Arquivos | março, 2012

A morte de uma mulher

30 mar

A aridez do meu coração

28 mar

Cheguei em Curitiba no dia 04/05/2007 e fui muito bem recebida pela família Lourenço e pelos irmãos que nesta cidade se reuniam. Me lembro que nessa época, André (meu marido) e eu vivemos com intensidade a vida como igreja, e era maravilhoso.

Com o passar do tempo, após um processo de correção em que o André foi disciplinado, pude perceber que meu coração adoeceu e, inconscientemente, me permiti viver uma vida solitária. Aparentemente estava tudo bem, pois continuei atuando nos ministérios da Igreja, porém, meu coração não estava no altar.

Vivia uma vida superficial e religiosa, pensava só na minha própria imagem, e não percebia  quanto estava pouco a pouco morrendo. Durante muito tempo me preocupei demais com o que “eu tinha e fazia para o Senhor”, mas, na verdade, tudo que eu fazia era para ser reconhecida pelo homem. Segui plantando em terreno árido e amargando a disciplina, não conseguia ver o amor de Deus e já não tinha prazer em estar com os irmãos. Minha casa que vivia lotada, simplesmente esvaziou.

Nesse tempo, alguns amigos mais chegados mesmo correndo o risco de saírem feridos, não desistiam de me confrontar. Estava muito soberba e orgulhosa e suas palavras não geravam vida em meu coração. Até que um dia, depois de muita luta, resolvi me render ao Senhor e fazer todo o caminho de volta. Me humilhei e pedi perdão a todos eles. Logo em seguida, voltamos a nos reunir com os jovens, me sentia um peixe fora d’água e muitas vezes fui tentada a desistir, mas esse processo também fazia parte da transformação gradativa e curativa que eu estava vivendo.

Graças a Deus prossegui nesse caminho de restauração. Meu coração foi mudado, deixou a aridez e floresceu. Até que por fim, para minha surpresa, no dia 29/01/2012, completando mais um ano de vida, logo nos primeiro minutos da madrugada deste dia, encontrava-me numa reunião com os jovens e ali me senti muito amada por Deus. Foi uma alegria que não dá para explicar. Então, pude perceber a importância de viver em família e que para desfrutar de plena comunhão devemos estar despidos de nós mesmos e na luz, como Cristo também está (1Jo 1:7).

Sou muito grata a Deus por ter resgatado em mim a Sua essência e sei que é questão de tempo para que se cumpra plenamente na minha o sonho que Deus plantou em meu coração: cuidar de muitas vidas, levando-as a experimentar, assim como eu experimentei, a recompensa da comunhão com os irmãos.

Marília de Assis Débs

Facebook: mariliadebs

O amargo preço da fuga

26 mar

“Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer.” Jeremias 18:4

Muitas vezes somos disciplinados para poder ouvir à voz e a vontade de DEUS na nossa vida. Toda disciplina no primeiro momento não é motivo de alegria, mas de tristeza. Porém, quando a recebemos, seu resultado gera frutos eternos para as nossas vidas.

No momento que eu estava sendo disciplinada, não conseguia enxergar as mãos de Deus agindo. Escolhi ir para a caverna, me isolando, buscando meus próprios interesses. Ainda que eu tenha escolhido me esconder, o Senhor teve misericórdia da minha vida, me preservando e guardando nesse tempo.

O orgulho ainda gritava dentro de mim. A falta de arrependimento estava impedindo o oleiro de me quebrar e começar a fazer um vaso novo. Neste momento comecei a ver o amor de Jesus através da igreja. Fui muito confrontada e comecei a sair da caverna. Neste processo fui quebrada, amassada e colocada na roda para ser moldadatransformada. Deus começou a trabalhar naquela peça dura, seca, sem forma, sem vida. Ele foi retirando toda pedrinha que ainda estava escondida no barro. Começou então a transformação. Aquele barro começou a tomar uma forma. Com as suas mãos Ele foi trabalhando em mim de dentro para fora, comecei a enxergar a disciplina de Deus na minha vida como um privilégio, voltei a me sentir filha e não bastarda. Lembrei-me da passagem do filho pródigo voltando para casa, voltando para o PAI. Eu estava perdida, sem rumo, sem visão, estava morta e JESUS me deu a vida, me ressuscitou.

