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Enquanto isso, no planeta dos macacos…

13 mai

Planeta dos macacos

Há pouco mais de 2 anos, enquanto aguardava no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro um voo para Santiago do Chile, conversava sobre aviões com um dos meus irmãos. Em meio a essa conversa, eu lhe falava sobre como é impressionante o fato de que nós, seres humanos, somos capazes de cruzar o continente através de aviões, enquanto que a espécie animal que estaria mais próxima de nós em grau evolutivo ainda está pulando de galho em galho. Às vezes me parece que perdemos a capacidade de admirar os feitos da raça humana, e perceber o imenso abismo que nos distingue das outras espécies.

Nós inventamos a roda. Começamos a utilizar animais como meio de locomoção. Inventamos a carroça, o automóvel, o trem-bala. Aprendemos a cruzar os mares e oceanos. Criamos o barco, o navio, o submarino. Aprendemos a cruzar o céu. Inventamos o helicóptero, o avião, o jato. Chegamos ao ponto de sair do planeta por meio de foguetes e ônibus espaciais. Enquanto isso, os macacos…

Assim que cheguei ao Chile, fiz uma ligação para minha família no Rio de Janeiro. Fico admirado com nossa capacidade de comunicação à distância. Criamos alfabetos, começamos a escrever cartas. Inventamos o telégrafo, o telefone, o aparelho celular, o rádio, a televisão, a internet. Enquanto isso, os macacos…

Ainda nas cavernas, começamos a fazer pinturas. Daí em diante, nossas habilidades nessa área se desenvolveram. Hoje algumas de nossas pinturas se encontram em museus e exposições de artes. Começamos a fazer esculturas, poesia, música, literatura, teatro, cinema. Enquanto isso, os macacos…

Nos dedicamos ao conhecimento. Estudamos o homem sob diferentes perspectivas (antropologia biológica e cultural), o corpo humano (anatomia, fisiologia etc..), a mente humana (psicologia), a sociedade humana (sociologia), o pensamento humano (filosofia). Desenvolvemos a medicina. Pesquisamos sobre a vida em geral (biologia). Estudamos os animais (zoologia) e as plantas (botânica). Desenvolvemos ciências como a física, a química, a matemática, a astronomia. Enquanto isso, os macacos…

Por mais que haja semelhança entre o homem e o macaco, a tal ponto que há quem suponha que ambas as espécies descendem de um antepassado em comum, o que me surpreende e me deixa fascinado é o fato que, apesar de tais semelhanças, há uma diferença abismal entre essas espécies.

De fato, o ser humano é singular e é certo que poderíamos falar muito mais sobre a capacidade humana. Contudo, tudo isso deveria nos fazer perceber que o homem não é admirável por si só, pois somos simples e reduzidos reflexos dAquele que disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn. 1:26). Portanto, ao contemplarmos a capacidade humana, deveríamos encher os nossos corações de admiração por Deus, nosso criador. E nossa busca de todos os dias deve ser sempre pela glória de Deus, “pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém” (Rm. 11:36).

Em Cristo,

Anderson Paz 
Twitter: @andersonpaz
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Um coração que procura obedecer

10 mai

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Quando recebemos o Espírito Santo, recebemos também um grande desejo de agradar a Deus, que é seguido por uma atitude concreta de obediência. Quem quer agradar a Deus, busca todas as maneiras que estão a sua disposição para obedecer. O reconhecimento de que Aquele a quem adoramos é digno, nos impele a desejar conhecer seus desejos, aquilo que está em seu coração.

