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O que é e o que não é igreja?

13 jul

templo no monte

Deus tem um projeto desde antes que o mundo fosse mundo. Ainda que pareça mentira, esse eterno projeto de Deus pode se resumir em uma só palavra: “Igreja” Mas o que é e o que não é a igreja? Aqui te damos algumas definições para que tenha uma ideia.

#Não é um edifício material

A igreja não é o edifício aonde nos reunimos. A igreja é composta por pessoas. Mitos costumam dizer: “Vou para a igreja”. Contudo, é um erro. Nós não vamos para a igreja, nós somos a igreja.É hora de corrigir o nosso vocabulário e falar segundo a palavra de Deus. A bíblia nunca chama “igreja” a um edifício. Tampouco se trata de uma instituição jurídica nem de uma denominação.

A igreja é a família de Deus, e toma sua identidade do único pai, que é Deus. Paulo disse:

“O pai de nosso Senhor Jesus Cristo, de quem toma o nome toda família nos céus e na terra” (Efésios 3:14b-15)

#Não é a hierarquia de uma instituição

Muitas vezes a mídia, ao referir-se ao que declara a hierarquia da igreja sobre determinado tema específico, dizem: “a igreja” declara essa ou aquela coisa. Contudo, a igreja não é o clero; a igreja é o povo de Deus. A igreja é formada por todos aqueles que estão em Cristo.

#Não é uma congregação

Ainda que a igreja se congregue com regularidade – e está correto que o faça – Contudo a igreja não é uma congregação. São poucas as horas da semana em que estamos reunidos. A maior parte do tempo estamos “descongregados”. Por acaso deixamos de ser igreja quando não estamos reunidos? Somos igreja as 24 horas do dia, e todos os dias da semana. Na segunda, na terça… a igreja está na faculdade, na escola, e no escritório, na oficina, no campo, na fábrica, na cozinha, no quarto. Seguimos sendo igreja as 24 horas do dia. Deus não sonhou antes da fundação do mundo com uma reunião, e sim conosco, sua família, sua igreja. Se sucede o mesmo com a família humana, quando nos dispersamos em nossas atividades cotidianas não deixamos de ser família. Somos família o tempo todo.

#A Igreja é o “plano A” de Deus

A igreja não nasceu na mente de Deus há 2000 anos atrás quando Jesus veio ao mundo. E ainda que logo no capítulo 16 de Mateus Jesus fala pela primeira vez da igreja, ela esteve na mente e no coração de Deus desde os séculos eternos, desde antes da fundação do mundo. E digo mais: a igreja não é o “plano B” de Deus  por causa da queda do homem. A igreja é o “plano A” de Deus desde antes de existirem os homens ou os demônios. A queda foi um desvio, um atentado contra o projeto eterno de Deus. E a redenção foi o retorno de todo o plano original.

#A igreja é o projeto eterno de Deus

É a família que Deus projetou ter segundo seu beneplácito, segundo seu designo eterno, segundo o puro afeto de sua vontade, segundo as abundantes riquezas de sua graça desde tempos remotos. O pecado só conseguiu revelar a imensidão da graça de Deus. A criação do universo, a do homem e da mulher, a instituição do casamento, a capacidade de procriar, a encarnação do verbo, o sacrifício redentor de Cristo, sua ressurreição, sua exaltação a destra do Pai, a vinda do Espírito, os dons, os ministérios, a palavra de Deus, o kerygma, a didaké, tudo está em uma mesma linha e aponta a um mesmo objetivo: A realização do projeto eterno de Deus. Tudo é para que a igreja surja, seja edificada, construída, e que o plano eterno de Deus se cumpra definitivamente. Não nos casamos para nós mesmos, não temos filhos para nós mesmos, não trabalhamos para nós mesmos, não jejuamos para nós mesmos, não oramos para nós mesmos, não evangelizamos para nós mesmos. A bíblia diz que tudo é dEle, por Ele, e para Ele. Tudo é para cooperar com o propósito eterno de Deus: que sua família seja conforme.

Tudo que fazemos é para cooperar com o projeto eterno de Deus.

Como a nossa vida muda e como muda nossa visão das coisas?

Zacarias disse: “ todas as panelas em Jerusalém e Judá serão santas ao SENHOR dos Exércitos”. Isto significa consagrados a Deus.

  • Mulher, que fazes enquanto cozinhas?
  • Estou servindo a Deus.
  • Como servindo a Deus? Por acaso convidou os pastores para comer em sua casa?
  • Não, não vem ninguém de fora. Nessa casa estamos criando, alimentando e formando os filhos de Deus. Nossos filhos nasceram para serem filhos de Deus, de modo que ao cozinhar , limpar, trabalhar, estamos servindo ao Senhor.

Tudo que fazemos é santidade ao Senhor.

Jorge Himitian
Extraído da página do autor no Facebook.
Texto publicado originalmente em espanhol

“Nunca havia me ocorrido que minha responsabilidade como pastor era ensinar a viver”

30 jun

Jorge HimitianAs pessoas estão mal porque não sabem viver. E não sabem viver porque ninguém as ensinou. Em nossos países há escolas de todo tipo, mas lamentavelmente não há uma só escola que ensine a viver. Os primeiros responsáveis por ensinar a viver são os pais. Mas quando a família falha, cabe à igreja assumir essa responsabilidade. Jesus disse: “Vocês são a luz do mundo…” . A igreja é responsável por incluir, educar, reeducar e instruir aos que querem aprender a viver segundo a vontade de Deus. No entanto, lamentavelmente, a igreja, em geral, tem falhado em sua função de ensinar às nações a viver.

