Arquivos | julho, 2012

A perigosa missão cumprida

30 jul

A sensação de alívio ao finalizarmos uma tarefa, que é da nossa responsabilidade, pode ser experimentada em várias áreas da vida. O gosto da missão cumprida surge no momento de uma promoção profissional, na conclusão de um projeto ou quando nossos filhos alcançam seus objetivos. Em nossa caminhada cristã, esse sentimento também pode surgir após um período de provação e sofrimento; depois de um tempo de disciplina, ou quando obtemos êxito em pregar o Evangelho, ou ao exercermos algum outro serviço à igreja.

Talvez a sensação de missão cumprida seja um dos sentimentos mais prazerosos que temos, pois nele nos vemos livres da tensão da responsabilidade, aliviados das obrigações e da sobrecarga. Esse momento costuma ser um tempo de descanso, de dar férias a si mesmo, de autogratificação. Afinal, depois de tanto trabalho, seria justo termos um momento assim.

Contudo, o momento da missão cumprida, ainda que curto, é um dos períodos de maior perigo em nossa caminhada. Pois, por entendermos que esse é um tempo de descanso, reduzimos nossa atenção, cedemos à distração e corrermos o sério risco de baixar a nossa guarda, mesmo estando em uma guerra constante: a guerra contra o pecado (Hb. 12:14).

Por isso, necessitamos observar a advertência que Paulo nos faz: “Não durmamos como os demais, mas estejamos atentos e sejamos sóbrios … Nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo a couraça da fé e do amor e o capacete da esperança da salvação” (I Ts. 5:6-8). Em outras palavras, não deixemos que o descanso, o sono, as distrações, retirem de nós a consciência de que estamos em guerra espiritual. É preciso vigiar constantemente, pois enquanto estivermos nesta vida, não teremos dia para tirar nossa armadura (Ef. 6:10-18).

Só assim, com vigilância e oração, poderemos dizer como Paulo ao fim de sua vida: “combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda” (II Tm. 4:7-8).

Fique atento, se fortaleça em Deus, e assim receberá a recompensa que Ele tem para você.

Em Cristo,

Anderson Paz
Twitter: @andersonpaz
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Casamento: um campo a semear (parte 1)

27 jul

Casamento: um campo a semear

25 jul

Reino de Deus… Reino dos céus… onde está isso?

23 jul

Uma simples leitura dos Evangelhos já é o suficiente para vermos que o Reino de Deus, ou o Reino dos Céus, é o tema central da mensagem de Jesus. Antes mesmo de Jesus começar seu ministério, João Batista já anunciava: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt. 3:2). Desde que saiu de sua tentação no deserto “começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mt. 4:17). E assim pregou ao longo do seu ministério (Mt. 9:36). Enviou seus discípulos a fazer o mesmo: “… dizendo: É chegado o reino dos céus” (Mt. 10:7). Sua vontade era a de que o Reino fosse pregado a todas as nações (Mt.24:14).

Já que o Reino é um tema fundamental, torna-se indispensável entendê-lo. O Reino não é um lugar, nem mesmo é o céu. Se fosse o céu, não faria sentido a afirmação de Paulo de que nós já saímos do império das trevas e fomos transportados para esse Reino (Cl. 1:13). Se o Reino é o céu, também não faria sentido a declaração de Jesus em Luc. 17:21,21 – “Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós”. Sendo assim, o que seria o Reino?

Ora, um reino se refere ao espaço em que a vontade de um rei é cumprida. Quando não há um rei governando, não há reino. Assim, o Reino de Deus está onde a vontade de Deus é feita. Por isso esse Reino está em pessoas, naqueles que fazem a vontade de Deus. Sendo assim, Jesus ensinou a orar: “Venha o teu Reino e seja feita a Tua vontade, assim da terra como no céu”. No céu a vontade de Deus é absoluta, e assim deve ser entre nós.

Haverá um momento em que o Reino de Deus será estabelecido em toda a sua plenitude, mas ele já é uma realidade hoje em cada coração que decide fazer a vontade de Deus, negando a si mesmo, tomando sua cruz e seguindo a Jesus.

Portanto, buscar o Reino não é viver esperando o céu, mas é fazer a vontade de Deus aqui. Como disse Jesus, “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt. 7:21). Que façamos do Reino de Deus nossa busca de cada dia.

Anderson Paz
Twitter: @andersonpaz
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Mais do que doar a medula

20 jul

“Hoje estou a algumas horas do procedimento de extração de parte da minha medula óssea. Decidi que escreveria algumas palavras para você mesmo sem saber exatamente de quem se trata.” (trecho de uma carta destinada a alguém ainda desconhecido a quem doei parte da medula óssea no dia 27/06/2012)

Como você leu, recentemente passei por um procedimento que me levou a refletir sobre diversos temas. Este será o primeiro post baseado nos insights que tive durante esse processo marcante. Mas antes, uma rápida explicação acerca do procedimento de doação de medula.