Em contrapartida, quando não desejamos obedecer a Deus, nossa vida se torna apática e negligente. Há um tempo, passei por uma fase de apatia espiritual, que se refletiu em várias áreas de minha vida. A conversa com Deus era pouca, e a alegria também. O desejo por obedece-lO não queimava em meu coração. O esquecimento de quem Ele é e do que havia feito por mim, predominou em meu ser. Posso dizer que muito do que já havia sido prática em minha vida simplesmente parecia ter “sumido” de dentro de mim. Quando comecei a retonar a Deus, Ele começou a mostrar muitos mandamentos que haviam se perdido e o quanto eu O havia deixado. Essa situação se assemelhava à dos reis de Israel que abandonavam ao Senhor. A Bíblia se refere a estes, como os que “se esqueceram do Senhor”. Mas, alguém pode pensar: “Como é possível alguém se esquecer de Deus?”

Começamos a esquecer Deus quando negligenciamos buscar obedecer aos mandamentos. Quando digo buscar, digo realmente procurar, investigar, estudar. Este inclusive era um dos deveres dos reis de Israel, lerem toda a lei para que pudessem cumpri-la. E, podemos ver que, todos os reis que se esqueceram do Senhor, se esqueceram da lei do Senhor. Tudo começa com o abandono da obediência, com a negligência em buscar saber na Palavra, de todo coração, aquilo que é Sua vontade para nós. Porque sabemos que todo o que busca ao Senhor, O encontra (Jr.29.13).

Somos completamente responsáveis por nossa busca pelo Senhor. Ele pode colocar em nós uma inspiração por obedece-lo, por segui-lO. Assim como Jesus fazia: Vem e me segue. Mas, se não o obedecermos em buscá-LO, somos indesculpáveis. Deus não precisa fazer ‘shows’ pirotécnicos e algo sobrenatural para que o façamos. A própria natureza revela, inclusive, a toda a raça humana, quem Deus é. Por isso, em Romanos, Paulo diz que toda criatura é indesculpável diante de Deus. Porque, a medida que os atributos de Deus, como sua criação, são revelados ao homem, e se este não corresponder, certamente será ‘cobrado’ disto.

Que possamos buscar de todo coração satisfazer ao coração de Deus, obedecendo-O. Que não utilizemos a ignorância ou o esquecimento de um texto da Bíblia como desculpa para não obedecermos e continuarmos pecando. Pois, no último dia, estas respostas certamente não serão aceitas por nosso Senhor. Não poderemos dizer a Ele que nos esquecemos de certo mandamento. A Palavra está aí, à disposição, assim como o Espírito de Deus, assim como irmãos mais maduros na fé, que já venceram o maligno(1 Jo 2.14) em muitas áreas de suas vidas. Não temos desculpas se não conhecemos intimamente a Deus. Que nossa oração e atitude sejam de buscarmos, de verdade, de todo coração.

Ana Carolina de Assis Brum Pires
Twitter: @AnaCBrum
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Um princípio eterno: obediência
- O que sustenta a obediência?
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Um caminho seguro para o inferno

3 mai

MASCARA

Sobre tudo o que deve guardar, devemos guardar o nosso coração (Pv. 4:23). Contudo, muitos de nós estão mais preocupados em guardar a própria imagem do que o seu coração. Trabalham para deixar a imagem impecável diante dos homens, mas deixam o coração em ruinas e a consciência ferida por causa do pecado dissimulado. Por não terem cuidado com o coração, se tornam sepulcros caiados, bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície (Mt. 23:27). A dissimulação pode ser um abrigo seguro para a imagem, mas destrói o coração.

Acerca disso, John Owen escreveu: “Quando um indivíduo, por alguns aspectos externos, deixa de lado a prática de algum pecado, as pessoas talvez o considerem transformado. Deus sabe que ele acrescentou à sua iniquidade anterior a hipocrisia maldita e que entrou num caminho mais certo para o inferno do que aquele que antes trilhava. Conseguiu um coração diferente do que tinha, mais astuto, mas não um coração novo, mais santo” 1.

A perdição é a única garantia dada pela hipocrisia. Ela é um caminho seguro para o inferno. Mas, o caminho realmente seguro para a Vida é o caminho da luz, da verdade, da transparência. É por isso que João no diz: “Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (I Jo. 1:7). E Tiago nos ensina: “confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados” (Tg. 5:16).

