Arquivos | fevereiro, 2012

Voando cada vez mais alto

6 fev

Certa vez, meu filho, que na época tinha 2 anos, me perguntou se o boneco Buzz Lightyear voava. Não era a primeira vez que ele me perguntava isso. Em todas as vezes anteriores, eu sempre respondi dizendo que não. Desta vez, resolvi mudar, e disse que ele era o dono do boneco e só ele poderia fazê-lo voar.

Tratei de aplicar essa resposta a minha vida refletindo que, se eu quero experimentar um voo mais alto em tudo na minha vida, se eu quiser crescer em todas as áreas pessoais, eu preciso saber que necessito de uma condução, não posso fazer isso sozinho. Não existe em mim mesmo a capacidade de voar.

Se pensarmos que liberdade é fazer o que dá na cabeça, estaremos nos enganando, pois por nossa própria capacidade não podemos guiar a nós mesmos, como no caso do brinquedo do meu filho, que precisava que alguém o tomasse nas mãos e o fizesse voar.

Nós não fomos criados para sermos donos de nós mesmo e nem para sermos individualistas/autossuficientes. Em outras palavras, todos nós devemos reconhecer que temos um dono (Aquele que nos criou) e que não somos suficientes para guiar nossas vidas. Quando Ele nos criou, escreveu uma história para nós e somente vivendo essa história que alcançaremos a verdadeira liberdade.

Porém, nossa dependência de Deus não ocorre como a de um boneco em relação ao seu dono. Um boneco é totalmente passivo nas mãos do dono. Já nós, precisamos voluntariamente nos render à direção do nosso Senhor, dia após dia. Também devemos ressaltar que, em geral, as pessoas facilmente concordam com a verdade de que dependem da condução de Deus, principalmente quando Ele atua diretamente. Contudo,  quando Deus decide fazer isso de uma maneira indireta, ou seja, usando outras pessoas, infelizmente costumamos apresentar  uma certa resistência.

Mas não podemos nos portar assim, pois Ele escolhe nos conduzir da maneira que Ele quiser, usando os meios que Ele achar necessário e precisamos em tudo ver Sua mão nos tomando e nos fazendo ir mais alto. Precisamos nos arrepender de resistirmos aos meios usados por Deus.

Nos rendamos a Deus e aos seus meios que Ele tem para nos conduzir. e assim experimentaremos o Seu melhor para nossas vidas

Em Cristo,

@Cristiano_Brum

Soli Deo Gloria

 

As aparências enganam

3 fev

Joás, quando ainda era um bebê, teve toda sua família exterminada. Mas sua vida foi preservada por ação do sacerdote Joiada, que também foi responsável por, mais tarde, estabelecer Joás como rei de Judá. Nos primeiros anos de seu reinado, Joás trabalhou em conduzir Judá a Deus, promovendo a reparação do Templo. Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, durante todos os dias do sacerdote Joiada. Todavia, após a morte do sacerdote, Joás deixou o Senhor, e levou Israel a se corromper. Vários profetas advertiram Joás, inclusive Zacarias, filho de Joiada. Mas o rei “não se lembrou da beneficência que Joiada, pai de Zacarias, lhe fizera; porém matou-lhe o filho” (II Cr. 24:22).

Como pode alguém se corromper tão rapidamente? Ora, isso ocorreu com Joás porque o temor do Senhor ainda não era algo firmemente assentado em sua identidade. Se o fosse, Joás não se deixaria corromper com tanta facilidade. E, embora tenha demonstrado fidelidade a Deus, o rei não deixou que a benéfica influência de Joiada lhe moldasse a identidade.

Muitas vezes estamos cercados de boas influências. Gente fiel a Deus, que nos fala a verdade, que é exemplo para nós. E até mesmos recebemos essa boa influência, deixando que nossas condutas sejam moldadas. Contudo, ter a conduta certa nem sempre quer dizer que ela parte de quem nós somos na profundidade. Por isso precisamos estar atentos a todos os sinais que indicam como está o nosso coração. Precisamos ser profundos para identificar esses sinais.

Acredito que servir sem alegria é um sinal que mostra o quanto o serviço ainda não é um traço do nosso interior. Receber a disciplina exteriormente, mas rejeitá-la no coração, também é um sinal ao qual devemo estar atentos. Não se alegrar em receber uma repreensão também é um mal sinal, pois o salmista fala “Fira-me o justo, será isso uma benignidade; e repreenda-me, será um excelente óleo” (Sl. 141:5).

Portanto, não se satisfaça em viver uma vida com condutas certas mas que não partem do coração. Deixe que as boas influências (seja a da Palavra, seja a quem vem por meio dos relacionamentos) moldem sua identidade. Não se contente em apenas servir. Sirva com a alegria. Sinta-se amado por Deus ao ser disciplinado. Receba com alegria a repreensão. Se você percebe que essas coisas ainda não fazem parte de você, busque a Deus em oração, abra o seu coração com quem possa te ajudar e se exercite nisso.

Em Cristo,

@AndersonPaz


A luta de cada dia

1 fev

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