Arquivos | junho, 2012

Jesus: um mutante do século I

29 jun

Há pouco mais de um ano, certo pastor afirmou através do Twitter que a razão pela qual Jesus não casou seria o fato de que desse casamento poderia nascer uma raça superior, posto que Jesus não teria apenas genes humanos, mas também divinos.

Ora, se a natureza humana de Jesus era geneticamente diferente da nossa, então seria Ele uma espécie de mutante do século I?

Deixando de lado as especulações do pastor aqui citado, é importante que voltemos nossa atenção para o que as Escrituras afirmam sobre a natureza humana de Cristo. É célebre a declaração de João acerca de Jesus: “e o Verbo se fez carne” (Jo. 1:14). Mas, o que isso significa? Paulo responde essa pergunta dizendo que Jesus “esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens” (Fp.2:7). Isso quer dizer que, mesmo sendo Deus, Jesus voluntariamente se sujeitou a todas necessidades e limitações da natureza humana. O autor da carta aos Hebreus ratifica essa informação ao dizer que Jesus participou da condição humana em todos os seus aspectos (Hb. 2:14-17).

Jesus passou por limitações físicas, como a sede (Jo. 19:8), a fome (Mt 4:2; Mc 11:12), o cansaço (Jo. 4:6), o sofrimento e a dor (Jo 18:22; 19: 2,3). Ao se fazer homem, teve que aprender como qualquer um de nós. Ele foi crescendo em sabedoria (Lc 2.52) e aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu (Hb 5.8). Ou seja, Jesus se fez plenamente homem, inclusive passando pelas mesmas tentações que nós enfrentamos (Hb. 4:15). Mesmo enfrentando essa luta, Jesus nunca cedeu ao pecado, e por isso Ele é capaz de socorrer aqueles que também são tentados (Hb. 2:18).

Mas, qual era então a fonte do seu poder e o segredo de sua santidade? Certamente não seria a presença de um gene especial. Sobre a origem do poder de Jesus, Pedro nos diz: “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, e como ele andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com ele” (At. 10:38).

A fonte de poder de Jesus está também conosco. Temos o Espírito Santo! A presença de Deus é tudo o que precisamos para viver. O poder que estava em Cristo está à nossa disposição. E por isso Jesus nos ensina: “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está no céu dará o Espírito Santo a quem o pedir!” (Lc. 11:13)

Ter a compreensão correta sobre a humanidade de Jesus é imprescindível para que tenhamos nEle o exemplo e a inspiração para nos humilharmos, nos esvaziarmos de nós mesmos, vivendo sempre na total dependência do Espírito Santo. Afinal, como Paulo nos diz: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus” (Fp. 2:5).

Em Cristo,

Anderson Paz
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Lepra Evangélica

27 jun

Medo não, temor sempre

25 jun

Muitas vezes temos que lidar com palavras que apresentam mais de um significado. Também lidamos com isso na Bíblia, onde vemos uma mesma palavra se referindo a objetos distintos. Isso acontece, por exemplo, com a palavra temor. O livro de Êxodo 20:20 diz: “E disse Moisés ao povo: Não temais, Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, afim de que não pequeis”. Parece haver uma  contradição nesse versículo: como pode Moisés dizer “não temais” e ao mesmo tempo dizer que o povo temesse a Deus?

Se olharmos mais atentamente, veremos que não há contradição, pois em cada situação nesse versículo a palavra temor é usada para fazer referência a duas posturas diferentes, que se distinguem uma da outra por seus resultados. Chamaremos a primeira de medo, e a segunda de temor. Embora os dicionários apresentem significados comuns para medo e temor, veremos que essas posturas se diferem tanto por seus resultados, como por seus fundamentos.

O temor consiste em ter plena consciência de nossa responsabilidade diante de Deus, de que Ele é justo juiz. É por isso que Pedro nos diz: Se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação (I Pe. 1:17). Já o medo nos faz fugir das responsabilidades, por pensarmos que não vamos atendê-las. O medo também nos leva a nos esconder de Deus. Essa foi a reação do homem após o pecado. Já o temor a Deus nos faz nos aproximar dEle, pois o salmista nos fala: “a intimidade do Senhor é para os que o temem” (Sl. 25:14). O medo nos paralisa, tal como paralisou os espias que não quiseram conquistar a terra que Deus lhes havia prometido. Já o temor nos impulsiona a alcançar aquilo que Deus nos prometeu, pois sabemos que fiel é quem nos fez a promessa. Aliás, essa é a diferença fundamental entre medo e temor, as consequências de um e de outro são resultados de seus fundamentos: quem tem medo é paralisado pela falta de clareza sobre o caráter de Deus. Mas aquele que teme é movido pela clareza de quem Deus é. O medo se baseia na dúvida, e o temor se baseia na fé.