“Quando se fala de transplante de medula óssea, estamos nos referindo a um procedimento clínico que possibilita retirar parte da medula alojada na cavidade interna de vários ossos, aquela parte que no esqueleto dos bovinos, por exemplo, chamamos de tutano. A medula óssea é formada por tecido gorduroso no qual são fabricados os elementos figurados do sangue: hemácias ou glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.” (fonte: Drauzio Varella)

Pelo que pude compreender a medula é responsável pela produção do sangue. E partindo do pensamento que sangue representa vida, pude refletir que nessa situação alguém necessitava da transmissão de vida que está em mim para sobreviver. Ainda que soe pretensioso, essa é a verdade. Não acredito que eu esteja exagerando. E é aqui que gostaria de estender este insight para algo que envolve você.

Jesus nos ordenou fazer discípulos de todas as nações, ensinando-os a guardar tudo que Ele nos mandou (Mt 28:19,20). Tenho aprendido com irmãos mais experientes na fé que isso se trata de transmissão de vida. É mostrar através da vida prática um modelo que outras pessoas possam imitar. Viver de maneira que outros vejam em nós a referência para viver igual a Cristo.

Comecei este post com uma carta escrita para alguém a quem doei um pouco de minha medula. E espero sinceramente que ao ler estas linhas, você meu caro amigo, pense que alguém necessita da vida que pode ser transmitida por você. Mas, para isso acontecer você precisa se dispor. Seja para doar parte da sua medula óssea, ou mesmo sua própria vida.

Que o modelo de Jesus que doou toda a sua vida e derramou todo seu sangue se destaque cada vez mais em nossos dias. Mais do que apenas discursos, as pessoas ao nosso redor precisam de verdadeiros manuais de instrução vivos. Que sejamos nós, estes que vão atender à necessidade ao nosso redor por transfusão de vida (para usar as palavras de Samuel Bello em vídeo postado recentemente). E que muitos por meio disso possam viver da forma que agrada a Jesus.

Filipe Flexa
Twitter: @FilipeFlexa
Facebook: https://www.facebook.com/filipe.flexa

(*Para maiores informações sobre doação de medula acesse este link: http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=64 )

Boas notícias em 7 minutos

18 jul

Preciso de paz!

16 jul

Buscar a paz com todos não é uma opção na vida de um cristão, mas um mandamento do Senhor. A carta aos Hebreus deixa isto claro: “Esforcem-se para viver em paz com todos” (Hb. 12:14). A falta de paz em qualquer relacionamento só pode existir, se após várias tentativas para alcançá-la não tivermos êxito. É por isso que Paulo nos diz: “Façam todo o possível para viver em paz com todos” (Rm. 12:18).

Há ocasiões nas quais nos conformamos com pensamento de que a paz não está ao nosso alcance. Mas por este ser um pensamento confortável e tendencioso, torna-se necessário avaliarmos com profundidade se realmente falhamos em todas as tentativas para alcançar a paz. Se fizermos cuidadosamente essa avaliação, constataremos que muitas vezes estamos longe de fazer o mínimo para viver em paz com todos. Diante disso, fica uma pergunta: O que está ao meu alcance para ter paz com todos?

Essa pergunta é respondida por Jesus, quando ele nos diz: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mt. 5:39-44). Paulo também nos diz: “Abençoem aqueles que os perseguem; abençoem, e não os amaldiçoem. Não retribuam a ninguém mal por mal. … Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber” (Rm. 14-20).

Tanto Jesus quanto Paulo nos apresentam o esforço mínimo que devemos fazer para viver em paz. Se não nos esforçamos, não podemos dizer que fizemos de tudo para ter paz com todos. E ainda não se pode dizer que todas as possibilidades se esgotaram.

Infelizmente, grande parte de nós, além de não estar disposta a fazer “todo o possível para viver em paz” (Rm. 12:18), tenta compensar essa falta com atitudes que só produzem uma “paz” aparente, falsa, enganadora. Tentamos viver em paz por meio de uma postura de não falar a Verdade, não reprovar o pecado, não confrontar o erro. E assim criamos uma ilusão, nos enganamos, pois a paz que não se sustenta pela Verdade, é mera conveniência, sustentada pelo medo de perder. Perder a amizade, o carinho, a admiração ou o respeito do outro.

Quando decidimos seguir Jesus, decidimos andar como Ele andou. Por isso nosso alvo é imitar sua mansidão, a ponto de não retribuir o mal com mal, mas vencer o mal com o bem, e também imitar sua firmeza e coragem para nunca negociar com a Verdade. Isso pode nos custar caro. Mas o Senhor nunca escondeu o preço de segui-lo. Que tenhamos a mansidão e a firmeza de Jesus em nosso dia a dia, para assim alcançarmos o sentido e o propósito de nossa vida: glorificar a Deus, expressando o caráter de Cristo.

