Arquivos | janeiro, 2012

A procura de pais…

30 jan

Paulo estava escrevendo uma carta a uma igreja extremamente problemática. Entre os muitos problemas estavam divisões carnais, litígios entre irmãos, imoralidade não corrigida, desordem e imaturidade no uso dos dons espirituais.  Essa era a igreja em Corinto. Diante desse quadro, Paulo, apresenta a seguinte solução para aquela igreja:

“Portanto, suplico-lhes que sejam meus imitadores. Por essa razão estou lhes enviando Timóteo, meu filho amado e fiel no Senhor, o qual lhes trará à lembrança a minha maneira de viver em Cristo Jesus” (1 Co. 4:16-17).

O apóstolo detecta o problema e encaminha a solução: mais do que ensino, aquela igreja precisava de referência. Mais do que Palavra, eles precisavam ver a Palavra vivida por alguém. Precisavam de gente a quem imitar. Talvez pareça uma grande presunção de Paulo colocar seu estilo de vida como solução para o problema de uma igreja. Contudo, o que o apóstolo estava fazendo era colocar em prática um princípio: todos nós precisamos de referências.

E para resolver a falta de referência da igreja em Corinto. Paulo envia alguém que ele considerava como filho fiel. Para imitar, tem que ser filho. Ou seja, podemos dizer que a solução para a falta de referência se resolver com dois ingredientes: gente disposta a ser pai, e gente aberta a ser filho.

Timóteo já era cristão antes de conhecer o apóstolo (At. 16:1-2), mas ao longo do tempo teve tamanha proximidade em relação a Paulo, e um coração tão aberto a aprender, que o apóstolo chega a dizer: “você tem seguido de perto o meu ensino, a minha conduta, o meu propósito, a minha fé, a minha paciência, o meu amor, a minha perseverança” (2 Tm. 3:10). Em outra ocasião, Paulo diz o seguinte sobre Timóteo: “Não tenho ninguém como ele, que tenha interesse sincero pelo bem-estar de vocês, … vocês sabem que Timóteo foi aprovado, porque serviu comigo no trabalho do evangelho como um filho ao lado de seu pai” (Fp. 2:20-23).

Ao olhar tantos problemas em meio à Igreja de hoje, não hesito em dizer: a igreja precisa de pais. Para isso, é preciso gente que pague o preço de ser um referencial de vida, que gaste e se deixe gastar em favor de seus filhos, que tenha interesse sincero pelo bem-estar deles. Mas também é necessário gente que tenha um coração aberto para receber influência, para se inspirar no modelo de outros, para aprender.

Identifico em minha vida que certos medos me impediram de experimentar com profundidade o que é ser filho. Talvez seja esse o seu caso. Às vezes nos limitamos pelo medo de sermos decepcionados, de nos ferirmos com os erros dos outros, de sofrer algum tipo de descaracterização. Contudo, estou decidido a romper com qualquer medo e limite, e experimentar com profundidade a riqueza que existe em ter alguém como referência, como pai. E também quero romper com tudo que me limita a ser um pai. Quero um dia poder dizer: “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo” (I Co. 11:1)

Em Cristo,

@AndersonPaz

Poder para fazer o certo

27 jan

Desfrutar de coisas boas sem pagar o devido preço, querer o bônus sem nenhum ônus, ganhar sem nada perder, colher sem plantar. Estas e outras filosofias do gênero são inerentes ao ser humano. Isto é tão real que até o relacionamento entre o homem e Deus fica prejudicado. Não são poucas as pessoas que se afastam do Deus Vivo porque o mesmo não lhe concedeu o que esperavam.

É verdade que Deus salva por sua graça, um favor que não fizemos nada para merecer. Tudo nos é dado por esta imensa graça. Porém, pela não tem relação com o que popularmente se entende por “de graça”. Na ideia popular do “de graça”, Deus nos dá tudo de tal forma que ficamos isentos de qualquer responsabilidade e não temos que prestar contas de como vivemos. Simplesmente desfrutaríamos do trabalho de Deus como se nós fôssemos Aladin, e Ele o nosso gênio pessoal.

Viver pela graça é receber a imerecida chance de recomeçar, de fazer do jeito certo, de viver tendo o Criador como regente absoluto e comandante de nossos pensamentos, sentimento, decisões e ações.

 “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.
Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna.
E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos” (
Gl. 6:7-9) 

Não devemos nos enganar: colheremos o que plantarmos. Ter sucesso em qualquer empreendimento na vida custa caro!

