Arquivos | abril, 2012

Enigmas da humildade

30 abr

Em 2008, quando passei por uma disciplina, meu coração foi revelado como soberbo, nem um pouco humilde. Ao mesmo tempo Deus me mostrava o quanto eu não tinha minha identidade definida. Assim, vendo vários textos das Escrituras que me confrontavam, aprendi o que chamo de: Os Enigmas da Humildade.

Humildade definitivamente não é andar com cara de coitado ou ser pobre e muito menos ser bobo. Humildade tem a ver com a convicção da sua identidade. Ser humilde é saber quem de fato você é. Sempre que alguém se acha além ou aquém do que realmente é, está sendo soberbo.

Esses enigmas são:

Enigma 01 – Pra sermos humildes, devemos ter convicção de quem somos. Aprendemos isso com Jesus. Ele, plenamente consciente de quem era, pôde afirmar: “aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt. 11:29). Jesus não foi de forma alguma soberbo ao dizer isso, afinal “Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca” (I Pe. 22:22). Contudo, o que podemos falar de nós mesmos? “Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (I Jo. 1:8). Além disso, podemos nos enganar na auto-avaliação (Jr. 17:9). Por isso, saber quem nós somos é crer naquilo que Deus diz acerca de nós: somos fracos, pecadores, mas também amados por Deus, Seus filhos, e Dele recebemos o poder para vencer o pecado: o Espírito Santo.

Enigma 02 – Pra sermos humildes, devemos ter convicção de quem não somos. Quando perguntaram a João Batista quem ele era a fim de vê-lo declarando se era o Cristo, ele confessou e não negou: Não sou o Messias (João 1.20). Fico pensando se não seria tentador a João se declarar o Cristo, afinal, seria o título mais cobiçado em Israel naqueles tempos, porém, mesmo rodeado de tantos discípulos, João sabia exatamente quem era e quem não era. Nós precisamos ter a coragem de assumir quem não somos. Não podemos mostrar para os outros uma imagem falsa sobre nós. Por isso devemos confessar nossos pecados uns aos outros (Tg. 5:16), andando sempre na luz (I Jo. 1:7-9), em plena e total transparência e honestidade.

Enigma 03 – Pra sermos humildes, devemos ter convicção de quem já fomos. Olhar pra trás e ver quem éramos é essencial pra nos gerar temor, arrependimento, gratidão a Deus e, é claro, humildade. Como Jó que declarou: “Eu te conhecia só de ouvir. Mas agora meus olhos te vêem. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42.5-6).

Enigma 04 – Pra sermos humildes, devemos ter convicção de quem Deus quer que sejamos. É só a gente ver o exemplo de Davi, ainda jovem foi ungido Rei, mas só assumiu esse papel muitos anos depois. Sempre convicto do que Deus esperava dele, sem duvidar do que Deus disse e sem fazer nada na sua própria força a fim de conquistar a honra que Deus lhe concedeu. No nosso caso, sabemos claramente o alvo de Deus para nós: nos fazer semelhantes a Jesus (Rm. 8:28, 29). Ser humilde é saber que temos esse alvo, e a cada dia avançar em alcançá-lo.

Então, meus queridos, que esses e outros exemplos nos façam refletir em quem somos, quem não somos, quem já fomos e quem Deus espera que sejamos. Que tenhamos plena clareza de cada um desses enigmas, e por fim pareçamos com o nosso maior exemplo, Jesus, que de fato é manso e humilde de coração.

Beijos santos em todos os corações.

André Debs
Twitter: @andredebs

Cristãos que abortam

27 abr

Tudo tem um tempo certo de desenvolvimento. Observamos isso desde o início de nossa existência. Antes de nascermos, passamos por 9 meses de desenvolvimento e maturação, onde recebemos tudo o que nos é necessário para a vida fora do útero. Qualquer tentativa deliberada de antecipar o parto quando aquele pequeno ser ainda não tem condições de sobrevivência, em vez de um parto haverá um aborto. Ou seja, por uma questão de antecipação, em vez de vida haverá morte.

Deveríamos levar essa lição em nossa vida com Deus. Não devemos antecipar ou nos precipitar em alcançar um sonho, pois em vez de sua realização, poderemos ver o seu aborto. Alcançar algo quando não se tem a maturidade necessária para sustentá-lo, é danoso e mortal. Isso ocorre quando alguém se precipita para alcançar um sonho, ocupa uma posição sem que se tenha maturidade para isso, assume a riscos quando não tem solidez suficiente na fé, e em muitas outras situações.

Por isso, tão importante quanto ter em mente os planos que Deus, é se ocupar em ter a maturidade suficiente para vivê-los. Às vezes focamos tanto no fruto que perdemos de vista aquilo que é fundamental para que eles existam: precisamos de raízes, precisamos de profundidade.