Anderson Paz - https://www.facebook.com/andersonpaz1986

e Equipe Conexão Eclésia - https://www.facebook.com/conexaoeclesia

Gente sem graça

13 jul

O autor da carta aos Hebreus nos faz uma advertência interessante: “Ninguém se prive da graça de Deus” (Hb. 12:15). Ora, se a graça de Deus é um favor imerecido, como uma pessoa pode ser excluída desse favor?

Somos excluídos quando permitimos que os canais por onde a graça nos alcança fiquem obstruídos. E este mesmo versículo da carta aos Hebreus mostra algo que pode impedir o alcance da graça: “que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem” (Hb. 12:15). Ao falar sobre a amargura, a carta aos Hebreus está nos ensinando sobre o cuidado que devemos ter com os nossos relacionamentos, pois problemas que envolvem pessoas podem obstruir os canais da graça.

No Novo Testamento, Jesus nos ensina que a reconciliação com nossos irmãos é mais importante do que qualquer oferta que possamos apresentar a Deus (Mt. 5:23,24). Nossos relacionamentos são tão importantes que nossos pedidos de perdão ao Pai são sustentados pelo fato de que também perdoamos a quem nos ofende (Mt. 6:12). E é por isso que o apóstolo João nos diz que o amor de Deus não pode permanecer em quem fecha o coração para o seu irmão (I Jo. 3:17).

Portanto, somos privados da graça de Deus quando não agimos conforme a graça que recebemos. Ao fecharmos nosso coração impedimos que a graça passe por nós e seja repartida com outros. Deus não nos concede seu favor imerecido para que este favor se esgote em nós mesmos, mas para que, ao passar por nós, alcance outras pessoas. Não se pode esperar graça sem transmiti-la, desejar perdão sem perdoar, querer o bem sem semeá-lo. Os canais por onde a graça nos alcança se mantêm abertos quando decidimos ser canais por onde ela atinge outros.

Precisamos avaliar nossos corações a cada dia para arrancarmos tudo o que pode nos privar da graça. Em nós não pode haver qualquer espaço para a amargura, a falta de perdão, ou problemas mal resolvidos com nossos irmãos. Guarde o seu coração para que nunca haja espaço para essas situações, mas se elas já estão dentro de você, decida hoje arrancá-las por meio do arrependimento e do perdão. Só assim você poderá desfrutar de tudo o que Deus preparou para sua vida.

Em Cristo,

Anderson Paz
Twitter: @andersonpaz
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Talento é dinheiro

9 jul

Acredito que muitos dos nossos medos surgem da crença de que nosso êxito depende unicamente de nós mesmos. E por crermos nisso, quando nos sentimos insuficientes e incapazes para cumprir certa missão e responsabilidade, costumamos fugir. Cheguei a essa conclusão ao observar os meus próprios medos, o de pessoas próximas a mim, e ao ler as Escrituras, especialmente a Parábola dos Talentos.

A parábola dos talentos é um dos mais conhecidos discursos de Jesus. Nela, um senhor antes de viajar distribui certos valores (talentos) a três de seus servos. A um ele entrega 5 talentos, a outros 2 e a outro 1. Ao fim de sua jornada, retorna e pede relatório de seus servos. Dois deles haviam multiplicado os valores que lhes foram entregues. Mas o que recebeu 1 nada multiplicou, alegando que, por saber que seu senhor era homem severo, teve medo e escondeu.

Ora, apesar de muito conhecida, nem todos colocam a devida atenção na repreensão dada pelo senhor àquele servo: “Então você devia ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros” (Mt. 25:27). O Senhor não repreendeu a incompetência ou a incapacidade daquele servo. Não denunciou sua falta de habilidade ou de força. O senhor tão somente o repreendeu por não contar com o trabalho daqueles que tem mais experiência em negociar e lucrar.

Embora muitas coisas dependam apenas de nós mesmos, na vida cristã precisamos contar uns com os outros. O êxito não é alcançado sozinho. Devemos contar com a ajuda dos banqueiros, ou seja, de gente que tem experiência, vivência, prática, que poderá nos ajudar a cumprir aquilo que Deus quer de nós. Muitos dos que são escravos do medo conduzem suas vidas e ministérios como se o êxito dependesse apenas de si mesmos e, por orgulho, não recebem os instrumentos que Deus coloca para o seu crescimento. Sou grato a Deus por ter colocado banqueiros à nossa disposição. E espero que nenhum de nós seja repreendido pelo Senhor por não contar com eles. Além disso, desejo que cada um seja um banqueiro pra outros, a fim de alcançarmos a vontade de Deus. Que cada um de nós aprenda a contar com o apoio de nossos irmãos, e também a doar a nós mesmos no serviço.

 

Em Cristo,

Anderson Paz
Twitter: @andersonpaz
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