Observe a natureza. Não é necessário plantar ervas daninhas, elas nascem naturalmente. Tudo que é mal não necessita de esforço e dedicação para ser realizado, tudo favorece a realização do que é mal. Mas para semear e colher o bem é necessário grande esforço, dedicação e perseverança sem desfalecer. Isto é o contrário da natureza egoísta humana.

Pare e pense. O que estamos vivendo hoje não é obra do acaso, mas com toda certeza é resultado do que semeamos no passado. Todas as áreas das nossas vidas estão impactadas pelo fenômeno da semeadura. Como estão seu relacionamento conjugal, a admiração de seus filhos, seus laços fraternos? Como está sua vida profissional, sua administração financeira e as demais áreas da vida? É fato que existem fatores externos que influenciam, mas jamais determinarão. O que determina nossa colheita é semearmos o bem com perseverança.

Se você está desanimado com as circunstâncias, quero te animar a perseverar em fazer o bem direcionado por Deus. Você colherá, independentemente de tudo parecer contrário. Se até hoje você negligenciou plantar e as ervas daninhas tomaram conta de tudo, não perca a esperança. Tome hoje a decisão de cuidar do terreno e verá a graça de Deus transformar todas as coisas!

@Sandroamd7

Fazer o certo com o que deu errado

25 jan

A riqueza que eu não conhecia

23 jan

Existe uma grande diferença entre pensar que Deus corrige nossas vidas e crer que Ele faz isso através de outras pessoas.

Não teríamos tanta dificuldade em aceitar a verdade acerca de nossa pessoa se ela fosse dita diretamente por Deus. Mas quando Ele manifesta essa verdade através de alguém, gente como nós, limitada e com defeitos, tendemos a fechar nosso coração.

Mas se queremos crescer rumo à maturidade, aperfeiçoando nosso caráter, precisamos entender a essência da vida cristã. Não podemos viver como discípulos de Jesus e ignorar o que Deus determinou. Nosso crescimento, nossa santificação, a cura para as doenças de nossas almas têm de passar pelo relacionamento com nossos irmãos. Isto acontece através verdade franca dita com amor (Ef. 4:11), pela ferida dos que amam, que é melhor que os beijos dos que odeiam (Pv. 27:6).

Rejeitar a verdade dita por pessoas que Deus colocou em nosso caminho, além de ser uma forma explícita de orgulho e autossuficiência, é um completo atraso ao processo de transformação que Ele iniciou em nossos vidas. Além de impedir que Sua mão nos toque e nos mude.

Hoje, olho para trás e reconheço o quanto contribuí para sofrer esse tipo de atraso em minha vida. Perdi tempo crendo que encontraria esta mudança buscando “somente em Deus”. Tenho lutado contra minha carne para praticar, e aprendido: tudo que Deus deseja me ensinar e formar em minha identidade, só vai acontecer se eu abrir meu coração para ser ensinado e tratado por meio dos vínculos nos quais Deus sabiamente me inseriu.

Reflita sobre a riqueza que existe nos relacionamentos onde Deus te plantou e se abra para ser tratado e moldado por meio deles.

Em Cristo,

@Cristiano_Brum

Soli Deo Gloria.

Bendita Escolha

20 jan

“…em ti serão benditas todas as famílias da terra.”
Gênesis 12:3

Há 16 anos nascia minha primeira filha, Agatha, com 48 cm e 2,860 Kg. Sua mãe e eu éramos muito jovens, ela com 17 e eu com 19 anos. Ainda não havíamos tido a sublime revelação do Senhorio de Cristo e nosso relacionamento era muito conturbado. Embora nos amássemos muito, pesava sobre nós a insuficiência humana de não saber viver de forma sadia sem o Criador no comando. O vazio interior de cada um estava sempre cobrando para ser preenchido e a busca pela felicidade nos levava a fazermos a própria vontade todo tempo. Ao invés de fazermos bem um ao outro acabávamos por fazer o mal.

Quando Agatha completou 3 anos nossas vidas estavam muito marcadas por tais atitudes, nesse tempo o Reino de Deus chegou em minha vida. Descobri que a felicidade não é alcançada fazendo a própria vontade, mas é o resultado de uma consciência livre, perdoada e limpa pelo sangue de Jesus.  Os 2 primeiros meses da minha caminhada com Cristo foram marcados pela restauração de erros, pedido e liberação de perdão junto a pessoas que compunham o meu círculo de relacionamento até então. Dentre as quais estava Graziela, mãe da Agatha e hoje minha esposa, que me perdoou das muitas feridas e traições e veio a conhecer o Reino de Deus também.

