Testemunhas, e não advogados

26 dez
“…sereis minhas testemunhas…” (Atos 1:8)

De vez em quando é importante relembrar que não fomos enviados para sermos advogados de Jesus, mas suas testemunhas (Atos 1:8). Essa compreensão muda muita coisa em nosso trabalho. Enquanto o papel do advogado é argumentar e defender seu cliente, o papel da testemunha consiste em tão somente relatar o que presenciou. Não tem a obrigação de convencer ninguém.

Compreender isso tira de nós o peso de convencermos as pessoas acerca de Jesus, e simplifica nosso trabalho. A obra de convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo é feita pelo Espírito Santo. A parte mais difícil fica com o Espírito. O nosso trabalho se torna menos cansativo e mais simples e objetivo. Contudo, ao mesmo tempo que essa consciência simplifica o nosso trabalho, ela também aumenta a nossa responsabilidade, pelo menos em dois aspectos.

O primeiro aspecto  é o de que, uma vez que a obra que temos a realizar é mais simples, nos tornamos ainda mais indesculpáveis caso não a realizemos. Sobre nós pesa a responsabilidade que estava sobre os apóstolos: “Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (Atos 4:20).

O segundo é fato de que pouco resultará falarmos do Evangelho sem termos experência com ele. Pouco valerá anunciar Jesus se não o temos conhecido, pois testemunhamos acerca das coisas que vemos e ouvimos. Precisamos pregar como Paulo : “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder” (I Coríntios 2:4).

De nada adiantará nos prepararmos para responder às perguntas acerca da esperança que há em nós (I Pedro 3:15), se o mundo não ver em nós uma esperança diferente. Precisamos de gente que vivencie e experimente o Evangelho, ao mesmo tempo que pregue.  Precisamos de gente que seja sal da terra e luz do mundo.

O mundo pensa que precisa da advocacia terrena, quando na verdade precisa dar ouvidos às testemunhas do grande advogado: Cristo (I Jo. 2:1) .

Em Cristo,

Anderson Paz

Uma resposta para “Testemunhas, e não advogados”

  1. Rogério fevereiro 17, 2012 às 6:51 PM #

    Se a igreja entendesse essa verdade, hoje ela seria bem mais eficaz na obra do Senhor, se empenharia mais em viver a verdade de Cristo e assim demostrar ao mundo o que é a vida abundante que ELE nos oferece, teria completa condição de cair na graça do povo assim como a igreja no início de sua caminhada fazia:
    “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,Louvando a Deus, e CAINDO NA GRAÇA DE TODO O POVO. E todos os dias ACRESCENTAVA o Senhor à igreja aqueles que se HAVIAM DE SE SALVAR.
    Atos 2:42-47

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