Em Cristo,

Anderson Paz 
Twitter: @andersonpaz
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John Owen. A mortificação do pecado. Editora Vida, p. 71

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Vida cristã levada a sério
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Um princípio eterno: obediência

29 abr

biblia aberta

Recentemente, vi uma entrevista de uma psicóloga que se encontrava indignada com a forma como muitos pais lidam com a desobediência de seus filhos. Ela se referia a algo muito comum hoje: pais com medo de se impor como autoridade, dizendo que não querem mandar em seus filhos, e sim, que querem ser amigos deles. Ela falava da grande oposição que muitos fazem entre a amizade e a obediência. Mostrava como as crianças estavam com dificuldades em respeitar ao professor em sala, devido à falta de limites e respeito aos mais velhos e às autoridades em geral.

De fato, autoridade e obediência se tornaram temas muito difíceis de serem abordados hoje em dia. Nossa visão sobre esses assuntos está muito distorcida pelo mundo. Mas é necessário observar que para Jesus a obediência é algo indispensável e inegociável. Ele disse aos seus discípulos: “Vocês serão meus amigos, se me obedecerem”.

Jesus era Senhor e amigo. Isso não significava que Ele não requeria total obediência. Até em nossa amizade com Jesus é indispensável a obediência.

Ao olharmos para a história de Israel, vemos na vida do rei Saul alguém que perdeu completamente o senso de obediência. Ele, sendo Rei, desobedeceu a uma ordem dada pelo sacerdote Samuel. Achou melhor fazer o que, em sua concepção, seria mais prático na ocasião. Saul tinha uma palavra clara: deveria esperar a chegada de Samuel para oferecer o sacrifício. Ora, Samuel demorou a chegar, e Saul “se convenceu” de que precisava oferecer o holocausto, para que o povo não se dispersasse (1 Sm 13.12). Aos olhos de Saul isso poderia ser uma justificativa piedosa e nobre. Mas, em outras palavras, Saul estava acusando a Samuel de ter se atrasado, ao invés de olhar para sua própria desobediência à Palavra. O suposto “atraso” de Samuel não fez com que Deus invalidasse um princípio. Os aparentes “erros” dos outros não nos isenta de obedecer incondicionalmente à Palavra de Deus.

Naquela ocasião, Saul começou a se ver na mesma função de Samuel. Já não se enxergava como alguém que devia obediência ao sacerdote. E é exatamente isso que pode mover alguém a não obedecer. A confusão que surge por não entendermos nosso papel nos faz esquecer da obediência.

Mas quando olhamos para a vida do rei Davi, o sucessor de Saul, vemos seu zelo em honrar às autoridades. Será por acaso que Deus escolheu Davi para ser Rei? Alguém pôs uma arma em sua cabeça obrigando-o a obedecer a Saul em toda situação difícil que passou? Certamente não. Mas, Davi conhecia os princípios pelos quais Deus age. Por isso, Deus o chamou de homem segundo o Seu coração. Penso que nos tempos de hoje, poucos se submeteriam a passar pelo que Davi passou com seu líder Saul. É claro que todo mal que Saul causou a Davi foi injustificável, agindo como um líder louco. Mas, é certo também que há poucos corações como o de Davi, que sabia que, acima de Saul, reinava o Senhor sobre Israel.

Tenho consciência da dificuldade que é para nossas mentes pós-modernas viver uma palavra como essa. Mas, a essência que permanece é que a Palavra de Deus não mudou e que Deus não mudou seus princípios. Por isso, precisamos ainda hoje reconhecer: O Senhor reina sobre nós e reina sobre os que nos governam. E eu, escolho obedecer.

Ana Carolina de Assis Brum Pires
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Um coração que procura obedecer

Tão crente quanto um demônio

26 abr

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Em certa ocasião, Jesus perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” (Mt. 16:13). As respostas foram diversas: “uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas”( Mt. 16:14). De fato, poucos sabiam quem era Jesus. Só por meio de uma revelação alguém poderia dizer como Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt. 16:16).