Nasci num lar evangélico. Desde criança me levaram à escola dominical e às reuniões. Em nosso bairro havia uma paróquia católica que tinha um grande campo onde se realizavam campeonatos de futebol. Eu pertencia a uma das equipes do bairro. E para que nos permitissem jogar, devíamos ir à missa no domingo. Lembro que nesse tempo — eu tinha uns 9 ou 10 anos — a primeira missa do domingo era às seis da manhã, e o templo se enchia até a metade. A segunda era às sete, e já havia um pouco mais de gente. A partir das oito e até meio dia havia missa a cada meia hora, e em cada missa o templo estava repleto. Desde as seis da tarde havia missa a cada hora até às dez da noite. Nesses anos (1950) a Igreja Católica tinha o povo argentino praticamente em suas mãos, mas lamentavelmente só lhe deu liturgias e sacramentos, mas não lhe ensinou a viver.

Quando eu tinha 15 anos me converti a Cristo, e ele mudou minha vida. Aos 24 anos me tornei pastor de uma congregação e com um grupo de jovens iniciamos evangelizando um bairro populoso da cidade de Buenos Aires. Eu havia estudado quatro anos num seminário, e quando me tornei pastor segui o costume dos demais pastores. Nunca me ocorreu que minha responsabilidade era ensinar às pessoas a viver. Assim lhes ensinava acerca da oração, do céu, da segunda vinda de Cristo, do Salmo 23. Dava-lhes devocionais, mensagens sobre a justificação pela fé, sobre a redenção e outros bons temas similares. No entanto, quando saíamos da reunião, o que haviam escutado no sermão não lhes servia para sua vida cotidiana. Não me havia ocorrido que  minha responsabilidade era ensiná-los  acerca do casamento, da criação dos filhos, do sexo. Do sexo? A igreja era demasiadamente santa como para falar desse tema! Ou da administração do dinheiro. Dinheiro? Não, havia temas mais espirituais: o céu, a segunda vinda de Cristo, a salvação. Todos esses temas eram bons e necessários, mas as pessoas necessitavam aprender a viver segundo a vontade de Deus. No entanto, nem aos pastores evangélicos nem aos sacerdotes católicos lhes havia ocorrido que nossa responsabilidade era ensinar as pessoas a viver.

Até que Deus nos visitou. No ano de 1967 houve um derramamento do Espírito Santo em Buenos Aires que se estendeu a muitos outros lugares e países do mundo. Deus nos batizou com seu Espírito e aprendemos a falar em línguas, a louvar e adorar, entre outras coisas. E nos parecia que agora estávamos bem porque nos encontrávamos em meio a uma forte experiência espiritual. Assim, no primeiro ano pensávamos que isso era tudo. Porém, no ano seguinte Deus abriu nossos olhos. Os anos de 1968, 1969 e 1970 foram de intensa revelação, como se de repente nos tivessem tirado um véu. E começamos a entender o reino de Deus e sua vontade. Ali aprendemos que devíamos ensinar as pessoas a viver segundo a vontade de Deus. Percebemos que devíamos ensiná-los tudo concernente à vida cotidiana.

O Senhor, ao nos revelar o evangelho do reino, o senhorio de Cristo e o discipulado, nos fez entender que ao nos dedicarmos a fazer discípulos devíamos não só batizá-los, mas também ensiná-los a guardar todas as coisas que Jesus ensinou. Era como aterrissar o Senhorio de Cristo na vida prática, no terrenal e cotidiano.

O Senhor mudou nossa visão ministerial. Entendemos que nossa tarefa principal como pastores era o discipulado. A condição para poder aprender é ser discípulo. Um discípulo é alguém que se deixa ensinar, é manso como uma criança. Usemos um exemplo: um discípulo conta a seu discipulador um conflito que tem tido com sua esposa; e seu discipulador lhe diz: “Segundo o que acaba de me contar, você ofendeu sua esposa. Então, agora ao voltar pra sua casa, se aproxime dela e lhe peça perdão” O que deve fazer o discípulo? Obedecer. no entanto, quem não é discípulo começará a argumentar: “Por que tenho que lhe pedir perdão? Ela me trata mal todos os dias”. Quem tem tal atitude não é um discípulo. Necessita se converter. Aceitou Jesus como seu Salvador, mas não como seu Senhor.

Durante muitos anos pregamos um evangelho incompleto: “Se você quer ser salvo… aceite Jesus como seu Salvador”. Todavia, a Bíblia diz: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Romanos 10:9).

Para sermos salvos devemos reconhecer a Cristo como Senhor. Trata-se de uma verdade muito clara que define nossa vida. Quando alguém que vivia como queria se converte reconhecendo a Jesus como seu Senhor, tem esta nova atitude: “A partir de agora quem manda em minha vida é Jesus. Agora sou seu discípulo. Antes vivia como queria, mas de agora em diante ele é meu Senhor, meu dono, minha autoridade absoluta. O que ele me disser, isso farei. Se me diz: ‘Ame os seus inimigos’, os amarei. Se me diz: ‘Peça perdão a sua esposa’, pedirei. Se me diz: ‘Obedeça aos seus pais’, obedecerei’. Sou um discípulo, estou aprendendo a viver segundo Sua vontade”. Esse é o ponto de partida para aprender a viver.