Hoje somos missionários e tivemos mais 3 filhos, Alice, Abner e Asaf, no momento com 1 mês de vida. Temos certeza que a promessa “…serão benditas todas as famílias da terra”do início deste texto, é alcançada por famílias que fazem a bendita escolha de viver de acordo com a vontade de Deus. Por experimentar tamanha benção em minha família a quase 13 anos, louvo e exalto ao Deus que mesmo com todos os prognósticos de maldição fez de dois jovens irresponsáveis e perdidos com uma criança inocente e indefesa, uma família bendita!

“Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês (nós), vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1:6).

Certo de que a felicidade é fruto de uma vida rendida a vontade de Deus, desejo à Agatha um aniversário e uma vida feliz, bem como a todos os que lerem estas linhas.

@Sandroamd7

Sinceridade não é tudo

18 jan

Quando a sujeira vem à tona…

16 jan

“Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem”.

(Mc. 7:21-23)

É difícil ler a declaração acima e reconhecer que ela trata de uma verdade que se aplica a todos nós. Essa dificuldade ainda se torna maior quando nos iludimos com a ideia de que por sermos cristãos estamos imunes a essas coisas.

Contudo, muitas vezes o Senhor conduz e permite que seus filhos passem por situações que contribuem para que toda a sujeira que está em seus corações venha à tona e fique exposta. As nossas reações e, principalmente, o que sentimos em relação às circunstâncias pelas quais passamos revelam muito do que há em nós.

Todo aquele que tem compromisso com Cristo deve estar atento a esses sinais (reações, sentimentos e palavras), para que possa fazer uma auto-avaliação com profundidade. Isso faz parte do propósito de Deus em transformar nosso caráter conforme o caráter de Cristo (Rm. 8:28,29).

Ultimamente tenho vivido intensamente situações em que tem sido revelado sujeiras que estavam escondidas nos recônditos do meu coração, e que eu não imaginava que estavam lá. Deus tem me mostrado a inveja, o ciúme, o orgulho, a auto piedade, a ira e muito mais. Com tudo isso, o que Ele espera de mim é que eu tome a decisão correta diante de tudo que tenho visto em meu coração, que é a de reconhecer, confessar e pedir ajuda para ser tratado e transformado. Sou grato a Deus por ter me colocado perto de pessoas que me amam, não desistem de mim e querem me ver cada vez mais parecido com Jesus.

Toda vez que enxergarmos os podres do nosso coração, devemos entender que é o Senhor quem nos está mostrando, pois Ele quer nos fazer livres. Não desista de crescer, não dê lugar à auto-piedade ou à culpa, e não abra mão da comunhão, não fique sozinho, pois é no meio dos relacionamentos, recebendo o tratamento que flui no corpo de Cristo, que somos cada vez mais livres e transformados.

Em Cristo,

@Cristiano_ Brum

e Equipe @ConexaoEclesia

Falar é fácil. Tem que viver.

13 jan

Os capítulos 5, 6 e 7 do livro de Mateus descrevem a essência da vida cristã. Neles Jesus discorre sobre vários temas, ensinando qual deve ser a conduta de um discípulo seu. Conduta esta que é resultado de uma natureza mudada, um coração transformado.

A riqueza destes registros é de valor inestimável, mas o seu desfecho revela o que vai além de admiráveis princípios de vida explicados com eloquência e lucidez. É muito mais do que belas palavras de sabedoria. Nos versos 28 e 29 do capítulo 7 se encontram as seguintes declarações:“Quando Jesus acabou de dizer essas coisas, as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino, porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da lei.” 

Embora a capacidade de se comunicar e o conhecimento tenham valor, o texto  não atribui a tais características a admiração dos ouvintes em face ao discurso de Jesus, mas sim a uma percepção de que Ele falava com autoridade e não como os mestres da Lei. Ora se eram mestres, com toda certeza eram bons comunicadores, conhecedores profundos de causa e provavelmente eloquentes. Todavia o que de fato tocou os corações na ocasião foi o fundamento no qual o discurso era baseado, numa genuína autoridade. Ser autoridade não é o mesmo que ter poder. Autoridade se conquista com uma vida prática. Jesus tinha autoridade porque só falava do que vivia.