Mas, sugiro a você que pense na seguinte situação: Qual seria a resposta se Jesus, ao invés de direcionar sua pergunta aos homens, a fizesse aos demônios? Como responderiam a pergunta: “Quem dizem os demônios ser o Filho do homem?”

Ao olharmos para as Escrituras, veremos que os demônios nem mesmo precisariam ser perguntados, pois eles têm clareza sobre quem é Jesus. Certa vez, na cidade de Gadara, um homem possuído por uma legião de demônios foi até Jesus, se prostrou, e sem que ninguém perguntasse nada, os demônios começaram a falar: “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes” (Lc. 8:28). Aqueles demônios tinham certeza de quem era Jesus, e não tinham as dúvidas que permeavam os corações dos homens. Em outras palavras, aqueles espíritos imundos tinham mais fé do que muitos homens.

Os demônios creem. Essa afirmação não deveria nos surpreender. Afinal, Tiago já nos disse: “Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios creem — e tremem!¨ (Tg. 2:19)

Mas, apesar de crerem, sabemos que a fé dos demônios não pode salvá-los. E, segundo Tiago, o que difere a fé de um demônio da fé salvadora são as obras. A fé salvadora produz obras, resulta em obediência a Deus. Ela não consiste na simples admissão de fatos bíblicos como verdadeiros, mas sim numa confiança em Deus que deságua na obediência. Ou seja, sem obediência a Deus, uma pessoa pode até crer nas doutrinas certas, mas ainda é tão crente quanto um demônio.

A fé sem obras é morta, e nada pode fazer por aqueles que se fundamentam nela. Por isso, precisamos a cada dia crescer na confiança em Deus, e expressar isso por meio da obediência. Sempre vale a pena obedecer ao Senhor e entregar nossas vidas aos cuidados do Deus de Amor. Certamente essa é a melhor decisão que se pode tomar, e a única que dá sentido às nossas vidas.

Em Cristo,

Anderson Paz 
Twitter: @andersonpaz
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Que fé é essa?

 

Quando o pecado é entretenimento

19 abr

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Recentemente li a seguinte frase, atribuída a A. W. Tozer: “A fraqueza dos cristãos modernos é que eles se sentem à vontade no mundo”. Realmente, precisamos concordar que há algo de errado quando um cristão se sente à vontade no mundo. Ou seja, quando o estilo de vida, os valores deste mundo não lhe causam estranheza, desconforto, incômodo. As ambições e sonhos deste mundo não deveriam nos guiar, pois nossa pátria não é daqui, mas é dos céus. Nós, que já ressuscitamos com Cristo, deveríamos pensar nas coisas que são do alto, e não das que são daqui. Mas, infelizmente, precisamos admitir que muitos de nós estamos muito contaminados com os valores desse mundo e nem sabemos o quanto.

Precisamos ser limpos. Algumas sujeiras do mundo em nós são de difícil identificação. Contudo, há situações em que a sujeira fica clara, evidente. Tão evidente quanto um lixão. Ou seja, existem situações em que não se pode negar que o lixo está em nós.

A sujeira do mundo em nós se torna evidente quando, por exemplo, não nos afligimos com o pecado que nos rodeia, quando a iniquidade vai se tornando normal. Precisamos lembrar da razão pela qual Ló escapou da destruição que veio sobre a cidade em que vivia. A Bíblia destaca que Ló “habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, pelo que via e ouvia sobre as suas obras injustas” (II Pe. 2:8). Em seu coração, Ló não considerava o pecado normal.

Precisamos lembrar da visão descrita em Ezequiel 9:1-6. Nela as pessoas que suspiravam e gemiam por causa das abominações cometidas em Jerusalém eram marcadas de forma a serem guardadas do juízo que viria sobre aquela cidade.

