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Quem tem razão?

16 abr

cabo de guerra

A maioria de nós quer ter razão, quer estar certo, principalmente quando nos envolvemos em conflitos entre os irmãos, em problemas de relacionamentos, dentro da família, dentro da igreja ou mesmo no mundo. Exaltamo-nos e esperamos que Deus nos exalte. 

O único problema é que Deus não exalta o que tem razão, aquele que está certo aos seus próprios olhos, ou o que tem a verdade segundo a sua própria avaliação. DEUS DÁ GRAÇA AOS HUMILDES. DEUS EXALTA AOS HUMILDES!

“Antes, ele dá maior graça; pelo que diz:Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” Tiago 4:6

Como disse, é mais importante se humilhar do que estar com a razão ou certo aos nossos próprios olhos.
No teste da humildade, o maior desafio não é nos SUBMETER àqueles que julgamos e consideramos maior do que nós. A maior demonstração de humilde é nos sujeitar aos que são menores, segundo o nosso entendimento.
Os mais novos devem submissão aos mais velhos, porém no “trato mútuo”, todos nós devemos nos humilhar.

“Rogo igualmente aos jovens:sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi- vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça. Humilhai- vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte,” 1 Pedro 5;5-6

Creio de verdade que o Espírito Santo me inspirou a escrever esta reflexão e por isso eu oro para que esta pequena mensagem chegue a um coração necessitado de ouvir. Estou certo que quando não vemos o Senhor em meio aos conflitos interpessoais, nos amargamos e, uma vez contaminados, contaminamos outros por causa da nossa raiz de amargura. Que o Senhor abra os nossos olhos para vermos.

No amor do Senhor Jesus,

No amor do Senhor Jesus,

Franco e DeniseSérgio Franco ><>

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Não deixe de congregar – parte final

27 mar

Se estamos sendo humilhados e resistidos, vamos buscar em Deus os motivos, deixar Deus mostrar e falar conosco, nos disciplinar e admoestar. Orar é se humilhar, é reconhecer que eu não posso fazer nada sem Ele, que eu preciso do Senhor para tudo e em tudo. Oração é dependência total no Senhor, é humildade. Quando a pessoa está em pecado ou “na carne”, não consegue orar. Uma pessoa quebrantada pode estar sem forças para orar, mas Deus ouve até os seus gemidos (Romanos 8:26).

Se você faz parte de um grupo de comunhão de irmãos, disponha seu coração a ajudá-los, mas não “alisando” o ego das pessoas e, sim, levando-os a compreenderem e aceitarem o propósito de Deus em meio às críticas, humilhações, injustiças ou sofrimentos que estejam passando, glorificando a Deus pela oportunidade de crescimento. Não ajudamos as pessoas apontando os defeitos e erros dos outros ou os males que lhes causaram. Isso não irá torná-las mais maduras. Fale o que as pessoas precisam ouvir, e não o que querem ouvir.

Existe muita gente cheia de mágoas, rancor e ressentimentos porque se acham injustiçadas. Elas devem ser admoestadas conforme Paulo ensinou: “Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano?” Só assim poderão ser ajudadas. Advertir, admoestar, corrigir, disciplinar são mecanismos de ajuda, de bênção, de serviço; servem para colocar as pessoas novamente “no trilho”. Corrigir é mostrar a verdade, é algo positivo, é para nos fazer crescer. O evangelho nos traz o modelo de amor, de perdão, de serviço, de sofrimento, de mudança. Jesus e os discípulos nos ensinaram e demonstraram esse caminho. Somos exortados a perdoar, servir e amar como Cristo o fez.

Colossenses 2:6, 3:12-17: “Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele… Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração. E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.”

Suportar o sofrimento e as injustiças é algo que agrada e glorifica a Deus:

1 Pedro 2:19-21: “Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas.”

O Espírito Santo nos consola para podermos consolar a outros. É isso que leva as pessoas ao crescimento, à maturidade, ao aperfeiçoamento. Que glória há se provocamos alguém e sofrermos as consequências disso? Glorificamos a Deus quando não fazemos nada de errado, sofremos injustamente e suportamos isso por causa da consciência para com Deus. Fomos chamados para suportar a tristeza dos sofrimentos injustos.