Jorge Himitian
Extraído da página do autor no Facebook.

Texto publicado originalmente em espanhol

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Oito coisas que devemos evitar quando discipulamos

22 jun

Erros

Deus nos tem delegado autoridade para edificar nossos irmãos. Se não exercermos a autoridade, não podemos edificar a casa de Deus. No entanto, devemos ter muito cuidado nessa área porque o exercício de autoridade envolve riscos e perigos que devemos evitar.

Aqui mencionamos oito coisas sobre as quais temos que ter cuidado:

1) A ambição do poder

Esse é um dos males mais arraigados na natureza humana. Quando percebemos que nossos comandos são atendidos (a alguém dizemos “venha” e ele vem; a outro dizemos “vá” e ele vai; a um terceiro dizemos “faça tal coisa” e ele faz”) é possível que sintamos uma satisfação carnal. Isso pode chegar a perverter nosso coração, fazendo uso da autoridade para alimentar nosso ego. Se exercemos autoridade deve ser unicamente para servir aos irmãos (Mateus 20.25-28).

2) A autoridade despótica

Quanto dano é causado pelo exercício da autoridade sem amor, graça e carinho!! Exercer autoridade não significa atuar e falar num tom ditatorial e enérgico, mas mostrar para o discípulo a vontade do Senhor com amor e firmeza. Embora, por vezes, uma repreensão seja necessária, esse não pode ser o tom permanente de nossa relação com os discípulos (1 Tessalonicenses 2.7-8).

3) A falta de autoridade

Outro perigo é manter uma autoridade aparente, sem exercê-la realmente. Ser demasiadamente brando e condescendente faz com que  vida do discípulo não se desenvolva nem cresça. Nesse caso, a relação não é mais do que uma boa amizade. Não há instruções, ordens claras, observação nem direção (2 Timóteo 4.2; Tito 2.15).

4)  Pretender ser autoridade em todos os temas

Não somos autoridade em todas as matérias. Devemos nos limitar ás áreas que nos competem. Devemos saber dizer “não sei”. Certas situações devem ser encaminhadas para outras pessoas, e muitas outras vezes precisamos consultar e nos aconselhar em vez de dar uma resposta apressada.

5)  Dirigir vidas em vez de formá-las

O operário e o aprendiz estão sob autoridade, no entanto, depois de vários anos o operário segue sendo operário e o aprendiz, diretor. Um discípulo é um aprendiz; devemos sobretudo ensiná-lo e formá-lo. É fácil dirigir uma vida; a questão é formá-la. Não lhe diga o que ele pode descobrir por si, não faça o que ele pode fazer, lhe delegue responsabilidades e dê espaço para que possa experimentar.

6) Perpetuar uma autoridade vertical desnecessariamente

Nosso objetivo é que os discípulos cresçam e cheguem à maturidade. Na medida em que isso ocorre, a verticalidade deve ir declinando para dar lugar à mutualidade.“Sujeitai-vos uns aos outros” (Ef. 5.21; 1 P. 5.5). Não devemos ser um tampão para nossos discípulos, ao contrário devemos animá-los a crescer ainda mais que nós mesmos.

7) Ser “intocável”

Devemos lembrar que sobretudo somos irmãos. Qualquer discípulo deve ter liberdade para nos admoestar quando vê algo mal em nossa vida. Existem aqueles que nos questionam porque têm rebeldia em seu coração, mas também há os que por vezes nos questionam porque têm mais vida própria e inquietudes legítimas em seu interior. Não devemos resistir sistematicamente a todo questionamento, mas sim considerar objetivamente o aporte dos irmãos que pensam diferente de nós.

8) Tratar a todos da mesma maneira

Não podemos tratar a todos por igual. Não podemos discipular do mesmo modo o jovem e o ancião. O trato deve ser de acordo com cada pessoa. Em 1 Timóteo 5.1-2, Paulo pede a Timóteo que seu trato seja de acordo com cada pessoa. Seria prejudicial ter um método único e dar a todos o mesmo tratamento. Ainda que os princípios e ensinos sejam os mesmos para todos, no entanto o trato deve ser de acordo com a pessoa, levando em conta sua idade, sexo, personalidade, capacidade e outras questões.

Jorge Himitian
Extraído da página do autor no Facebook.

Texto publicado originalmente em espanhol

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Dois é melhor do que um

15 jun

mãos dadasApós algumas reflexões, o sábio em Eclesiastes declara que o melhor é serem dois (Ec. 4:9-12). Não é pecado ser um, mais o melhor é serem dois. Dois em todos os segmentos da vida. Talvez por este motivo Jesus enviou de dois em dois (Lc. 10:1) e dez afirmações fortes quando dois ou três reuniam-se em seu nome (Mt. 18:18-20).

Quando inciei o meu ministério eu estava só. O modelo que eu conhecia e pratiquei era o de “um único homem – Pastor”. Com este pastor ficava a responsabilidade de pastorear todo o rebanho do Senhor Jesus dentro de uma congregação.