Infelizmente existe muita gente que aceita viver debaixo do famoso dito popular: “Faça o que eu digo e não faça o que eu faço.” Alguns líderes, por serem carismáticos, bons comunicadores e conhecedores, se iludem com seus belos discursos e sermões impressionantes sem perceber que estão destituídos de vida e fé. Sei que não é fácil deixar de falar daquilo que se tem domínio e conhecimento, ainda mais quando as pessoas valorizam o que é dito, mas tenho certeza que tal fala até pode edificar o ouvinte, mas de nada vale para o orador, se não para levá-lo a ruína.

Como missionário e pastor sou provado constantemente quando falo, pois antes de falar devo avaliar como está minha vida prática, se a mesma me confere autoridade ou não. Pode parecer exagero, mas aceitar falar do que não se vive é uma das formas de ferir a própria consciência, gerar enfraquecimento na fé e afogar-se na hipocrisia.

Este é um assunto que diz respeito a toda qualquer pessoa e não apenas líderes, embora estes estejam muito mais expostos a tamanha cilada. Façamos então  como Paulo, o apostolo, custe o que custar, não aceitemos falar do que não vivemos.

“Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.” (1 Co. 9:27)

@Sandroamd7

 

 

 

Anderson, você é um mau amigo!

11 jan

O mundo precisa de gente leal

9 jan

Em certo momento da vida de Davi, um grupo de guerreiros se apresentou para servi-lo. Diante dessa apresentação, Davi os questionou acerca de sua lealdade. A resposta foi dada por Amasai, líder do grupo, mas o texto bíblico destaca algo muito interessante sobre o que motivou a resposta: “Então o Espírito veio sobre Amasai, chefe do pelotão dos trinta, e ele disse: “Somos teus, ó Davi! Estamos contigo, ó filho de Jessé! (1 Cr. 12:18).

Como é interessante e edificante observar este detalhe: foi o Espírito Santo que conduziu a declaração de lealdade feita por Amasai a Davi.

Não resta dúvida de que o Espírito Santo quer produzir em nós lealdade para com Deus, mas nem sempre damos a devida atenção ao fato de que o mesmo Espírito quer que sejamos leais em nossos relacionamentos uns com os outros. Contudo, convém neste momento perguntar: o que é lealdade?

A palavra lealdade carrega consigo a noção de compromisso e fidelidade. Leal é quem cumpre com fidelidade, seriedade e profundidade seus compromissos. Ao olharmos o Novo Testamento, encontraremos inúmeros compromissos que, enquanto cristãos, temos uns com os outros: são expressões de lealdade. Portanto, somos constantemente convocados à lealdade, tanto para com Deus como também para com nossos irmãos.

A lealdade se traduz em diversos compromissos: somos chamados a proteger a fé e a vida de nossos irmãos através do ânimo (Hb. 3:12,13: 10:24), mas também da repreensão sincera (Hb. 10:25: Gl. 6:1); temos o dever de fazer parte da vida de nossos irmãos, assumindo cargas que originalmente não são nossas, mas que passou a ser por sermos parte da mesma família (Gl. 6:2); devemos desfrutar do benefício que é fazer da igreja participante das nossas vidas, através da sujeição mútua (Ef. 5:21); recebendo conselhos (Cl. 3:16), sendo transparentes e honestos (Tg. 5:21; I Jo. 1:7-9); entre muitos outros compromissos. Além disso, temos a responsabilidade de ajudar aqueles que nos servem a nos servirem cada vez melhor. Com gratidão devemos favorecer o trabalho deles. É por isso que Paulo nos ensina: “tenham consideração para com os que se esforçam no trabalho entre vocês, que os lideram no Senhor e os aconselham.Tenham-nos na mais alta estima, com amor, por causa do trabalho dele” (I Ts. 5:12-13). E o autor da carta aos Hebreus nos lembra: “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil” (Hb. 13:17).

Todos esses compromissos são algumas expressões do que é ser leal. Infelizmente, lealdade é um virtude que raramente se encontra, mas não deve ser assim no Corpo de Cristo. Acredito firmemente que Deus quer produzir isso em nós, e sou animado e fortalecido por caminhar com gente que leva a lealdade a sério. Gente que cuida de mim, me fala a verdade, ainda que doa, e me guarda. Quero crescer em lealdade para com elas, e também para com todo o Corpo de Cristo.

Como está sua lealdade a Deus e aos seus irmãos? Ore, pense, avalie e decida mergulhar com profundidade no compromisso com Deus e com sua família, a Igreja.

Em Cristo,

@AndersonPaz

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 1.023 other followers