Arquivos | dezembro, 2011

Que fé é essa?

30 dez

Diante da pergunta “você crê nos políticos?”, certamente a maior parcela da população responderá “não”. Contudo, ninguém responderia “não” à pergunta “você crê que os políticos existem?”. É claro que “crer nos políticos” não é a mesma coisa que “crer que eles existem”. Existe uma diferença entre “crer em” e “crer que”. Essa diferença é importante e deve sempre ser considerada, pois somos chamados a crer em Cristo, o que é muito mais do que apenas crer que certos fatos acerca dele são verdadeiros (como sua divindade, sua encarnação, sua morte e ressurreição).

Crer em alguém significa confiar, dar crédito à palavra de uma pessoa. Portanto, crer em Cristo significa depositar a confiança nEle. É ter a palavra de Jesus como tão digna de confiança que nossa obediência a ela é plena, irrestrita, incondicional. Portanto, não existe a possibilidade de separação entre crer Cristo e obedecê-lo. Quem crê, obedece. A fé se evidencia pelas obras (Tg. 2:18).

Partindo dessa perspectiva, poderemos compreender como que, apesar da salvação ser pela graça, mediante a fé (Ef. 2:8), a condenação se dá pela prática da iniquidade (Mt. 7:23). Ora, a verdadeira fé nos afasta do pecado, nos conduz à santidade, e nos mantém junto a Cristo. Se não há compromisso com a santidade, certamente existe falta de fé. Crer em Cristo é comprometer-se com Sua vontade. Quem não se comprometeu em obedecer à vontade de Cristo, nunca creu nEle de fato.

Portanto, se seu coração está cheio de fé, evidencie isso por meio das obras. Mas, se a sua fé está abalada, não tema em orar: “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!”(Mc. 9:24). Alimente sua fé com a Palavra (Rm. 10:17), e a fortaleça nos relacionamentos em meio ao Corpo de Cristo (Hb. 3:13; 10:24,25)

Em Cristo,

@AndersonPaz

 

Romper limites

28 dez

Testemunhas, e não advogados

26 dez
“…sereis minhas testemunhas…” (Atos 1:8)

De vez em quando é importante relembrar que não fomos enviados para sermos advogados de Jesus, mas suas testemunhas (Atos 1:8). Essa compreensão muda muita coisa em nosso trabalho. Enquanto o papel do advogado é argumentar e defender seu cliente, o papel da testemunha consiste em tão somente relatar o que presenciou. Não tem a obrigação de convencer ninguém.

Compreender isso tira de nós o peso de convencermos as pessoas acerca de Jesus, e simplifica nosso trabalho. A obra de convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo é feita pelo Espírito Santo. A parte mais difícil fica com o Espírito. O nosso trabalho se torna menos cansativo e mais simples e objetivo. Contudo, ao mesmo tempo que essa consciência simplifica o nosso trabalho, ela também aumenta a nossa responsabilidade, pelo menos em dois aspectos.

O primeiro aspecto  é o de que, uma vez que a obra que temos a realizar é mais simples, nos tornamos ainda mais indesculpáveis caso não a realizemos. Sobre nós pesa a responsabilidade que estava sobre os apóstolos: “Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (Atos 4:20).

O segundo é fato de que pouco resultará falarmos do Evangelho sem termos experência com ele. Pouco valerá anunciar Jesus se não o temos conhecido, pois testemunhamos acerca das coisas que vemos e ouvimos. Precisamos pregar como Paulo : “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder” (I Coríntios 2:4).

De nada adiantará nos prepararmos para responder às perguntas acerca da esperança que há em nós (I Pedro 3:15), se o mundo não ver em nós uma esperança diferente. Precisamos de gente que vivencie e experimente o Evangelho, ao mesmo tempo que pregue.  Precisamos de gente que seja sal da terra e luz do mundo.

O mundo pensa que precisa da advocacia terrena, quando na verdade precisa dar ouvidos às testemunhas do grande advogado: Cristo (I Jo. 2:1) .

Em Cristo,

Anderson Paz

A guerra de todos os dias

23 dez

No dia-a-dia de nossa vida cristã, somos desafiados por três inimigos: O mundo (Rm 12.2), a carne (Rm7:14-25; 8:13; Gl. 5.16) e o diabo (Tg. 4:7; Ap. 12:10).