Jesus sofreu em nosso lugar, por causa dos nossos pecados, deixando-nos um exemplo para seguirmos. Portanto, ensinar as pessoas a perdoar, a amar, a servir e a sofrer ajuda-as a entender e viver o chamado de Cristo e se confrontar com a verdade. Disciplina não é juízo sobre os outros, mas ajudar alguém que está precisando. Disciplina é prova de amor e paternidade.

Hebreus 12:5-8: “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.”

Eu penso que há um pecado que dói mais no coração de Deus do que a queda. Creio que a nossa reação à disciplina é mais importante do que o erro que causou a disciplina. Nós podemos rejeitar, desprezar a disciplina e até podemos desmaiar em nossas almas, mas o que Deus espera é que a recebamos com um coração aberto e penitente. Que nos humilhemos diante da Sua Palavra e nos convertamos de todo o coração, pois só assim seremos participantes da Sua santidade. Necessitamos disciplinar e sermos disciplinados.
Precisamos que Deus incendeie os nossos corações motivando-nos a ajudar verdadeiramente as pessoas. Que nos importemos de fato com elas para as confrontarmos com os erros que estão vivendo.

Recentemente eu provei um milagre desses em minha vida. Percebi que estava me “enferrujando”, me entregando, deixando algumas coisas passarem, não querendo mexer ou confrontar algumas situações, sentindo-me cansado. Então, Deus me repreendeu com amor perguntando-me: “O que você quer fazer? Você quer se aposentar? Quer parar de falar as coisas que os outros precisam ouvir? Quer parar de congregar?” Quando estamos assim cansados não queremos encontrar ninguém, receber ninguém, ir na casa de ninguém. Perdemos o desejo e o prazer de estar junto com outros. Cansa tratar com pessoas, cansa ser mal interpretado, cansa ver as pessoas cometerem os mesmos erros, cansa ficar mal com as pessoas por ter de corrigi-las, cansa ser criticado e rotulado o tempo todo. Eu estava cansado e, então, Deus me perguntou se eu queria me aposentar, desistir, abandonar minha carreira, DEIXAR DE CONGREGAR ou, então, reagir. Ele colocou uma escolha diante de mim. Então, decidi voltar, pois entendi que, quando desisto do meu irmão, estou desistindo do Senhor.

Esta é a vontade de Deus para nossas vidas! Crescer e ajudar outros a crescer, nunca desistir de congregar e sempre edificar-nos uns aos outros para a glória do Senhor Jesus!

“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.” Gálatas 6:9, RA.

No amor do Senhor Jesus,

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Não deixe de congregar – parte 3

20 mar
Amizade

2 Timóteo 2:24-26: “Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.”

Paulo nos ensina a não vivermos contendendo com as pessoas. Devemos ser brandos para com todos, porém aptos para instruir e disciplinar com mansidão os que se opõem a verdade. Nós não iremos acertar sempre, mas o Senhor deseja que tenhamos um estilo de vida quebrantado, ou seja, nas horas que errarmos, nos humilhar, arrepender, confessar e acertar – um estilo de vida humilde. Deus trabalha em nós para que tenhamos um estilo de vida humilde, que sejamos parecidos com Jesus.

Mateus 11:29: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.”

Deus conhece nossos corações e se encarrega de exaltar aqueles que são verdadeiramente humildes. Lucas 10:21 diz que Jesus oculta as coisas aos sábios e as revela aos pequeninos, aos humildes. Ele dá luz àqueles que Lhe agradam; a revelação é fruto, consequência de um coração quebrantado. O soberbo, além de resistido por Deus, é cego para as coisas espirituais. A pior coisa que existe é tentar mostrar algo para uma pessoa soberba, pois ela não enxerga e não escuta a palavra.

Nossas repreensões têm um propósito:

2 Timóteo 2:24-26: “Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.”

Disciplina pode ser desde uma correção verbal, pessoal, íntima até uma exposição pública. A repreensão visa basicamente duas coisas: que a pessoa se arrependa para conhecer plenamente a verdade e que ela retorne a um estado de sensatez.

Devemos atuar com a expectativa certa, ou seja, de que Deus concederá ao faltoso, não só o arrependimento para conhecer plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez. O resultado pode quebrar os laços do diabo – “livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.”

Lembre-se: a falta da disciplina produz morte: “Ele morrerá pela falta de disciplina, e, pela sua muita loucura, perdido, cambaleia.” Provérbios 5:23, RA.