Ocupe-se com a profundidade: com Deus, consigo mesmo, com seus irmãos. E assim você alcançará a maturidade necessária para viver os planos que Deus tem para você.

Em Cristo,

Anderson Paz

Twitter: @andersonpaz
Facebook: https://www.facebook.com/andersonpaz1986 

A realização de uma mulher

25 abr

Que desculpa nós temos?

23 abr

Eu admito. O que vocês vão ler agora eu só posso dizer em parte por causa de uma curiosidade. Mas uma curiosidade que trouxe muita coisa interessante para minha vida.

Li sobre o 2º capítulo de Filipenses, e soube que provavelmente se tratava de uma música bem antiga. Por ser músico tentei imaginar como seria a melodia desse texto que me inspira tanto. Tive o impulso forte de me arriscar a escrever uma versão pessoal da música quase que para satisfazer essa curiosidade: como poderia ser essa música. Os desdobramentos disso renderiam alguns textos. Mas o que gostaria de falar aqui tem a ver com um trecho que me intrigava neste texto.

 “Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome” (Filipenses 2:9 – NVI).

Esse capítulo fala da trajetória de Jesus até o estado em que se encontra hoje. Eu quase posso imaginar uma linha descendente enquanto leio todo o sacrifício de Jesus narrado neste texto. Até o momento em que o gráfico parece alcançar seu ponto mais baixo: Jesus obedece até a morte e morte de cruz.

O intrigante para mim foi ver que o texto demonstra que Jesus já era digno de toda a glória. Mas sua própria humilhação, foi de uma grandiosidade tão expressiva, algo tão inusitado, mas ao mesmo tempo tão próprio do Filho de Deus, que tornou Cristo digno de uma posição elevadíssima. Uma posição só comparável ao nível de humilhação a que se sujeitou. Por essa humilhação, Deus o exaltou ao mais alto lugar possível para que todos admitam que Jesus Cristo é o Senhor para glória de Deus Pai.

Lembrar da humilhação de Cristo é algo de aplicação pratica em nosso cotidiano, pois Paulo fala sobre esse assunto com um claro objetivo: fazer com que haja em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo (Fp. 2:5).

Todos nós temos em Cristo um exemplo de humilhação. Seja lá qual tenha sido o lugar de humilhação pelo qual você passe, mesmo que seja um lugar que os homens te colocaram, nunca vai sequer se comparar com aquele que o Filho de Deus alcançou. Diante de sua renúncia, entrega, sacrifício, abnegação, nós não temos desculpa alguma para nos apegamos aos nossos confortos, honra diante dos homens, prestígio etc. Todas essas coisas são passageiras, mas o que Deus tem reservado para aqueles que seguem os passos de Cristo é de valor eterno, imensurável e inesgotável.

E quando olhamos para Jesus, vemos que todas as palavras são insuficiente para expressar o quanto o Ele é digno de louvor por seu sacrifício, digno de receber nossas vidas.

Eu me rendo a Ele. Você não?

Filipe Flexa

Twitter: @filipeflexa
Facebook:  https://www.facebook.com/filipe.flexa

“Foi mais forte do que eu…”

20 abr

Não sabemos detalhadamente como isso se explica. Não temos fórmulas matemáticas ou cálculo da física que contribuam para nossa compreensão desse fato. A química, a biologia, a filosofia, a teologia ou qualquer outro campo do saber humano são insuficientes para nos dar total explicação para esse fenômeno. Mas ele é totalmente verdadeiro. Tão verdadeiro como o ar que você respira agora.

Essa verdade sobre a qual escrevo é a seguinte: No momento em que Jesus foi crucificado, as testemunhas que ali estavam viam três cruzes e três crucificados no Calvário, mas o Pai, a testemunha da realidade espiritual, na cruz no meio não via apenas 1 crucificado, mas ali via milhões e milhões de crucificados com seu Filho! É por isso que Paulo proclama: “Com Cristo estou juntamente crucificado” (Gl. 2:20).

Talvez alguns de nós apliquem grande esforço intelectual para estudar essa realidade da nossa união com Cristo. Mas, nem todos se esforçam para vivenciarem a aplicação prática dessa verdade. Afinal, que mudança prática minha vida experimenta por estar unida da Cristo? Sobre isso, Paulo nos diz o seguinte: “Sabendo isto: que foi crucificado com Ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos” (Romanos. 6:6) . Ao comentar esse texto, Jorge Himitian nos diz o seguinte:

“A figura que Paulo usa é a de um amo e um escravo. Nela o amo é o pecado e o escravo somos nós. O pecado é representado por um amo muito malvado, dominador, tirano, que nos obriga a pecar compulsivamente. … Um escravo não tinha a possibilidade de ser liberado, não possuía recursos e nem dinheiro. O escravo só contava com uma saída para se ver livre de seu amo: A morte. Um dia esse escravo morreu; e seu amo perdeu toda autoridade sobre ele. A morte foi sua libertação. … Estamos mortos para o pecado. A palavra morte significa ruptura definitiva de relações. Nós em Cristo rompemos definitivamente todo o vínculo com o pecado e juntamente com Cristo ressuscitamos” (p. 48).