Agora todo meu egoísmo, toda minha amargura, toda a minha impureza, estavam sendo tratados. Depois que o oleiro dá forma ao vaso, ele o queima no fogo, tira o mau cheiro do vaso, ou seja, nossos pecados, as nossas impurezas. O fogo nos purifica e faz o vaso ficar mais resistente. Já não dava mais para rejeitar o Seu chamado, Seu toque. Então me rendi ao meu Senhor. O oleiro quer fazer de nós vasos semelhantes a Jesus, conforme sua imagem e semelhança.

O preço que se paga por estar longe dos braços do PAI é muito alto, durante esse tempo que retrocedi, deixei de estar abençoando vidas, deixei de ser abençoada pela minha liderança, deixei de aproveitar a comunhão com a igreja (irmãos), não valorizei as coisas que o Senhor tinha me dado. Mas quando desci à casa do oleiro e me rendi, Ele me quebrou e me fez um vaso novo.

“Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos.” Is 64:8

Sandra Menezes

A luta diária contra a ansiedade

23 mar

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Fui desafiada a contar um pouco do meu testemunho, do milagre que Deus fez da minha vida através na cura da Sindrome do Pânico.

Eu sofria há anos com alguns sintomas e não fazia idéia do que se tratava. Sensação de morte, coração acelerado, um desespero que me obrigava a sair de onde eu estivesse. Eu passava mal em qualquer lugar e situação: festas, lojas e em reuniões com clientes. E não tinha jeito, não conseguia controlar o que sentia, simplesmente eu tinha que ir embora de onde estivesse. Isso me limitava muito, tinha medo de ir para certos lugares, evitava locais cheios, pois temia uma crise.

Cansada de sofrer com os sintomas, procurei um psiquiatra e fui diagnosticada com síndrome do pânico, que, no meu caso, era causada pela ansiedade. Amigos e familiares não entendiam o que estava acontecendo e muitos até achavam que era “frescura”. O tratamento era muito caro, pois envolvia consultas com o psiquiatra, psicólogo e ainda remédios controlados. Como eu não podia pagar, condicionei a minha cura ao dia que tivesse dinheiro para fazer o tratamento. Na época, eu era nova convertida e mesmo sabendo que Deus curava as pessoas, em momento algum pedi para ser curada. Eu foquei na cura através dos médicos. Até que um dia, um amigo me disse que uma universidade no Rio de Janeiro estava oferecendo tratamento gratuito contra a síndrome do pânico. Acordei muito cedo e cheguei na universidade praticamente de madrugada, para garantir que seria atendida. Bem, logo que coloquei meus pés na fila, que já estava com mais de 100 pessoas, Deus falou comigo: “Essas pessoas precisam estar aqui, você não. Você podia ter pedido que eu te curaria”. Na hora fiquei impressionada e pedi um sinal a Deus. Falei que se Ele quisesse me curar, sem a intervenção dos médicos, era para eu não ser atendida.

Bem, a fila foi andando e eu torcia pra não ser atendida. Quando faltavam três ou quatro pessoas para chegar a minha vez, a senha acabou. Eu saí de lá radiante, glorifiquei muito a Deus e cri que naquele momento o Senhor havia me curado. Desde então já se passaram 13 anos e não tive mais nenhuma crise.

Deus realmente me curou, sem médicos, remédios ou qualquer outro tratamento. Creio que Ele usou essa situação para marcar a minha vida e principalmente para me ensinar a confiar totalmente Nele.

É importante ressaltar que o principal motivo que causou essa doença foi a ansiedade. Sempre fui uma pessoa muito ansiosa. Hoje vejo que a minha ansiedade era motivada pelo medo de sofrer, de me decepcionar, das coisas não acontecerem como eu imaginava, ou no tempo que eu gostaria. Eu tinha a necessidade de ter tudo sob controle. A ansiedade era uma tentativa (desesperada) da minha alma de manter o controle das situações a minha volta, ou seja, daquilo que nem sempre podia ser controlado. Aprendi com Deus a combater a ansiedade quando percebi que o controle estava nas mãos Dele. Aprendi a confiar que a vontade Dele é boa, perfeita e agradável. Sei que essa luta não é só minha. Muitos de nós têm que travar uma luta diária contra a ansiedade, porque nossos dias são maus. Mas espero que esse testemunho do que Deus fez em minha vida possa ajudar você a confiar ainda mais Nele e naquilo que somente Ele pode fazer em sua vida.