Graças a Deus, com o passar dos anos, pude aprender por intermédio de alguns irmãos mais maduros que a pluralidade no pastoreio da Igreja era a vontade de Deus para os seus ministros.

A pergunta de Jetro a Moisés poderia ser feita hoje para vários líderes: “Por que te assentas só?” (Ex. 18:14).

O que significa para nós essa pergunta? Quando coisas do seu ministério você decide sozinho? Você sem se assentado com alguém para compartilhar suas decisões ministeriais e até de cunho pessoal?

Deus já manifestou sua visão sobre o homem solitário: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn. 2:18).

Às vezes estamos cercados de pessoas e ao mesmo tempo sozinhos. Como você avalia esta verdade na sua vida?

“O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria”  (Pv. 18:1).

O texto de Eclesiastes 4:9-12 traz algumas verdades sobre a pluralidade:

Na pluralidade há proteção: “Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade”.

Na pluralidade há restauração de vida e ministério: “Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante”.

Na pluralidade há alento e mutuamente nos aquecemos no “inverno”: “Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?”

Na pluralidade há variedade de dons e serviços: “porque têm melhor paga do seu trabalho…” (I Co. 1:12; Ef. 4:11-16).

Tanto no ministério terreno do Senhor Jesus, quanto na obra realizada pelo Espírito Santo no livro de Atos, encontramos o relacionamento ministerial sendo definido de dois em dois (Lc. 10:1; At. 13:1,2).

Nós conhecemos algumas duplas como: Paulo e Barnabé, Paulo e Silas, Barnabé e João Marcos, Pedro e João, etc.

Estou convicto que o companheirismo vincula o Corpo de Cristo.

Franco e DeniseSérgio Franco ><>
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Extraído e adaptado do livro Plenitude

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Que Bíblia o Thalles lê?

8 jun

biblia-ide-thalles-roberto

Hoje, ao acessar uma rede social, me deparei com um post publicado pelo cantor Thalles Roberto, com imagens da Parada Gay de São Paulo e com o seguinte texto:

PARADA GAY ?
Isto ai é cuspir no NOME QUE ESTÁ ACIMA DE TODOS os nomes !
Eles não sabem do que debocharam e do que fizeram ! Que vocês recebam o JUÍZO pelo desrespeito !
QUE VENHA O FOGO DO CÉU SOBRE SODOMA E GOMORA !
Essa parada gay acaba aqui, ano que vem não tem mais! JUÍZO ! Indecência do capeta !
Povo cego !
COMPARTILHEM MEUS IRMÃOS

Ao meu deparar com o referido post, foi inevitável não pensar: Que Bíblia o Thalles lê?

Será que a Bíblia recentemente publicada por esse irmão (“A Bíblia do Thalles”) não traz essa fala de Jesus:

“E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las” (Lucas 9:54-56).

Talvez Thalles e muitos outros estejam se sentindo como Elias, que mandou descer fogo do céu para consumir os profetas de Baal. Mas não devem lembrar que no Monte da Transfiguração, quando apareceram Moisés e Elias junto com Jesus, o Pai declarou acerca de Jesus:

“Este é o meu filho amado; a ele ouvi” (Marcos 9:7).

Na vida de um cristão é Jesus quem tem que ser ouvido. Toda a Escritura é inspirada por Deus, mas é a partir de Jesus que a compreendemos.

“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (Hebreus 1:1).

Diante de essa história toda, podemos estar certos de que Deus não se deixa escarnecer. Tudo o que o homem plantar, isso também colherá. Mas seguramente o Senhor não precisa da nossa indignação para executar seus juízos. Ele não é movido pela nossa raiva.

E não podemos nos esquecer dessa verdade: “Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo” (Tiago 2:13).

Em Cristo,

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Sou um Filho justificado por Deus!

5 jun

justificaçãoRomanos 8.30 mostra que “aos que chamou, também justificou”.

Você é um filho justificado por Deus.

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1).

“Quem fará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica” (Rm 8.33).

Essa é uma grande verdade que devemos proclamar dia a dia. Fomos justificados por Deus, portanto, temos de nos livrar de todo espírito de condenação.

Em Efésios 6.14, ao referir-se à armadura de Deus, Paulo nos estimula a andar protegidos pela “couraça da justiça”.

Muitos crentes têm conflitos de consciência. Quando pecam não sabem como se livrar do pecado. Ainda que o confessem ou se afastem dele, continuam a se sentir culpados como se o pecado continuasse com eles. Não percebem claramente a verdade de Deus:

“Sou eu, eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões, por amor de mim, e que não se lembra mais dos seus pecados” (Is. 43.25).

Deus arremessou nossos pecados no fundo do mar (v. Mq 7.19) e nos limpou. Não devemos abrir espaço para o Diabo, que deseja apenas culpar-nos.

Durante muito tempo Satanás me incomodou com condenações. Se eu entrava num ônibus e entregava um folheto à pessoa sentada ao meu lado e ela ficava incomodada, o Diabo sussurrava no meu ouvido: “Você saiu sem orar, por isso seu intento não funcionou”.

Outras vezes, se por não ter orado não me sentia em condições de entregar o folheto a meu companheiro ocasional de viagem, Satanás me acusava: “É esse o amor que você tem pelas almas?”. Devo confessar que durante muito tempo servi a Deus estimulado mais pelas acusações de Satanás que pelo que o Senhor desejava de mim.

