Arquivos | fevereiro, 2012

Quando amar é arriscado…

29 fev

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O que fazemos para que Deus nos ame?

27 fev

O que fazemos para que Deus nos ame? O mesmo que nós fazemos para receber a luz do Sol. Nada! Nenhum de nós precisa acender o Sol todas as manhãs. Quando acordamos, ele já está lá. Nenhum de nós precisa pagar à companhia de eletricidade para desfrutar do calor e da luz do Sol. Nós tão somente nascemos num planeta que orbita ao redor desse astro. Assim também é o amor de Deus, não fizemos nada para merecê-lo.

O amor de Deus de certa forma atinge a todos. Afinal, como Jesus disse, o Pai“faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos”(Mt. 5:45). Contudo, se usarmos a figura do sistema solar, veremos que nem todo planeta que orbita em torno do Sol recebe luz e calor suficiente para que haja vida humana. Da mesma forma, assim como todos são atingidos pelo amor de Deus, nem todos estão na órbita certa para que haja vida.

Então fica a pergunta: Qual é a posição certa, a localização exata, para que o amor de Deus produza vida em nós? Segundo Jo. 3:16, vemos que Deus amou o mundo, mas são os que creem que recebem a vida eterna. Portanto, a posição certa é a fé.

Em Hb. 3:12 já somos alertados a não deixarmos que um coração de incredulidade nos afaste do Deus vivo, ou seja, nos tire da órbita certa. E como nos manter na posição de fé? O versículo seguinte nos responde: “Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado” (Hb. 3:13).

Para nos mantermos no lugar de fé, há algo indispensável: precisamos da exortação mútua. Em outras palavras, precisamos não apenas de convívio, mas de relacionamento profundo com nossos irmãos. Nossa comunhão com nossos irmãos deve se expressar na consideração mútua, no estímulo, nas admoestações (Hb. 10:24,25), no levar as cargas uns dos outros (Gl. 6:2), na confissão de nossos pecados uns aos outros (Tg. 5:16). Tudo isso só é possível quando há, para além do convívio, sinceridade, transparência, honestidade, profundidade em falar de si mesmo e em tratar da vida de seus irmãos. O convívio promove o ambiente para isso, mas se não houver corações profundos, esse ambiente não produzirá nada.

Por isso, decida orbitar ao alcance do amor de Deus, desfrutando da vida que Ele tem para você. Para isso, desfrute do relacionamento com a Igreja, o Corpo de Cristo. Decida viver com profundidade. Decida viver no Melhor Lugar do Mundo, que é o lugar onde Jesus está: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt. 18:20).

Em Cristo,

Anderson Paz

Ganhar o quê com a perseverança?

24 fev

Enquanto estamos em meio a uma batalha ou luta da vida, é muito comum que percamos de vista o valor que existe na perseverança. Em certos momentos, parece que o desânimo é maior que o desejo de vencer. Na verdade, é nesse momento que podemos nos deparar com duas situações em nossos corações. A maioria de nós se acomoda a uma delas, que é a de focar na promessa, no objetivo que desejamos. Contudo, todos nós já devemos ter percebido que focar nisso não produz em nós a força suficiente para permanecer, pois em meio à tempestade, às vezes, só queremos sobreviver e mais nada. Desistimos do objetivo que tínhamos,  esquecendo-nos da força da promessa de Deus. Todavia, se continuamos mais um pouco em nossa luta e não desfalecermos, podemos ver outra realidade em nosso coração, a de que a prova da nossa fé produz perseverança, como nos diz Tiago 1:3

Por isso, Tiago nos dá um ensino tremendo sobre a forma com que nos portamos mediante a provação. Ele diz que, se suportarmos com alegria, a provação gera em nós perseverança. E, a perseverança até o fim tem o poder de produzir em nós a maturidade e a integridade necessárias para nossa vida em Cristo (Tg1.4).