Até o nosso encontro com o Senhor, sempre estaremos em luta contra esses inimigos. E eles não nos dão trégua alguma. Não é à toa que a Bíblia nos instrui várias vezes a vigiarmos e orarmos. Isso significa que nunca podemos abandonar a postura de guerra, pois ao primeiro indício de uma distração por nossa parte, poderemos ser alvejados.

Enquanto estivermos aqui neste mundo, precisamos entender que sempre estaremos em guerra. Em todos os momentos, e principalmente em coisas corriqueiras do dia a dia, esses três inimigos tentarão nos abater e não podemos descansar na luta contra eles.

Precisamos lembrar sempre da palavra de Paulo aos Efésios que diz: “tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firme” (Ef. 6.13). Paulo não deixa espaço para relaxarmos ou baixarmos a guarda, em todo tempo devemos “ficar firmes”.

A nossa vitória é garantida pelo Senhor. Ele derrotou todos esses inimigos na cruz e podemos vencê-los também em Cristo. A Sua vitória é a nossa vitória. Se estivermos com Ele, em de acordo com Sua Palavra, Ele estará conosco e nos dará vitória sobre todos os nossos inimigos.

Sejamos um com Ele para permanecermos firmes em todo tempo, vigilantes com nossos inimigos e vitoriosos em nossas batalhas.

Em Cristo,

@Cristiano_Brum

Soli Deo Gloria

Você espera ser recompensado?

21 dez

Todo tempo é tempo…

19 dez

Em conversa com o @Sandroamd7, comentávamos sobre como uma leitura parcial de Eclesiastes 3, orientada meramente pela beleza do texto (“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”), pode levar algumas pessoas a se acomodarem com certos tempos de sua vida, ignorando que há coisas que, segundo as Escrituras, sempre é tempo de fazer.

Embora haja tempo de esforço e tempo de descanso, na luta pela santidade todo tempo é tempo de vigilância: “Vigiai, pois, em todo o tempo” (Lc. 21:36)

Embora haja tempo de chorar e tempo de rir, todo tempo é tempo para louvar ao Senhor: “ Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca” (Sl. 34:1). E nunca é tempo de murmurar: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (I Ts. 5:18).

Embora haja tempo de buscar e tempo de perder, na busca por Deus todo tempo é tempo de orar: “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito” (Ef. 6:18).

Embora haja tempo de certezas e tempo de indefinições, todo tempo é tempo de confiar em Deus: “Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio” (Sl. 62:8)

Embora haja o tempo certo de dar fruto (Sl. 1:3), todo tempo é tempo de semear o bem, sem desfalecer: “E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gl. 6:9)

Embora haja tempo de falar e tempo de calar, a Palavra de Deus deve ser pregada em tempo e fora de tempo: “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (II Tm. 4:2)

Estejamos atentos para nunca deixarmos que as circunstâncias embacem nossa visão e afetem os nossos corações a ponto de deixarmos de fazer o que devemos cumprir em todo tempo.

Em Cristo,

Anderson Paz

Fonte: Pensando a Vida

Não se deixe enganar

16 dez

Um homem de Deus, um profeta velho e um alerta para nós

A história se passa entre dois homens, dois personagens anônimos (I Rs. 13). O primeiro deles, chamado apenas de “homem de Deus”, realizou o corajoso feito de dirigir uma dura palavra de juízo e reprovação, da parte do Senhor, ao perverso rei Jeroboão. O corajoso homem havia recebido de Deus a precisa ordem de não comer nem beber ali na cidade de Betel, e deveria voltar à sua cidade por um caminho diferente.

No retorno do homem de Deus à sua cidade, surge o segundo personagem, chamado apenas de “profeta velho”, que ao ouvir sobre o feito do homem de Deus, foi convidá-lo dizendo: “vem comigo à minha casa e come pão”. No primeiro momento, o homem de Deus recusa o convite, em obediência à ordem do Senhor. Então o profeta velho diz ao homem de Deus: “Também eu sou profeta como tu, e um anjo me disse por ordem do Senhor: Faze-o voltar contigo a tua casa, para que coma pão e beba água”. Contudo, o profeta velho estava mentindo. Então, o homem de Deus cai na mentira do profeta velho, e aceita o convite.