Para o Diabo, tudo o que fazemos é ruim. Se oramos, ele nos acusa de não fazer a obra. Se trabalhamos para Deus, ele nos acusa de não dedicarmos tempo suficiente para a oração. Se vamos, porque fomos; e se não vamos, porque não fomos. Seu único propósito é fazer que nos sintamos em falta.

Devemos nos libertar das falsas acusações dele. Deus está feliz conosco. Isso, porém, não significa que não precisemos melhorar e crescer na vida espiritual. No entanto, não podemos viver sob condenação. Cristo é nosso justiça. É “a couraça de justiça”. Quando nos vestimos de Cristo, os dardos do maligno batem nessa couraça e não conseguem penetrar.

Jorge Himitian
Extraído do livro Curados pela Palavra, p. 92,93.
Editora Vida 

O instinto sexual não é pecaminoso

25 mai

dúvidas

As pessoas têm consciência do sexo assim como têm consciência da fome. Se a fome é uma necessidade natural e física, o sexo, então, é também uma necessidade natural do corpo. O sentir fome é coisa natural e não pecado. Mas se a pessoa roubar comida, o seu ato se torna pecaminoso. Não é algo natural. Da mesma forma, a consciência do sexo é natural, não sendo reconhecida como pecado. Somente quando alguém age de maneira imprópria para satisfazer o seu desejo é que está pecando.

O instinto sexual foi concedido por Deus. O casamento foi ordenado e criado por Deus. Ele foi instituído antes e não depois da queda do homem. Houve casamento antes de Gênesis 3. Deus na verdade o introduziu em Gênesis 2. Portanto, a consciência do sexo já existia antes do pecado entrar no mundo. É importante saber que não há pecado no instinto sexual. O pecado não está envolvido primariamente, pois a própria presença desse instinto foi plano de Deus.

Durante os trinta anos em que tenho confiado no Senhor e servido a Ele entrei em contato com um número bastante razoável de jovens irmãos e irmãs. Algumas pessoas não se perturbam facilmente, enquanto outras sentem o peso desnecessário de acusações de suas próprias consciências. Essas inquietações inúteis são devidas ao fato delas não conhecerem a mente de Deus nem serem esclarecidas acerca da Palavra de Deus. Elas pensam que pecaram por terem instinto sexual. Alguns irmãos têm ido ao extremo de duvidar da obra de Deus neles já que continuam cônscios do sexo. Tratar o sexo como pecaminoso é uma ideia pagã. Assim como não é pecado sentir fomo, a necessidade do sexo também não é de maneira alguma pecaminosa – ela não passa de uma consciência natural. O Senhor nos fala através do seu apóstolo: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio” (Hb 13:4). Não é algo apenas para ser honrado, mas que também é santo. Deus considera o sexo santo e natural. O Dr. F. B. Meyer escreveu muitos bons livros nos quais enfatizou a edificação dos cristãos. Ele disse que apenas uma mente suja poderia considerar o sexo como sujo. Acho que tem razão. O homem atribui baixeza ao sexo porque ele mesmo é baixo, Seus pensamentos são sempre sujos. Mas o casamento em si é puro. A relação sexual, ordenada por Deus, é santa, pura e incorrupta.

Paulo nos mostra que nos últimos tempos surgirão doutrinas de demônios, entre as quais está a “proibição do casamento” (I Tm. 4:3). Essa doutrina particular de demônios parece com uma busca pela santidade. Nos escritos de G. H. Pember, ele aponta claramente como as pessoas proíbem o casamento em busca da santidade. Elas pensam que isto as fará santas. Mas em 1 Timóteo é afirmado explicitamente que a proibição do casamento é uma doutrina de demônios. Deus nunca proibiu o casamento.

Que nenhum crente seja acusado em sua consciência por causa desse ensino pagão. A consciência do sexo é natural e não pecaminosa. O problema não está na presença desse instinto, mas sim na transformação do mesmo em pecado. O instinto não é pecaminoso, mas a maneira inadequada de tratar com ele o faz assim.

Watchman Nee
Extraído do livro “Fazei tudo para a Glória de Deus”, p. 10,11.
Edições Tesouro Aberto

Um sonho com espinhos

21 mai

EspinhosAcerca de um sonho que uma irmã me contou e que recentemente um outro amado teve um sonho semelhante.

Ela sonhou com espinhos…
Ele sonhou com um casal dando espinhos.
Eis aí a minha interpretação! “Julguem”!

Espinhos podem ser provenientes da resposta que damos a uma disciplina. Sabemos que TODOS NÓS PECAMOS. A diferença entre nós, quando pecamos, é a forma como encaramos o pecado e a disciplina. Muitas vezes Deus nos repreende e nos corrige (disciplina). Nós podemos reagir de três maneiras à disciplina: menosprezar, cansar ou receber. Quando nós não recebemos uma disciplina, menosprezando-a ou cansando a alma por causa dela, nós adoecemos e amargamos. Brotam então os espinhos aos invés dos frutos pacíficos. A raiz de amargura em nós se torna tão forte a ponto de contaminar as pessoas que estão próximas. (Leia todo o capítulo 12 da carta aos Hebreus)
Espinhos são resultados de alguém que não recebe o trato de Deus, eles só agravam a situação da pessoa disciplinada.