Cada vez que focamos no que Deus quer gerar em nós através das provações, ou seja, o que Ele quer formar em nosso caráter, podemos desfrutar da alegria de Deus, não apenas por experimentarmos o milagre da sobrevivência em meio à tempestade, mas mas principalmente por experimentarmos a vida em abundância que recebemos de Deus ao prosseguirmos crendo. Tiago não nos orienta a perseverarmos porque vamos receber nossa promessa, mas que porque a perseverança gera em nós frutos eternos. E é disso que devemos nos lembrar em meio à tempestade: ser semelhante a Jesus. Esse é o fruto eterno que a perseverança produz em nós. É esse o desejo de Deus para seus filhos. Que encontremos em Jesus e em Sua igreja a força e o modelo para perseverarmos. Com diz também o autor de Hebreus: “Lembrai-vos de vossos guias que vos pregaram a palavra de Deus. Considerai como souberam encerrar a carreira. E imitai-lhes a fé” (Hb. 13. 7).

Que descubramos a tempo, antes de nosso milagre e promessa chegarem, o poder que podemos receber ao perseverar.

Em Cristo

@AnaCBrum
Facebook: Carol de Assis Brum

Porque escolhi a Igreja…

23 fev

SuperNanny, Jesus e a Igreja

20 fev

Já faz um bom tempo que, numa reunião com alguns irmãos em minha casa,  meu amigo @Breno_Andrade contava que no programa SuperNanny (onde a apresentadora visita famílias dando orientações sobre criação de filhos) estava sendo exibido o caso de uma família em que uma das causas do mau comportamento das crianças era a distancianciamento do pai. Depois de passar o dia inteiro trabalhando, o pouco tempo que o pai tinha à noite dedicava à reuniões da igreja. Daí, Breno percebeu que se tratava de uma família cristã, ou, no mínimo religiosa.

No decorrer do programa, a apresentadora se reuniu com os pais e os repreendeu, mostrando a importância de passarem tempo com os filhos. Assim que Breno me contou isso, me enchi de tristeza pois, mesmo que os pais tenham recebido a lição, as coisas não ocorreram como deveria: a Igreja ensinando como se deve viver. Com a Igreja deveríamos aprender a ser bons pais. É com a família de Deus que devemos aprender a ser bons maridos, boas esposas, bons filhos, bons patrões ou empregados etc… É com igreja que a gente deve aprender a ser gente melhor.

Por que isso deve ser aprendido com a Igreja??

Porque nela é que deveríamos encontrar exemplos e modelos de como viver. Afinal, a Grande Comisssão de Mt. 28:18-20 nos diz que os discípulos devem ser ensinados a guardar tudo o que Jesus ordenou. O texto não diz que eles devem ser apenas ensinados. Para isso bastaria algumas aulas ou um bom programa de leitura do Novo testamento. O texto diz “ensinar a guardar”. Isso é diferente. Ensinar a guardar é ensinar a observar, a praticar. Para isso, a primeira coisa necessária é o exemplo, o modelo. Nós aprendemos a guardar, vendo. É por isso que, quando o assunto é vida cristã, Paulo chama tanta atenção para si: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (I Co. 11:1).

É por isso que Pedro exorta aos pastores a serem modelos para o rebanho (I Pe. 5:1-3). É por isso que o autor da carta aos Hebreus nos anima a imitar a fé de nossos pastores (Hb. 13:7). E é por isso que o próprio Senhor chama seus seguidores de Luz do mundo (Mt. 5:14). Deveríamos ser referência para o mundo de como se deve viver, de tal modo que os homens olhariam para as nossas obras e glorificariam a Deus, ou seja, atribuiriam nossas obras à ação de Deus.

Além disso, é na Igreja que deveríamos encontrar o amparo e suporte necessário para semos pessoas melhores, através da prática das mutualidades:“confessai vossos pecados uns aos outros” (Tg. 5:16); “Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente” (I Ts. 5:11); “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef. 21); “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hb. 10:24);“exortai-vos mutuamente cada dia (Hb. 3:13); etc…

Ainda que aqueles pais do programa SuperNanny tenham se tornado pais melhores, quem ver isso não atribuirá a Deus, mas a um programa de TV.