É preocupante o fato de muitos cristão tratarem o pecado com certa naturalidade. Quantas vezes o pecado, o mal, se tornam motivos de piadas e brincadeiras? Quantas vezes rimos de situações que entristecem o Espírito Santo? Quantas vezes o pecado, exibido em filmes, novelas e programas de humor, se torna meio de entretenimento, para “espairecer a cabeça”. Temo que já estejamos tão acostumados com o mundo, que precisemos ser repreendidos pelo Senhor:

Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4:4).

Que o Espírito Santo nos limpe e santifique, e que nossos olhos e pensamentos estejam postos nas coisas do alto, pois nossa pátria é celestial.

Em Cristo

Anderson Paz 
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O mundo que não vê

12 abr

Cegueira
Gostaria de abrir o meu coração com vocês e dizer o seguinte: Alguns textos postados na internet por discípulos do Senhor Jesus me deixam triste. Às vezes fico com vontade de comentar, mas não o faço pensando que os textos são frios e eu posso ferir alguém. Por isso, quando possível escrevo aqui para ajudar meus irmãos a refletirem sobre aquilo que estão publicando, curtindo e compartilhando. Muitos textos são de ateus declarados que escrevem palavras bonitas, mas cuja essência é falsa. Costumo dizer: Palavras bonitas são como jóias, embora belas aos nossos olhos e ouvidos, algumas são falsas. São textos cheios de humanismo, de egocentrismo, em suma, mundanos.

Do mundo não pode sair nada de bom para o discípulo do Senhor Jesus. O mundo não entende as coisas do Senhor, pois é seu inimigo. Na verdade, o mundo odeia Jesus e não sabe. Detesta a cruz e não compreende. Basta assistir TV e dar conta disso. As entrevistas envolvendo os cristãos posicionados chegam a ser escandalosas.

Imagina se um destes entrevistadores mundanos entrevistasse João Batista porque soube que este CONDENOU o “falso” casamento de Herodes com sua cunhada. O que eles falariam sobre João? Quem sabe pediriam ao “deus” deste século para perdoar João Batista porque ele simplesmente não sabe o que está dizendo. Isso pra não dizer que no coração mesmo não seria diferente de  Herodias: “E Herodias o odiava, querendo matá-lo, e não podia” (Mc. 6:19).

Penso em como seria a conversa num Show destes sobre o fato de Jesus ter perdoado uma mulher que foi surpreendida num flagrante adultério. O enfoque com certeza seria no fato de Jesus não ter condenado a mulher adúltera. Mas como seria para eles explicar a frase: “Vai e não peques mais (Jo 8:11)? Como assim? Quem tem o direito de chamar esta mulher de adúltera? Mas quem disse que ela estava em pecado? Isto é uma intolerância religiosa… Ignorância… intransigência…

O que o mundo não consegue ver?

“Não pode o mundo odiar-vos, mas a mim me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más” (Jo. 7:7).

A primeira coisa que o mundo não pode ver é que ele odeia a Jesus. O mundo NÃO ODIAVA os irmãos “incrédulos de Jesus” (João 7:5), mas odiava e ainda odeia o Senhor Jesus.

Por que o mundo odeia a Jesus?

“… porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más” (Jo. 7:7).

Porque o Senhor revela suas obras más. Só por isso.

“O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo. 3:19).

Penso que se Jesus estivesse presente nesta vergonha que está sendo explorada pela mídia, envolvendo a presidência da Comissão de Direitos Humanos, ele expulsaria tanto o presidente desviado quanto os que defendem os direitos dos homens em detrimento dos direitos de Deus. Claro que isso não seria popular e talvez custasse para o Senhor uma cadeia. Sem contar é claro, que seria motivo de escândalo na mídia. Certamente Ele seria chamado de louco.

O mundo batizou de “normal” aquilo que se tornou comum, ou seja, o que a maioria ou minoria (já não estou bem certo) diz que é certo. Isso se torna normal e tudo mais é uma anormalidade, ignorância ou intolerância. Em suma, as coisas que eram erradas até outro dia, agora são boas, justas, certas e verdadeiras. Se você não concorda com o mundo ou não consegue ver como ele é porque você é um “ignorante, intransigente e intolerante”.