Já vi nesta jornada, vários irmãos que não receberam de coração a disciplina do Senhor e deles nasceram espinhos ao invés de fruto pacífico. A consequência disso é muito triste, pois os espinhos impedem o toque daqueles que são responsáveis em cooperar com o crescimento da pessoa disciplinada. Normalmente, o Senhor passa a tocar esta pessoa sem usar a igreja (Seu corpo) e de forma mui dolorosa, pois seus espinhos impedem o toque com as mãos.

“Porém os filhos de Belial serão todos lançados fora como os espinhos, pois não podem ser tocados com as mãos, mas qualquer, para os tocar, se armará de ferro e da haste de uma lança; e a fogo serão totalmente queimados no seu lugar.” 2 Samuel 23:6-7

Os filhos imprestáveis (Belial) não correspondem o investimento do Pai espiritual, pois a disciplina é um grande investimento que até os pais, segundo a carne, quando zelosos do bem, nos aplicam.

Quando alguém em Israel não recebia uma disciplina aplicada por uma autoridade, era considerada soberba e deveria morrer:

“Segundo o mandado da lei que te ensinarem e de acordo com o juízo que te disserem, farás; da sentença que te anunciarem não te desviarás, nem para a direita nem para a esquerda. O homem, pois, que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao SENHOR, teu Deus, nem ao juiz, esse morrerá; e eliminarás o mal de Israel,” Deuteronômio 17:11, 12, RA.

A autoridade serve aos propósitos de Deus mesmo quando não enxergam este propósito:

“Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido; porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram;” Atos 4:26-28, RA.

Jesus enxergou a mão do Pai e por isso desarmou Pedro. Davi, mesmo com dúvidas desarmou Abisai (2 Sam 16:8-11). O fato é que um pai que ama o seu filho necessita discipliná-lo.

“Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos?” Hebreus 12:9

Os nossos pais nos corrigiam conforme seus próprios entendimentos, ou seja, muitas vezes não viam como Deus os nossos pecados. Eles faziam isso por pouco tempo e da maneira que compreendiam ser o correto. Deus no entanto, nos disciplina com um foco bem específico: Sua santidade. A disciplina de Deus é para o nosso aproveitamento, é para nos tornarmos participantes da Sua santidade.

“Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade.” (Heb 12:10 NVI)

“…Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.” Hebreus 12:10b RA

É claro que a disciplina dói! Toda disciplina no início produz tristeza, no entanto nós devemos recebê-la com o coração aberto para darmos os frutos que Deus espera. É um perigo julgar quem nos corrige, pois toda a autoridade é constituída por Deus e os presbíteros foram constituídos pelo Espírito Santo:

“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.” Atos 20:28, RA.

“Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.” Hebreus 12:11

Se considerarmos que a disciplina é um derramar de amor, um grande investimento em nossas vidas, certamente a receberemos de coração e por fim, daremos frutos para Deus e não espinhos. Lembre-se: nosso coração é a terra que recebe a semente e a chuva que rega.

“Porque a terra que absorve a chuva que freqüentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus; mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada.” Hebreus 6:7-8

Como disse no início deste texto, TODOS NÓS PECAMOS, o problema maior é como encaramos o pecado e como reagimos a disciplina do Senhor. Meditem nisso.

No amor do Senhor Jesus,

Franco e DeniseSérgio Franco ><>
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Não descarregue as suas frustrações sobre seus filhos

14 mai

pai-brigando-com-filho

Você se comunica bem com todo o tipo de pessoas, é razoável com seus amigos, parentes e colegas e é especialmente educado e respeitoso com seu chefe. Mas trata seus filhos como se fossem sua propriedade particular. Você se esquece que eles têm almas dadas por Deus e descarrega sobre eles seu mau gênio, tratando-os como bem lhe apraz. Parece que você é cortês com todos, menos com seus filhos. Eles são aqueles sobre quem você descarrega sua ira. Conheço alguns pais assim. Eles pensam que não serão totalmente humanos se forem corteses e gentis e nunca perderem o controle. Como poderiam, então, extravasar o mau gênio? Se o fizerem com seus colegas serão postos de lado; se for com o chefe, eles serão despedidos; se com os amigos, serão condenados. Eles acham que o único lugar onde tem o direito de perder o controle, sem sofrer qualquer consequência, é em casa, com os filhos. Assim, muitos pais têm um temperamento horrível com seus filhos.

Perdoe-me por falar tão duramente. Por diversas vezes presenciei pais que tendo ralhado com os filhos, voltaram-se para mim e disseram: “Sr. Nee, este é um prato delicioso. Por favor, coma um pouco”. Como poderia eu apreciar aquele prato? Estes pais consideravam os filhos como aqueles sobre quem podiam legitimamente descarregar a sua ira! Que Deus tenha misericórdia de nós!

Deus jamais anula todos os privilégios de um filho. Ele não anula o respeito próprio do filho ou toda a sua liberdade. Ele não erradicou a personalidade independente do filho quando o colocou em sua mão. Você não tem liberdade para bater ou repreender como quiser. Tal pensamento é definitivamente anticristão. Diante de Deus, o mesmo padrão de certo ou errado se aplicará tanto a você como para seus filhos. Percebe isso? Desejo dizer aos novos crentes que eles devem ser educados e amáveis com seus filhos. Não devem ser rudes ou descuidados ao tratar com eles.