Estando eles ainda à mesa, de forma inesperada a palavra do Senhor veio ao profeta velho, exatamente ao profeta que havia mentido anteriormente. Dessa vez o profeta velho fala da parte do Senhor, uma palavra de juízo contra o homem de Deus, porque este havia desobedecido à ordem do Senhor. Depois disso, quando o homem de Deus retoma sua caminhada, um leão o encontra no caminho, e o mata.

Talvez essa seja uma das histórias mais estranhas e enigmáticas do Antigo Testamento. Por que o juízo de Deus veio sobre o homem de Deus, o qual foi tão somente enganado pelo profeta velho? Por que, além de ter sido vítima de uma mentira, ele ainda foi repreendido pelo Senhor?

Acredito que essa história tem muito a nos ensinar. Até mesmo porque tudo o que foi escrito para o nosso ensino foi escrito (Rm. 15:4). Mas sem pretender esgotar todo esse ensino neste post, quero destacar aquilo que primeiro chama minha atenção nessa história: Deus responsabiliza aquele que, tendo conhecido a verdade, se deixa enganar. O homem de Deus conhecia a verdade, o mandamento do Senhor foi claro e preciso. Mas, ao ouvir a mentira, não se apegou à verdade, e se deixou enganar.

A Bíblia é enfática ao nos dizer: “não se engane!”

- “Meus amados irmãos, não se deixem enganar” (Tg. 1:16).
- “Cuidado para não serem enganados…” (Lc. 21:8)
- “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba…” (Gl. 6:7).
- “Não se enganem” (I Co. 3:18).
- “Não se deixem enganar…” (I Co. 6:9).
- “Não se deixem enganar… ” (I Co. 15:33)

Somos responsáveis em nos apegar à Verdade e nos alimentar dela. Somos chamados a nos alimentar do puro leite espiritual (I Pe 2:1-3). Não podemos nos deixar levar por ensinos diversos e estranhos. Nosso coração deve estar fortalecido pela graça (Hb. 13:9). Portanto, que estejamos cheios da Verdade e atentos para não sermos levados por qualquer engano, seja ele vindo dos falsos ensinos, dos profetas mentirosos, ou até mesmo do nosso coração (Jr. 17:9).

Em Cristo,

Anderson Paz

Fonte: Pensando a Vida

É possível não ver o óbvio

14 dez

Precisamos de alta referência

12 dez

Nesta semana vi um tweet do @GeracaodeValor que dizia assim: “Quem tem referências baixas vai se contentar com pouco, achando que é grande coisa. Isso não inclui apenas bens materiais, mas também referências no casamento, em seus projetos e no seu comportamento”.

Inicio minha reflexão com base na frase acima, explicando que, no que tange aos bens materiais, os considero como mera conseqüência na vida daquele que traça grandes referências para si. Digo isso porque o modo sadio de olhar para uma referência não é observar o que ela tem, mas sim o que ela é e faz.

Todo cristão deveria estar imune as baixas referências, isto porque, biblicamente falando, alguém que se considera e é chamado de cristão só leva consigo tal adjetivo por viver guiado pela referência da vida de Cristo.

Qualquer que olhar atentamente para Jesus descobrirá que nunca existiu, e nem vai existir, alguém que tenha se tornado um referencial tão elevado para tudo na vida como Ele foi. Sobre o ter riquezas e poder, Ele as administrou de duas maneiras: a primeira foi abrindo mão de Sua Glória e Majestade nas alturas e ter vindo a esta terra como um bebê nascido em uma manjedoura. Depois, já adulto, tudo que lhe veio a mão foi administrado na busca de resgatar perdidos, curar almas doentes e formar uma equipe de trabalho para este fim. Isto já fala um pouco sobre sua alta referência no ser e no fazer.

Alguém que decide adotá-Lo como a maior referência na vida, jamais se conformará com o que é e faz, antes terá satisfação cada vez maior à medida que rompa seus limites, sendo transformado em alguém melhor.