Há pessoas cristãs que se comportam com tamanha insensatez que mais parecem ímpias.

Quando a pessoa cai em si e retorna à sensatez (exemplo, o filho pródigo em Lucas 15), ela se livra dos laços do diabo a que estava sujeita e amarrada. No texto acima entendemos que a ação do diabo se desfaz através da disciplina; seus laços se quebram quando a pessoa retorna à sensatez.

Muitas vezes tentarmos libertar os irmãos de forma mística, fazendo campanhas de oração e libertação para soltar “o crente”, mas, os demônios que atuam sobre crentes só saem com posicionamentos, atitudes e disciplinas por parte daqueles que exercem autoridade sobre os que estão sujeitos aos laços deles.

“… o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.”

Considerando o que Paulo disse à Timóteo, podemos também vencer os demônios admoestando, repreendendo, expondo a pessoa às verdades da Palavra de Deus. Muitos irmãos estão cativos por estarem vivendo em práticas pecaminosas, obstinados e insensatos. O pecado pode ser a mágoa, o rancor, a autocomiseração, etc. Alguém tem de chegar até essa pessoa e, ao invés de ficar alimentando as “razões” dela, levá-la ao arrependimento, à mudança de atitude através da admoestação ou da disciplina. Levá-la a entender o que é ser um discípulo de Jesus, a viver segundo a Palavra de Deus. Ninguém cresce se permanecer amarrado pelo diabo, se viver na insensatez.

Para se libertar, a pessoa deve se conhecer, entender de verdade o seu problema, enxergar sua miséria e a raiz dos seus males, para não voltar novamente às práticas erradas. Esses laços, porém, só são quebrados pelo retorno à sensatez, pelo “cair em si”. Nossos problemas não são os outros, não são as injustiças que nos fazem ou as pessoas carnais que vivem conosco, mas são nós mesmos. Só eu tenho o poder de amarrar, impedir, reter ou bloquear minha vida, meu crescimento, meu ministério, etc. Se sou humilde, Deus me exalta. pois ninguém pode me impedir de amar, servir, crescer, etc. Se Deus age em minha vida, quem poderá me impedir (Isaías 43:13)? Quando Deus nos exalta, ninguém nos humilha. Quando o Pai exaltou a Jesus, ninguém foi capaz de prendê-lo, nem mesmo a morte (Filipenses 2:9,10, Romanos 8:37-39). (CONTINUA…)

No amor do Senhor Jesus.

 
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Não deixe de congregar – parte 1

14 mar

solitário

Há algum tempo eu tive um sonho muito interessante. Havia um grupo de irmãos em uma casa, muito desejosos de crescer espiritualmente e de viver a verdadeira igreja. Só que eles não se deixavam ser tocados pelos outros e muito menos estavam dispostos a tocar quem quer que seja. Não queriam falar ou cooperar com ninguém, queriam viver suas próprias vidas. Também, não havia abertura em seus corações para receber qualquer palavra. Quando acordei, senti Deus fazendo uma pergunta ao meu coração: “Qual é a chance deste grupo crescer?” Crescer fala de maturidade, de qualidade, de santidade. Eu respondi ao Senhor dizendo que era algo muito difícil, pois não queriam tocar e nem se deixar ser tocados.

Gálatas 5:19-21: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”.

Quando o texto acima veio a minha mente, o Senhor me perguntou então se seria possível este grupo ser salvo, se poderia haver salvação sem transformação. Entendi que não seria possível, pois este grupo precisaria estar aberto para a santidade, para o crescimento, pois os santos é que verão a Deus. A bíblia diz que há um caminho aberto a todos para a salvação (João 1:12), mas também diz que, se o homem não fizer a vontade de Deus, não entrará no Seu Reino:

Mateus 7:21: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”

Assim, não é possível haver salvação sem passar pela transformação e, se não aceitarmos a transformação que Deus quer operar em nós, estaremos indo contra o plano d’Ele de nos salvar. A salvação é uma obra plena e não apenas uma experiência de um dia. Sei que alguém pode argumentar e dizer que o ladrão na cruz teve um único encontro com Jesus e foi suficiente. É verdade, mas não podemos ignorar que ele também não teve tempo de lambuzar mais uma vez sua vida. Ele não saiu dali para viver deliberadamente no pecado.

“Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.” Hebreus 10:26-30, RA.