Atenda ao chamado que Deus te faz hoje a confiar completamente nEle!

Daniela Croccia

@danielacroccia

A morte do medo

21 mar

Criação de filhos – Como o medo pode ofuscar sua visão e limitar seu sucesso.

19 mar

Quando recebi o convite para escrever sobre filhos, pensei comigo: “esse é um tema muito sério e desafiador”. Para quem não me conhece, tenho três filhos lindos e estou grávida do quarto menino, que virá para completar o time. Falo em desafio pois nesses 12 anos de maternidade já enfrentei muitos deles.

Depois de anos sem poder ter filhos, fui abençoada com meu primeiro milagre. Que emoção segurar nos braços aquele tão esperado pedacinho de gente. E ele foi crescendo e junto com ele muitos desafios. Bem, posso dizer que ele não veio do jeitinho que eu imaginei que seria. Ele não era tão bonzinho, obediente e amigável como outras criancinhas!

Durante os primeiros anos, apesar da disciplina e das orações, eu não conseguia ver o progresso. Com a chegada do irmão, a situação se agravou e as reclamações vinham de todas as partes (escolinha da igreja, parquinho, festinhas, etc). Para piorar ainda mais o quadro, o menor foi crescendo e seguindo os mesmos passos do primeiro. Agora as reclamações eram dobradas. Meus sentimentos eram de impotência e total insegurança quando olhava para o futuro. Ficava assustada só em pensar em que se tornariam crianças como essas. As perguntas batiam na minha porta e não sabia o que responder. O medo foi tomando meu coração e com isso a fé começou a ficar abalada a ponto de eu chorar e me questionar se realmente eu deveria ter tido filhos. Minha visão ficou completamente ofuscada, e eu comecei a esquecer que Deus estava no controle. Nessas horas, nada melhor que as palavras de sabedoria de nossos irmãos e amigos para nos fazer enxergar novamente.

Bem, voltei às origens. Deus nos ensina a contar as bênçãos e não nos esquecer de nenhuma delas. Então lembrei que eles eram milagres, e que só por esse motivo já eram especiais. Mesmo que tudo parecesse perdido, Deus estava no controle e meus filhos precisavam do meu amor incondicional para conduzi-los nessa jornada. I João 4:18 diz: “No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor”. Então, lancei o medo fora, me firmei na promessa que se pedirmos alguma coisa segunda a vontade do Pai, ele nos atende (I João 5:14). Para nossa alegria é da vontade do nosso Deus que nenhum de nossos filhos se perca (II Pedro 3:9)!

Deus me deu filhos com temperamentos fortes para cuidar. Ele é soberano e com certeza meus filhos fazem parte do plano Dele de trabalhar em minha vida e no meu caráter. Afinal é isso que eu venho pedindo a Ele todos esses anos: que me faça uma pessoa cada dia mais parecida com Cristo (bem, tenho muito ainda pela frente que trabalhar). Além disso, eu me dei conta que, para que os planos de Deus fossem cumpridos na vida desses meninos, eles precisavam ser exatamente como eles são: fortes e determinados. Meu papel é canalizar toda essa energia para o lugar certo e ver além, não com olhos humanos, mas com olhos da fé. E ter certeza que se eu permanecer firme, sem desanimar, no tempo certo eu colherei (Gálatas 6:9). É muito importante manter claro em nossas mentes que nossos filhos são do Senhor, e que nosso papel é amá-los e formá-los, desde pequenos, como discípulos de Jesus. No caminho teremos muitos obstáculos para atravessar. Creio que o medo é um dos mais perigosos. Medo de falhar como mãe, medo de idolatrar o filho, medo de perder para a morte ou para o mundo, dentre outros medos, que roubam nossa alegria e ofuscam nossa visão, nos impedindo de usufruir desse dom maravilhoso de ser mãe. Minha palavra para cada um de nós é: lancemos nossas preocupações e medos sobre Cristo, e tomemos o Seu fardo que é leve!!!