Ser rude ou descuidado com os filhos somente torna a pessoa mais indisciplinada. Cada pessoa ao crescer na vida cristã deve aprender a se dominar, principalmente com respeito aos seus próprios filhos. Tal domínio próprio provém de um sentimento de respeito pela alma do filho. Não importa quão pequeno ou fraco seja o filho, ele tem a sua individualidade. Deus a deu a ele e ninguém tem o direito de infringi-la.

Um filho é uma responsabilidade. Seu padrão moral é o mesmo dos pais. Um pai não tem o direito de lançar suas frustrações particulares sobre os filhos. É errado para os cristãos ficarem irados, e é errado desabafar o mau gênio nos filhos. Você deve ser razoável até mesmo com seus filhos. O seu não deve ser não e o seu sim, sim. O maior covarde do mundo é aquele que oprime o fraco e pequeno.

Watchman Nee
Extraído do livro “Fazei todo para a Glória de Deus”, p. 76,77
Edições Tesouro Aberto

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“Lugar de igreja é nas casas” – parte 1

31 ago

igreja nas casas

Estou convencido de que a nossa maior dificuldade para entender a vida da igreja nas casas é a nossa compreensão sobre a própria igreja. Por isso, antes de falar da igreja se reunindo nas casas, vou escrever um pouco sobre a essência da igreja. Pois se entendermos a igreja, podemos  vê-la como relacionamentos da família de Deus nas casas.

COMO SURGIU A IGREJA?

Através da nossa união com Cristo nasceu então a igreja, que também é chamada, dentre muitos nomes, de família de Deus, corpo de Cristo, noiva do Cordeiro e templo do Espírito Santo. A igreja, por sua multiforme expressão, é exemplificada de muitas maneiras. Ela também é chamada de lavoura de Deus, casa de Deus, edifício de Deus, coluna e
baluarte da verdade. Não é fácil defini-la, portanto, vamos deixar as Escrituras descrevê-la:

O QUE É A IGREJA?

“E ele mesmo (Jesus Cristo) concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,” Efésios 4:11-13, RA.

Uma igreja certamente não é aquele prédio de esquina, com janelas de vitrais e o campanário em cima. A igreja talvez se reúna lá, mas este prédio não é a igreja,

“Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” Efésios 3:20,21, RA.

A palavra original no grego, ekklesia, é composta por duas palavras: ek, que significa “para fora de” e Kalleo, que significa “eu chamo”. o significado simples da palavra igreja no grego é: “eu chamo para fora de” , ainda que a compreensão do termo no grego não seja suficiente para compreender a igreja, pois ela é espiritual e portanto precisamos de
revelação, se fosse tão racional assim, vários mestres modernos e pós modernos das Escrituras já teriam visto a igreja, uma vez que eles conhecem muito mais a letra do que a maioria de nós.

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.” Efésios 5:25-27, RA.

Numa tradução livre, quando Jesus disse: “Eu edificarei a minha igreja”, Ele poderia estar dizendo: “Chamarei o meu povo para fora do mundo. Eles congregarão em meu Nome e as portas do inferno não prevalecerão contra eles”.

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” 1 Pedro 2:9, RA.

Alguns defendem que “ekklesia” tem dois significados e sentidos: o de sermos chamados para fora e o de estarmos reunidos, pois não podemos experimentar a igreja até que nos reunamos.

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.” Mateus 18:20, RA.

“…para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade.” 1 Timóteo 3:15, RA.

Todos os cristãos de uma cidade constituem a igreja desta cidade. Mesmo quando não se reúnem juntos no mesmo lugar, ainda assim são igreja. “Reunir-se” não significa que precisamos estar no mesmo lugar ao mesmo tempo. Isso, provavelmente nunca acontecerá em nenhuma cidade. Muitos tentam encontrar uma “definição universal de uma igreja local bíblica”, um modelo de igreja na cidade. Isso é realmente difícil, já tentamos mais de uma vez e portanto sei do que estou falando. Em 1990, portanto há mais de vinte anos, li uma definição muito interessante, embora não absoluta: “Pessoas movendo-se juntas sob o senhorio de Jesus Cristo”.

“E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.” Efésios 1:22,23, RA.

“…para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais,” Efésios 3:10, RA.

“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” 1 Pedro 4:10, RA.

A igreja de Deus vive para Sua glória. Ela deve manifestar o Senhor e fazer a Sua vontade. Ela é a expressão do reino de Deus sobre a terra. Sendo família de Deus ela é composta pelos filhos de Deus na terra e no céu. Sendo corpo de Cristo ela obedece a cabeça e cumpre o seu ministério. Quando a igreja não cumpre o seu papel, o Senhor a anima, repreende e até corrige (disciplina), a fim de que ela não seja julgada com o mundo. Situações como estas nós lemos nas cartas às sete igrejas da Ásia (capítulos 2 e 3 de Apocalipse).

Há mais de vinte anos Deus nos falou sobre este tema. Creio que a igreja a qual estou vinculado ainda não experimentou de fato esta revelação na sua plenitude. Por que digo isso? Porque nós nos esbarramos em estruturas que muitas vezes impedem a vida de comunidade. Oro ao Senhor que me conceda experimentar esta bênção aqui na terra. Tenho que admitir que durante estes anos já avançamos alguma coisa e que até estivemos mais perto desta realidade, mas o mundo concorre e com a ajuda da carne nos acomodamos e retrocedemos. Muitas vezes até tornamos a edificar o que destruímos debaixo de convicção de arrependimento.

