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SuperNanny, Jesus e a Igreja

20 fev

Já faz um bom tempo que, numa reunião com alguns irmãos em minha casa,  meu amigo @Breno_Andrade contava que no programa SuperNanny (onde a apresentadora visita famílias dando orientações sobre criação de filhos) estava sendo exibido o caso de uma família em que uma das causas do mau comportamento das crianças era a distancianciamento do pai. Depois de passar o dia inteiro trabalhando, o pouco tempo que o pai tinha à noite dedicava à reuniões da igreja. Daí, Breno percebeu que se tratava de uma família cristã, ou, no mínimo religiosa.

No decorrer do programa, a apresentadora se reuniu com os pais e os repreendeu, mostrando a importância de passarem tempo com os filhos. Assim que Breno me contou isso, me enchi de tristeza pois, mesmo que os pais tenham recebido a lição, as coisas não ocorreram como deveria: a Igreja ensinando como se deve viver. Com a Igreja deveríamos aprender a ser bons pais. É com a família de Deus que devemos aprender a ser bons maridos, boas esposas, bons filhos, bons patrões ou empregados etc… É com igreja que a gente deve aprender a ser gente melhor.

Por que isso deve ser aprendido com a Igreja??

Porque nela é que deveríamos encontrar exemplos e modelos de como viver. Afinal, a Grande Comisssão de Mt. 28:18-20 nos diz que os discípulos devem ser ensinados a guardar tudo o que Jesus ordenou. O texto não diz que eles devem ser apenas ensinados. Para isso bastaria algumas aulas ou um bom programa de leitura do Novo testamento. O texto diz “ensinar a guardar”. Isso é diferente. Ensinar a guardar é ensinar a observar, a praticar. Para isso, a primeira coisa necessária é o exemplo, o modelo. Nós aprendemos a guardar, vendo. É por isso que, quando o assunto é vida cristã, Paulo chama tanta atenção para si: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (I Co. 11:1).

É por isso que Pedro exorta aos pastores a serem modelos para o rebanho (I Pe. 5:1-3). É por isso que o autor da carta aos Hebreus nos anima a imitar a fé de nossos pastores (Hb. 13:7). E é por isso que o próprio Senhor chama seus seguidores de Luz do mundo (Mt. 5:14). Deveríamos ser referência para o mundo de como se deve viver, de tal modo que os homens olhariam para as nossas obras e glorificariam a Deus, ou seja, atribuiriam nossas obras à ação de Deus.

Além disso, é na Igreja que deveríamos encontrar o amparo e suporte necessário para semos pessoas melhores, através da prática das mutualidades:“confessai vossos pecados uns aos outros” (Tg. 5:16); “Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente” (I Ts. 5:11); “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef. 21); “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hb. 10:24);“exortai-vos mutuamente cada dia (Hb. 3:13); etc…

Ainda que aqueles pais do programa SuperNanny tenham se tornado pais melhores, quem ver isso não atribuirá a Deus, mas a um programa de TV.

Que a Igreja acorde e assuma seu papel de expressar Jesus. Que todo crente tenha condições de dizer: “anda comigo que você vai ver Jesus”. E, quando vier a errar, que continue expressando Jesus ao se humilhar para corrigir seus erros e pedir perdão.

E então, você abraça o desafio?

Em Cristo,

Anderson Paz

* Publicado no blog Pensando a Vida

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