O texto acima, curiosamente, é a conclusão de um mandamento apostólico:

Hebreus 10:25: “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. Porque, se vivermos deliberadamente em pecado,…”

A santidade também passa pelos confrontos no corpo de Cristo. Existe muita gente que não tem disposição para tocar ou ser tocado. Na verdade, a maioria das pessoas não gosta de ser repreendida ou corrigida. Custa muito alguém chamar a nossa atenção e dizer que estamos errados; ficamos intimidados, chateados. Somos muito justos aos nossos próprios olhos, estamos sempre prontos para vermos os erros dos outros e não os nossos. Não somos bons para vermos as virtudes alheias. Mas ninguém cresce vendo os erros dos outros e vendo apenas sua própria justiça. Começamos a crescer quando enxergamos nossos erros, pois é a única chance que temos de nos arrepender, de mudar, de ver as nossas misérias.

Hebreus 10:25: “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.”

Neste texto, o autor de Hebreus denuncia o motivo de muitas pessoas não quererem viver como igreja. Nós gostamos de grandes reuniões pois não precisamos nos envolver, mas apenas cantar e ouvir uma palavra abençoada. Ou, então, assistir ao culto pela internet; assim não precisamos sair do conforto do lar. Mas, infelizmente, muitos se tornaram “consumidores evangélicos” – só pensam em si, querem apenas consumir o que o evangelho dá, querem ouvir e conhecer boas palavras mas sem nenhuma intenção ou desejo de viver o que ouvem. Gostam de prédios de igrejas que disponham de um bom estacionamento para seu carro, de um ambiente agradável com ar condicionado, escola para cuidar de seus filhos, etc. Se der dízimo ou oferta, então se sente com mais direitos ainda, como se estivesse pagando por estas “benfeitorias”. Em um “ambiente de culto” é muito fácil vivermos apenas como cristãos “comuns”. Mas, quando temos de ir para um ambiente menor, onde precisamos relacionar e viver o que ouvimos, os desafios aumentam (CONTINUA NO PRÓXIMO POST).

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A reputação e o copo

20 fev

copo quebrado

Recentemente, vendo as notícias do Face, li esta mensagem do copo. Então me lembrei que um dia um pastor, tentando justificar suas feridas, me contou uma parábola parecida com esta do copo. Ele havia sido difamado por outro pastor. Porém, um belo dia, o difamador pediu perdão. O pastor ferido me disse com base na parábola do “copo”: – “Está vendo Franco, o pedido de perdão dele não pode reparar o dano que ele me causou. Na verdade, ninguém mais pode restaurar a minha reputação”.

Imediatamente, perguntei a ele: – “Quem foi o rei Davi? Ele prontamente me respondeu: – “Um homem segundo o coração de Deus”. Concluí: – Interessante! Você poderia dizer que Davi foi um soberbo, pois fez um senso para se engrandecer, ou um adúltero, pois deitou com a mulher de outro homem, ou ainda um assassino, mas você só consegue se lembrar de que ele foi um homem segundo o coração de Deus.

Balaão foi um profeta procurado por um rei distante. Deveria ser famoso nos seus dias, mas nenhum cristão genuíno que ser um profeta como Balaão. Salomão foi um rei sábio, rico e famoso. Porém, nós não queremos terminar nossos dias como ele terminou os dele. Saul foi rei sobre Israel, bonito e ungido. Mas tampouco queremos ser comparados a ele. Por que? Porque nós sabemos o que Deus falou sobre cada um deles.

Deus também disse que “Davi era um homem, segundo o Seu coração”.

Pois é, no final de tudo, o que conta mesmo, é o testemunho de Deus. A nossa reputação é Deus quem restaura e sustenta, mesmo quando nós mesmos a destruímos.”

“Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 João 2:17).

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Atitude no deserto

7 fev

cruz

Jó 42:1-6: “Então respondeu Jó ao Senhor, dizendo: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás.Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza.”

Essa declaração de Jó expressa que, na verdade, ele nunca havia conhecido perfeitamente a Deus. Mas agora, após o seu deserto, enxergou o Senhor e pode louvá-Lo de verdade. Ele aprendeu que o Senhor tudo pode e que nenhum dos Seus planos poderia ser frustrado!