Mas uma coisa é certa: Deus não ficará assistindo a esta bagunça sem se manifestar em algum momento. Pode crer no que estou dizendo. Outra coisa verdadeira é que se nós andarmos como luz do mundo, manifestando o Nome de Jesus, certamente seremos odiados também.

“Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome” (Mt. 24:9).

Portanto, gostaria de fazer aqui um pedido: Antes de publicar algum texto na Internet, quer seja no Facebook ou em outro lugar, principalmente quando citar frases de famosos, certifique-se de que não está disseminando pensamentos mundanos ao invés da Palavra de Deus. Lembre-se: As palavras são sementes.

No amor do Senhor Jesus,

Sérgio Franco ><>
Twitter: @francoamd7
Facebook: https://www.facebook.com/sergio.franco.servolivre

“Quero minha casa!”

8 abr

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Paulo não tinha dúvida alguma de que o Deus que fez os céus e a terra, apesar de não ser contido por nada, tem uma Casa. Aliás, essa casa é bem diferente de todas as demais, posto que não é construída por homens, pois “o Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas” (At. 17:24). Nos tempos atuais, alguém poderia cogitar que essa Casa, já que não é feita por homens,  poderia ser construída por robôs, mas não é. Pessoas são a matéria-prima dessa Casa, o material de construção. Pedro afirma que a Casa de Deus não é um edifício feito de tijolos ou pedras, mas é edificado com pedras vivas (I Pe. 2:5). Essa casa de pedras vivas Paulo chama de Igreja (I Tm. 3:15). E acerca dessa casa, o próprio Jesus disse:“Edificarei a minha Igreja” (Mt. 16:18).

Deus tem uma Casa, que é tanto o coração de cada pessoa que obedece as palavras de Jesus (Jo. 14:21-23) como também a própria comunidade dessas pessoas, posto que o próprio Jesus disse: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt. 18:20). Pedro destaca que, do Santuário de Deus, cada um de nós é uma pedra viva, que precisa estar edificada. E Paulo ensina que nós estamos sendo juntamente edificados para habitação de Deus no Espírito (Ef. 2:22).

Ao mesmo tempo que devemos crer que Deus habita em cada um de nós, precisamos também entender  o que significa ser uma pedra viva edificada na Casa de Deus e o que é ser juntamente edificado para habitação de Deus. Sobre esse tema, quero recomendar um trecho do livro Plenitude, de Sérgio R. Franco:

Existe uma diferença muito grande entre uma pilha de tijolos e uma parede edificada. Desta diferença pode se fazer uma analogia entre a igreja sem vínculos e a igreja edificada através do companheirismo e do discipulado. Imagine você que um homem guardava um monte com mil tijolos enquanto seu amigo tomava conta de uma parede edificada com mais de dez mil tijolos. Numa determinada noite, um ladrão resolveu fazer uma visita aos dois amigos. Da pilha de tijolos ele tirou uns vinte tijolos e da parede edificada roubou apenas um tijolo. Na manhã seguinte os dois amigos foram checar seus tijolos. Qual deles você julga que deu falta dos tijolos? O homem que cuidava da pilha com cerca de um milheiro ou o seu amigo que guardava a parede com dez mil tijolos edificados?” Pg. 86

As palavras do Franco são reflexos das orientações do autor da carta aos Hebreus: “nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado” (Hb. 3:12-14) e “não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb. 10:25).

O convívio com a igreja nos oferece a exortação necessária para que não sejamos endurecidos pelo pecado e a admoestação que nos prepara para o Dia do Senhor. Portanto, viva no meio da Igreja, encontrando o tesouro que nela está presente.