Hoje meus filhos cresceram e toda aquela fase difícil foi vencida. Junto com vitória, um grande sentimento de satisfação; valeu a pena crer. Agora meus meninos não são mais crianças, e conforme eles se desenvolvem novos desafios batem à porta. Como já sabemos, o medo é oportunista, e toda vez que ele vê uma brecha, não perde tempo. Sei que ele vai querer me atingir, mas já sei como vencê-lo! O que aprendi no passado deve estar sempre vivo no meu coração. Não importa a idade dos meus filhos ou o desafio que eu estiver enfrentado, as promessas nunca mudam.

Sigamos com coragem, pois a palavra diz: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” (Isaias 41:10)

Luciana Diniz
@lucianaometz

Cumplicidade x Conivência

16 mar

Uma guerra que afeta o seu futuro na eternidade

Andar com Cristo requer compromisso, amor, compaixão, renúncia e muita entrega. Ao observarmos a trajetória de Jesus, vemos como ele ajudava o próximo sem medir as consequências sobre sua própria vida, vemos que não se importava consigo mesmo, mas que o seu foco era cumprir a missão que o Pai lhe dera. Ele veio ao mundo para morrer por nós e nós devemos estar dispostos a morrer por nossos irmãos.

E apaixonada por este Cristo é que me casei em abril de 2007. Nesta época, já convertida e muito feliz por ter casado, comecei a viver um momento muito difícil e de grandes mudanças na minha vida. Eu estava mudando de cidade, de emprego, de igreja, de liderança pastoral e de estado cívil. Eram muitas mudanças ao mesmo tempo e para me adaptar a cada uma delas da melhor forma, eu precisava de uma coisa: mudar. E o casamento foi (e tem sido) o caminho que Deus encontrou para me lapidar e me fazer crescer.

Quando comecei a ter dificuldades no meu relacionamento, me fechei como uma ostra, mergulhei fundo no oceano do isolamento e não dei chance para nenhum salva-vidas cumprir a sua missão de me salvar. O resultado disso não poderia ser nada diferente de sofrimento. Afinal, uma escolha errada gera suas devidas consequências.

Pra piorar a situação, eu, com um temperamento iracundo, fracassava em todas as tentativas de consertar as coisas com o meu marido. Nossas conversas, invariavelmente terminavam em desentendimentos que me isolavam cada vez mais. Uma vez isolada e sem perspectivas positivas, me afundava no desânimo e na tristeza. Ou seja, estava estabelecido um ciclo vicioso que militava dia após dia contra mim e a minha família.

Eu via as minhas falhas e me culpava, via os erros do meu marido e me calava. Eu tinha muito medo de expor a minha vida e, principalmente, a vida dele. Estava vendo meu casamento acabar diante dos meus olhos, mas preferia me acovardar e ser conivente com todos os erros do meu marido. Eu realmente me considerava sem forças pra confrontá-lo em seus erros, mas, na verdade, eu era uma esposa conivente. E como todo conivente, eu estava sendo covarde e egoísta, estava vendo o problema, mas não me doava pra resolvê-lo. Isso mesmo.

O conivente não se doa pra resolver os seus problemas, para cuidar da sua própria vida. Mas, Deus é bom. Deus é muito bom e misericordioso. Ele sempre nos dá um novo amanhecer, uma nova oportunidade para nos arrependermos e mudarmos. Através dos nossos pastores (um casal especial e muito, muito, muito amado) pude enxergar todo desvio da minha conduta conivente e ver que as coisas podiam mudar se eu também mudasse. Se eu quisesse “cortar o mal pela raiz”, eu deveria deixar de ser superficial e ser profunda. Custasse o que custasse porque o alto preço já havia sido pago por Jesus. E foi assim, com todo apoio dos nossos discipuladores, é que entrei nessa guerra disposta a vencer. Primeiramente, as minhas limitações e depois os limites que me separavam de cooperar com a vida do meu marido. Antes de ser esposa eu precisava ser irmã e tratá-lo como meu irmão. Em Mateus 18:15-17, o Senhor Jesus nos ensina como tratar um irmão. E era essa receita divina que eu deveria preparar pra saborear junto com o meu marido. Eu deveria confrontá-lo em amor com sabedoria e respeito, abrindo o meu coração sem reservas e expondo tudo que eu estava vendo de errado nele como irmão e como marido, desejando que ele visse os seus erros, se arrependesse dos mesmos e começasse a viver como um homem segundo o coração de Deus. E foi exatamento o que eu fiz.