Que a Igreja acorde e assuma seu papel de expressar Jesus. Que todo crente tenha condições de dizer: “anda comigo que você vai ver Jesus”. E, quando vier a errar, que continue expressando Jesus ao se humilhar para corrigir seus erros e pedir perdão.

E então, você abraça o desafio?

Em Cristo,

Anderson Paz

* Publicado no blog Pensando a Vida

Sem plano B

17 fev

Quando foi que Deus decidiu criar a Igreja? Será que esse intento surgiu no Novo Testamento, com a descida do Espírito Santo? E por que Ele criou a Igreja? A resposta para essas perguntas começa a surgir quando compreendemos que a Igreja é a comunidade daqueles que, por meio de Cristo, se tornaram filhos de Deus. Portanto, a Igreja é família. É por isso que Paulo nos diz que já não somos estrangeiros e forasteiros mas somos membros da família de Deus (Ef. 2:19).

Sendo a Igreja a família de Deus, vemos que Ela já estava no coração do Pai desde a criação do homem, pois este foi criado contendo a imagem e semelhança de Deus e recebeu a ordem de multiplicar e encher a terra. Logo, Deus já estava colocando em prática seu propósito de ter uma família, que refletisse Seu caráter e que O glorificasse na terra. A queda do homem não fez com que Deus mudasse o seu propósito. Ele ainda assim quis formar uma família.

Ao chamar Abraão e separar Israel, Deus não fez desses acontecimentos a realização de Seu Propósito eterno. Antes, o Senhor queria tão somente que Israel fosse um meio, um instrumento, para que Seu propósito se realizasse. Como Deus disse a Abraão: “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn. 12:3). O Senhor não tem plano B, porque seus planos não podem ser frustrados (Jó 42:2). Portanto, através de Jesus, um descendente de Abraão, o propósito de Deus toma forma. Quando Jesus disse “edificarei a minha Igreja”, Ele não estava apresentando um “novo empreendimento do Pai”, mas estava revelando um nome novo para um projeto muito antigo: a família de Deus. Por meio de Jesus o homem pode se tornar filho de Deus (Jo. 1:12), formando assim a família do Pai, a Igreja.

O Senhor permanece firme em Seu propósito. Ele segue edificando sua Igreja, separando para si um povo santo, zeloso de boas obras (Tt. 2:14). Ele ama Sua igreja e vela por Ela, por sua saúde, pureza e santidade. E nós temos a responsabilidade de sermos cooperadores com Deus nessa obra (II Co. 6:1).

O Pai iniciou essa obra desde a fundação do mundo, e com toda certeza Ele concluirá o que planejou. Ele terminará a obra que iniciou em nós (Fp. 1:6).  Diante disso tudo, devemos nos examinar se estamos correspondendo ou não a esse propósito, se estamos sendo só consumidores de tudo de bom que há na Igreja, ou se somos construtores dessa obra. Cada um de nós precisa ser diligente consigo mesmo e também com seus irmãos, velando pela santidade. E no último dia, o Senhor requererá essa postura de nós. Deus é Deus, o que Ele planejou se cumprirá, e Sua igreja se manifestará trazendo a Glória do Senhor ao mundo.

Onde você quer estar?

Em Cristo,

@Cristiano_brum e Equipe @ConexaoEclesia

Soli DeoGloria

Consumistas de todos os tipos

15 fev

Foi sem querer. Não tive a intenção…

13 fev

Quem dentre nós nunca cometeu um erro e disse “foi sem querer”ou “não tive a intenção de fazer isso”? Geralmente esses erros ocorrem quando reagimos à situações que nos pegam de surpresa, inesperadas. De certa forma, podemos dizer que essas situações nos pegam desprevenidos, com a guarda baixa. Acredito que nessas circunstâncias temos muito a aprender sobre nós mesmos. Sobre esse tema, C. S. Lewis faz a seguinte observação:

“… será que o que um homem faz quando é pego com a guarda baixa não é o melhor sinal de que tipo de homem ele é na realidade? Não é a verdade que sempre se evidencia quando o homem não tem tempo de vestir seu disfarce? Se existem ratos no porão, a melhor maneira de apanhá-los é entrando no local de sopetão. A entrada repentina não cria os ratos, apenas os impede de se esconder. Da mesma forma, a rapidez da provocação não faz de mim um homem mal-humorado; simplesmente mostra o quão mal-humorado eu efetivamente sou. O porão está sempre cheio de ratos, mas, se chegamos fazendo barulho, eles têm tempo de buscar um esconderijo antes de acendermos  a luz” ¹.