Em Cristo,

Anderson Paz 
Twitter: @andersonpaz
Facebook: https://www.facebook.com/andersonpaz1986

Um coração guardado, sem ressentimentos

5 abr

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Ressentimento é, basicamente, sentir a mesma coisa de novo. Ocorre quando eu passo por uma situação desagradável, ouço ou recebo algo, e, ao invés de perdoar, passar por cima sem considerar como algo importante, penso e medito naquilo sem colocar diante de Deus.

Aquele simples pensamento passa a ser uma fonte de mágoa que se transforma em amargura com raízes que geram frutos e contaminam o ambiente e as pessoas ao meu redor. Depois disso estabelece-se uma fortaleza no meu interior na qual me isolo e de onde olho desconfiado para todas as pessoas.

Tudo porque não me guardei de sentir de novo, de refletir nos fatos sem a cobertura do Espírito Santo.

O santo remédio para isso é chamado na Bíblia de perdão.

Devo me armar, enquanto estiver vivendo em congregação formada por gente, de um coração perdoador que me fará perdoar antecipadamente as faltas dos irmãos (se houverem, pois algumas delas são somente a minha interpretação das coisas).

Não posso permitir que os meus passos sigam o meu coração contaminado pela mágoa, embriagado pelas riquezas desse mundo, corrompido pela imundície do pecado, enganado pela falsa doutrina, soberbo por aquilo que pensa que sabe, altivo por aquilo que acha que tem.

Preciso trazer o meu coração diante do Pai das luzes e, diante dele dizer: – Senhor, tu sabes que tenho o coração perfeito diante de Ti!

Preciso guardar o meu coração livre e incontaminado diante desse mundo louco e pervertido.

Ele não deve ser produtor de invejas, maledicências, homicídios, enganos, fraudes, etc.

O meu coração precisa ser fonte de vida. Ele vai ser!

As pessoas que se aproximarem de mim vão receber da vida de Deus que estará jorrando dessa fonte. O que brotar de mim vai saltar para a vida eterna.

O meu coração vai ser uma ferramenta nas mãos do Espírito Santo para que Ele sinta compaixão através de mim. Que Ele ame por mim. Que ele hospede em mim. Que Ele se derrame para as pessoas tendo a mim como canal limpo e incontaminado, sempre, em todo o tempo.

E eu vou habitar para sempre na presença do Senhor.

Jamê Nobre
Extraído e adaptado do site Servindo com a Palavra.

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Um projeto em execução

1 abr

ImagemCristo não é como o homem que se propôs edificar uma torre e, por não haver calculado corretamente os recursos necessários, não a pode terminar, o que ocasionou que as pessoas se pusessem a zombar deste homem dizendo “começou a edificar, mas não conseguiu terminar” (Lc. 1:28-30). Em Cristo notamos todo o contrário: Deus se propôs desde a fundação do mundo a ter uma igreja gloriosa e santa, uma família de muito filhos parecidos com Jesus. Cristo calculou muito bem o custo (que foi altíssimo) e o pagou completamente na cruz. Quando gritou do alto da cruz: “está consumado”, foi porque pagou o preço em sua totalidade. Cristo amou a igreja e se entregou por ela para santificá-la.

Hoje Jesus conta com todos os recursos necessários para edificar uma igreja gloriosa, a que o Pai sonhou na eternidade. Ele tem toda a autoridade no céu e na terra, todos os dons, todos os ministérios, o Espírito Santo, a Palavra, e a determinação de cumprir o plano do Pai segundo o seu projeto eterno. Aleluia!

Cristo o fará! Ele edificará a sua igreja. Não qualquer tipo de igreja, mas aquela que será “uma”. Acabar-se-ão todas as divisões aqui na terra. Será santa. Se acabará a mediocridade, a carnalidade, o mundanismo. Deixaremos de ser crianças e alcançaremos a estatura espiritual de Cristo. Seremos cheios de toda plenitude de Deus. A oração de Cristo em João 17 será plenamente respondida pelo Pai. Todos serão um, seremos santos e o mundo crerá que Jesus é verdadeiramente o filho de Deus.

Jorge Himitian
Texto extraído do livro “O Projeto do Eterno
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