Quando eu entendi que a mulher sábia deve ser cúmplice do plano de Deus na vida do marido, mas a tola é sempre conivente com os seus erros, eu decidi mudar radicalmente o meu comportamento. Aprendi que isso é ser parceira, apoiadora, ter um só coração, um único pensar e ser efetivamente uma com ele pra viver todos os sonhos de Deus para a nossa vida. Ainda vivo muitas lutas e sei que ainda preciso melhorar muito, mas hoje vivo um novo tempo na minha vida, no meu casamento, na igreja e no meu relacionamento com Deus. Estou grata, mas quero mais, muito mais. E eu sei que Ele também quer.

Na guerra entre a passividade da conivência e o compromisso da cumplicidade com Deus, nós é que decidimos quem vai vencer. Quando a decisão é pela cumplicidade, nós estamos escolhendo o lado certo porque estamos escolhendo o lado aonde se encontra a vontade de Deus. Por isso, temos que escolher bem o vencedor desta Guerra, porque através dele estamos decidindo pelo nosso futuro, pelo futuro da nossa família, pelo futuro da nossa eternidade.

E você, já escolheu? Cumplicidade ou conivência?

Sandra Serzedello

Como construir o casamento

14 mar

Expectativas x Realidade

12 mar

Tive uma infância muito difícil, pois sempre descobria as traições do meu pai contra minha mãe. Cresci vendo o casamento deles sendo construído sobre a areia. Até que um dia meu pai resolveu ir embora e abandonar todos nós: minha mãe, eu e meus 4 irmãos. Foi muito difícil aceitar e conviver com isso, mas com o passar do tempo, aprendemos a viver sem nosso pai. Com isso, comecei a pensar que nunca iria me casar com homem algum, pois achava que nenhum prestava, e se um dia viesse a me casar e ele tentasse mandar na minha vida, eu me separaria. Se me traísse, eu o mataria ou o trairia também. Estes eram meus pensamentos, até que conheci Jesus, meu Salvador. Mesmo assim, a minha mente em relação ao casamento não tinha mudado.

Conheci meu marido quando ele era o pastor do meu irmão. A paixão logo chegou e decidimos então nos casar. Sem conhecer bem um ao outro, namoramos e em pouco tempo marcamos a data do casamento. Depois de casados, não demorou muito para as crises aparecerem. Sem sabedoria, eu fazia coisas horríveis. Eu trabalhava como gerente em uma empresa há muito tempo e da mesma forma, queria ser gerente em casa também, tentava controlar meu marido. Tínhamos muitos conflitos devido a este comportamento.

Um dia fui a um congresso para casais e ouvi um pastor falar sobre submissão. Ele disse que “se o marido não liderar a família, quem manda é o Diabo”. Nossa! Temi muito ao ouvir isto, mas não sabia nem por onde começar a mudar. Graças a Deus, no final do ano de 2004, comecei a ouvir sobre o Evangelho do Reino de Deus e descobri que Jesus Cristo era o meu Senhor, ou seja, meu Dono, pois antes eu O conhecia apenas como meu Salvador. Comecei a fazer o que Ele mandava, obedecer Sua Palavra, como conseqüência Ele começou a obra de restauração em minha vida. Me deu o discernimento de como praticar a submissão. Comecei a respeitar meu marido, saber quem ele é e quem eu sou, o papel dele e o meu: Sou ajudadora e coopero na missão dele.

No decorrer desta caminhada surgiram novas revelações. Eu pensava da seguinte forma: “Me casei com um pastor, agora estou segura, nunca vou ser traída como foi a minha mãe, estou guardada”. Esta forma de pensar é um tremendo engano por pelo menos um motivo: Construir expectativas erradas no coração!

Descobri que me casei devido o título que meu marido tinha. Minha expectativa estava toda nisso. Deus me mostrou que, na verdade, me casei com meu marido por ele ser um pastor e que por isso jamais me trairia, e não pela pessoa que ele era (até porque, para saber de fato quem ele era, teríamos que aguardar mais tempo antes de nos casarmos). Que horrível estava meu coração! Com este motivo egoísta eu jamais teria um casamento feliz.