Ao decidirmos andar com Jesus nos comprometemos com a transformação do nosso caráter. Isso não diz respeito à mudanças das condutas exteriores, mas  à completa transformação da fonte de nosso comportamento: nosso interior, nosso coração. Por isso precisamos estar atentos para tratar com profundidade todo o sinal emitido pelo nosso coração (sejam palavras, sejam sentimentos), sem nos contentar em dizer “foi sem querer”.  Estejamos sempre prontos para admitir a realidade de quem nós somos, nos arrepender, pedir perdão a quem é devido, e orar como o salmista: “vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl. 139:24).

Em Cristo,

Anderson Paz

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1 – LEWIS, C. S. Cristianismo Puro e Simples. Martins Fontes, p. 254.

Jesus e meus erros

10 fev

João faz uma afirmação clara e que não deixa margem de dúvida: “aquele que diz que está nele [Jesus], também deve andar como ele andou” (I João 2:6). Andar como Jesus é o alvo de quem decide ser cristão, de tal forma que, não se deveria nem mesmo conceber a ideia de que alguém seja cristão e ao mesmo tempo se recuse a ser como Jesus. Decidir ser cristão é decidir ser como Jesus, ser modelo de vida. Portanto, cada cristão deveria viver de modo que o deixasse em condições de dizer: “ande comigo que você verá Jesus”.

Contudo, é possível que alguém pense que a frase “ande comigo que você verá Jesus” seja uma pretensão absurda, uma expressão da mais doentia soberba, pois em Jesus nunca se encontrou pecado algum (I Pe. 2:22), o que o faz muito diferente de todos nós: tão falhos, tão pecadores.

Além disso, o próprio João que nos diz  que devemos andar como Jesus andou, também nos diz: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (I Jo. 1:8). Como resolver essa aparente contradição? Como andar nos passos de Jesus, o qual não cometeu pecado, mesmo ainda encontrando o pecado em nós.

Ora, antes de qualquer coisa é preciso entender que o “ande comigo que você verá Jesus”, não é uma afirmação de inerrância. Não é se colocar como alguém que não peca. Muito pelo contrário, essa postura se refere a nossa firme e resoluta determinação de não pecarmos, mas, se pecarmos, estamos igualmente firmes e determinados a consertar o erro, não importa o quanto tenhamos que nos humilhar para isso, posto que o nosso Senhor se humilhou em tudo, tornando-se exemplo para nós. Para que as pessoas vejam Jesus em nós, precisamos estar prontos a nos humilhar, e aquele que se humilha não vê problema em confessar o seu pecado, em pedir perdão a quem for preciso, a se expor.

Quem dera todo crente prontamente corrigisse seus erros e pedisse perdão pelos seus pecados, seja a Deus e seja aos homens, mesmo que isso seja humilhante, pois na nossa humilhação as pessoas verão Jesus, aquele que mais se humilhou, mesmo sem ter pecado. Quem dera todo crente, antes de querer oferecer algo a Deus, rapidamente se reconciliasse com seu irmão (Mt. 5:23-26), posto que isso é agradável a Deus (Sl. 133:1), é um verdadeiro culto a Deus.

Que todos nós possamos afirmar “ande comigo que você verá Jesus, até nos meus erros você verá Jesus”. E  como Jesus será visto através de nossos erros? Ele é visto quando nos humilhamos , confessamos nosso pecado, pedimos perdão, e pagamos o preço que for para restaurar relacionamentos.

Em Cristo,

@AndersonPaz

Construir para a eternidade

8 fev

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