Nos finais dos anos 80, as primeiras lições que nos chegaram eram simples e portanto, muitos de nós, por conta na nossa herança religiosa, relutaram em receber a visão que Deus estava nos dando.

Como Deus começou a nos falar sobre este tema? Ele começou a nos mostrar o papel da casa desde o início. E mesmo com um linguajar ainda religioso, nós começamos a considerar o seguinte:

O PRIMEIRO “CULTO DE ADORAÇÃO” À JESUS CRISTO ACONTECEU NUMA CASA.

“Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra.” Mateus 2:11, RA.

O PRIMEIRO “CULTO DE CURA E LIBERTAÇÃO” FOI NUMA CASA

“Tendo Jesus chegado à casa de Pedro, viu a sogra deste acamada e ardendo em febre. Mas Jesus tomou-a pela mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e passou a servi-lo. Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou todos os que estavam doentes;” Mateus 8:14-16, RA.

O PRIMEIRO “CULTO DE CEIA” FOI REALIZADO NUMA CASA

“E ele lhes respondeu: Ide à cidade ter com certo homem e dizei-lhe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos.” Mateus 26:18, RA.

JESUS PREGOU A MUITAS PESSOAS REUNIDAS EM CASAS

“Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que ele estava em casa. Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra.” Marcos 2:1, 2, RA.

O PENTECOSTES VEIO A UMA IGREJA EM CASA

“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.” Atos 2:1, 2, RA.

O EVANGELHO CHEGOU AOS GENTIOS EM UMA CASA

“Chegou ao conhecimento dos apóstolos e dos irmãos que estavam na Judéia que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus. Quando Pedro subiu a Jerusalém, os que eram da circuncisão o argüiram, dizendo: Entraste em casa de homens incircuncisos e comeste com eles.” Atos 11:1-3, RA.

SAULO PERSEGUIU A IGREJA NAS CASAS

“Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere.” Atos 8:3, RA.

JESUS SE IDENTIFICA PLENAMENTE COM A IGREJA NAS CASAS

“e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” Atos 9:4, RA.

“Então, caí por terra, ouvindo uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” Atos 22:7, RA.

“E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões.” Atos 26:14, RA.

PAULO CONVERTIDO PLANTAVA E AMAVA A IGREJA NAS CASAS

“Saudai Priscila e Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios; saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles. Saudai meu querido Epêneto, primícias da Ásia para Cristo.” Romanos 16:3-5, RA.

“As igrejas da Ásia vos saúdam. No Senhor, muito vos saúdam Áqüila e Priscila e, bem assim, a igreja que está na casa deles.” 1 Coríntios 16:19, RA.

“Saudai os irmãos de Laodicéia, e Ninfa, e à igreja que ela hospeda em sua casa.” Colossenses 4:15, RA.

“e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa,” Filemon 1:2, RA.

PAULO, ANTES DE SER PRESO E MORTO ALUGOU UMA CASA E ALI REUNIA A IGREJA

“Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo.” Atos 28:30, 31, RA.

A igreja do primeiro século se reunia nas casas. Ela não tinha prédios. Os prédios não apareceram até o ano 232 d.C. O período mais explosivo de crescimento da igreja na história aconteceu nos primeiros anos, quando não havia nenhum prédio chamado igreja. Como disse anteriormente, Paulo saudava a igreja nas casas (Rm. 16:3-5; 1 Co. 16:19, Cl. 4:15, Fm. 1:2).

Sei que muito se fala na atualidade sobre a igreja nas casas, mas este tema não é tão novo. Na verdade, quando eu tinha lá os meus 28 anos, já conversávamos sobre isso e buscávamos cada vez mais compreender este “modelo” de igreja.

No final dos anos 80, conversei com meu pastor algumas vezes sobre a vida da igreja nas casas. Ele achava graça e considerava tudo uma utopia. O meu argumento principal com ele era o fato de existir nos países, onde a igreja era perseguida, várias casas hospedando a igreja.

Semana passada, enquanto limpava o meu escritório, deparei-me com uma carta, endereçada ao meu pastor amado, datada de 06 de abril de 1989. Assinei a carta assim: “Sérgio Rodrigues Franco, servindo à igreja que se reúne nos lares e no salão sito à Rua…” Dei uma gargalhada ao recordar que em 1989, os discípulos que caminhavam conosco, já consideravam a possibilidade da igreja ser igreja também nas casas.

Seguindo na minha faxina encontrei outra relíquia. Em fevereiro de 1990, uma revista americana publicou o relatório de Loren Cunningham, fundador e presidente da JOCUM (Jovens com Uma Missão): “De acordo com o U.S. Center For Mission (Centro Americano Para Missões Mundiais), mais de 22.000 chineses estão vindo a Cristo a cada dia. É o equivalente a 7 dias de Pentecostes a cada 24 horas.”

Claro que não haviam prédios para todos os novos convertidos. Onde então estava se reunindo esta igreja? Você já sabe a resposta: “NAS CASAS”.

Continua no próximo post…

Em Cristo,

Sérgio Franco

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