E a sua história, como está? Como é que o diabo olha para a sua vida? E o seu deserto, como é que você irá sair dele? Qual é a sua resposta, a sua atitude? Deus espera uma resposta sua em meio ao seu cativeiro! Creia que as portas estão abertas em sua vida, que você irá se levantar em louvor, que as cadeias que lhe prendem irão se quebrar e que você irá experimentar um novo tempo de Deus em sua vida! Se você crer nessa palavra, verá o fruto dela em sua vida. Olhe para o seu Pai, confie que Ele cuida diariamente de você, que não está desamparado, que Ele cuida de você, que o corrige e disciplina para o seu bem, mas que nunca o abandona!

Abra a sua boca e faça o diabo emudecer. Dê ao Senhor o seu verdadeiro louvor, o louvor que vê e reconhece Ele, o louvor que se rende a Ele, o louvor que liberta verdadeiramente a sua vida. Declare como Jó: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19:25). Amém!

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“Reclamando de Deus”

31 jan

Sol

Quando reclamamos da vida estamos reclamando da vida que Deus nos deu. Quando reclamamos da nossa situação estamos reclamando da situação que Deus nos proporcionou ou das consequências das nossas semeaduras. É por isso que Paulo disse que aprendeu a viver contente com tudo o que tinha (Filipenses 4:11), porque ele aprendeu a viver e depender exclusivamente do Pai.

Quem é o seu rei? Se uma pessoa incrédula olhar para sua vida, ela poderá dizer que o seu rei é bom? Essa pessoa verá alegria, louvor, agradecimento e contentamento em seus lábios? Apesar das lutas e dificuldades, ela verá que você permanece firme e confiante, que você possui algo que ela não tem? Que o seu Rei é o Senhor Jesus.

Atos 16:25-34: “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos. E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido. Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. E lhe pregavam a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa. E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus. E, levando-os à sua casa, lhes pôs a mesa; e, na sua crença em Deus, alegrou-se com toda a sua casa”.

A atitude de Paulo e Silas impediu que o carcereiro se matasse. A maior pregação deles foi se manterem ali, não fugirem, mas ficar adorando e louvando a Deus. As cadeias não os prendiam, eles louvavam ao Senhor independente da situação de prisão que estavam. Aquela atitude foi tão poderosa que o carcereiro desejou para si e para sua família o mesmo Deus que havia visto neles.

O que esse mundo precisa ver em nós? Se somos parecidos com o mundo, se reclamamos das mesmas coisas, se murmuramos igual, eles acharão que nosso rei é Faraó, e não o Senhor. Mas o nosso Rei está assentado no Trono!

Apocalipse 5:12,13: “Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.”

Nós O louvamos não porque estamos conformados com as coisas que nos acontecem, mas porque cremos em um Deus que transforma todas as maldições em bênçãos, que transforma a nossa vida, que pode e vai mudar todas as situações de deserto na hora em que Ele quiser! Nós O louvamos porque sabemos que Ele está no controle de tudo e quer sempre nos fazer o bem! Nós confiamos que Ele vai mudar a nossa sorte, a nossa história! Por isso, abramos as nossas bocas e louvemos ao Senhor! Creiamos no Senhor e sejamos ousados, confessemos que Ele irá mudar a nossa situação e a nossa vida!

Jó 42:1-6: “Então respondeu Jó ao Senhor, dizendo: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás.Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza.”

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Deus está no controle

27 jan

oleiro - vaso

Às vezes vemos a correção como um aspecto negativo, mas disciplinar e corrigir é colocar de volta no caminho, no rumo, é ensinar (Hebreus 12:7-11). Se somos filhos, Deus nos corrige, nos ensina, nos disciplina para nos trazer de volta aos Seus caminhos. A mão que trata conosco é a mão do Pai.

Mateus 10:29-31: “Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos.”

Somos valiosos e importantes para o nosso Pai Celestial e nada nos acontecerá sem que esteja debaixo da vontade e permissão d’Ele.

Jó 1:8-12: “E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal. Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: Porventura teme Jó a Deus debalde? Porventura tu não cercaste de sebe, a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado se tem aumentado na terra. Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face. E disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor.”

O Senhor permitiu que Satanás tocasse em todos os aspectos naturais da vida de Jó, mas proibiu-lhe de tocar em sua alma. Ele determinou limites ao diabo, cercando e protegendo a alma de Jó. O Senhor sempre zelou e protegeu o Seu povo, pois este tem um valor ilimitado para Ele (Isaías 13:12, 43:4, Salmos 17:8). Nosso grande problema é não acreditar ou reconhecer o grande valor que temos para Deus.