Se o tweete acima se aplica à vida de um cristão, significa que o mesmo não tem revelação do referencial de Cristo ou, por algum motivo, desviou sua visão dessa sublime referência, e passou a olhar para outra pessoa. Com isso não estou dizendo que pessoas não podem se tornar referências para nós, mas sim que tudo tem que passar pelo filtro da soberana referência de Jesus. Até porque, por causa da covardia e orgulho, tendemos a nos nivelar pelas referências iguais ou mais baixas do que nós. É fácil se comparar com outra pessoa que você se vê mais avançado em determinadas áreas, porém, quando olhamos para Jesus, sempre vemos um novo nível para avançar

Não devemos nos conformar com o que somos e fazemos. É lícito olhar para traz e ver o quanto mudamos o que eramos e o que fazíamos de errado e que agora foi superado. Tal análise é sadia, mas deve gerar apenas satisfação, nunca conformação.

Precisamos ter um coração humilde e simples que deseja aprender e crescer em todo tempo, e encontrar nisso a satisfação, a qual não permite a estagnação da conformação infectar nada em nossas vidas, até que cheguemos à estatura de varão perfeito, em outras palavras, que sejamos iguais a Jesus.

Ao conceber a ideia deste texto, pude ver que muitas vezes me permiti estar abaixo deste padrão. Mas te faço agora o convite de, junto comigo, não se contentar com nada que esteja abaixo do que Deus planejou para cada um de nós. Que alcancemos o alvo: ser semelhante a Jesus!

Em Cristo,

@Cristiano_Brum

Soli Deo Gloria

Conhecendo o coração

9 dez

Todos os dias, ao sairmos de casa, a trancamos para guardar os nossos bens. Nossas contas bancárias têm senhas para que nosso dinheiro esteja guardado. Temos alarmes para proteger nossos automóveis. Quem dera tivéssemos cuidado maior em guardar o nosso coração, pois ele deve ser guardado sobre tudo (Pv. 4:23).

A Bíblia afirma que o coração é enganoso, e só Deus pode conhecê-lo plenamente (Jr. 17:9,10). Contudo, há momentos em que o coração dá certos indícios, alguns sinais, sobre seu estado. Um desses sinais é as nossas palavras. Jesus é enfático ao dizer que a boca fala daquilo que está cheio o coração (Lc. 6:45). Por essa razão, deveríamos colocar grande atenção nas coisas que falamos. Elas revelam o que há em nós. Mas também deveríamos prestar atenção nas coisas que não falamos, pois isso revela o que falta dentro de nós. Não basta não murmurar (I Co. 10:10), mas é preciso em tudo dar graças (I Ts. 5:18). Não basta não mentir, mas é necessário compartilhar a Palavra, e isso só é possível quando somos ricamente habitados por ela (Cl. 3:16).

Mas acredito que não apenas as palavras mostram o que há em nossos corações. Nossos sentimentos, nossas reações interiores às situações que ocorrem ao nosso redor, são importantes evidências de como está o nosso interior. Essas reações, por serem espontâneas, involuntárias, têm muito a nos dizer sobre o que de fato está em nós.

Portanto, deveríamos sempre  nos avaliar quanto ao que nos causa incômodo, pois isso pode revelar os valores que regem nossas vidas. Deveríamos refletir, pedindo a condução do Espírito Santo, sobre o que nos entristece, ocupa nossos pensamentos, consome nosso tempo e até mesmo nos tira a paz e o sono.  Essas reações manifestam ao que nosso coração dá peso.

Será que a frustração profissional é algo que te entristece mais ou causa maior incômodo do que quando você não cumpre a vontade de Deus? Será que a falta de dinheiro te entristece mais do que a falta da Palavra, o pão diário que Deus tem para você? Será que a não realização de um sonho te entristece mais do que quando você sabe que não está cumprindo o propósito de Deus?

Deixo essas perguntas para reflexão, pois elas podem te ajudar a identificar os valores que conduzem sua vida. Se você identificar que seus valores estão invertidos, ore a Deus, e busque ajuda em meio ao Corpo de Cristo. Leve a sério o cuidado com o seu coração, lembrando que “sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv. 4:23).

Em Cristo,

Anderson Paz

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