quem?

18 nov

“… somos membros uns dos outros” (Rm. 12:5; Ef. 4:25). Trata-se de uma verdade simples, mas que tem sido historicamente ignorada e facilmente esquecida. Nossa relação com o Corpo de Cristo, nossa condição de membro, não se dá pela frequência a um determinado lugar, pelo compromisso com certo número de atividades e programações, ou pela adesão a certos deveres (entrega de dízimo, etc..). Nossa condição de membros do Corpo de Cristo se dá pela nossa conexão com pessoas. Não somos membros de lugares. Somos membros uns dos outros. Nosso compromisso e nossa conexão são com pessoas.

É sempre importante lembrar disso pois, tendo em vista que o Corpo de Cristo deve estar bem vinculado, deveríamos nos perguntar: quem são os meus vínculos em meio à Igreja? A quem estou vinculado? E o que tenho feito para cultivar e fortalecer meus relacionamentos, seja de discipulado, seja de companheirismo, em meio ao Corpo de Cristo?

Precisamos nos avaliar sempre quanto a esses temas, afinal, “todo o corpo, sustentado e unido por seus ligamentos e juntas, efetua o crescimento dado por Deus” (Cl. 2:19).

Em Cristo,

@AndersonPaz

Fonte: Pensando a Vida


O que te faz perseverar?

16 nov

A decisão de todos os dias

14 nov

A Bíblia nos conta a história de um rei chamado Nabucodonosor, que por causa de sua soberba e altivez, o Senhor o fez passar por uma experiência de humilhação e quebrantamento pouco vista na narrativa bíblica (Daniel 4).

Ao final dessa experiência, Nabucodonosor se humilha diante do Senhor e o louva dizendo que Ele é o que “vive para sempre, cujo domínio é sempiterno, e cujo reino é de geração a geração”. Entende também que “Todos os moradores da terra são por Ele reportados como nada: e, segundo a Sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão ou dizer-lhe: que fazes?“ (Daniel 4: 34-35). Olhando para o que este rei passou, fico pensando no que seria necessário para reconhecermos o senhorio e soberania de Deus sobre todas as coisas e principalmente sobre nossas vidas.

A Bíblia nos diz que no último dia, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai (Filipenses 2:10-11). Porém, essa declaração não precisa ser deixada para o último dia, onde todos estarão diante do Senhor, porque aí pode ser tarde demais. Ela precisa sim ser vivida, declarada e expressada a cada dia de nossas vidas hoje, e que possamos orar sempre como nosso Senhor nos ensinou: “Venha o teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra [na minha vida] como no céu” (Mateus 6:10).

Em Cristo,

@Cristiano_Brum

Um coração dividido entre muitas coisas

11 nov

Lucas registra um comportamento de Jesus que, em uma primeira leitura, pode parecer contraditório. Jesus teria tratado de forma desigual dois homens que tinham o mesmo problema: o amor ao dinheiro. O primeiro deles foi um jovem rico, a quem Jesus ordenou: “vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu”. Esse jovem, depois de ouvir essas palavras, “ficou muito triste, porque era muito rico”, e não seguiu o Senhor (Lc. 18:18-23). O segundo foi Zaqueu, que ao receber Jesus em sua casa, espontaneamente declarou: “Olha, Senhor! Estou dando a metade dos meus bens aos pobres; e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais”. Ao ouvir isso, Jesus, numa expressão de alegria, respondeu: “Hoje houve salvação nesta casa!” (Lucas 19:1-10).

Pode parecer estranho que Jesus exija do jovem rico que venda tudo e dê aos pobres, mas se satisfaça com a decisão de Zaqueu de doar metade de seus bens e devolver em quatro vezes mais o que roubou. Por que do jovem rico Jesus exige todos os bens, e de Zaqueu se contenta com a doação da metade?

Quem pensar que há contradição em Jesus, certamente ainda não compreendeu a forma como o Evangelho trata o tema das riquezas. O problema não é quanto o dinheiro serve a uma pessoa, mas o quanto essa pessoa serve ao dinheiro. A questão não é o quanto você tem de dinheiro, mas se o dinheiro tem a você. Afinal, como disse Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt. 6:24).

Jesus conhecia o espaço ocupado pelas riquezas tanto no coração do jovem rico, como no coração de Zaqueu. Os espaços eram diferentes, e por isso as exigências também foram. Contudo, Jesus queria alcançar o mesmo resultado em cada um deles: um coração que servisse a Deus somente.

Não é apenas o dinheiro que tenta dividir espaço com Deus em nossos corações. Há outras coisas que também tentam ocupar espaço em nós. Há quem viva em função de um sonho, um projeto, um desejo, seja ele legítimo (como o de formar uma família) ou ilegítimo (como o pecado). Mas o fato é que Deus não divide espaço em nossos corações com nada e ninguém. Nossas vidas só encontram rumo, sentido e propósito quando servimos integralmente a Ele.

Continuamente somos tentados a ceder espaço em nossos corações para inúmeras coisas. Mas,  que a cada dia apresentemos nossas vidas ao Espírito Santo, pedindo que Ele nos mostre se há algo que divide nossa atenção. Que nossa oração seja: “Vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl. 139:24).

Em Cristo,

Anderson Paz 
Twitter: @andersonpaz
Facebook: https://www.facebook.com/andersonpaz1986

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Confira também:
Quem quer dinheiro?
- O que um pedido por justiça pode esconder…

Devedores do amor

9 nov

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