Quando o Senhor tirou o povo de Israel do Egito, Ele precisou levar Faraó ao extremo da dureza de coração, inclusive matando em um só dia todos os primogênitos do Egito e preservando os de Israel, apenas para mostrar a Israel o valor que eles tinham aos olhos do Senhor. Assim, não precisamos temer, pois somos muitíssimo preciosos para Deus.

Quanto vale a Igreja do Senhor? Vale o sangue do único filho de Deus (1 Pedro 1:18,19). Se somos tão importantes para Deus, será que Ele nos deixaria entregues à própria sorte, como brinquedos nas mãos do diabo? Será que Ele estava dormindo quando um determinado problema entrou em nossas vidas? O nosso Deus não dorme, Ele está atento a todo instante sobre nós (Salmos 121:4). Nada nos acontece por acaso ou sem o Seu conhecimento e permissão – Ele está no controle absoluto de todas as situações!

Deuteronômio 8:15,16: “Que te guiou por aquele grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de terra seca, em que não havia água; e tirou água para ti da rocha pederneira; Que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheceram; para te humilhar, e para te provar, para no fim te fazer bem.”

Ele permite situações que nos humilham e nos provam, mas, ao final, é para nos fazer o bem. Se passarmos pelo deserto sem enxergar ao Senhor e sem acreditar que Ele está presente isso só trará murmuração e, não, louvor.

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“Cadê o fim do mundo?” – Tribulação, ressurreição e arrebatamento

24 jan

Escatologia

Com certeza você já teve ter passado por diversos “fins do mundo”. A última previsão frustrada foi a do ano de 2012. Já chegamos em 2014 e nada aconteceu. Ao menos, situações como essas podem ser úteis para nos fazer pensar sobre o verdadeiro ensino bíblico acerca das coisas que estão por vir, sobre os últimos dias.

Escatologia não é um tema comumente abordado neste blog. Em mais de três anos de atividades, creio que nenhum post acerca disso foi publicado. Entretanto, como nos lembra Hebreus 6, a ressurreição dos mortos e o juízo eterno são alguns preceitos elementares da doutrina de Cristo. Então, apesar das muitas especulações construídas sobre o tema, não podemos evitar as verdades bíblicas sobre o retorno do Senhor, bem como também para estimular um debate saudável e bíblico acerca de certas interpretações.

Paulo, em I Ts. 4:13-18 pretende encher seus leitores de esperança e consolo acerca dos cristãos que já morreram. Para tanto, o apóstolo destaca que antes que os vivos encontrem o Senhor, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Paulo afirma categoricamente, sem deixar espaço para quaisquer dúvidas ou especulações: a ressurreição dos mortos antecederá o arrebatamento.

“Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiroDepois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (I Ts. 4:15-17)

O apóstolo destaca: não haverá arrebatamento sem que os mortos em Cristo ressuscitem primeiro. Então, se traçarmos, a partir desse texto de I Ts. 4:13-18, uma linha do tempo, a ressurreição dos mortos em Cristo será o primeiro evento,  imediatamente depois ocorrerá o arrebatamento dos vivos, ou seja o encontro de toda a Igreja com o Senhor.

Mas se a ressurreição dos mortos em Cristo será o primeiro evento, quando ela ocorrerá? Antes de responder essa pergunta, é importante destacar que Jesus ensinou que haverá duas ressurreições: a ressurreição da vida, e a ressurreição do juízo:

“Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (Jo. 5:28-29).

Compreendendo que haverá duas ressurreições, podemos buscar uma resposta para a pergunta anterior: quando ocorrerá a ressurreição dos justos? Apocalipse 20:4-6 nos dá a resposta para essa pergunta:

“E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição” (Ap. 20:4-6)

João registra o momento da primeira ressurreição, a ressurreição dos justos para a vida. E, como vimos em I Ts. 4:13-18, o arrebatamento dos vivos NÃO ocorrerá antes da ressurreição dos justos. Primeiro é a ressurreição, depois o arrebatamento. Ora, João registra que entre os que terão parte na primeira ressurreição estará gente degolada pelo testemunho de Jesus, que não adorou a besta, nem a sua imagem, e não recebeu o sinal em suas testas nem em suas mãos.