Contudo, a forma que obtive tal ensino não foi nada fácil. Embora meu marido não tenha consumado nenhum adultério em si, teve sérios problemas com o erotismo e a pornografia na internet. Esta foi uma etapa muito difícil. Toda segurança posta em um título desmoronou.

Aprendi que mesmo se ele não tivesse tido tal dificuldade, minha segurança jamais deveria estar em homens e muito menos nos seus títulos, ainda que sejam discípulos de Jesus íntegros, pois estão sujeitos a quedas.

Não estou dizendo com estas coisas que não devemos confiar nas pessoas, mas confiar é diferente de ter uma expectativa errada. Minha confiança em meu marido foi completamente restaurada e minha expectativa não está mais baseada em um sentimento egoísta, mas sim na graça e misericórdia de Deus que nos transforma profundamente.

Como sou grata à igreja por me ajudar a corrigir as expectativas erradas no meu coração. Hoje, meu marido e eu desfrutamos de um casamento cada vez melhor. Vale a pena dizer que até a vida do meu pai tem sido transformada. Minha esperança e certeza é que a obra que o meu Senhor Jesus começa, Ele é fiel para completar em todos nós.

E você, em que se baseiam suas expectativas? Nos sentimentos egoístas ou no Deus de amor?

Edna Maria Mota Nory.

Alegria conquistada

9 mar

Sou filha, esposa, mãe de quatro filhos e dona de casa. Quando passei a ser filha de Deus, ganhei também muitos irmãos e mesmo com tantas tarefas, sempre dou um jeitinho de encaixar tudo em sua devida ordem, e servir ao Senhor e à sua igreja.

Mas nem sempre foi assim. Precisei de muita ajuda. No início, nem percebia o que se passava ao meu redor, se havia alguém fazendo alguma coisa, preparando as salas das reuniões da igreja, cuidando das crianças ou recebendo as pessoas. Só mais tarde percebi que determinadas pessoas que serviam não estavam dentro dos encontros apenas recebendo, mas sempre estavam ocupadas servindo. Minha visão começou a ficar diferente, comecei a pensar em como poderíamos construir algo sem que houvesse trabalhadores. Então, fui prestando mais atenção e vendo que determinadas tarefas eram feitas, às vezes, por uma só pessoa  e isto começou a me incomodar. Então, fui me oferecendo cada vez mais para o trabalho e fazendo o que era necessário, sem mesmo alguém me solicitar. Se havia algo pra fazer, já me colocava à disposição. Uma pessoa muito querida me ajudou e me ensinou bastante a servir em tudo que podia, tudo que estava ao meu alcance.

Com o passar do tempo, mesmo com tanta vontade de servir à igreja, às vezes queria fazer do meu jeito, não me submetendo ou seguindo a minha liderança. E isto não foi bom. Essa forma egoísta de servir me afastou da comunhão com o corpo e do serviço.

Hoje, tenho cravada em meu coração a missão de servir com alegria, compreendendo meu papel de liderada e não abro mão dessa felicidade. Me sinto muito feliz em saber que agrado o coração do meu Pai. É tão bom, tão legal, tão especial. Fico muito empolgada quando estou me doando ao Senhor. E é incrível que quanto mais eu sirvo à Igreja, mais eu sinto vontade de me colocar à disposição e continuar servindo. É um engano achar que não estamos sendo abençoados quando estamos fora de uma reunião da igreja, dando suporte à mesma, ou apenas trabalhando lá dentro mesmo, ou ainda em outro ministério. Recebo muito de Deus, atuando e colocando em prática a Palavra através dos relacionamentos. Tenho visto também muitos frutos com meus próprios filhos. Por exemplo, o mais velho já faz parte de dois  ministérios e os outros  sempre me perguntam quando podem ajudar, e sempre que posso, os levo comigo .

Agradeço por ter esta oportunidade preciosa em minha vida. Não há dia, não há hora e nem lugar, sempre quero estar pronta pra trabalhar. E realmente temos muito a fazer. Estamos juntos neste propósito, com o mesmo objetivo de construir uma Igreja forte para multiplicarmos com qualidade. Quero ser alguém com quem sempre podem contar, que o próprio Deus pode contar.

“Há maior felicidade em dar do que receber” (Atos 20,35)

“A seara é grande, mas os ceifadores são poucos” (Mateus 9,37)

Ana Cláudia Campelo Matheus

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