Portanto, estando bem seguros em quem temos crido, andemos em temor durante nossos dias, plenamente conscientes de nossa responsabilidade diante de Deus, e cumprindo a Sua vontade.

Em Cristo,

Anderson PazAnderson Paz 
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Música, não te quero verde.

22 jun

“Homem que correu fantasiado de Hulk não consegue voltar à ‘forma humana’”

“Para aguentar o difícil trajeto, com várias subidas inclinadas, do Desafio da Paz, no Complexo do Alemão, o guardião de Piscina Paulo Henrique dos Santos, de 35 anos, resolveu se fantasiar de o Incrível Hulk e buscar forças dignas do herói do cinema. Durante a competição, no Complexo do Alemão, a fantasia fez sucesso. Mas na hora de se livrar dela, a surpresa: Paulo Henrique não conseguiu voltar à ‘forma humana’.” (Fonte: Jornal Extra)

Esta não é uma notícia comum. A primeira reação das pessoas a uma história assim é variada. Alguns riem, outros repelem como mais uma coisa estranha do nosso tempo. Outros, ainda, são indiferentes como quem diz: Ah já vi coisas mais estranhas. Mas a verdade que poucos talvez pensem é que o homem da notícia acima, agora está descaracterizado. Na tentativa de chamar atenção para si, ao tentar parecer alguém que não era, tornou-se o que não desejava ser. Ele nem mesmo pode ir ao trabalho devido à nova coloração da sua pele.

Venho há algum tempo conversando com amigos e pensando em algumas coisas que se tornam verdadeiros “Hulks” contra nossa vontade, coisas a que damos um valor superior ao que elas verdadeiramente têm. Trata-se de enganos que são gerados muitas vezes por uma boa intenção, mas que se tornam em monstros contra nós. Jesus, inclusive, nos advertiu acerca de diversos enganos que poderiam nos distrair ao contempla-lo. (Mt 24.4).

Um bom exemplo para isso é o papel que a música, muitas vezes, tem na vida dos cristãos. Acredito que a maioria dos cristãos entenda na prática que, por exemplo, a música é uma importante ferramenta na vida cristã para edificação, ensino e aprendizado da Palavra. Porém, acredito ainda que muitos tenham pintado a música de verde, transformando-a em algo maior do que ela é. Chegando, muitas vezes, a substituir o próprio Senhor para algumas pessoas. Temo que na tentativa de promover uma ferramenta, a tenhamos transformado numa cópia muito mal feita da comunhão com Jesus. E com isso a igreja perde, e perde demais. Lembro-me da extrema dificuldade que tive como músico para entender que minha comunhão com Ele não estava limitada às música. Por muito tempo, atrelei o Senhor a certas canções por maio das quais já havia experimentado Sua presença.

Para acabar com esse engano foi necessário passar por um tempo de correção muito difícil por meio da qual experimentei o Senhor por diversas outras formas que não a música: a comunhão com os irmãos (comunidade), a intercessão, além do serviço. Experimentar com intensidade Sua graça em momentos assim me faz querer vivenciar mais e mais dessa riqueza. A música pode nos sensibilizar para uma ação de Jesus, mas está longe de ser a única forma para isso acontecer. Essa comunhão precisa ser experimentada em todas as suas facetas para sermos saudáveis e prosseguirmos em conhecer Deus (Os 6:3).

Assim como o “Hulk” da notícia ficou prejudicado pela fantasia, nosso relacionamento com Deus pode ser prejudicado por atribuirmos às coisas um valor maior ao que elas têm. Que o Senhor nos livre dos enganos que podem tirar o nosso foco Dele.

Filipe FlexaFilipe Flexa
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NOTÍCIA
http://extra.globo.com/noticias/rio/homem-que-correu-fantasiado-de-hulk-nao-consegue-voltar-
forma-humana-5038019.html

Guerra certa

20 jun

Ninguém vem pelo amor

18 jun

“Se não vem pelo amor, vem pela dor”. Esse é um ditado muito conhecido no meio cristão, e muitas pessoas o usam para fazer referência a sua própria experiência com Deus. Embora tivessem muitas oportunidades de se entregarem ao Senhor, só o fizeram em meio à dor e sofrimento. E é exatamente isso que a referida expressão quer comunicar: se alguém não corresponde espontaneamente ao amor de Deus, corresponderá quando passar pela dor.