Diante desse registro de João fica uma pergunta: se o arrebatamento vai acontecer antes do período do governo do Anti-Cristo (ou Grande Tribulação), de tal forma que a Igreja seria poupada, como é que logo na primeira ressurreição (que segundo I Ts 4:13-18 ocorrerá antes do arrebatamento), já haverá pessoas mortas por não adorarem a besta?

Faço essa pergunta porque para a corrente pré-tribulacionista a Igreja não passará pela Grande Tribulação, pois a ressurreição dos justos e o arrebatamento ocorreriam antes. Contudo, não é isso o que vemos no texto de Apocalipse 20:4-6 e em qualquer outro lugar da Bíblia. Não existe amparo bíblico para a ideia de que, havendo uma Grande Tribulação, a Igreja seria arrebatada antes dela, sendo poupada desse período. Se haverá uma Grande Tribulação, o ensino bíblico é claro: a Igreja passará por ela, pois logo na primeira ressurreição (que antecede o arrebatamento) estarão aqueles que foram mortos por resistirem ao Anti-Cristo.

Essa ideia de que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação tem mais invenção humana do que fundamento bíblico. Sei que essa afirmação é contrária ao que muita gente crê. Toda a série “Deixados para trás” parte de um pressuposto equivocado, o de que haverá ressurreição e arrebatamento antes da Grande Tribulação. Contudo, apesar de muita gente discordar do que estou expondo aqui, não posso deixar expôr o que está nas Escrituras.

Por fim, e para estimular o debate nos comentários, quero deixar aqui o texto de Paulo em II Ts. 2:1-4.

Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição”.

Aguardo o seu comentário seja de apoio ou de crítica.

Em Cristo,

Anderson PazAnderson Paz 
 
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Novo modo de vida

23 jan

folha

Recentemente, em uma conversa com um casal, falava sobre as palavras que Jesus trocou com Nicodemos numa noite (João 3:1-6). Ao perguntar para Jesus sobre o que ele precisava para herdar a vida eterna, Jesus responde que ele precisava nascer de novo. Sem entender o que Jesus estava dizendo, e olhando só para o que é natural, Nicodemos perguntou como isto poderia acontecer, nascer de novo sendo ele já velho. Jesus lhe responde dizendo que ele estava falando de um novo nascimento n´Ele mesmo, no próprio Cristo. Em outras palavras, Jesus estava dizendo que Nicodemos precisava iniciar uma nova vida em Cristo, não vivendo mais baseado em tudo que aprendeu na vida, mas como um bebê, aprender tudo novamente da forma certa, à forma do Pai.

Dizem que a vida é uma escola, até pode ser, mas uma escola que nos ensina muitas coisas erradas, pois sua base de ensino está fundamentada não na Palavra de Deus e Sua vontade, mas sim no humanismo, um estilo de vida egoísta que coloca o homem no centro custe o que custar.

Jesus, conhecendo quem é o homem, estava propondo para Nicodemos, que naquela noite estava buscando algo sem saber o preço que tal coisa lhe custaria, uma reformulação total no seu modo de vida. Como Paulo falou em Romanos 12, uma renovação total de sua mente abandonando tudo que lhe tinha sido ensinado pela “vida” (sem Deus).

Muitos cristãos se contentam somente com uma mudança de hábitos em sua vida quando conhecem Jesus. Muitos que bebiam param de beber, o mesmo acontece com o cigarro, outros incorporam na sua agenda semanal idas e vindas a locais de reuniões semanais e outras séries de atividades consideradas religiosas. Tudo isso é bom, mas não é o objetivo final que Jesus quer para Seus filhos, pois tudo isso pode ser feito sem haver nenhuma transformação profunda de caráter, de pensamentos, de princípios que formam a pessoa. Jesus quer que vivamos um novo modo de vida, o modo dEle, a vida dEle e que deixemos para traz tudo que o temos e troquemos pelo que é dEle.

Para isso, precisamos a cada dia de uma avaliação séria e profunda de nossas vidas, dos nossos pensamentos, das reações que tivemos e principalmente tudo que estava por traz, a motivação para todas as coisas. Ao encontrar o que ainda faz parte do velho modo de vida, devemos abandonar, nos arrepender e escolher mudar, pois diante disso o Senhor opera a transformação em nossos corações. É assim vamos ser transformados a cada dia conforme a sua imagem (2 Co. 3:18).

Em Cristo,

Cristiano Brum 
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