Uma vez que nosso velho homem, o escravo do pecado, já foi crucificado, logo o pecado não tem poder sobre nós. Portanto, quando alguém que nasceu de novo peca, não pode de forma alguma dizer: “foi mais forte do que eu”, ou “não pude suportar”. Essas são afirmações falsas. Nós já recebemos tudo o que precisamos para vencer o pecado. É por isso que Paulo nos diz: “Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar” (I Coríntios 10:13).

E isso quer dizer que não pecamos? Não, pois “se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (João 1:8). Contudo, alguém que está unido a Cristo recebeu o poder para vencer o pecado e ser restaurado. Ou seja, é preciso fazer uso desse poder, trilhando o caminho da restauração: é necessário se arrepender, confessar seus pecados tanto a Deus como aos homens (I Jo. 1:9; Tg. 5:16), estando com a vida em plena luz (I Jo. 1:7), pedindo perdão à pessoa contra quem pecou. E dessa forma, trilhando o caminho da restauração, faremos com que a nossa união com Cristo seja, além de uma verdade, uma experiência vivenciada no dia-a-dia.

Em Cristo,

Anderson Paz

Twitter: @andersonpaz
Facebook: https://www.facebook.com/andersonpaz1986 
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Confira também:
- “Não consigo mudar”

Nossa festa de cada dia

18 abr

O palco da nossa luta

16 abr

Gostaria que você repensasse comigo a palavra “Liberdade”. Usarei a páscoa como pano de fundo nessa reflexão. A Páscoa, diferentemente do que se comemora hoje, é uma celebração à liberdade. O povo de Israel era escravo e se tornou livre da escravidão do Egito. Deus instituiu a Páscoa. Nela um cordeiro sem manchas e sem defeito era morto, sacrificado. Esta festa para Israel, significava a liberdade em relação ao Egito. E apontava para o futuro, para a morte e ressurreição do Senhor Jesus o Cristo. Para que eu e você fôssemos livres do pecado e do reino das trevas.

Todos nascemos escravos do pecado, porquanto recebemos em nós o DNA do pecado de Adão. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm. 3:23). O ser humano vem há séculos buscando ser livre deste cativeiro por seu próprio esforço. Mas Deus providenciou um meio de liberdade e este meio é de Graça, para todo aquele que crê que o sacrifício do Senhor Jesus o Cristo foi em seu lugar. Depois que cremos nisto, deixamos de ser escravos do pecado para nos tornarmos combatedores contra ele, pois o pecado quer nos aprisionar todo dia para nos reduzir à condição de escravos.

Hoje o palco de nossa luta contra o pecado é interior. Para sermos livres precisamos morrer a cada dia pra nossas vidas e viver a vida de Deus em nós. E quando nos lembramos da libertação do pecado que recebemos através da cruz,  temos o momento oportuno para o arrependimento, sabendo que se morrermos com Cristo com Ele também reinaremos (II Tm. 2;12).

O Senhor Jesus é o Cordeiro de Deus que foi sacrificado, morto para que eu e você possamos ser livres da escravidão do pecado. Porque Cristo, sendo nós ainda pecadores, morreu por nós (Rm. 5:6,8).

Graças a morte do Senhor Jesus Cristo, eu e você recebemos vida eterna. Recebemos liberdade da escravidão do pecado, apesar do pecado que está dentro de nós continuar a nos assediar. Precisamos morrer pra nossa vontade, sentimentos, desejos e vivermos a vontade de Deus pra nós. É preciso escolher dizer não ao pecado e sim pra vontade de Deus. A Páscoa nos traz isto a memória: o Senhor Jesus morreu pra recebermos vida eterna. E  se queremos receber esta vida precisamos morrer. Não se recebe liberdade sem morte. Só através da morte de Jesus podemos ser livres da escravidão do pecado e Se não escolhemos morrer todo dia pra nossa vontade e desejos do nosso coração, não receberemos a vida de Deus.

É esta a Liberdade que celebramos: lembrar que o Senhor Jesus, morreu e ressuscitou pra que sejamos livres da escravidão do pecado.

Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.

Col. 1. 13, 14

Ideraldo Moreira de Assis

Twitter: @Ideraldo_pai

Facebook: Ideraldo Moreira de Assis

Passagem para a liberdade

13 abr

A nação, a igreja e a libertação

12 abr

Ainda é tempo de comer o prato da Páscoa

11 abr

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