Mas, ao longo do tempo, vi que essa frase contém um erro grave, pois à luz das Escrituras, conforme as palavras de Jesus, ninguém vai a Ele por amor, apenas pela dor. Ou seja, somente em meio à dor enxergamos o tamanho do Seu amor e somos atraídos a ele. Afinal, foi isso que Jesus disse: “Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (Mt. 9:12; Mc. 2:17; Lc. 31).

Segundo essa passagem, somente os que enfrentam dor vão até Jesus. Certamente Jesus não está se referindo à dor física, pois há muitos que sofrem por ela, mas não vão até Jesus. Tampouco Ele está falando da dor sentimental, como aquela que surge da frustração amorosa. Essas dores não são suficientes para que possamos enxergar o amor de Deus. Só enxergamos o tamanho do amor de Deus quando sentimos a dor do pecado, a tristeza por vivermos fora da vontade de Deus, e o quanto não merecemos perdão algum. Foi isso que Jesus disse: “eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” (Mc. 2:17).

Hoje há multidões que aderem ao Cristianismo, sem experimentarem a dor do pecado, sem convicção de como são merecedoras de morte e castigo eterno. São pessoas que aderem às doutrinas cristãs, sem se converterem de fato, pois a conversão pressupõe arrependimento de um estilo de vida sem Deus. Tal “conversão” trata-se de adesão intelectual à teologia cristã, mas não de conversão a Cristo. E, portanto, tais “cristãos” não são capazes de amar a Deus, pois só o amamos quando temos clara visão de que não merecemos o amor dEle por nós. Afinal, foi Ele que nos amou primeiro (I Jo. 4:19).

Meu desejo e oração são para que Deus opere nos corações de todos aqueles que se declaram cristãos uma profunda convicção de pecado. Pois só assim poderemos enxergar o tamanho do amor de Deus e seu perdão, e poderemos correspondê-lo, amando o Senhor nosso Deus de todo o coração, toda alma, toda força e todo entendimento. Esse é o maior dos mandamentos.

Em Cristo,

Anderson Paz
Twitter: @andersonpaz
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Vai acontecer!

15 jun

 

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Quais são as condições de paz?

8 jun

Há alguns dias, minha mãe me contou um sonho em que eu aparecia com uma bandeira branca e dizia-lhe que nada mais era preciso. Ela não teve a pretensão de sugerir algum significado espiritual. Mas, independente dessa questão, foi impossível ouvir esse sonho e não lembrar que a bandeira branca tradicionalmente é um símbolo de paz; de um tipo específico de paz, a que resulta da rendição. Numa batalha, a bandeira branca é hasteada pela parte que, já sem condições de resistir, entrega-se ao adversário.

Talvez nem todos saibam disso, mas nós precisamos hastear bandeiras brancas para Deus. Não porque Ele seja um inimigo nosso, e queira nos destruir. De forma alguma. Mas fomos nós que nos tornamos inimigos de Deus (Rm. 5:10), filhos da ira e da desobediência. Temos andado segundo a vontade da carne e de nossos pensamentos (Ef. 2:1-3), somos ovelhas que se extraviam por seus próprios caminhos (Is. 53:3). Tornamo-nos rebeldes contra o Reino de Deus para governamos o nosso “reinozinho” individual, perseguindo nossos próprios desejos.

Contudo, mesmo nesta condição em que nos encontramos, Deus nos amou e provou isso pelo fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm. 5:8). Por meio de Cristo podemos ter paz com Deus (Rm. 5:1), ou seja, podemos deixar o estado de rebelião e passar a fazer parte do Seu Reino. E Jesus nos ensina que a condição de paz é a nossa rendição, nossa entrega plena a Ele, a renúncia incondicional de nós mesmos:

“Qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil? Se não for capaz, enviará uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, e pedirá um acordo de paz. Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo” (Lc. 14:31-33).

Jesus está dizendo que, da mesma forma que um rei mais fraco precisa entrar em negociação de paz com um rei mais forte, nós também precisamos aceitar a proposta de paz que Ele nos oferece: a rendição total a Ele. Contudo, de forma alguma estaríamos nos rendendo a um inimigo. Nossa rendição a Deus é nossa entrega ao Pai de amor, que cuida de nós e que sempre nos diz: “eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jr. 29:11).

Portanto, que hoje seja um dia de rendição ao Reino de Deus. Render-se a esse Reino, é entregar-se à vontade do seu Rei, pois assim Jesus nos ensinou a orar: “Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt. 6:10). Quando nos entregamos ao Pai de amor, nada mais nos é preciso.

Em Cristo,

Anderson Paz
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